03/09/2014




HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Portugal é o terceiro país da OCDE onde o desemprego estrutural mais aumentou

Só Espanha e Grécia ultrapassam Portugal no aumento estrutural do desemprego registado entre 2007 e 2013. Os dados constam de um relatório da OCDE que tenta avaliar que parte do desemprego veio para ficar.
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A crise fez disparar o nível de desemprego em vários países desenvolvidos, mas que parte deste desemprego veio para ficar? Num relatório divulgado esta quarta-feira, que analisa um conjunto de 35 países, a OCDE sugere que Portugal foi o terceiro onde o desemprego estrutural mais aumentou, logo a seguir a Espanha e à Grécia.

"Uma das questões centrais para os países onde as taxas de desemprego ainda não regressaram aos níveis pré-crise é saber que parte do incremento se deve a um aumento cíclico que pode desaparecer rapidamente com a recuperação económica e que parte representa um aumento estrutural que pode levar vários anos a desaparecer, mesmo depois da recuperação total da economia", referem os autores do "Employment Outlook 2014".

Para avaliar a evolução do desemprego estrutural, a OCDE utiliza um indicador específico, a taxa de desemprego que existiria num cenário de pleno emprego ou de equilíbrio (NAIRU).

Os gráficos revelam que em Portugal este indicador aumentou 3,5 pontos percentuais entre 2008 e 2013, o que representa o terceiro maior aumento de todos os países analisados, numa lista liderada por Espanha (6,6 pontos) e pela Grécia (4,4 pontos).

Num conjunto de 15 países da OCDE, o aumento foi mais baixo (1,5) tendo mesmo sido registada uma quebra em países como a Suécia ou a Finlândia.

No relatório divulgado esta quarta-feira, a OCDE apresenta Portugal como o país que em Maio tinha a terceira maior taxa de desemprego (14,3%), mas também como um dos países onde a taxa de desemprego mais caiu face ao que foi registado no pico da crise.

De acordo com as projecções que constam deste relatório – e que poderão ainda não assumir os últimos dados divulgados pelo INE, que surpreenderam pela positiva, apresentando uma taxa abaixo dos 14% no segundo trimestre – Portugal deverá manter a posição relativa, chegando ao final de 2015 com a terceira taxa de desemprego mais elevada de todos os países analisados (14,7%).

* Os números  em Portugal sobre o desemprego são sempre mentirosos. Na realidade temos mais de 20% de desemprego sem acrescentar os desempregados que emigraram.


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