03/01/2020

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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XXXVI~MEGA FÁBRICAS
1-GUMPERT APOLLO



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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FONTE:    El otro canal 

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III- HISTÓRIAS
INEXPLICÁVEIS

3- A Maldição do Farol Flannan

e Aleshenka, a Múmia Russa



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


  Josevan Nascimento
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𝓐𝓡𝓠𝓤𝓘𝓣𝓔𝓒𝓣𝓤𝓡𝓐
4-PΣÐAÇOS ÐΣ HISTÓЯIA

4.2-ARQUITECTURA DOS ROMANOS



FONTE:  Marco Pádua

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PATRÍCIA FERNANDES

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A epistemologia do eu

Amadurecer é encontrar um equilíbrio entre os desejos pessoais (a condição de infância, em que queremos tudo e já) e as regras sociais. Mas hoje parecemos presos a uma sociedade de eterna adolescência

«What you are suggesting is unthinkable. The order of succession to the throne is determined by the Act of Settlement of 1701, not the wild and irresponsible whims of young princesses. The principle of undisturbed hereditary descent is a pillar of stability and perpetuity for the nation. (…) I would urge you to accept your position in life and to dismiss forthwith any childish notions about rewriting the rule books that it might better suit your character. We all have a role to play.» The Crown, s03 e02

Uma das tentações mais perigosas da reflexão política é a da simplificação. O seu poder hipnótico passa por, apresentando causas e efeitos lineares, criar a ilusão de controlo, a ilusão de que podemos não só compreender, mas também condicionar tudo o que vai acontecendo à nossa volta. É este, por exemplo, o poder das ideologias. Enquanto narrativas simplificadas de termos e relações causais, elas parecem tornar o mundo mais inteligível. Trata-se, contudo, de uma fantasia, e a compreensão de um mundo cada vez mais complexo implica o esforço de, periodicamente, darmos um passo atrás e ganharmos distanciamento sobre os acontecimentos. Uma boa estratégia passa por revisitar os autores que ainda hoje influenciam o nosso modo de pensar e entender como os seus legados, muitas vezes contraditórios, se mantêm como discursos hegemónicos ou de resistência, ou como aparentes derrotados que vingam muito tempo depois.

Esta perspetiva permite, nomeadamente, iluminar os legados de John Locke e Jean-Jacques Rousseau. A vitória da democracia liberal significou a vitória de Locke e de um vocabulário centrado em direitos naturais, limitação do poder político, consentimento, representação, direito de resistência. E tal significou a derrota do modelo rousseauniano de participação, comunitarismo e poder político não limitado. Mas a segunda metade do século XX viu regressar o espírito de Rousseau, radicalizando o individualismo que caracteriza a modernidade e dando forma a fenómenos políticos radicados naquilo que podemos designar como a epistemologia do eu.

A epistemologia do eu resulta do legado de Rousseau que assenta no espírito de rebeldia de um eu interior que vive em permanente confronto com a sociedade exterior. Para o genebrino, o estado de absoluta liberdade e igualdade do ser humano – em linguagem contratualista, o estado de natureza – é o estado em que, vivendo sozinhos, somos autores das próprias leis e não dependemos dos outros. É quando passamos a viver em sociedade que perdemos, progressivamente, liberdade e igualdade naturais: não só deixamos de determinar as regras, como a vivência com o outro nos corrompe, destruindo a natureza do bom selvagem.

Há, nesse sentido, em Rousseau uma luta constante com a sociedade e com os outros – e a sua biografia pessoal, retratada nas deliciosas Confissões, revela precisamente esta luta, num confronto permanente com a sociedade que o rodeia, com amigos de sempre que deixam de o ser, com um mundo que conspira constantemente contra ele. Mas o sentimento de atração que a sua leitura provoca é proporcional à sensação de desconforto que resulta do facto de Rousseau parecer um eterno adolescente, procurando a sua identidade na oposição constante aos outros. Permanecendo neste estado, nunca cresce, nunca amadurece, nunca aprende a viver num mundo que o antecede e que permanecerá após a sua morte.

É por esta razão que Rousseau é tão sedutor para aqueles que sentem desconforto com o mundo que os rodeia. E é este espírito rousseauniano que marca muito da política atual: a vontade de mudar o mundo de acordo com desejos pessoais, recuperando uma liberdade inicial à custa de impor aos outros uma vontade individual. A legitimidade dessa imposição residiria na experiência pessoal e individual que é superior à experiência coletiva – a epistemologia do eu prevaleceria sobre a epistemologia do nós.

Este modo de ver o mundo e a política apresenta, contudo, um sério problema: é que, ao centrar-se na ideia de que existe um eu interior que é puro e que se opõe a uma sociedade que deve ser alterada para servir as necessidades desse eu, leva-nos a desvalorizar as instituições, as regras, os consensos que nos antecedem. Se o mundo não respeita os nossos desejos interiores, então pior para o mundo, que se crie um mundo novo. Mas há algo de profundamente perverso na ideia de que as nossas vontades são moralmente superiores ou politicamente mais válidas do que instituições que sobreviveram durante séculos e que cumpriram, em sentido burkiano, a sua função. Há algo de perverso e infantil – mas também perigoso, porque nos impede de dar um sentido coletivo às decisões políticas, curiosamente em contradição com as próprias ideias de Rousseau. A vertigem do eu impede a prossecução de consensos em torno do nós.

Talvez faça sentido, por essa razão, recordar uma antiga lição: amadurecer significa encontrar um equilíbrio entre os nossos desejos pessoais (que marcam a condição de infância, em que queremos tudo e já) e as regras sociais. Mas hoje parecemos condenados a uma sociedade de eterna adolescência, centrada em dinâmicas de vitimização que procuram mudar o mundo e as suas regras para que se adaptem ao eu de cada um. Mas lembremo-nos de que Rousseau morreu sozinho, revoltado com o mundo e enlouquecido pela ideia de que todos lhe queriam mal – uma experiência que, pessoal e coletivamente, talvez não queiramos repetir.


IN "OBSERVADOR"
27/12/19

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2142.UNIÃO



EUROPEIA



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15-Falsidade.com 
15.3-VENTOS DO PASSADO



FONTE:  tbrsete

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Gabriel Silva

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V-GENOMA HUMANO
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Soleimani, 
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Irão promete "vingança implacável"




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MÁRIO LOPES
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"É inevitável termos grandes sismos
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FONTE:  Azores Today
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BOM DIA



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21-TEATRO
FORA "D'ORAS"
𝐼-𝑈𝑚 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜 𝑚𝑢𝑛𝑑𝑜



𝑆𝐼𝑁𝑂𝑃𝑆𝐸:

𝑁𝑜 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑗𝑒𝑐𝑡𝑜, 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑑𝑜 𝑒𝑚 𝟤𝟢𝟣𝟧, “𝑈𝑚 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜 𝑀𝑢𝑛𝑑𝑜 2016, 𝑢𝑚 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑡𝑎́𝑐𝑢𝑙𝑜 𝑚𝑢𝑠𝑖𝑐𝑎𝑙 𝑖𝑛𝑒́𝑑𝑖𝑡𝑜 𝑐𝑜𝑚 𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑑𝑒 𝟦𝟢𝟢 𝑖𝑛𝑡𝑒́𝑟𝑝𝑟𝑒𝑡𝑒𝑠, 𝑐𝑜𝑚 𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑜𝑠 𝟩 𝑒 𝑜𝑠 𝟪𝟢 𝑎𝑛𝑜𝑠, 𝑟𝑒𝑐𝑟𝑢𝑡𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑎 𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑣𝑖𝑙𝑎𝑐𝑜𝑛𝑑𝑒𝑛𝑠𝑒 𝑒 𝑔𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑒 𝑑𝑒𝑙𝑒𝑠 𝑠𝑒𝑚 𝑞𝑢𝑎𝑙𝑞𝑢𝑒𝑟 𝑒𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑒̂𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑡𝑒𝑎𝑡𝑟𝑎𝑙.

𝐴 𝑒𝑛𝑐𝑒𝑛𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑒𝑛𝑎𝑙𝑡𝑒𝑐𝑒 𝑎 𝑝𝑟𝑒𝑠𝑒𝑛𝑐̧𝑎 𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎𝑟 𝑛𝑎 𝑒́𝑝𝑜𝑐𝑎 𝑑𝑜𝑠 𝐷𝑒𝑠𝑐𝑜𝑏𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠, 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟𝑖𝑧𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑜 𝑝𝑎𝑝𝑒𝑙 𝑑𝑜𝑠 𝑡𝑟𝑎𝑏𝑎𝑙𝘩𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑟𝑢𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑛𝑎𝑣𝑎𝑙, 𝑝𝑒𝑠𝑐𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠, 𝑚𝑒𝑟𝑐𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑒 𝑜𝑢𝑡𝑟𝑜𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑡𝑎𝑛𝑡𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑟𝑖𝑏𝑢𝑖́𝑟𝑎𝑚 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜 𝑝𝑟𝑜𝑔𝑟𝑒𝑠𝑠𝑜 𝑑𝑒 𝑉𝑖𝑙𝑎 𝑑𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑒 𝑑𝑎 𝑁𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜.

𝐴 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑚𝑜𝑟𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝟧𝟢𝟢 𝑎𝑛𝑜𝑠 𝑑𝑎 𝑎𝑡𝑟𝑖𝑏𝑢𝑖𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑑𝑜 𝐹𝑜𝑟𝑎𝑙 𝑀𝑎𝑛𝑢𝑒𝑙𝑖𝑛𝑜 𝑎 𝑉𝑖𝑙𝑎 𝑑𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑒́ 𝑡𝑎𝑚𝑏𝑒́𝑚 𝑢𝑚 𝑑𝑜𝑠 𝑚𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝑎𝑙𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑎 𝑒𝑥𝑖𝑏𝑖𝑐̧𝑎̃𝑜.



FONTE:   Câmara Municipal de Vila do Conde