terça-feira, 23 de maio de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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17-BODY PAINTING

ANNE DE PAULA BARES 


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GRANDES LIVROS/36

AUTORES DO MUNDO


3- Dom Quixote de La Mancha

Miguel de Cervantes

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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10-O DESPERTAR DA CHINA

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* Um acordar vigoroso, exemplar na voracidade!

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.
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HOJE  NO 
"JORNAL DE NEGÓCIOS"


Estado concretiza venda da ex-Qimonda recuperando 8,9 milhões em créditos

A AICEP e os bancos alienaram as posições na Nanium à americana Amkor. O Estado recupera créditos de 8,9 milhões e diz que, de forma gradual, receberá o capital investido. Governo continua sem revelar o valor do negócio.

A empresa da antiga Quimonda em Portugal já não está em mãos nacionais. O Governo deu luz verde à transacção em que a estatal AICEP vende a sua posição de 18%, em paralelo com as alienações das participações de 41% que tanto o Banco Comercial Português como o Novo Banco tinham na denominada Nanium.
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"Foi ontem [22 de Maio] concluída a operação de aquisição da Nanium S.A. (ex-Qimonda) pela empresa americana Amkor Technology Inc. Os secretários de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, e do Tesouro, Álvaro Novo, aprovaram a venda após a audição da Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização do Sector Público Empresarial (UTAM), que deu parecer favorável à transacção", indica um comunicado emitido esta terça-feira, 23 de Maio, pelo gabinete do secretário de Estado da Internacionalização.

O valor da operação não é revelado na nota enviada às redacções – nem o foi quando, em Fevereiro, se anunciou o acordo de compra e venda com os americanos da Amkor. O Jornal Económico tinha avançado há semanas que o processo estava a demorar mais do que o previsto por detalhes relacionados com o preço que estavam em discussão no Ministério das Finanças.

O Governo repete, contudo, aquilo que já tinha dito ao Negócios: o dinheiro investido na fabricante do segmento de semicondutores será recuperado. Não são indicados prazos para que isso aconteça.

Capital recuperado de forma gradual
"A ex-Qimonda recebeu apoios directos ao investimento aprovados no programa de incentivos à modernização da economia (PRIME), no ciclo 2000/2006, e nos sistemas de incentivos do QREN, no ciclo 2007/2013. Com esta operação, o Estado Português recuperou os créditos remanescentes correspondentes aos incentivos concedidos e ainda não reembolsados, no valor de 8.930.126,00 euros, e vai também recuperar, de forma gradual, a componente capital investida na empresa, resultante do processo de insolvência da Qimonda", indica o comunicado. Não são identificados prazos nem montantes relativos a esta recuperação do capital.

A Nanium foi uma empresa que resultou da falência da alemã Qimonda. A AICEP detinha 17,88%, os bancos 41,06% cada um. O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros fala no BES, mas na resolução do antigo banco a posição ficou no Novo Banco.

Com a venda à Amkor, ficam salvaguardados, diz o Governo, os cerca de 550 pontos de trabalho da empresa sediada em Vila do Conde. "A aquisição da Nanium pela Amkor é um passo sólido para a viabilidade e crescimento a médio e a longo prazo da empresa, enquadrada num grupo que é o segundo maior do sector a nível mundial, com um volume de negócios, em 2016, de 3.900 milhões de dólares", continua o Ministério dos Negócios Estrangeiros no comunicado, acrescentando que, com a alienação, o Estado evita eventuais investimentos caso haja necessidades futuras por parte da empresa.

"A Amkor, pela sua dimensão e capacidade financeira, tem condições para assegurar os significativos investimentos que a Nanium requer nos próximos anos, única forma de manter a sua competitividade internacional", concretiza o comunicado do Governo.

Ao Negócios, a empresa americana tinha dito que estava disposta a aumentar o quadro de pessoal da empresa após a conclusão da operação. O grupo americano acredita, como diz numa nota por si divulgada, que a aquisição da Nanium "dará força à posição" da Amkor, nomeadamente devido à tecnologia WLFO (tecnologia de encapsulamento de semicondutores) que a empresa portuguesa desenvolveu.

Novo Banco livra-se de mais um activo
Em Fevereiro, aquando do anúncio desta alienação, o Novo Banco tinha enquadrado a operação no "processo de desinvestimento de activos não estratégicos", para se focar no negócio bancário doméstico. Então, ainda não era certo se a transacção teria um impacto neutro ou positivo no rácio de solidez da instituição financeira.

Ainda não foi possível obter uma resposta da instituição liderada por António Ramalho, tal como não houve ainda reacção do BCP. 

* Peanuts é o que o Estado recebe.

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I-EXPEDIÇÃO AVENTURA
 4- RONDÓNIA
COM RICHARD RASMUSSEN

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HOJE  NO 
"DESTAK"

Festival Paredes de Coura faz 25 anos
 e é um "laboratório musical "

A artista britânica Kate Tempest e os portugueses Bruno Pernadas, Throes + The Shine, Cave Story e Octa Push juntam-se em agosto ao Festival Vodafone Paredes de Coura, um "laboratório musical" que cumpre 25 anos, foi hoje anunciado. 
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Numa apresentação em Lisboa, o programador João Carvalho, um dos fundadores do festival, disse que este é "um dos cartazes mais sólidos de sempre" e de celebração.

O festival decorrerá de 16 a 19 de agosto e, do cartaz já conhecido, João Carvalho revelou que os !!! cancelaram o concerto - o nome substituto deverá ser anunciado em breve - e que o cartaz não está ainda fechado. 

* Um ex-libris de Portugal, ao menos uma vez na  vida vá ao festival.

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JOSÉ VEGAR

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Pensar mal o terrorismo

Dir-se-á que há pouco a fazer para combater o terrorismo se a sua natureza é esta que partilho. Não, há muito a fazer, mas o que pode ser feito não acontecerá sem mudar de paradigma cultural e legal.

Será muito provavelmente inútil tentar a devolução dos seus bilhetes ou os dos seus filhos para o festival de Verão que se aproxima. Na verdade, a possibilidade de ser feito um novo atentado num concerto de música é tão grande como o mesmo ser feito num jogo de futebol importante, numa feira empresarial, ou num interface de transportes em hora de ponta. Ou seja, qualquer sítio ou acontecimento que reúna massas e valor mediático é um possível alvo de terrorismo. Esta é a primeira dimensão onde estive até há muito pouco tempo, e durante 25 anos, a pensar mal o terrorismo contemporâneo. O padrão de que o alvo tinha que simbolizar, nem que de modo muito ténue, o inimigo, não existe hoje. Para o terrorista contemporâneo, o alvo tem apenas de possuir um potencial de espectacularidade.

Será provavelmente ainda mais inútil tentar entender a morfologia da entidade terrorista, algo que também aprendi como essencial. Dos anarquistas atomizados do século 19, às organizações de níveis estanques do século 20, passando pela proposta de entidades celulares de Appadurai, que continuo a partilhar com os alunos, nenhuma me parece válida hoje em dia.

Ao pensar Manchester, Paris, Bruxelas e o último londrino, penso que a morfologia deixou de existir. Por outras palavras, penso que a morfologia está reduzida ao indivíduo que age sozinho inspirado por uma ideia. E penso também que o faz porque tem em seu poder a arma essencial contemporânea, a grande plataforma virtual e de comunicações.

Até aqui há muito pouco tempo, o possível simpatizante da ideia e do combate terrorista tinha que se revelar, por muito pouco que fosse. Tinha de comprar o livro, ou os livros, tinha de ir ao local da conferência clandestina, tinha de correr o risco de se mostrar pronto para o recrutamento.

Não hoje. A plataforma, desde que “ele” tenha acesso, educa-o, mostra-lhe, dá-lhe mil e um documentos de doutrina. E, principalmente, através dos fóruns e “chats” fechados, dá-lhe a essencial comunidade de consolo e incentivo, a todo e em qualquer momento.

A única dimensão em que continuo a pensar com alguma utilidade o terrorismo contemporâneo é o seu núcleo ideológico. A vítima é insignificante para o terrorista, já que a vê apenas como um instrumento para concretizar o seu objectivo único, levar o medo a toda a comunidade inimiga.
Dir-se-á que há pouco a fazer para combater o terrorismo contemporâneo, se a sua natureza é a que partilho aqui. Pelo contrário, há muito a fazer, mas uma parte fundamental do que pode ser feito não pode ser feito sem um mudança total de paradigma cultural e legal.

Não se pode fechar a plataforma virtual, permitindo apenas o acesso de cada cidadão mediante registo prévio. Não se pode decretar que famílias, escolas e indivíduos informem sobre todos aqueles que detectaram ter um comportamento desviante, como, por exemplo, mau aproveitamento escolar. Não se pode restringir o acesso de passageiros a aviões low-cost. Ou seja, não se pode por em campo uma meta-estratégia de prevenção porque esta viola os nossos valores.

No entanto, sem esta meta-estratégia todo aquele que se considera marginalizado poderá procurar o terrorismo.

* Nascido em 1969, José Vegar foi correspondente de guerra, é Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação, e pós-graduado em Jornalismo. 
José Vegar trabalhou no jornal Público, Semanário, Expresso, 24 Horas, Independente e Tal e Qual, colaborou com as revistas Grande Reportagem, Bulletin of Atomic Scientists, Sábado, Fortuna, City, Maxim, Livros, Jornalismos e Jornalistas e Janus. Em 2002, foi galardoado com o Grande Prémio «AMI – Jornalismo contra a Indiferença». Em 2000, recebeu o Grande Prémio Gazeta.

IN "OBSERVADOR"
23/05/17

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1239.UNIÃO



EUROPEIA


1-MANCHESTER - NÃO PODEMOS ESQUECER

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HOJE  NO 
"i"

Vestido transparente de Sara Sampaio chama a atenção da imprensa internacional

A modelo optou por usar um vestido muito revelador


Sara Sampaio chamou a atenção da imprensa internacional quando desfilou, esta segunda-feira, na passadeira vermelha do Festival de Cannes.
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A modelo portuguesa foi à estreia do filme "The Killing of a Sacred Deee" e optou por usar um vestido muito revelador - branco transparente, repleto de rendas e folhos na parte da frente.  




 * Só uma linda mulher se confronta com um vestido deste tipo, fantástica.

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132-BEBERICANDO

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COMO FAZER "CAIPIROSKA DE AMEIXA"
Com JACKEOLIVEIRA
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SENEGAL
O IMPULSO DAS PME's

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FONTE: EURONEWS

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HOJE  NO 
"A BOLA"
Sporting
Jorge Jesus ilibado da queixa do Benfica

O técnico do Sporting, Jorge Jesus, foi ilibado pelo Conselho de Disciplina da Federação portuguesa de futebol (FPF) na sequência da queixa apresentada pelo Benfica.
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Tinha sido instaurado um processo, em janeiro, pelo Conselho de Disciplina (CD) a Jorge Jesus, isto por ter alegadamente desrespeitado a suspensão de atividades, por ter dado uma conferência de Imprensa de antevisão ao desafio com o Feirense quando estava a cumprir um castigo de 15 dias.
A Comissão de Instrutores analisou o caso e passado mais de quatro meses decidiu que Jorge Jesus deveria ser absolvido.

* A Jorge Jesus já chega a punição de ter tido uma época em branco, limpinha, limpinha.


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Marta Pereira da Costa

e Luis Guerreiro

Vira de Frielas

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HOJE NO
"AÇORIANO ORIENTAL"

Campanha do Banco Alimentar 
de sexta-feira a domingo

O Banco Alimentar Contra a Fome de São Miguel promove, entre sexta-feira e domingo, uma nova recolha de alimentos
 
"Todos os interessados em contribuir poderão fazê-lo, de 26 a 28 de maio, entregando sacos com alimentos nos postos de recolha, através do endereço www.alimentestaideia.net, adquirindo vales nas caixas de algumas lojas (sendo que o prazo destas ações termina no dia 04 de junho) ou, ainda, deixando alimentos diretamente no armazém sede, na rua de S. Joaquim”, em Ponta Delgada.
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No ano de 2016, as duas campanhas de recolha do Banco Alimentar Contra a Fome de S. Miguel resultaram na angariação de 40.925 quilogramas de alimentos.

Desde janeiro até ao mês de abril, o banco distribuiu por todas as freguesias da ilha “um total de 2.056 cabazes, numa média de 343 famílias apoiadas mensalmente, o que permitiu apoiar 4.902 pessoas”, sendo que 1.760 são menores.

A próxima campanha terá 50 postos de recolha, espalhados por toda a ilha.

* ALIMENTE ESTA IDEIA

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HOJE  NO 
"CORREIO DA MANHÃ"

Tentam anular casamento de pai 
de 101 anos com mulher de 52

Casamento contestado judicialmente pelos filhos do idoso em Bragança.

O casamento de um homem de 101 anos com uma mulher com metade da idade, em Bragança, está a ser contestado judicialmente pelos filhos do idoso, que acusam aquela que era empregada da família de querer ser herdeira. 
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O idoso, Francisco Marcolino, tem uma fortuna avaliada judicialmente em "cerca de dois milhões de euros" e os filhos alegam que se o pai quisesse casar com a mulher que foi contratada pela família há mais de 30 anos, "tê-lo-ia feito enquanto estava capaz e não agora que se encontra totalmente dependente". 

O casamento foi celebrado a 04 de maio no Registo Civil de Ribeira de Pena, a mais de 150 quilómetros de Bragança, depois de uma alegada primeira tentativa recusada no Registo Civil de Mogadouro, a 80 quilómetros de onde residem, segundo contou à Lusa o filho, Manuel Marcolino Jesus. O centenário tem quatro filhos, todos do primeiro casamento. A esposa, que morreu há 28 anos, terá sido quem contratou a empregada, que se manteve ao serviço na casa da família e que tem agora 52 anos, segundo relatam os contestatários. 

Manuel Marcolino Jesus fala em nome de três filhos do anterior casamento e contou que o pai foi independente até há cinco anos. Desde aí, diz que começou a "ficar incapaz, com um agravamento do estado de saúde, sobretudo nos últimos dois anos", e com vários episódios de urgência no Hospital de Bragança, em que nos históricos são referidos "síndrome demencial", "totalmente dependente" e que é acompanhado "por uma empregada que fornece a história" do doente. 

"Vivem em casa dela, desde que ficou incapaz há cinco anos, e é a partir daí que ela se começa a apoderar de tudo", afirmou o filho, concretizando que "desde essa altura faltam, só numa conta (bancária) mais de 319 mil euros e mais de 200 mil, noutra". 

Os três filhos desencadearam dois processos-crime por abuso de confiança contra a empregada e suscitaram o arrolamento dos bens, em dezembro de 2016, que contabilizou uma fortuna de "cerca de dois milhões de euros em dinheiro e propriedades". Deram também entrada a um processo de interdição do idoso, que ainda decorre, em que a filha foi nomeada curadora e no qual aguardam pelo exame psiquiátrico que irá dizer ao tribunal qual a condição do pai. No início de maio, dizem ter tomado conhecimento do casamento e acusam a empregada de ter levado o pai até Ribeira de Pena onde foi oficializado o matrimónio perante duas testemunhas e dois atestados médicos a atestarem que o homem de 101 anos estava capaz. 

Manuel questiona-se "como é que a funcionária do registo fez este casamento, perante um homem em cadeira de rodas, e no estado em que estava" o pai, apesar das testemunhas e dos atestados médicos. Os três filhos apresentaram queixas-crimes contra os dois profissionais que passaram os atestados e participaram às respetivas ordens profissionais. Indicaram ainda à Lusa que vão avançar com uma ação de anulação do casamento. 

A Lusa falou com a mulher visada que remeteu para a advogada. Depois de três contactos telefónicos, a advogada disse que não tem "nenhuma pergunta a responder". O quarto filho não quis falar sobre o assunto. 

* Golpe do baú!

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WRC Rally Portugal 2017
A FESTA DA PERÍCIA

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FONTE: rosmanao videos


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HOJE  NO 
"OBSERVADOR"

Como explicar o terrorismo às crianças?

Desta vez um ataque terrorista teve como alvo um público muito jovem. Devem os pais falar sobre isso com os filhos? E como? Fomos ouvir um pedopsiquiatra e quatro psicólogas.

Na terça-feira à noite, as 21 mil pessoas que assistiam ao concerto da cantora pop norte-americana Ariana Grande no Manchester Arena, em Inglaterra, foram surpreendidas, no final do espetáculo, por uma forte explosão que vitimou 22 pessoas e deixou outras 59 feridas. Mais um atentado, já reivindicado pelo Estado Islâmico, que se soma a muitos outros nos últimos meses mas este com uma particularidade que o distingue dos demais: desta vez o alvo foram sobretudo crianças (e os pais que as acompanhavam).
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Por isso, e pelo facto de o atentado ter ocorrido no final de um concerto de um dos ídolos pop das crianças e jovens, faz com que, provavelmente, as crianças e adolescentes se sintam mais identificadas e estejam mais sensíveis a estas notícias. É também natural que as dúvidas e perguntas em torno deste atentado e vindas desta faixa etária surjam com mais expressão.

A pensar nisso, no concerto desta cantora que está agendado para o dia 11 de junho no MEO Arena, nos receios dos pais e nas eventuais perguntas que possam surgir em casa, o Observador falou com quatro psicólogas e um pedopsiquiatra para ajudar a encontrar respostas para algumas das questões que possam estar a surgir neste momento.

1-Deve-se falar e explicar o terrorismo às crianças e pré-adolescentes? 
Sim. Esconder informação não deve ser opção
“Vindo a propósito, os pais podem falar do terrorismo, sem alarmismo”, defende Pedro Pires, pedopsiquiatra do Hospital Garcia de Orta, em Almada. Uma opinião subscrita pela psicóloga clínica Filipa Silva: “Neste momento, a questão da violência e do terrorismo estão na ordem do dia e devem ser discutidas. Não é possível abafar a informação e não parece que esconder informação seja a melhor abordagem”.

Também Isabel Abreu-Lima, professora na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, defende que a criança que interroga sobre este assunto deve ter uma resposta e que os pais não devem mentir. “Contudo essa verdade deve ser doseada. Devemos ajustar as nossas explicações, monitorizando a forma como a criança está a reagir.”

E a psicóloga clínica e psicoterapeuta Patrícia Câmara é da opinião que “a abordagem não deve ser nunca que as coisas não acontecem, ainda que não devam ser empoladas”.

2-Como deve ser feita a abordagem?
 Como se deve explicar o terrorismo? “Há pessoas boas e más”
OK, deve-se falar sobre estes atentados e sobre o terrorismo às crianças e pré-adolescentes. Mas como? Inês Marques, psicóloga clínica, coordenadora da equipa infanto-juvenil da Oficina da Psicologia, aconselha a que os pais evitem vocabulário difícil quando estão a falar para crianças em idade de pré-escolar ou a frequentar o ensino primário. “O ideal é falar de pessoas boas e más, sempre na lógica de que as pessoas não nascem más mas que há algo na história de vida dessas pessoas que as levou para esse extremo”. E questionados sobre as motivações dessas pessoas más, os pais podem “assumir que é muito difícil perceber o que está por detrás de tudo isto, que eles próprios não entendem. Ser genuíno é muito importante”.

Também Filipa Silva, psicóloga clínica e formadora, começa por dizer que é preciso “adaptar o discurso”. “Até aos seis anos devemos explicar, contrariamente a alguns livros de histórias encantadas, que nem toda a gente é boa e que nem todos os fins de história são felizes. E isso não tem mal nenhum”, assegura a psicóloga, acrescentando que “dos seis aos 10 anos, ainda numa fase da infância, podemos começar a usar a palavra ataque e explorar o que é isto do ataque. Da pessoa que não está bem e que planeia fazer mal aos outros”. Isso, remata a Filipa Silva, “sem nunca fazer associações a etnias, nem religiões, nem nacionalidades.” A partir dos 11 anos, “aí já podemos elaborar a ideia de terrorismo porque já vão perceber os conceitos”.

Um dos conceitos que as crianças devem aprender desde cedo é o da maldade, e também têm de perceber que há limites e que todos os atos têm consequências nos outros, sublinha a docente da Universidade do Porto, Isabel Abreu-Lima. “Tem de se explicar que existe maldade, que há pessoas, de facto, más e que causam sofrimento nos outros, que há pais que ficaram tristes e meninos que morreram, mas que também há muitas pessoas boas e que isso é o mais frequente.”

Ou seja, até aos seis ou sete anos de idade o melhor mesmo, destaca a psicóloga, é dar uma “explicação simples e linear de que há pessoas más” pois a criança “não vai entender o que é o terrorismo”.

Abordar o assunto pela tónica de que “a maldade existe e que o mundo também é feito de pessoas más” é a melhor solução também na opinião do pedopsiquiatra Pedro Pires. Quanto a uma explicação mais elaborada, essa só deve chegar mais tarde. “A partir dos 10 anos a explicação pode ir até onde o pai ou a mãe sabe que vai a maturidade do filho.”

Para Patrícia Câmara, mais do que dizer que são más pessoas, pode-se dizer que são “pessoas que esqueceram que são pessoas que não aguentam que os outros sejam felizes”.

3- Explicar só depois das crianças perguntarem ou explicar mesmo sem haver perguntas?
 Procurar perceber o que a criança quer saber. “Menos é mais”
O pedopsiquiatra acha que a explicação só deve chegar caso a criança pergunte. Já a psicóloga clínica Filipa Silva considera que no caso das crianças até aos seis anos “devemos observar e ver se têm algum tipo de alteração de comportamentos ou se abordam o assunto para não introduzirmos conteúdos precocemente sem necessidade”.

Para Inês Marques, da Oficina da Psicologia, “um bom princípio é, ainda antes de responder às questões, perguntar à criança ou pré-adolescente o que já sabe, o que já ouviu falar e o que gostava de saber mais”. Desta forma, acrescenta, a mãe ou o pai poderão “adequar o conteúdo e a quantidade de informação, assim como a linguagem”.

Já Patrícia Câmara responde com cautela, afirmando que “conhecendo os nossos filhos e se sabemos que ficam mais impressionados com o tema devemos falar, mesmo que eles se calem. Devemos gerir o assunto de acordo com o tipo de criança que temos e a idade, mas sobretudo tentando não minimizar mas, por outro lado, não tornando o assunto demasiado próximo”.

4 - Como evitar que as crianças fiquem com medo?
Dizendo que há mais pessoas boas do que más
Sem esconder os próprios receios — “porque o medo é uma emoção que surge para nos proteger mas que muitas vezes é ativado em situações não reais” –, os pais devem “passar, na medida do possível, confiança e segurança aos filhos”, sublinha a psicóloga Inês Marques, e, para tal , devem insistir na ideia de que “a maioria das pessoas é boa e não usa violência e que este grupo de pessoas más é uma minoria e que estes atentados são circunscritos”.

Também a psicóloga Filipa Silva sublinha a importância de os adultos se acalmarem antes de falar com os filhos. “Importa primeiro regular as nossas próprias emoções e então mais calmos podemos falar com as crianças. Se estamos a tentar acalmar as crianças e não estivermos tranquilos elas vão sentir isso”, começa por dizer Filipa Silva, para logo acrescentar que “é preciso dizer que há mais pessoas boas do que más”. Além disso, “vale a pena muitas vezes pegar no argumento de que estes atentados são distantes e até se pode mostrar no mapa. Se a distância não puder ser usada como argumento de segurança, podemos pôr o foco nas figuras policiais e dizer que o senhor mau já foi apanhado”. Questionados sobre a possibilidade de voltar a acontecer uma situação parecida, os pais devem dizer a verdade: “pode acontecer, mas é pouco provável”. 

Desde logo “os pais têm de estar calmos e não passar o nervosismo porque a criança fica mais aflita com a reação dos pais do que com o acontecimento em si”, frisa o pedopsiquiatra Pedro Pires, que insiste na ideia de que não se deve gerar alarmismo. “Não podemos passar a ideia de um mundo perigoso porque isso pode criar na criança um medo excessivo e generalizado. Os pais devem dizer que há de facto perigos, mas que, de um modo geral, o mundo não é perigoso.” E na mesma onda, Isabel Abreu-Lima sublinha a importância de não passar a ideia de que “o mundo e a vida são negativos e que não há nada a fazer contra estes atentados”. “A mensagem deve ser sempre de esperança.”

“É importante passar a mensagem às crianças que, aconteça o que acontecer, há sempre alguém e que mesmo que estejam sozinhas vai sempre haver alguém que vai ajudar, uma mão que vai aparecer. E que essas mãos, às vezes, vêm de dentro de nós, da força interna das coisas boas que vivemos”, aconselha a psicóloga Patrícia Câmara.

5-Qual o controlo em relação às imagens do atentado? 
Pais devem controlar o acesso às imagens do atentado
Na opinião de Inês Marques, os pais devem “tentar que as crianças não tenham demasiada exposição às imagens e vídeos porque as crianças podem não ter maturidade suficiente para gerir essas imagens violentas”. Também Filipa Silva alerta que “é preciso ter cuidado com o tipo de imagem a que as crianças têm acesso. A criança pode ver uma foto, não tem de ver 10”.

Também o pedopsiquiatra do Garcia de Orta não tem dúvidas que “a criança deve ser protegida dessas imagens” que vão sendo divulgadas dos momentos que sucederam à explosão da bomba artesanal. “Não é expondo a realidade crua que faz com que as crianças tenham noção da realidade.”

“A gestão das imagens deve vir acompanhada da gestão de tudo o resto. A exposição às imagens oferece um nível de crueldade às crianças que não há necessidade”, defende a psicóloga Patrícia Câmara.

6 - Devo deixar a minha filha ou o meu filho ir ao concerto da Ariana Grande em Lisboa? 
Não há decisões certas, nem erradas
Para o pedopsiquiatra Pedro este atentado não deve fazer os pais mudarem de ideias “porque o atentado não teve a ver com a Ariana Grande. O que se passou foi a utilização de um acontecimento”, embora “tenham o direito de ter receio e não querer que os filhos vão. E aí devem ser francos”. O médico deixa contudo claro que “reforçar a segurança só reforça a insegurança. O ideal é agir de forma natural”.

Também Filipa Silva sublinha que “os pais têm total legitimidade de ficar preocupados e que não há escolhas certas nem erradas” e nesse sentido podem dizer que “neste momento, face à proximidade deste atentado, não se sentem à vontade para ir ao concerto. É como se fosse uma ferida que ainda está a sarar”. Porém, acrescenta, “há um princípio importante: quando começamos a fortalecer o medo e contornar questões eventualmente perigosas, começamos a encher um balão e se começamos a contornar tudo o que possa envolver perigo voltamos à era em que voltamos a ter crianças em casa”. E, por isso, na opinião desta psicóloga a abordagem, perante a insistência da criança ou pré-adolescente, pode ser outra: “fico mais intranquilo do que estava, mas se queres ir vamos porque se não vamos agora não vamos a mais nenhum concerto, nem tínhamos ido a Fátima ver o Papa”.

Patrícia Câmara é igualmente da opinião que “reiterar o medo é dar força à parte maligna” e, por isso, “escondermo-nos em bunkers não é solução”, até porque é preciso saber lidar com a “imprevisibilidade da vida”, sendo certo que a última decisão caberá sempre aos pais.
“Manter as nossas rotinas é importante”, defende Inês Marques. E caso os pais sejam questionados sobre a hipótese de vir a acontecer um atentado como o que teve lugar em Manchester, devem ser “sinceros” e dizer que “pode acontecer, embora a probabilidade de acontecer seja reduzida”.

Já a docente da Universidade do Porto, Isabel Abreu-Lima, vestindo a pele dos pais diz que “tentaria não tomar decisões já e abriria a porta para uma reflexão, tentando que a decisão fosse partilhada com a criança”. “Adiar a decisão é o mais sensato porque em cima do acontecimento será sempre não”, afirma, enfatizando que “a decisão diz respeito aos pais” e que eles “têm de ser soberanos”.

* Uma notícia para reter.

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/ 
/DINHEIRO VIVO"

É oficial. Altice diz adeus 
às marcas Meo e PT Portugal

Marcas de telecomunicações têm de mudar até ao final do segundo trimestre do próximo ano. Moche, Uzo e Sapo mantêm-se nesta nova fase.

É oficial. O grupo Altice vai mesmo unificar as suas marcas nos vários mercados onde está presente numa única marca global. Até ao final do segundo trimestre de 2018 o Meo, a PT Empresas e a identidade corporativa PT Portugal vão passar a ser uma única marca: Altice. 
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Moche, Sapo e Uzo mantêm-se nesta nova fase da companhia. Ronaldo continua como embaixador de marca e vai estar em breve em campanha da Altice USA.

“Uma marca não é apenas um logótipo é uma completa transformação para a companhia”, justifica Michel Combes, CEO do grupo Altice, num encontro com jornalistas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O mais recente mercado a fazer parte do grupo fundado por Patrick Drahi – após a compra da Cablevision e Suddenlink – foi o escolhido para fazer a apresentação mundial da nova marca que vai unificar as operações do grupo presente em Portugal, França, Israel e República Dominicana. 

A nova marca global vai ser apresentada esta terça-feira num evento aos 50 mil colaboradores do grupo. Em Portugal, a sala Tejo no Meo Arena vai receber mais de mil colaboradores da PT, sendo o evento transmitido em webcast para os cerca de 9500 colaboradores da empresa. 
Criada pela agência de design Turner Duckworth (que criou a nova identidade da Amazon), a nova marca Altice começa por ser implementada já no terceiro trimestre na República Dominicana, onde o braço mobile do grupo opera sob a marca Orange, seguindo-se os restantes mercados até ao final do segundo trimestre de 2018. 
Michel Combes não precisa uma data para o arranque do rebranding no mercado nacional, mas acredita que este momento de unificação de marca será bem recebido pelo consumidor português. “É sempre a mesma conversa quando se faz um rebranding”, diz quando questionado sobre se não receia uma reação negativa dos consumidores ao substituir uma marca com os elevados níveis de notoriedade do Meo no mercado português. Para o CEO é uma questão de os clientes perceberem “qual o valor que vão obter” com a mudança, estando a ser preparadas “novas ofertas para ilustrar esta mudança”.

Mais, a companhia que criou a marca Meo “não é a mesma companhia que é hoje”, tem um âmbito mais alargado, reforça Combes, considerando que a nova marca reflete as diversas dimensões do grupo: telecomunicações, conteúdos e publicidade. Este último é um dos pilares da estratégia de convergência que o grupo tem vindo a implementar e, recentemente reforçada com a compra da plataforma de publicidade de vídeo online, Teads. 
Marcas comerciais, lojas, edifícios… o rebranding vai ser o mais “profundo possível”, para consolidar a nova marca Altice em Portugal. Mudança que também vai passar pelas set up boxes que vão ser instaladas no mercado nacional. O grupo quer introduzir, “a mesma box em todas as nossas operações”, diz Michel Combes. “No final do dia queremos ser uma única marca”, diz. Não só junto dos clientes, como também nos colaboradores. “Queremos realmente criar o sentimento de sermos parte do mesmo grupo”. 
 Combes não revela qual o investimento que o grupo vai aplicar nesta unificação global de marca dos ativos de telecomunicações (além do Moche, Uzo e Sapo, apenas a Red, em França, mantêm as suas identidades) – de fora, ficam os ativos de media e o Teads – mas acredita que com a nova marca vão ser obtidas eficiências tanto ao nível de marketing, criatividade publicitária, como de compra de espaço. “Acreditamos que com o que já gastamos hoje em dia vamos conseguir fazer a transição”, afirma. 
“Estamos muito felizes com o Ronaldo”, diz quando questionado se o jogador da Seleção Nacional e do Real Madrid se vai manter como embaixador de marca nesta nova fase da companhia. “Ele é global, competitivo, dedicado, corajoso”, descreve Michel Combes, considerando que o jogador português está muito próximo dos valores Altice. Depois de Portugal, França e Israel, Ronaldo vai surgir em breve numa campanha do grupo nos Estados Unidos, o segundo maior mercado do grupo depois da França.

* O que Granadeiro e Bava  fizeram ao país, patriotas.

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