sexta-feira, 22 de setembro de 2017

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VI~MEGA FÁBRICAS
4- CAMARO

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO 
"AÇORIANO ORIENTAL"

Miradouro na Ponte 25 de Abril 
abre na quarta-feira

Um miradouro junto ao tabuleiro por onde circulam os carros na Ponte 25 de Abril, a 80 metros de altura, junto ao pilar 7, abre na quarta-feira, permitindo uma vista privilegiada de Lisboa até à outra margem.

O Experiência Pilar 7 -- Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril, na Avenida da Índia, abre ao público no Dia Mundial do Turismo e partiu de uma ideia da Infraestruturas de Portugal (IP), aquando dos 50 anos da Ponte 25 de Abril, comemorados no ano passado.
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À semelhança do que já acontece noutras pontes do mundo, como a Golden Gate Bridge, em São Francisco (Estados Unidos da América (EUA), a Harbour Bridge, em Sydney (Austrália), e a Tower Bridge, em Londres (Reino Unido), o objetivo é "poder explicar e tornar acessível às pessoas como é a história [da ponte], qual o objetivo, como funciona, como é por dentro", disse hoje o diretor-geral do Turismo de Lisboa, Vítor Costa.

Antes de chegar ao miradouro, com chão e paredes de vidro, a visita começa numa sala onde está a maquete original da infraestrutura, a que se segue uma espera pela subida num primeiro elevador na Sala dos Trabalhadores, onde, numa homenagem aos que construíram a ponte, são projetados, a 360º, quatro pequenos filmes que mostram a construção e intervenções na ponte sobre o Tejo.

A visita passa ainda por uma sala com espelhos, para dar a ilusão de profundidade do pilar, e por um passadiço com vista para a zona ribeirinha, que vai até a um outro elevador panorâmico. Este levará o visitante até à altura do tabuleiro rodoviário, a cerca de 80 metros.

"O ponto que se destaca é o elevador, que permite experiências interessantes. Há todo um centro de interpretação dentro do pilar da ponte, onde as pessoas podem saber as técnicas utilizadas, ver pequenos filmes da época da construção, como é que os operários fizeram a ponte", explicou Vítor Costa, numa apresentação para a imprensa.

Após a descida está disponível um simulador que permite ao visitante acompanhar, através de realidade virtual, uma equipa de manutenção da ponte.
"Dá mesmo a sensação de que estamos lá", salientou o responsável.

O projeto custou 5,3 milhões de euros, assegurados parcialmente pela taxa turística que é cobrada aos turistas que visitam Lisboa.
O equipamento vai ser gerido pela Associação de Turismo de Lisboa por um período de 15 anos e espera 150 mil visitantes anuais.

Os bilhetes variam entre os quatro euros (estudantes, seniores ou por pessoa em grupos de 10 ou mais visitantes) e os seis euros. Para crianças até aos cinco anos é de graça.
A sessão de realidade virtual custa 1,5 euros.
O centro está aberto entre as 10:00 e as 20:00 de maio a setembro e entre as 10:00 e as 18:00 entre outubro e abril.

* Já estamos na fila para entrar.

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IV-MISTÉRIOS
EXTRATERRESTRES
1- APARIÇÕES

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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ONTEM NO 
"DINHEIRO VIVO"
Projeto que estuda o discurso dos políticos ganha Prémio de Investigação

No valor de 25 mil euros e atribuído todos os anos, os Prémios de Investigação Colaborativa visam projetos que envolvam várias faculdades da Nova

– Que margem de manobra têm realmente os políticos, hoje em dia, na tomada de decisões? Que desculpas ou justificações apresentam para as medidas que aprovam? Como recebem os cidadãos o discurso dos políticos? É a estas três perguntas que procura responder um projeto em que participam estudiosos da Universidade Nova de Lisboa (UNL) de três áreas distintas: Ciência Política, Filosofia e Computação. Uma cooperação que conquistou este ano o Prémio de Investigação Colaborativa Santander Totta/Nova, quando este festeja já o seu 1o.º aniversário.
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“Os decisores políticos estão muito mais constrangidos hoje do que há 30 anos”, garante Catherine Moury, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais da UNL, referindo-se às pressões modernas a que estão sujeitos estes líderes, como sejam a globalização, os mercados financeiros ou o facto de pertencerem a organizações supranacionais do estilo da União Europeia. Moury é apenas um dos três nomes que assinam o projeto A Política dos constrangimentos: Estratégias discursivas num jogo a três níveis. A seu lado, também como investigadores principais, estão Dima Mohammed, do Instituto de Filosofia da Nova, e João Leite do LINCS (Laboratory for Computer Science and Informatics) da mesma universidade.

Ao juntarem forças, os três investigadores conseguiram estudar a mesma questão – as estratégias de discurso político – sob um prisma tripartido entre a ciência política, a filosofia e as ciências da computação. Uma multidisciplinaridade que permitiu desenvolver uma metodologia inovadora que analisa o discurso argumentativo tanto qualitativa como quantitativamente.

Segundo Catherine Moury, o que o seu projeto fez foi tentar perceber até que ponto, no momento da tomada de decisões, os políticos se sentem (ou não) constrangidos e quando e porquê é que isso acontece.

O segundo ponto analisado é a forma como os políticos comunicam à opinião pública a margem de manobra que apreendem ter na tomada de decisões. “Será que, em alguns casos, exageram os constrangimentos sentidos para fazer passar medidas impopulares, dizendo que a culpa é da Europa? Ou, ao contrário, quando a Europa é impopular, minimizam, negam o constrangimento para não parecerem marionetas da União Europeia?”, interroga a investigadora como exemplo para melhor explicar o que está em causa no estudo.

Por fim, tentar perceber como é que os cidadão recebem os argumentos avançados pelos políticos é o terceiro e último objetivo do projeto, que na semana passada foi distinguido com o Prémio de Investigação Colaborativa de 2017. “O caráter inovador deste projeto é a colaboração interdisciplinar”, afirmou Catherine Moury, agradecendo pelo prémio recebido.

Atribuído todos os anos, o Prémio de Investigação Colaborativa Santander/Universidade NOVA de Lisboa, no valor de 25.000 euros, visa distinguir projetos de investigação a desenvolver por investigadores juniores desta universidade que envolvam, pelo menos, duas das unidades orgânicas da instituição.

* Fantástico!

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I-ARMAS E TÁCTICAS
3-Rifle de Franco Atirador

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FONTE: Universo do Documentário
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HOJE NO 
"DESTAK"

Cinemateca homenageia Delfim Santos com filme sobre crianças refugiadas

A Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, homenageia o filósofo, ensaísta e professor universitário Delfim Santos, na próxima segunda-feira, com a exibição do filme "Aldeia Branca", de Leopold Lindtberg, sobre crianças refugiadas, no contexto da II Guerra Mundial. 
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A obra, uma coprodução anglo-suíça do início da década de 1950, tem como ponto de partida os Alpes, lugar onde se reúnem sobreviventes do conflito e uma história de amor entre dois instrutores do campo que acolhe crianças. Porém, o centro do drama prende-se com a instrumentalização das personagens, por parte dos poderes políticos - "e de quem sofreu com eles", escreve a Cinemateca - e com "as jovens vidas que se veem sem raízes", num continente ainda marcado pela "maior das feridas".

O filme "Aldeia Branca" foi selecionado para o Festival de Cannes, em 1953, estreado em Portugal um ano depois e faz parte do núcleo de ensaios de Delfim Santos dedicados ao cinema, que também integra a reflexão sobre títulos como "O Terceiro Homem", de Carol Reed, "The River", de Jean Renoir, "Umberto D.", de Vittorio De Sica, e "Anos Felizes", de William Wellman, entre outras produções.

* Delfim Pinto dos Santos (Porto, 1907Cascais, 1966) foi um filósofo, pedagogo, escritor e professor universitário português, autor de uma extensa obra abrangendo os géneros do tratado filosófico, do ensaio, do memorialismo, da oratória, da crítica (literária e alguma cinematográfica) e da crónica, difundida em numerosas publicações da imprensa periódica, científica, cultural e da especialidade.
Foi um dos pioneiros na adoção dos meios audiovisuais na Educação e nessa qualidade foi convidado a presidir ao Conselho Pedagógico do Instituto de Meios Audiovisuais de Ensino (IMAVE), organismo criado em dezembro de 1964 pelo Ministério da Educação Nacional para dar início no mês seguinte à Telescola, vigente até 2003. Este importante recurso de educação à distância para as populações rurais era direcionado para o então chamado 'Ciclo Preparatório.

IN "WIKIPEDIA"

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LUÍS MIGUEL FREITAS

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Carta aos jornalistas

Luis Miguel Freitas, professor e "ávido leitor da VISÃO", leu atentamente a carta da Diretora da revista VISÃO dirigida à classe, e inspirou-se para escrever uma carta aos jornalistas. Um bem conseguido "plágio" intencional que nos orgulhamos de publicar, assinando por baixo.

Caros Jornalistas
Não se importam que vos trate por amigos, certo? É que não vejo melhor palavra. Com duas filhas e muitos amigos a viver neste país, sinto que são, também e além dos professores, uma espécie de companheiros de viagem. Escrevo-vos porque falar destes assuntos a ler as publicações e a ver as notícias dos jornais televisivos é complicado – vocês sabem, é mais ou menos como interromper alguém que vê um filme e perguntar “então mas esta não tinha morrido na temporada anterior?”. Isto dá muitos cidadãos angustiados e impacientes e muitos discursos idiotas sobre assuntos que não interessam nada.

E há tanto para falarmos, caros jornalistas, no arranque de mais um ano de trabalho em que a silly season “parece?” que ficou de novo para trás até julho do próximo ano. O regresso ao trabalho e às coisas sérias, este marco definitivo nas rotinas de tantas famílias portuguesas como a minha. Espero encontrar-vos bem, carregados de energia para mais uma espécie de missão impossível – tenho a noção que é quase isso que se pede aos jornalistas nos dias de hoje. Bem sei que muitos esperam que vocês façam todo o trabalho por eles: que informem, analisem, digiram e dêem a papinha feita em notícias, documentários e programas de comentário político e, sim, que também eduquem, que sejam exemplos, que inspirem, que mantenham a serenidade em toda e qualquer situação, e que ainda por cima se contentem felizes com pouco como recompensa. Não é fácil corresponder a tanta expectativa, eu sei. Mas alguns, poucos de vós, dão o vosso melhor e quase que chegam lá. Tiro-vos, honestamente, o chapéu.

Num ponto todos concordam – os jornalistas moldam nossas vidas e são eles o coração da democracia, na medida em que são a primeira linha da sua defesa. Um bom jornalista é guardado por um país, para a vida. Em muitas ocasiões, para sempre. Mas não se deixem vergar pelo peso da responsabilidade. Não cedam aos interesses económicos, defendam a verdade acima de tudo, tentem não perder a chama e a paixão de quem sabe que fazer serviço encomendado de propaganda e criação de factos alternativos não é aceitável. Mantenham aquela boa dose de decência. Aquilo a que se chama bom senso. Não repitam até à náusea a mesma frase sórdida nas reportagens e nos diretos. “esfaqueado 20 vezes, esfaqueado 20 vezes, esfaqueado vinte vezes” vezes vinte. Usem e abusem da sensibilidade e do respeito. Não façam diretos ao pé de cadáveres no enquadramento da imagem. Não perguntem, às pessoas, o óbvio dez vezes, porque se era óbvio no início continua a ser óbvio ao fim de dez vezes. Gustave Flaubert dizia que considerava como uma das felicidades da sua vida não escrever nos jornais; fazia mal ao seu bolso, mas bem à sua consciência. Provem que ele estava, pelo menos, um bocadinho errado! E, claro, não se deixem formatar. Os melhores jornalistas que temos são os que fogem do padrão.

Cada cidadão é um cidadão, não há fórmulas rígidas e infalíveis Não há os rurais e os urbanos, os do norte e os do sul. Se tivesse de vos pedir uma só coisa, seria que se dedicassem a salvaguardar o direito que todos eles têm de conhecer a verdade e ser informados com isenção. Façam-nos brilhar os olhos. Não nos façam sono. Não sejam o João pestana do sofá lá de casa antes de irmos dormir e levarmos os pesadelos que nos trazem repetidos vinte vezes. Oiçam-nos! Nós somos mesmo seres incríveis. Acreditem, não será tempo perdido. Se não o fizerem nunca mais nos vão agarrar.

Preocupem-se mais em estimular a curiosidade do que em debitar factos. Aqui que ninguém me ouve, quem me dera que pudessem esquecer a rigidez das redações e algumas das coisas que vos obrigam a fazer hoje em dia. Expliquem-nos porque é que alguns assuntos importam, e vamos querer conhecê-los melhor. Dizer meias verdades e mentir em pleno século XXI, é absolutamente anacrónico. Os factos desgarrados são dados adquiridos: estão aí à distância de uma pesquisa no Google. Mais do que dizer o que aconteceu, expliquem-nos porque aconteceu assim. Façam-nos pensar, despertem-nos a curiosidade, incentivem-nos a partir à aventura de viver em democracia. Informar é, também, a arte da assistência à descoberta.

Valorizem outras coisas que não o mal – venho a crer que importa afinal tão pouco na vida. Mais do que seres cheios de informação inútil cuja validade é de aproximadamente 60 segundos, ajudem a formar boas pessoas e adultos interessantes. Ensinem-lhes os valores da partilha, generosidade e vivência em sociedade. Quem comete o horror jamais deveria ter lugar numa abertura de jornal.

E, por favor, não nos menorizem – dêem-nos a máxima liberdade acompanhada de máxima responsabilidade. Todos temos, desde cedo, que perceber que a nossa vida implica trabalho, honradez e honestidade. Não valorizem o contrário.. Imponham-se, a vós próprios, regras ditadas por uma profunda consciência profissional. E, já agora, expliquem porque o fazem aos nossos políticos, que cada vez mais nos tratam como material de refugo e nos brindam com a sua crónica ausência.

Peço-vos, é verdade, uma combinação de talentos e competências que parece quase de alquimia. Mas isto não é mística: é bem possível e há quem o faça todos os dias por essas redacções do País. Bem-hajam.

* Desconfiamos que é um muito bom professor.

IN "VISÃO"
19/09/17

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