16/09/2019

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84-CINEMA
FORA "D'ORAS"
III-V口口 93


ち工れ口ㄗちモ:

Voo 93 é um filme norte-americano do gênero drama baseado nos atentados terroristas ocorridos nos Estados Unidos no dia 11 de setembro de 2001. 

Foi dirigido por Paul Greengrass e estrelado por Christian Clemenson.
O filme mostra o drama vivido pelos passageiros do voo 93 da companhia aérea United Airlines no dia 11 de setembro de 2001 que teria sido abatido pelos próprios passageiros.

O filme teve sua estreia na América do Norte em 28 de Abril de 2006. Dez por cento de sua receita nos três primeiros dias de exibição foram doados para a criação de um memorial as vítimas do voo United 93.


FONTE: Plantão de Notícias


15/09/2019

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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24-FUTURANDO
Mitos e verdades sobre a inteligência

Esta semana no Futurando a inteligência – e a suposta falta dela – é um tema central. Vamos explicar quais fatores, de fato, prejudicam o desempenho das nossas atividades cerebrais e podem nos deixar até mais "burros”, embora esse seja um termo pouco válido do ponto de vista científico. A questão é muito mais ligada a hábitos que à biologia do corpo. 

Se você já ouviu dizer que utilizamos apenas 10% do nosso cérebro, saiba que isso não passa de um boato sem qualquer comprovação da ciência. Vamos mostrar as possíveis origens dessa informação controversa, sem embasamento acadêmico, e que ainda hoje é tida como verdade por muitas pessoas. 

O programa vem ainda com dicas do que pode fazer bem para a nossa saúde. Aliás, para a saúde do cérebro. Diversas pesquisas mostram que determinados alimentos ajudam a atrasar a perda de memória, ou o surgimento do Alzheimer. O café da manhã é essencial. 

Para manter o cérebro jovem, o esporte também é muito importante. Quem acompanha o Futurando sabe disso porque sempre trazemos pesquisas que reforçam essa afirmação. Dessa vez, a novidade é que manter o corpo ativo pode ajudar a desenvolver mais neurônios e, portanto, proteger contra a demência. 

Você vai conhecer no Futurando a história de um homem que vive com microchips do tamanho de um grão de arroz implantados sob a pele. O alemão Ralf Neuhäuser diz que não faz mal à saúde. O último implante, inclusive, ele fez sozinho. Essa tecnologia tem diversas aplicações na rotina.  

FONTE: DW Brasil

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XXXI- SEGUNDOS FATAIS
1- Desastre Fatal T04XE05



FONTE:  Eureka 


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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Provérbio Ilustrado
6-нá uмค łuz dσ รσł คpóร cคdค тεмpσяคł



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XXXI -ERA UMA VEZ OS INVENTORES

2- A Aviação



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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Provérbio Ilustrado
5-quεм quεя quε รε ¡мpσятε εм คpяεหdεя
εหcσหтяคяá รεмpяε uм pяσƒεรรσя



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Ana Basílio

A importância de sermos nós próprios



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Provérbio Ilustrado
4-หãσ รε ¡мpσятε cσм σร σvσร 
quε หãσ ƒσяคм cσłσcคdσร



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ANA BÁRBARA PEDROSA

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Natália Correia: 
a censura de “A Pécora”

Nesta peça, Natália Correia denunciou os poderes da Igreja e a relação estabelecida entre esta e o Estado, assim como o comércio religioso. Ao mesmo tempo, o povo tem consciência do seu poder colectivo. O Estado Novo não gostou. Por Ana Bárbara Pedrosa.

A autora arriscou esta peça em que se opunha claramente ao regime vigente, com a sua moral oficial pro-catolicismo, questionando a Igreja e a relação que esta estabelecia com o Estado, sendo das obras da literatura portuguesa em que mais claramente se denuncia o comércio religioso, banalizado pela ideia do milagre de Fátima (1917) e pela consequente turistificação que o fenómeno provocou. Mexendo, assim, num dos pilares fundamentais do Estado Novo, não espanta ainda que a obra tenha sido proibida e que só tenha podido ir a cena após o 25 de Abril.

Ao longo da peça, notam-se alguns dos traços mais marcados da estética de Natália Correia: o tom satírico, as ambiências surrealistas, a linguagem que saltita entre a prosa e a poesia, entre o erudito e o popular. Ao mesmo tempo, notam-se as suas posições políticas, que também acompanham a sua obra literária: a denúncia das opressões, a afronta da ideologia vigente, as personagens femininas fortes, o carácter provocatório do texto em relação aos dogmas. Neste sentido, a autora alcança a denúncia dos poderes da Igreja e da relação que esta estabelece com o Estado, assim como a denúncia do comércio religioso. Ao mesmo tempo, o sujeito colectivo da peça – o povo – tem consciência do seu poder colectivo. A peça incita, portanto, a sublevação em prol do término das opressões governamentais.

A peça compõe-se por um prólogo, três actos e oito episódios. Logo no prólogo, dá-se a primeira pista para o tema da peça: o suposto testemunho de dois pastorinhos, que teriam presenciado o rapto de uma donzela por um anjo. Logo de seguida, no I acto, mostra-se onde decorre a acção (Gal, “velho burgo encravado no centro de um país da Europa meridional cujo nome deixamos ao público a escolha...”, uma clara alusão a Portugal) e em que altura (últimas décadas do século XIX) e começa a traçar-se o percurso de Melânia Sabiani, santa e prostituta. Gal é apresentado como lugar de peregrinação, onde um fenómeno sobrenatural teria ocorrido. O embuste que motivou a fama do lugar, contudo, só será revelado no segundo episódio, quando Melânia chega ao bordel de Madame Olympia.

A santidade de Melânia é aclamada pelo povo e por Ardinelli, ex-noivo de Melânia e mandatário do comércio religioso que existe em torno da figura da santa. Logo no início da peça, há várias referências aos liberais e a personagens históricas, como o Regedor ou as Pastorinhas, que não só indiciam o tempo da peça como indiciam o seu tema: o questionamento de um dogma assumido pela Igreja católica e a dupla face de um negócio religioso, com a sua consequente turistificação, aqui apresentada como manipulação da credulidade de um povo. No segundo episódio, a acção passa-se no bordel de Madame Olympia, onde Melânia renasce enquanto Pupi.

No II acto, desvenda-se ao público leitor o que motivou a fraude. Melânia tinha um romance com um padre. Tendo sido os dois apanhados em flagrante por duas crianças, viram-se obrigados a inventar um estratagema que lhes permitisse não serem denunciados. Assim, o padre desempenharia o papel de anjo e Melânia o de santa. Melânia, que reencontra Ardinelli, de quem fora noiva, no bordel, confessa-lhe o embuste e conta-lhe o milagre encenado pelo Padre Salata, de quem engravidara, acabando depois por abortar. Ardinelli reage com fúria, marcado pela traição.

O seu espanto é compreensível: afinal, julgava que Melânia estava no paraíso e acaba por encontrá-la num bordel. Pouco a pouco, o instinto vingativo acalma e Ardinelli principia a encenar o milagre da aparição da santa. Afinal, com a morte do Regedor, a outros caberia a exploração do milagre.
Nesta altura, a trama adensa-se ao aumentar o número de pessoas que sabem que o fenómeno que leva a Gal peregrinos não passa de um embuste. Ainda assim, nenhuma dessas pessoas, conscientes da intrujice, agirá no sentido de desfazer o erro, já que este lhes dá ganhos, seja a nível monetário (Igreja, comerciantes) ou de captação de religiosos (Igreja). Melânia, contudo, encarcerada num bordel, não será beneficiada em nenhum dos planos e não se esforçará por manter a história. Neste cenário, age como figura secundária que já teve o seu tempo e já cumpriu o seu papel. Em nome do fenómeno, já nada lhe resta fazer que não seja continuar a identidade previamente sugerida e afirmada (o mesmo acontecerá com Bonami/Bonami-Rei em O Encoberto).

Para cumprir o seu papel de corpo que dá corpo ao mito e ao fenómeno, caber-lhe-á somente fazer uma última aparição: aparecer levitando ante a multidão, numa manobra de ilusão engendrada pela empresa “Ardinelli & Tricoteaux, Investimentos em Gal”, que contrata actores para participarem no milagre.

Assim, o acto volta-se precisamente para a encenação da maquinação e é nesta encenação que a crítica ao comércio religioso, através da ironia, encontra os seus pontos mais fortes: no III episódio, há a já referida contratação da empresa “Ardinelli & Tricoteaux, Investimentos em Gal”; no IV, o Bispo, que simboliza o luxo da Igreja, e Ardinelli combinam a produção do milagre, mostrando-se os interesses do poder religioso e do poder político, aqui respectivamente representados pelas figuras mencionadas. No V episódio, dá-se finalmente o milagre, apresentando-se Melânia em público enquanto a santa de Gal. O fenómeno tem aceitação imediata e até os dois representantes das Ciências Positivas, o Sociólogo e o Cientista Especializado em Medicina Retrospectiva, caem no embuste, aludindo-se aqui à submissão das ciências ao poder religioso.

No III acto, chega-se ao culminar da história: encena-se o milagre da emancipação e Melânia rebela-se contra a sua estátua – e, portanto, contra o povo de Gal. No VI episódio, no proscénio, Melânia recita um poema em que é contada a sua história:

No VII episódio, Melânia vai ao Palácio Ardinelli reclamar os lucros da aparição, mas nada daí obtém. Aí, é Paco quem, para chantagear Zenóbia e Teófilo, dá a entender que divulgará o embuste. No final do acto, Teófilo e Paco acabam por apertar a mão.

O VIII episódio do terceiro acto passa-se 30 anos mais tarde e a Igreja prepara-se para canonizar a santa. Melânia está envelhecida, persegue Paco, implora-lhe amor, ele despreza-a, ela está arrependida, quer contar a verdade. Chegados aqui, o problema é um: o povo não aguenta a verdade. Como virá a acontecer em O Encoberto, o embuste vê a necessidade de continuar a ser um embuste em causa própria, para sua própria segurança.

No VIII episódio, quando Paco já tem dinheiro nas mãos, repudia e humilha Melânia: “Repartir o meu dinheiro com essas carnes engelhadas quando com ele posso comprar todas as virgens do mundo?”, pergunta-lhe, arcástico, enquanto ela, impotentemente, tenta impedi-lo de partir. Furiosa, Melânia quer revelar a verdade que ninguém suportará ouvir, que ninguém aceitará: “Uma puta! A vossa santa é uma puta.”

Ao ouvi-la, a multidão enfurece-se, avança sobre ela, quer agredi-la. Já ensanguentada, às portas da morte, reclama a identidade de santa, nega a estátua. O que diz é inconsequente e protagonista acaba por morrer, sendo trucidada por um cortejo que procura canonizá-la, ou à sua imagem, seguindo a sua estátua. O desfecho é, assim, tragicómico, irónico: o povo rejeita Melânia para poder seguir, imperturbável, a sua imagem, passando-lhe por cima do cadáver. Fixado no símbolo, rejeita a realidade, prefere ficar com a ilusão criada e recusa-se a confrontá-la, a ouvir palavras que a confrontem.

Recepção/censura de A Pécora
Assim que a obra foi impressa em 1967, a tipografia que a imprimiu recebeu a ameaça de ter as portas fechadas, caso a obra prosseguisse. Assim, acabou por ser publicada quase uma década depois do 25 de Abril. Natália justifica tão tardia publicação com a ideia de que, face a um número tão elevado de publicações, a mensagem de A Pécora seria ofuscada.

O texto acabaria por vir a público em 1983, tornando-se num dos êxitos do teatro português, já que permaneceu durante meio ano em palco, na Comuna-Teatro de Pesquisa, com encenação de João Mota. No que concerne ao teatro nataliano, merecerá também ser destacada, já que foi a única peça da autora que foi representada no estrangeiro: a encenação, integrada no I Festival de Teatro da Convenção Teatral Europeia, foi ainda levada a palcos franceses, em Saint Etienne e Paris, e irlandeses. A música da peça foi feita por José Mário Branco e a protagonista, Manuela de Freitas, seria premiada graças à sua actuação.

* Doutorada em Literatura, investigadora, editora e linguista.

IN "esquerda.net"
13/09/19

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2032.UNIÃO



EUROPEIA



ESPANHA-ALICANTE
CHEIAS
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Provérbio Ilustrado
3-тσdσ cσмεçσ é d¡ƒíc¡ł



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1-HAXIXE EM MARROCOS

Fortuna de traficantes, pobreza de produtores




FONTE:  BBC News Brasil

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XXXII-VISITA GUIADA
Real Fábrica do Gelo/1
Serra de Montejunto - PORTUGAL


* Viagem extraordinária pelos tesouros da História de Portugal superiormente apresentados por Paula Moura Pinheiro.
Mais uma notável produção da RTP

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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Provérbio Ilustrado
2-uм dεรครтяε vεм
яคяคмεหтε รσz¡หнσ



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David Garrett

Caprice No. 24


Niccolò Paganini

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Provérbio Ilustrado
1-คçõεร εм vεz dคร pคłคvяคร 


* Todos os provérbios de hoje são de origem alemã

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Ðᕮᔕᑕ〇ᙖᖇƗᘉÐ〇 ᗩ ₣Ɨᒪ〇ᔕ〇₣Ɨᗩ 
ᑕ〇ᗰ ᒪᑌƗ乙 ₣ᕮᒪƗᑭᕮ ᑭ〇ᘉÐé
08: ƒเℓ๏ร๏ƒเล иล я๏мล ลи†เφล



* Luiz Felipe de Cerqueira e Silva Pondé é um filósofo e escritor brasileiro, doutor em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e com pós-doutoramento pela Universidade de Tel Aviv, em Israel


FONTE: Editora Salvat do Brasil

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UM OUTRO BOLERO



* Obrigada GILDA por esta dança

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ENTRE O LIXO E
O MEDO DOS ASSALTOS



FONTE:  Record TV Africa

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Do Brexit ao patriarcado... 
novidades literárias na rentré



FONTE:  euronews

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Semi-frio de Café


De: SaborIntenso
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 BIJOUTERIA DA IGREJA

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2097
Senso d'hoje
ANTÓNIO-PEDRO
VASCONCELOS
REALIZADOR DE CINEMA
CIDADÃO PORTUGUÊS
«Alguns cineastas de esquerda gostam
do povo, mas não do público»



FONTE:  SachenSachenSachen

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ANIMAL TV


DRAGÃO DE KOMODO


  ANIMAL TV

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BOM DOMINGO


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84-CINEMA
FORA "D'ORAS"
II-V口口 93


ち工れ口ㄗちモ:

Voo 93 é um filme norte-americano do gênero drama baseado nos atentados terroristas ocorridos nos Estados Unidos no dia 11 de setembro de 2001. 

Foi dirigido por Paul Greengrass e estrelado por Christian Clemenson.
O filme mostra o drama vivido pelos passageiros do voo 93 da companhia aérea United Airlines no dia 11 de setembro de 2001 que teria sido abatido pelos próprios passageiros.

O filme teve sua estreia na América do Norte em 28 de Abril de 2006. Dez por cento de sua receita nos três primeiros dias de exibição foram doados para a criação de um memorial as vítimas do voo United 93.


FONTE: Plantão de Notícias


14/09/2019

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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XI-A HISTÓRIA 
DO SEXO
2- SEXUALIDADE E GÉNERO
2.2 Género e sexualidade
na infância e adolescência


Julieta Jerusalinsky


CONFERENCISTAS PSICANALISTAS:
Adela Stoppel de Gueller
Julieta Jerusalinsky
Paul Kardous


* Esta conferência ocorreu a 08/03/19, Dia Internacional da Mulher, o assunto em título que todos devemos conhecer cada vez melhor é aqui abordado de modo claro e inteligente pelo que avisamos os nossos visitadores da importância do visionamento de toda a apresentação.
Para facilitar decidimos dividir a conferência em 6 partes, 3 para a dissertação de cada um dos oradores, 2 para interlocução entre os mesmos e uma última para debate com o público.



FONTE:  CEP - Centro de Estudos Psicanalíticos-S. PAULO, BRASIL

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Bumba na Fofinha

9 Dias na Escócia

PRÓS E CONTRAS, AYEEE!


Bumba na Fofinha
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5-SISTEMA NERVOSO
6.1-ANATOMIA DA MEDULA ESPINAL
6.1.1- Substância branca e cinzenta


* Uma interessante série produzida para auxiliar alunos da área de saúde mas também muito útil para quem quer que deseje aprender sobre esta matéria. Desfrute.


FONTE: Anatomia Fácil com Rogério Gozzi

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 ǝρɐρıʌɐɹפ


FONTE:  Nerdologia 

ANDRÉ BARATA

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A tensão inescrutável 
da democracia

O que ameaça hoje a ideia de democracia e da sua prática? A vontade de transparência que atravessa todas as relações no espaço público, limpas de tensão. Sem tensão democrática, a democracia torna-se encenação, reino do faz de conta, menos apreciável, descartável e, por isso, mais vulnerável.

Daqui a menos de um mês, voltamos às eleições legislativas. Quatro anos de uma solução governativa frágil — com um governo de partido minoritário, que não ganhou as eleições, apoiado por partidos de esquerda radical — demonstraram que a democracia portuguesa sabe sair das rotinas de distribuição de poder, sair da caixa. Sem que verdadeiramente se justificassem desafios de legitimidade, para além dos arrufos incrédulos de quem se viu afastado do poder. Se não tivesse feito esta demonstração de vitalidade, estaria provavelmente agora a debater-se, como acontece por toda a Europa, com nacionalistas xenófobos desejosos de fazer da força e da exclusão o futuro sombrio dos seus países. E para isto contribuíram os partidos políticos, mesmo os de oposição.

Quanto mais a democracia conservar esta capacidade de viver, exprimir e ir resolvendo tensões, mais imune estará às ameaças. Por exemplo, uma greve com graves impactos protagonizada por um sindicato pouco enquadrado, a testar a paciência do país, mas de tensão genuína, muito ao contrário do que escreveu Boaventura de Sousa Santos, faz mais pela credibilidade da democracia, ao pôr à prova as suas capacidades, do que pelos movimentos antidemocráticos. Descredibilizá-la, suspeitar das suas motivações, sugerir a sua exclusão pode surtir inadvertidamente o efeito contrário. Sem tensão democrática, a democracia torna-se encenação, reino do faz de conta, menos apreciável, descartável e, por isso, mais vulnerável.

Com hesitações e passos em falso, sem ciência certa, os quatro anos que levámos foram de boa democracia também porque neles houve tensão democrática. Em virtude da solução governativa, que não pôde evitar, e bem, tensões diversas entre PS, BE e PCP, mas também de um governo que soube ter elasticidade para sobreviver, uma sobre a outra, às tensões que deixou viver.

Assim se justifica a impressão de oásis democrático em Portugal, depois dos anos de chumbo austeritários, e apesar da paisagem europeia e global em volta cada vez mais desoladora. Mas nem por isso faltam problemas. Precisamente os globais, que só atrevimento soberbo e inconsciente não leva a sério.

Há um recuo democrático global. Há cada vez mais democracias iliberais, que dificilmente são boas democracias. O neologismo “democratura” é bem achado por evitar eufemismos. Por exemplo, o Brasil de Bolsonaro, apesar das eleições, é hoje uma democracia ou uma democratura?

Mas o que ameaça hoje a ideia de democracia e da sua prática? A hipótese deste texto é simples: desde há décadas, impera uma vontade de transparência que atravessa obsessiva, da escala local à global, todas as relações no espaço público. E isto porque todas as relações passaram a ser pensadas como relações de troca de valores, que devem ser transparentes, limpas de tensão. Só que a democracia requer algum nível de inescrutabilidade que está hoje cada vez mais em causa.
Alguns sinais podem ser apontados para suportar esta interpretação.

1. O princípio “um homem, um voto” implica que cada voto tem exatamente o mesmo peso que outro e que o seu valor é independente de uma justificação. Dá-la permanece na esfera do possível e não da obrigação ou do dever. O voto é um lugar de opacidade e isso é cada vez menos tolerado. O modelo é  dado pelas redes sociais, que compelem à tomada de posição e à opinião instantâneas, sem intervalo que não caia de imediato na suspeita que tudo corrói.

As exigências crescentes de total transparência põem em causa a opacidade nuclear que a democracia reconhecia e garantia aos seus participantes na forma de um pressuposto formal fundador de igualdade.

2. A questão que se omite quando se valoriza de modo acrítico a transparência é a de saber se não preferiríamos a confiança à transparência. Afinal, não deveria a transparência constituir apenas um meio para a confiança? Como, então, pôde constituir-se como um fim que suplanta e substitui a confiança relacional entre os membros de uma comunidade?

Aliás, a metáfora da transparência pressupõe que no lugar do campo aberto que permita vistas largas se construam muros de vidro transparentes, tantos quantas as exigências de transparência. O campo da transparência assegura a mesma visibilidade que o campo aberto, mas, paradoxalmente, compartimentando-o, emparedando-o e, dessa maneira, controlando os movimentos do portador do olhar, na verdade ele mesmo, enquanto sujeito de olhar, tornado objecto de outro olhar. O regime da transparência não é pois nem o regime da livre visibilidade, nem da livre invisibilidade que poderíamos fazer coincidir com o direito à opacidade, mas o regime de uma contra-visibilidade ela mesma necessariamente sob pouco ou nenhum controlo.

Toda esta estrutura de compartimentação, tão mais densa e complexa quanto mais se exigir transparência, é, no entanto, eficiente apenas na medida em que ela mesma é invisível. Ela apenas consegue contra-ver perfeitamente se nela nada se deixar ver. Instaura-se assim um regime de controlo, de que os sujeitos em geral só alcançam uma percepção pela projecção de poder de ver que está ao alcance do dispositivo da transparência. O resultado pouco surpreendente é o negócio dos big data, das ‘Cambridge Analyticas’ e boa parte da indústria dotcom.

3. Um terceiro sinal reside na tendência a incorporar na democracia elementos de governança com base no argumento da complexidade da governação — tendência que certamente afecta o equilíbrio entre poderes parlamentares e poderes executivos, favorecendo estes últimos, mas que, mais profundamente, questiona o próprio estatuto do governante como representante político. É clarificador, como aconteceu no quadro de aplicação de medidas políticas impopulares e controversas, que quem governa não se reconheça como representante político e veja nisso uma condição mais livre e, portanto, mais séria e transparente, para o exercício da sua função governativa. Como se ser representante fosse já uma concessão a uma governação menos conseguida.

4. Por fim, todas estas tendências atingem a própria noção de representação política. Por um lado, vinga a ideia de que cada um se representa a si mesmo, por outro, duvida-se que uma pluralidade se possa considerar representada. Não há representação sem confiança e não há confiança sem a admissão de alguma opacidade inescrutável. Haver razões para confiar, e que podem ser enunciadas transparentemente, não põe em causa a condição de que a confiança é, na verdade, o que subsiste para lá de todas as razões para confiar, como um substrato relacional, de convivialidade. Se a confiança em pessoas ou instituições não pudesse exceder o conjunto das razões para nelas confiar, estaríamos a secundar uma concepção desconfiada da confiança e, mais profundamente, uma concepção arrelacional da confiança.

Este é um sintoma inseparável do quadro mais amplo de tendências que extremam o programa moderno de tudo tornar literal, às claras, sem ambivalências que dificultem a operação da equivalência, da troca de valores por outros valores.

Há qualquer coisa de muito contraditório entre a democracia e os tempos que vivemos e que pode ser posta nos termos de uma oposição entre qualidade e quantidade. Uma democracia de qualidade tem de ser uma democracia de diferenças qualitativas, posições que não se deixam comensurar por graus, curvas de utilidade, etc. Quando se fala em medir a qualidade da democracia pode facilmente entrar-se em contradição performativa. Sem prejuízo dos méritos da medida transparente, corre neles implícita uma inclinação debilitante da democracia. Ou no mínimo o risco disso. A democracia da representação, da igualdade, do convívio das oposições não é um regime de troca de valores quantificáveis.

Estas perspectivas convergem com duas linhas de pensamento da teoria política que já vêm do final do século passado. Dentro da tradição da teoria crítica alemã, Axel Honneth põe em causa o procedimentalismo das concepções deliberativas da democracia, concedendo maior relevo ao “reconhecimento”, categoria que recupera dimensões de opacidade nas lutas sociais. Em “Luta pelo Reconhecimento — para uma Gramática Moral dos Conflitos Sociais” (1992), sustenta a inevitabilidade de uma dimensão conflitual na compreensão do relacionamento intersubjectivo, irredutível às perspectivas de consenso deliberativo e às de uma luta de interesses subsumível a uma lógica de cálculo de preferências.

A luta por reconhecimento pressupõe dimensões identitárias colectivas como quadro de referência para o que possa ser reconhecível, e que se mobilizam historicamente a partir de uma percepção de falta de reconhecimento no quadro da sociedade e da sua organização.

Uma segunda linha de pensamento promovida, entre outros, por Chantal Mouffe, estabelece a sua crítica ao estado da democracia nos termos de uma falta de radicalidade. Em “O Regresso do Político” (1993), Mouffe sustenta uma democracia radical como forma de fazer regressar o político, sem perda de uma matriz liberal e de um pluralismo confrontacional. Nas suas palavras:

“Um projeto de democracia radical e plural tem de conciliar-se com a dimensão de conflito e antagonismo da política e tem de aceitar as consequências da irredutível pluralidade de valores. Deve ser este o ponto de partida da nossa tentativa de radicalizar o regime democrático-liberal e de alargar a revolução democrática a um número crescente de relações sociais. Em vez de fugir da componente de violência e hostilidade inerente às relações sociais, a tarefa consiste em pensar em como criar as condições nas quais essas forças agressivas podem ser diluídas e canalizadas, de forma a tornar possível uma ordem democrática pluralista.”

Em suma, devolver a tensão inescrutável às nossas democracias é o caminho. Mas não é um caminho fácil dada a crise da relacionalidade no espaço público de hoje. Eliminam-se relações por serem opacas, impermeáveis à lógica da troca de valores por valores. Desconfia-se das que sobrem. É uma suspeita que, no seu cerne, nos levanta um problema antropológico. O sujeito humano que não se permite nenhuma opacidade para consigo próprio e para com os outros não pode confiar nem em si próprio nem em ninguém.

* Filósofo, Professor da Universidade da Beira Interior

IN "O JORNAL ECONÓMICO"
13/09/19

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2031.UNIÃO



EUROPEIA





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Certezas Científicas



FONTE:  RazãoConsCiência familyfriendly
 
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