31/03/2018

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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IV-A HISTÓRIA 
DO SEXO
3- DE D. JUAN
À RAINHA VITÓRIA



FONTE: André Luis Karpinski

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18- CAMINHOS DO PECADO




NUDEZ PARCIAL OU INTEGRAL


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Mudar a hora é legal


FONTE: PROGRAMA "Donos Disto Tudo"  RTP/1
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17- CAMINHOS DO PECADO




NUDEZ PARCIAL OU INTEGRAL


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ASMA
2- DIFERENTES TIPOS INALATÓRIOS


Uma interessante série conduzida por Ana Alice Amaral Ibiapina Parente, Pneumologista Pediátrica, Professora de Pediatria da Universidade do RJ

* Uma produção "CANAL MÉDICO"

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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16- CAMINHOS DO PECADO




NUDEZ PARCIAL OU INTEGRAL


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Winston Churchill



FONTE: NERDOLOGIA

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15- CAMINHOS DO PECADO




NUDEZ PARCIAL OU INTEGRAL


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MANUEL FALCÃO

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A esquina do Rio

Caso ainda não tenham notado, anda meio mundo aflito com o Regulamento Geral de Protecção de Dados, que é suposto entrar em vigor a 25 de Maio próximo.

Back to basics
"Temos a arte para evitar morrermos da verdade."
Nietzsche

Sobre a igualdade
Caso ainda não tenham notado, anda meio mundo aflito com o Regulamento Geral de Protecção de Dados, que é suposto entrar em vigor a 25 de Maio próximo. 

Abundam os cursos de formação e os pareceres de gabinetes de advogados sobre o assunto, todos a aproveitar o momento e a escassez de tempo, tal como os limpadores de mato aproveitaram as superiores orientações de cortar a eito e depressa. O mais engraçado de tudo é que, na semana passada, o Conselho de Ministros aprovou que a protecção de dados vem para todos, mas não para as administrações públicas - e isto pelo menos durante os três próximos anos, prazo que pode até ser aumentado. 

De facto, o Governo aprovou no Conselho de Ministros da semana passada uma proposta de lei que prevê a isenção de coimas para o Estado em caso de infracção. A ministra da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques, sempre atenta à inovação, estimou os custos administrativos com o novo regulamento na ordem de "centenas de milhões" de euros. O argumento utilizado para justificar a excepção prende-se com o critério de utilização dos dados - uma falsidade, já que se sabe que o Estado usa e abusa do cruzamento de dados de cidadãos entre organismos, muitas vezes com duvidosa legitimidade para tal. Era suposto existir um período de transição para as empresas nacionais de 18 meses, que o Estado convenientemente eliminou para poder cobrar mais umas coimas, sublinhando que as PME portuguesas têm de cumprir o referido regulamento, mesmo que o Estado o não faça. O Sol não nasce igual para todos, é o que é...

Semanada
• O mesmo Governo que prometeu baixar impostos conseguiu que a carga fiscal atingisse em 2017 o valor mais alto dos últimos 22 anos 
• na realidade, em 2017, a carga fiscal aumentou para 37% do Produto Interno Bruto, face ao peso de 36,6% que tinha na economia em 2016 
• o Instituto Nacional de Estatística destaca os aumentos da receita dos impostos sobre a produção e importação (6,1%), nomeadamente o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), das contribuições sociais (5,1%) e dos impostos sobre o rendimento e património (3,3%) 
• as ajudas do Estado à banca nesta década já custaram 17,1 mil milhões de euros aos contribuintes, quase 9% do PIB 
• no ano passado, os casamentos realizados em Portugal renderam quatro milhões de euros em taxas diversas cobradas pelo Estado 
• ao analisar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) detectou "cerca de 95 milhões de euros cobrados indevidamente" nos últimos cinco anos; segundo o presidente do conselho de reitores das universidades, Portugal está ao nível da Hungria e da Roménia no investimento no ensino superior 
• António Costa fez uma acção de propaganda a limpar matas • Rui Rio fez uma acção de propaganda a visitar quartéis de bombeiros 
• em Portugal, uma em cada cinco mulheres consome produtos dietéticos.

Dixit
"A ideia é sempre juntar pessoas."
Manuel Reis

Folhear
A edição de Abril da revista Monocle dá destaque a Maria de Lourdes Modesto, que apresenta - e bem - como a mais importante autora portuguesa sobre temas de gastronomia. Trish Lorenz, a correspondente da revista em Portugal, traça um perfil de Maria de Lourdes Modesto e explica como ao longo da sua vida ela contribuiu para elevar o conhecimento e a compreensão da cozinha tradicional portuguesa. 

Ao mesmo tempo elucida os leitores sobre algumas das particularidades da comida portuguesa. A conversa passou-se no restaurante Monte Mar, do Guincho, com elogios aos seus filetes de pescada com arroz de berbigão. Na conversa com Trish Lorenz, Maria de Lourdes Modesto elogia dois críticos gastronómicos portugueses: o já falecido David Lopes Ramos e Duarte Calvão, do blogue Mesa Marcada. 

No roteiro da última página da Monocle, o Porto surge como uma das cidades em destaque com referências à guesthouse My Home In Porto, à Casa de Chá da Boa Nova e ao café Progresso, entre outros locais. Portugal aparece ainda referido com uma curta nota sobre os azulejos da fábrica Viúva Lamego. 

Outros artigos a ler: uma entrevista com Angela Ahrendts, que saiu da Burberry para dirigir a cadeia de lojas da Apple; e uma iniciativa austríaca que visa dar projecção internacional aos artistas plásticos do país.

Ver
Ponto prévio: segunda-feira, a partir das 19h00, regressa o ciclo de exposições nas montras do British Bar, no Cais do Sodré, organizadas por Pedro Cabrita Reis, e que desta vez apresenta Pedro Calapez, Pedro Valdez Cardoso e Fernanda Fragateiro. 

Passemos a outros temas: um dos locais incontornáveis para quem gosta de ver fotografia é o Foam Fotografiemuseum, de Amesterdão. Mas se lá não puder ir, o site está organizado por forma a dar-lhe uma boa ideia do que está em exposição. Seydou Keita é um fotógrafo do Mali, que viveu entre 1921 e 2001 e que, sobretudo nas décadas de 50 e 60 do século passado, fotografou as pessoas de Bamako, a capital do país, em imagens a preto e branco que transmitem a intensidade dos retratados . 

As pessoas visitavam o estúdio de Keita para serem fotografadas com as suas melhores roupas e penteados. A exposição abre a 5 de Abril e ficará no Foam até 20 de Junho. Entretanto, podem sempre descobrir o que lá há para ver em www.foam.org. Dentro de portas há outras sugestões.

No MAAT, Miguel Palma apresenta obras sobre papel e o argentino Tomás Saraceno mostra na Galeria Oval "Um Imaginário Termodinâmico". Na Lisbon Gallery (Praça do Príncipe Real 19) está "Polaroid", uma mostra de 13 projectos de uma nova geração de designers que trabalham em Portugal. No Museu Colecção Berardo está a exposição "Linha, Forma e Cor", que apresenta obras de artistas como Piet Mondrian, Bruce Nauman, Frank Stella, Cy Twombly, Fernando Calhau, José Pedro Croft, Fernanda Fragateiro, Pedro Cabrita Reis, António Sena e Ângelo de Sousa, entre outros.

Gosto
O filme "São Jorge" ganhou sete prémios Sophia da Academia Portuguesa de Cinema, entre eles o de Melhor Realização para Marco Martins e de Melhor Actor para Nuno Lopes.

Não gosto
Da intenção de a Meo passar a cobrar um euro por cada factura em papel enviada aos seus clientes.

Ouvir
O trio constituído por Keith Jarrett (piano), Gary Peacock (baixo) e Jack DeJohnette (bateria) - e que ficou conhecido informalmente como The Standards Trio - separou-se em 2014 depois de uma carreira de mais de 25 anos. Em Fevereiro, foi publicado um novo disco destes músicos, "After The Fall", um CD duplo que recupera uma gravação ao vivo inédita, realizada em 1988 em Newark. Acontece que este registo merece ser colocado entre os melhores que o grupo lançou. Aqui estão temas tradicionais do cancioneiro norte-americano, nos quais se nota o vigor da capacidade de improvisação do trio - desde logo na faixa de abertura, "The Masquerade Is Over", que ganha fulgor ao longo de 16 minutos. Aqui estão clássicos como "Moment's Notice" de Coltrane, "Doxy", de Sonny Rollins, "Bouncin'With Bud" de Bud Powell, "Scrapple From The Apple" de Charlie Parker ou ainda "Autumn Leaves", "When I Fall In Love" ou uma versão inesperada de "Santa Claus Is Coming To Town". Gravado no final de um período de convalescença de Jarrett, e após um hiato de actuações ao vivo de quase dois anos, este álbum evidencia o virtuosismo, a força e a coesão do trio, assim como a sua capacidade de reinterpretar clássicos. O próprio Jarrett sublinha nas notas de capa que "ficou surpreendido pela forma como os três músicos tocaram nesse concerto, depois de um longo período de pausa. Duplo CD ECM, disponível no Spotify.

Arco da Velha
Portugal é o país com maior carga de parcerias público-privadas, cujos custos representam cerca de 10,8% do PIB, cinco vezes mais do que a média europeia.

Provar
De 5 a 15 de Abril, regressa o Peixe em Lisboa, que se tem afirmado como o maior evento dedicado à gastronomia do mar realizado em Lisboa, este ano de novo no Pavilhão Carlos Lopes. Nesta 11.ª edição do Peixe em Lisboa, estarão presentes reputados chefes internacionais, com destaque para os responsáveis do Dinner, de Londres, do Il Pagliaccio de Roma, de Ana Ros, considerada Melhor Chefe Feminina do Mundo em 2017 pelo seu trabalho no restaurante Hisa Franko, na zona rural da Eslovénia, Andrew Wong, que assinala a estreia da cozinha chinesa no evento e Iván Domínguez, chefe do restaurante Alborada, na Corunha. Entre os portugueses estarão José Avillez, do restaurante Belcanto, João Rodrigues, do restaurante Feitoria, e também jovens chefes nacionais como João Oliveira e Tiago Bonito, Vasco Coelho, Diogo Noronha e Diogo Rocha. O Peixe em Lisboa 2018 terá ainda dez restaurantes da região de Lisboa que funcionam em permanência, do meio-dia à meia-noite e que se destacam por pratos à base de peixes e mariscos portugueses, com destaque para três estreantes: a Casa do Bacalhau, Loco e Mariscador. Além destes, estarão o Arola, o Ibo, o Kanazawa, a Taberna Fina, o Ritz Four Seasons e o Ribamar, de Sesimbra. Este ano, se o tempo permitir, existem esplanadas, a entrada é 15 euros, os bilhetes estão à venda na Ticketline e há concursos para nomear as melhores pataniscas e pastéis de nata.

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
29/03/18


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1548.UNIÃO



EUROPEIA



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14- CAMINHOS DO PECADO




NUDEZ PARCIAL OU INTEGRAL


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O CAMINHO MAIS FÁCIL



FONTE: Razão ConsCiência


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XXVI-VIDA SELVAGEM
3- Raposas Vermelhas



FONTE:RICARDO VIEIRA ALVES

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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13- CAMINHOS DO PECADO




NUDEZ PARCIAL OU INTEGRAL


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RECORDANDO

Hermínia Silva e
António Calvário


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3-SEXO E AMOR NA CHINA



EXIBIDO PELA "SIC NOTÍCIAS" EM 2013 NO PROGRAMA "TODA A VERDADE"


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'Eu vi quando eles a cortaram com um facão'
A tragédia humanitária no conflito do Congo



FONTE: BBC Brasil

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Empreendedoras brasileiras
do sector têxtil


FONTE: ONU Brasil

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EM BUSCA DA ACEITAÇÃO

FONTE: AFP Brasil

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GUIA PARA AS REDES SOCIAIS

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(CLIQUE PARA AMPLIAR)

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1565
Senso d'hoje
POLÍCIA PREGADOR
NUMA ESQUADRA DO PORTO
"O sermão bíblico que um polícia
deu a três detidos no Porto"



 * Um polícia foi filmado a ler a Bíblia a três detidos numa esquadra do Porto. Pediu para que os suspeitos, "unidos nas trevas", também se unissem para o caminho da salvação.


FONTE: "OBSERVADOR"

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PORQUE SOMOS
UMA GRAÇA





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BOM DIA


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63-CINEMA
FORA "D'ORAS"

X-ÁGUA E SAL




*Título original: Água e Sal 
De: Teresa Villaverde 
Com: Galatea Ranzi, Joaquim de Almeida, Maria de Medeiros 
Género: Drama 
Classificação: M/12 

Ana vive numa pequena aldeia junto ao mar, com o marido e a filha. Ele decide partir por alguns dias. Esta parece ser a solução ideal, porque Ana precisa de tempo para acabar um trabalho que há muito começou. Mas em vez de a ajudarem a atingir o seu objectivo, as suas deambulações diárias pela aldeia e pela praia ameaçam a sua concentração. Ana salva um desconhecido da morte no mar, conhece Alexandre e Emília e recebe a visita da sua amiga Vera... E tudo muda na sua vida. 

Na sua nota de intenções, Teresa Villaverde, a realizadora de "Três Irmãos" e "Os Mutantes", diz que este filme é sobre alguém que precisou que o tempo parasse. "A poesia sabe fazer parar o tempo, o cinema tenta", escreve a cineasta. "Água e Sal" esteve em competição no Festival de Veneza.


FONTE:  TV GOLD PORTUGAL

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30/03/2018

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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XIII~MEGA FÁBRICAS
4-CERVEJEIRA CORONA
20 milhões de garrafas por dia


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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X-MISTÉRIOS
EXTRATERRESTRES
Contactos Imediatos
8.2- Surpresa no Deserto



Fonte: Tudo Sobre Extraterrestres
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VIII-ARMAS E TÁCTICAS
2- Veículos de Transporte
Blindados


FONTE: Universo do Documentário

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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REGINA QUEIROZ

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Afro-descendentes 
(portugueses e imigrantes): 
distinguir para unir

As vantagens decorrentes da nacionalidade não incluem o reconhecimento da identidade política dos afro-descendentes como cidadãos portugueses.

No contexto do combate ao racismo institucional, pessoal e interiorizado, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou a Década Internacional dos Afro-descendentes (2015-2024). Conquanto afro-descendente se refira grosso modo a qualquer cidadão proveniente de África e no caso português possa incluir muitas categorias de pessoas (e.g. retornados), dos objetivos da Década decorre que afro-descendente é um eufemismo de cidadão negro ou mestiço que viva em qualquer parte do mundo. Apesar da resolução (68/237) da ONU associar privilegiadamente afro-descendente aos cidadãos nacionais dos diferentes Estados mundiais, a resolução também se refere aos migrantes. Como categoria política, em Portugal afro-descendente refere-se às pessoas negras e mestiças com nacionalidade portuguesa, assim como aos migrantes provenientes de África, sobretudo das ex-colónias portuguesas (e.g. Angola, Guiné-Bissau, Cabo-Verde, Moçambique).

Mau grado a aparente clareza conceptual, em Portugal o racismo institucional tem implicado a compreensão dos afro-descendentes portugueses como imigrantes e a preservação do direito de sangue (jus sanguinis) como critério de atribuição da nacionalidade. Neste último caso, há inúmeros afro-descendentes imigrantes cujo direito à nacionalidade tem sido coartado.

Embora aqueles factos possam ter a mesma causa — o racismo embebido nas instituições portuguesas —, é conveniente não confundir, como faz o Estado português, duas realidades jurídico-políticas distintas: (a) a dos afro-descendentes portugueses, tratados como imigrantes, e (b) a dos afro--descendentes imigrantes que lutam pela alteração da lei da nacionalidade.

Apesar de em ambos os casos serem racialmente discriminados, uma coisa é a situação jurídico-política dos afro-descendentes portugueses, cujos direitos e deveres como cidadãos nacionais são frequentemente sonegados; outra coisa é a situação de afro-descendente imigrante cujo direito à nacionalidade portuguesa tem sido severamente restringido. Com efeito, por um lado, o facto de os afro-descendentes imigrantes adquirirem a nacionalidade portuguesa não os livra de continuarem a ser tratados como estrangeiros, tal como acontece atualmente com os afro-descendentes portugueses.

As vantagens decorrentes da nacionalidade não incluem o reconhecimento da identidade política dos afro-descendentes como cidadãos portugueses. Por outro lado, o facto de o Estado português confundir os dois estatutos, tratando os afro-descendentes portugueses como imigrantes, não justifica que no diálogo com os representantes do Estado português os afro-descendentes portugueses consintam em ser tratados na base daquela confusão. Tanto mais que esta remete em última instância para a premissa política de que os afro-descendentes não podem ser portugueses.

Por exemplo, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, referiu-se apenas aos imigrantes quando se pronunciou sobre o relatório do Comité Europeu contra a Tortura relativo à discriminação racial nas prisões, como se não houvesse afro-descendentes portugueses nas prisões. Embora a Constituição portuguesa não permita a identificação dos portugueses afro-descendentes enquanto grupo racialmente discriminado, omitir que a violência policial baseada na discriminação racial também incide sobre afro-descendentes portugueses implica que a intenção de eliminar aquela violência não afeta a representação política dos afro-descendentes como estrangeiros (portugueses imigrantes e imigrantes). Doravante o Estado português poderá reportar que os imigrantes não são vítimas de violência policial, mesmo que os afro--descendentes portugueses continuem a ser vistos como imigrantes e a lei da nacionalidade, em vez de baseada no jus soli, continue alicerçada no jus sanguinis.

Por isso, se a discriminação racial explica por que razão os afro-descendentes imigrantes dificilmente adquirem a nacionalidade portuguesa, e os afro-descendentes portugueses são tratados como imigrantes, a não consideração da diferença jurídico-política no combate àquela discriminação mimetiza (e corrobora) a confusão institucionalizada do afro-descendente português-imigrante. Este mimetismo tem, todavia, três efeitos perversos.

Em primeiro lugar, opõe afro-descendentes (portugueses e imigrantes), de tal maneira que os afro-descendentes portugueses, com o direito e o dever de contribuírem para suprimir a discriminação de que são alvo, podem ser vistos como insensíveis aos problemas sociais, jurídicos e políticos dos afro-descendentes imigrantes. E, inversamente, os afro-descendentes portugueses podem considerar que os afro-descendentes imigrantes bloqueiam, ainda que involuntariamente, a procura de soluções para os problemas específicos dos primeiros. Com efeito, enquanto imigrantes não aceitam, e com razão, colaborar na procura de soluções para os problemas de uma classe à qual não pertencem, a dos afro--descendentes portugueses.

Em segundo lugar, implica a ausência de fins claros no diálogo entre os representantes do Estado português e os afro-descendentes, tornando-o completamente improdutivo. Sem qualquer ordem sobrepõem-se argumentos sobre a lei da nacionalidade, relativa aos afro-descendentes imigrantes, aos argumentos sobre a falta de reconhecimento dos direitos inerentes ao usufruto da nacionalidade portuguesa, relativa aos afro-descendentes portugueses.

Em terceiro lugar, mantém o statu quo, i.e. o atual critério para a atribuição da nacionalidade e a menoridade política e humana dos afro-descendentes portugueses. Tratados como imigrantes, sem voz própria nos processos de tomada de decisão política e pública a nível nacional, o debate e combate contra a sua discriminação racial continuam a ser travados nas instituições políticas nacionais (e.g. Parlamento) pelos seus (bem-intencionados) tutores e tutoras.

Não ignoramos que a distinção entre os afro-descendentes portugueses e imigrantes é irrelevante do ponto de vista ético. Em ambos os casos há pessoas que são negativamente discriminadas na base de um critério inclassificável. Também não ignoramos os debates quer sobre a pertinência da distinção jurídico-política entre nacionais e imigrantes, quer sobre o critério da atribuição da cidadania. No primeiro caso, numa sociedade cosmopolita, tal como Sócrates já sustentava no século V a.C., “não somos atenienses, nem gregos, mas sim cidadãos do mundo”. No segundo caso, os direitos de cidadania podem ser independentes da nacionalidade. Conquanto se possa questionar a fonte da identidade política, esta ainda depende da nacionalidade. Por isso, os afro-descendentes imigrantes lutam pela alteração da lei da nacionalidade e a nacionalidade é um direito humano universal — convém não esquecer as consequências políticas, jurídicas e éticas para os judeus e ciganos da privação da nacionalidade alemã no III Reich.

De acordo com essas premissas, o diálogo entre os afro-descendentes (como particulares ou membros de organizações da sociedade civil) e o Estado português deveria ser regulado pela diferença jurídico-política entre afro-descendentes portugueses e imigrantes, doravante transformada em critério de determinação das condições para aquele diálogo. Por exemplo, nesse diálogo os problemas dos afro-descendentes portugueses e imigrantes deveriam ser tratados em reuniões separadas. Similarmente, quando se discutem os problemas dos afro-descendentes portugueses, tratados como imigrantes, o diálogo não deveria ser mediado pelo alto-comissário das Migrações, nem deveria realizar-se em instituições políticas para imigrantes (e.g. o Centro Nacional de Apoio à Imigração, CNAI). Tal não significa que se houver um consenso entre os representantes do Estado português e os afro-descendentes portugueses o alto-comissário não possa estar presente como observador. Em contrapartida, se se discutem os problemas dos afro-descendentes imigrantes, a presença do alto-comissário das Migrações é imprescindível. Tal não significa também que os afro-descendentes portugueses sejam excluídos dessa discussão.

Em suma, admitindo que o Estado português está fortemente empenhado em concretizar o principal objetivo da Década Internacional dos Afro-descendentes — o combate contra a discriminação racial —, preservar ou eliminar a confusão jurídica e política entre afro-descendentes portugueses e imigrantes é um critério de avaliação daquele empenho.

IN PÚBLICO"
28/03/18


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1547.UNIÃO



EUROPEIA



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IV-A BÍBLIA PROÍBIDA

2-Mensageiros de Deus 




FONTE: 
1-HISTORY
2-Universo do Documentário

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IMPRESSORA 3D 
Nunca pensei que
ficasse tão perfeito




FONTE:  Nuno Agonia

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Ana Lains com Paulo de Carvalho

Mãe Negra


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 6.Os IMPRESSIONISTAS



* Uma história verdadeira, baseada em documentos históricos, produzida pela BBC


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

* Nesta nova época de "bloguices" que vai de Setembro/17 a Julho/18, iremos reeditar algumas séries que de forma especial sensibilizaram os nossos visitadores alguns anos atrás, esta é uma delas.

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Correr a maratona 
com uma cadeira de rodas



FONTE: EURONEWS

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BODYART




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3D




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INTERIORES












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1564
Senso d'hoje
SALOMÉ SEBASTIÃO*
CONJUGE DE CIDADÃO PORTUGUÊS*
RAPTADO EM MOÇAMBIQUE EM 2016*
ANA GOMES**
EURODEPUTADA PORTUGUESA**
"A situação alarmante do aumento
das violações dos direitos humanos
em Moçambique"



 FONTE: AnaGomesMEP


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