30/04/2020

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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281-ACIDEZ
FEMININA

AMIZADE SUFOCANTE
#TatyResolve


A IMPRESCÍNDIVEL TATY FERREIRA

* Uma produção "ACIDEZ FEMININA" - BRASIL

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ṈO MIRES ᕈΔRΔ ΔBΔJO/2


NUDEZ EXPLÍCITA

(CONCLUSÃO DA QUINTA ANTERIOR)


FONTE: ZORG

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HOJE  NO 
"JORNAL DE NOTÍCIAS"
Condições estão longe das necessárias para reabertura de escolas, diz Fenprof

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) afirmou esta quinta-feira que as "condições estão longe das necessárias" para a reabertura de escolas, creches e jardins de infância, que estiveram fechados devido à pandemia da Covid-19.

"A abertura dos estabelecimentos de educação e ensino só será bem-sucedida se aqueles que neles terão de permanecer se sentirem confiantes. Neste momento, essa confiança não existe, sendo necessário ver como evolui a situação epidemiológica e se as condições exigidas são criadas", afirmou a Fenprof, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.
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A Fenprof reiterou a necessidade de um parecer favorável prévio da autoridade concelhia de saúde pública após a vistoria às instalações e defendeu um número máximo de dez pessoas por sala de aula ou atividade.

Na mesma nota, a Fenprof vincou que devem ser resguardados todos os docentes e trabalhadores não docentes que pertençam a grupos de risco, que estejam em situação de doença ou em vigilância ativa.

Além da distribuição de máscaras comunitárias e gel nas escolas, devem também ser distribuídas luvas, viseiras e batas, nomeadamente para quem trabalha com crianças mais pequenas, defendeu.

A Fenprof salientou ainda a necessidade de serem contratados docentes para que "possam ser postas em prática as medidas necessárias, designadamente a divisão das turmas e o resguardo de alguns docentes".

Segundo a nota de imprensa, a Fenprof vai reunir o seu Secretariado Nacional a 05 e 06 de maio, onde será analisada a atual situação e tomada uma posição.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o plano de transição de Portugal do estado de emergência, que cessa no sábado, para o estado de calamidade e que prevê a reabertura da atividade económica e social.

Nesse plano, está previsto retomar as aulas presenciais para 11.º e 12.º anos nas disciplinas essenciais para o acesso ao ensino superior e abertura de creches a 18 de maio.
* Há que esperar e analisar melhor.

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Astronomia
Uma visão Geral II

  Tipos de galáxias/1


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO 
"DINHEIRO VIVO"
Governo ainda vai avaliar extensão
 de moratória de rendas

Já as regras da proteção contra despejos vão ter prazos revistos, com alterações aprovadas esta quinta-feira pelo governo.

O governo ainda vai avaliar, até meados de maio, se irão ser estendidos os apoios extraordinários criados para acudir à pandemia que dependem da vigência do estado de emergência que caduca à meia-noite deste sábado. É o caso do adiamento de rendas com a possibilidade de pagamento posterior em prestações. 
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A intenção foi confirmada pelo primeiro-ministro esta quinta-feira após reunião de Conselho de Ministros da qual saiu o calendário final para reabertura de atividades e a transição para estado de calamidade, que vai vigorar a partir de domingo.

Segundo António Costa, “o que ficou estabelecido nas audições com todos os partidos políticos é que ao longo da próxima quinzena iremos avaliar a evolução da situação, quer do ponto vista económico, quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista da pandemia, quer do ponto de vista da solidez com que podemos retomar estas atividades, de forma a avaliar a necessidade e a medida da prorrogação dessas medidas”. 
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A possibilidade de medidas como a moratória de rendas terem termo com o fim do estado de emergência foi uma questão levantada pelo Bloco de Esquerda. Na legislação publicada no início de abril, a quebra de rendimentos das famílias permite adiar pagamentos aos senhorios nas rendas de habitação, mas só até um mês após o estado de emergência. 
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O diploma estabelece que “o senhorio só tem direito à resolução do contrato de arrendamento, por falta de pagamento das rendas vencidas nos meses em que vigore o estado de emergência e no primeiro mês subsequente, se o arrendatário não efetuar o seu pagamento, no prazo de 12 meses contados do termo desse período, em prestações mensais não inferiores a um duodécimo do montante total, pagas juntamente com a renda de cada mês”. 
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Já a suspensão de despejos, noutro diploma em vigor desde 20 de março, vale até à “cessação das medidas de prevenção, contenção, mitigação e tratamento da infeção epidemiológica por SARS-CoV-2 e da doença COVID-19”. Mas os prazos deste diploma vão agora ser alterados, de acordo com o comunicado final da reunião do Conselho de Ministros.
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Um dos apoios que é ponto assente já que será estendido até ao final de maio é aquele que garante apoio a salários para os pais com filhos menores até 12 anos devido ao encerramento das escolas e creches. A medida, confirmou António Costa, vai vigorar “mais um mês para além do estado de emergência”.
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* Este governo que dá dinheiro a rodos aos bancos não pode cometer uma desumanidade contra os inquilinos mais desfavorecidos.

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LXXXIV-Cidades e soluções

Aplicações e soluções 



 FONTE:   Roberto BHS

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HOJE NO 
"AÇORIANO ORIENTAL"
Autoridade de Saúde dos Açores admite
.que não tem enviado dados à DGS

O responsável da Autoridade de Saúde Regional dos Açores admitiu que não envia atempadamente dados sobre a Covid-19 à Direção-Geral da Saúde, alegando que a informação fidedigna deve ser consultada nos comunicados regionais. 
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“Da parte da Direção Regional da Saúde houve esse esforço conjunto de preenchimento diário de uma base de dados, de maneira a que a informação fosse remetida atempadamente e não houvesse inconformidades dos dados registados, mas a partir de determinada altura, e com o avolumar de trabalho que nós tivemos, foi um processo que acabámos por descurar. Não temos enviado essa informação à Direção-Geral da Saúde”, avançou Tiago Lopes.

O responsável, que é também diretor regional da Saúde dos Açores, falava, em Angra do Heroísmo, no ponto de situação diário sobre a evolução do surto de covid-19 na região.

Questionado sobre o facto de os números apresentados no boletim diário da Direção-Geral da Saúde não coincidirem com os dados revelados diariamente pela Autoridade de Saúde Regional, Tiago Lopes admitiu que a situação “não foi devidamente conformada ao longo deste tempo”, alegando que nesta fase “não será o mais importante”.

“Os dados que nós apresentamos são apresentados diariamente, são o mais fidedigno que pode ser e haver e são esses que devem ser tidos em consideração por todos aqueles que tenham interesse em acompanhar a evolução do surto na região”, reiterou.

* Não sabemos se lemos bem. Quer dizer que a Autoridade Regional de Saúde não comunica dados estatísticos à DGS porque não acha importante, sem se importar de prejudicar estudos estatísticos que servem para seleccionar melhores meios para combater o Covid19, o governo dos Açores é socialista.

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HELENA DALLI

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Coronavírus e violência doméstica: 
um risco desproporcionado
para as mulheres

Juntos, temos de assegurar uma resposta à crise do coronavírus que proteja mulheres e crianças e garanta que não sejam também vítimas da pandemia. Temos de intensificar esforços para dar uma resposta que respeite a igualdade de género e promova a erradicação da violência contra as mulheres e as crianças.

A pandemia de coronavírus evidenciou e agravou as grandes desigualdades que já existiam na nossa sociedade. Devido às medidas de confinamento, mulheres e crianças estão agora mais expostas à violência.

Na Europa, 22% das mulheres já foram vítimas de violência física e/ou sexual por parte de um companheiro. Qualquer pessoa pode ser vítima de violência doméstica, mas a maioria das vítimas são mulheres e crianças, podendo estas últimas ser testemunhas ou vítimas diretas.

Em todo o mundo, recebemos ordens para ficar em casa, mas a casa não é um espaço seguro para todos. Muitas vítimas de violência doméstica estão isoladas em ambientes perigosos, fechadas com o seu agressor, com acesso limitado a recursos e ajuda.

Os dados disponíveis revelam que, desde o início do surto de coronavírus, aumentou a violência contra mulheres e crianças, em especial a violência doméstica. Em França, Chipre ou Bélgica, as queixas por violência doméstica ou as chamadas para a linha de apoio aumentaram entre 30 e 70%.

Alguns países declararam não haver aumento nas denúncias, o que pode dever-se ao facto de as vítimas terem medo de revelar a violência quando o agressor está sempre presente, sem poderem apresentar queixa de forma segura. Assegurar uma forma de ajuda nestes casos é ainda mais importante e temos o dever de responder às necessidades nas circunstâncias presentes.

Alguns Estados-membros estão já a aplicar medidas de resposta. Em Espanha, os serviços de apoio e proteção das vítimas de violência doméstica são considerados essenciais e continuam a funcionar durante a crise. Na Bélgica, França e Espanha lançaram-se campanhas para publicitar um mecanismo de alerta que permite às mulheres procurarem ajuda nas farmácias.

Além disso, na Bélgica, hotéis e edifícios públicos vazios têm servido como alternativa aos abrigos para vítimas de violência e as autoridades policiais locais estão a contactar mulheres que, no passado, apresentaram queixas por violência doméstica. Outros Estados-membros estão a intensificar os seus esforços nesse âmbito

Durante esta pandemia, precisamos de medidas de resposta que tenham em conta a dimensão de género e, na fase de recuperação, exortamos os Estados-membros da UE a reforçarem o seu apoio às linhas telefónicas nacionais de apoio e a serviços de aconselhamento em linha e a continuarem a tratar os casos de violência doméstica, bem como atribuir fundos de emergência às organizações que apoiam vítimas de violência e as acolhem.

Os Estados-membros da UE devem continuar a cumprir as obrigações consagradas no direito da UE, como a Diretiva relativa aos direitos das vítimas, e na Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres e a Violência Doméstica, tal como anunciado na Estratégia Europeia para a Igualdade de Género 2020-2025. Não vamos deixar que o coronavírus abrande a nossa ação.

Continuamos a apoiar os Estados-membros no intercâmbio de boas práticas sobre este tema e a financiar organizações em toda a Europa para realizarem projetos que combatam este flagelo, seja com apoios para atenuar os riscos de desemprego numa situação de emergência (SURE), seja através do Fundo Social Europeu ou de outras iniciativas.

Temos de dar provas de solidariedade e faço um apelo a todos: se suspeitar que alguém está a ser ameaçado ou maltratado na sua família imediata ou alargada, vizinhança ou círculo de amigos, contacte a polícia ou o serviço de apoio da sua zona. As linhas de apoio em toda a Europa podem ser consultadas na Internet (https://www.wave-network.org/find-help​) e a linha europeia 116 111 presta apoio às crianças.

Juntos, temos de assegurar uma resposta à crise do coronavírus que proteja mulheres e crianças e garanta que não sejam também vítimas da pandemia. Temos de intensificar esforços para dar uma resposta que respeite a igualdade de género e promova a erradicação da violência contra as mulheres e as crianças.

* Comissária europeia da Igualdade

IN "PÚBLICO"
28/04/20

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2256.UNIÃO



EUROPEIA


𝙽𝙰 𝙷𝙾𝚁𝙰 𝙳𝙰 𝚂𝙾𝙻𝙸𝙳𝙰̃𝙾 𝙲𝙾𝙽𝙵𝙸𝙽𝙰𝙳𝙰



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HOJE NA 
"SÁBADO"
Bolsonaro acusa OMS de 
incentivar masturbação e homossexualidade em crianças

Texto foi publicado na página do Facebook do presidente brasileiro no final da noite desta quarta-feira, e foi apagado pouco depois.

Jair Bolsonaro acusou a OMS (Organização Mundial de Saúde) de incentivar a masturbação e a homossexualidade de crianças, inclusive de menores de quatro anos.

O texto foi publicado na página do Facebook de Jair Bolsonaro no final da noite desta quarta-feira, e foi apagado pouco depois, mas já tinha sido acedido por muita gente e compartilhado por seguidores do polémico governante.
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Na sua publicação, Bolsonaro reproduziu o que alegou serem recomendações da OMS para crianças de pouca idade, nomeadamente o toque do próprio corpo, principalmente na região genital, o que ele considera ser um incentivo à masturbação, e o relacionamento com outras crianças, inclusive do mesmo sexo, o que o brasileiro afirma ser uma defesa da homossexualidade. E o presidente, que tem na OMS um dos alvos preferidos para os seus ataques por a entidade recomendar o confinamento social contra o avanço da pandemia de Coronavírus, que ele nega existir, pergunta aos seus seguidores quem é que está certo, a OMS ou ele, que se recusa a seguir as orientações da organização.

O documento que Bolsonaro cita na sua publicação existe de facto, mas na publicação do governante brasileiro foi reproduzido de forma parcial e totalmente fora de contexto. As orientações citadas fazem parte de um guia produzido em 2010 pelo Departamento Federal de Saúde da Alemanha mas não são dirigidas a crianças e sim a adultos, para os alertar sobre o que fazer quando os seus filhos começarem a descobrir o próprio corpo e, no relacionamento social com outras crianças, descobrirem que são diferentes uns dos outros. 

*  Idiota uma vez idiota p'ra sempre, em 2016 numa entrevista a uma cadeia de televisão e ainda senador admitiu relações sexuais com galinhas, temos esse vídeo, editá-lo-emos em breve.
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𝐼𝒳-OH MAR SALGADO

4-𝒜𝐿𝐸𝒳𝒜𝒩𝒟𝑅𝐼𝒜  𝒞𝒾𝒹𝒶𝒹𝑒 𝒮𝓊𝒷𝓂𝑒𝓇𝓈𝒶



𝒮𝒾𝓃𝑜𝓅𝓈𝑒:
𝒟𝑜𝒸𝓊𝓂𝑒𝓃𝓉𝒶́𝓇𝒾𝑜 𝑒𝓍𝓉𝓇𝒶𝑜𝓇𝒹𝒾𝓃𝒶́𝓇𝒾𝑜 𝒹𝑜 𝒟𝒾𝓈𝒸𝑜𝓋𝑒𝓇𝓎 𝒞𝒾𝓋𝒾𝓁𝒾𝓏𝒶𝓉𝒾𝑜𝓃, 𝓃𝑜 𝓆𝓊𝒶𝓁 𝓅𝑜𝒹𝑒𝓇𝒶́ 𝒶𝒸𝑜𝓂𝓅𝒶𝓃𝒽𝒶𝓇 𝒹𝑒𝓈𝒸𝑜𝒷𝑒𝓇𝓉𝒶𝓈 𝒻𝒶𝓈𝒸𝒾𝓃𝒶𝓃𝓉𝑒𝓈 𝓃𝒶 𝒸𝑜𝓈𝓉𝒶 𝒹𝑒 𝒜𝓁𝑒𝓍𝒶𝓃𝒹𝓇𝒾𝒶, 𝓃𝑜 𝐸𝑔𝒾𝓅𝓉𝑜. 𝐿𝒶́, 𝑒𝑔𝒾𝓅𝓉𝑜́𝓁𝑜𝑔𝑜𝓈, 𝑔𝑒𝑜́𝓁𝑜𝑔𝑜𝓈 𝒶𝓇𝓆𝓊𝑒𝑜́𝓁𝑜𝑔𝑜𝓈 𝓂𝒶𝓇𝒾́𝓉𝒾𝓂𝑜𝓈 𝒹𝑒𝓈𝓋𝑒𝓃𝒹𝒶𝓂 𝓈𝑒𝑔𝓇𝑒𝒹𝑜𝓈 𝒹𝒶 𝒸𝒾𝒹𝒶𝒹𝑒 𝓅𝑒𝓇𝒹𝒾𝒹𝒶 𝒹𝑒 𝒞𝓁𝑒𝑜́𝓅𝒶𝓉𝓇𝒶 𝓉𝓇𝒶𝑔𝒶𝒹𝒶 𝓅𝑒𝓁𝒶 𝒻𝑜𝓇𝒸̧𝒶 𝒹𝑜 𝓂𝒶𝓇.

FONTE: Super Documentários


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·ï¡÷¡ï·𝓡𝓞𝓣𝓔𝓘𝓡𝓞 𝓓𝓞 𝓢𝓐𝓑𝓔𝓡·ï¡÷¡ï·
3-𝐼𝒞𝒪𝒩𝐸𝒮 𝒟𝒪 𝑀𝒜𝒰 𝒞𝒪𝑀𝒫𝒪𝑅𝒯𝒜𝑀𝐸𝒩𝒯𝒪
3.1-𝒢𝐸𝒩𝒢𝐼𝒮-𝒦𝐻𝒜𝒩




FONTE:
Fabio Guerra
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HOJE  NO 
"i"
No maior departamento de cirurgia do país, toda a gente se chegou à frente

Há uma linha da frente no combate à covid-19 e depois há todos os outros batalhões, dentro de um hospital, que “perderam” camas para alargar a resposta direta à pandemia e fazem contas à quebra nos outros doentes. No departamento de cirurgia do Hospital de Santa Maria, o maior do país, as operações programadas baixaram para metade em março. O diretor, João Coutinho, diz que o que custa mais é os doentes não poderem ter visitas. A maior preocupação? Que nenhum elemento tombe com o vírus.

No longo corredor no sétimo piso do Hospital de Santa Maria, onde costumava fervilhar o entra-e-sai dos blocos operatórios, vê-se apenas uma bata verde. “Só ao domingo é que isto estava assim”, diz João Coutinho, diretor do departamento de cirurgia do Centro Hospitalar Lisboa Norte. 
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É como se fosse domingo há várias semanas e os balanços vão-se fazendo, num tempo em que o regresso à normalidade ainda parece distante, mas há planos para começar a recuperar listas de operações e consultas que ficaram por fazer nas últimas semanas. Numa das salas de cirurgia está a ser operada uma doente com cancro da mama, dos casos inadiáveis. O médico da bata verde é anestesiologista, um dos veteranos da casa. Como João Coutinho, a um ano da reforma. Continua, como outros colegas da mesma geração, nesta outra linha da frente da epidemia, porque há doentes que continuam a ser operados e também pessoas com diagnóstico positivo de covid-19 a precisar de uma cirurgia.

O departamento de cirurgia do Centro Hospitalar Lisboa Norte é o maior do país, diz João Coutinho, que fala com orgulho do serviço, antes da pandemia e agora, apesar das contingências. O departamento incorporou a cirurgia 1 e 2 do Santa Maria e a cirurgia do Pulido Valente, dedicada à cirurgia de ambulatório. São 74 cirurgiões, 18 internos de especialidades de cirurgia geral, mais as restantes especialidades como otorrino, oftalmologia e ginecologia, e internos que chegam anualmente de Moçambique e de outros países, além das equipas de enfermagem, auxiliares e técnicos. Não se esquece de elogiar ninguém agora que, em 36 anos de casa, passaram pela maior transformação de que tem memória no hospital. “É uma mudança terrível. Mas, vendo bem, foi uma mudança bem estruturada, com cabeça, houve formação de grupos de trabalho, e cada um tomou conta da sua área, o que ajuda a explicar o êxito de Santa Maria em relação à covid-19”.

Os efeitos colaterais na quebra da atividade normal são incontornáveis, mas a gestão tem procurado ser criteriosa. Tinham 93 camas nas enfermarias e UCI para os doentes em pré e pós-operatório e “perderam” a grande maioria para as áreas dedicadas à covid. O verbo é esse, mas a necessidade de que foi preciso concentrar a resposta no embate contra a pandemia foi consensual. “Custa”, confessa o diretor de serviço. Ficaram 35 camas na cirurgia 2, no piso 5, o que diminui por si só a capacidade para internar doentes - logo, também para os chamar para operação, e essa é uma das dificuldades, além da orientação geral para que fossem suspensas as cirurgias não urgentes, entretanto revogada. Em fevereiro, o serviço tinha feito 186 operações programadas e, em março, caíram para 93 - os números de abril ainda não estão fechados, mas a recuperação não foi possível nas últimas semanas e havia a expetativa de que pudesse começar gradualmente nos últimos dias do mês. Nas consultas, a quebra ainda é maior. “Fazíamos 2046 consultas e passámos para 500, é um rombo enorme”, diz João Coutinho.

* Como utentes do HSM só temos que dizer bem, não por haver só casos de sucesso mas porque o atendimento profissional versus doente foi sempre bom apesar de alguma morosidade no atendimento em algumas situações. Estamos mesmo muito gratos aos profissionais do hospital.

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Caetano Veloso

Cucurrucucu Paloma


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HOJE  NO 
"A BOLA"
Inês Henriques fez ultramaratona
 até Fátima

Na fase final do estado de emergência e do confinamento por ele imposto devido à pandemia de Covid-19, Inês Henriques, portuguesa que em 2017 se sagrou campeã do Mundo dos 50 quilómetros marcha, desafiou as restrições e fez ontem, quarta-feira, uma ultramaratona até ao santuário de Fátima, em Ourém, desde Vale do Medo, em Rio Maior, onde reside, para assinalar o 40.º aniversário, que completa amanhã, sexta-feira. 
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«Queria fazer algo diferente no meu aniversário, que é no dia 1 de maio, e então resolvi ir a Fátima a correr. Como não podia ir na sexta-feira, pela limitação de circulação entre concelhos e para não incorrer em crime de desobediência, fui hoje [ontem]», explicou a marchadora, depois de dar conta da aventura nas redes sociais, com uma fotografia no santuário de Fátima

O presente de aniversário, segundo contou, teve distância de 52,88 quilómetros e duração de 4.22,56 horas, ao longo das quais passou por Alcanede, Monsanto, Serra de Santo António e Minde, atravessando os concelhos de Santarém e Alcanena, em menos sete minutos do que definira como objetivo.

* Sempre manifestámos  admiração por Inês Henriques mas como figura pública não devia ter dado um exemplo de desobediência cívica. Mas como temos um PR com mais de 70 anos e sai de casa  sem qualquer razão, todas as reuniões onde participou podiam ter sido por vídeo conferência mas pior, fez uma visita de simpatia a uma herdade de produção de tomates. As atitudes de ambos estão no âmbito do Nacional Porreirismo.

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ĆŘƗΜ€Ş ΜƗŁƗØŇÁŘƗØŞ
10.3-Contratados para matar



FONTE: tbrsete

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Virgens podem usar
colector menstrual?



 FONTE:Saúde da Mulher com Dra Laura Lucia
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𝐂𝐨𝐫𝐨𝐧𝐚𝐯𝐢𝐫𝐮𝐬: 𝐝𝐞 𝐨𝐧𝐝𝐞 𝐯𝐞𝐦 𝐨 𝐝𝐢𝐧𝐡𝐞𝐢𝐫𝐨 
𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐢́𝐬𝐞𝐬 𝐠𝐚𝐬𝐭𝐚𝐦 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐠𝐚𝐭𝐚𝐫 𝐚 𝐞𝐜𝐨𝐧𝐨𝐦𝐢𝐚?




FONTE:  BBC News Brasil

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Para cozer os miolos/157


POR CAUSA DO CONFINAMENTO


* Obrigado A.P. por esta urbanidade

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𝒞𝒰𝑀𝒫𝑅𝒜-𝒮𝐸 𝒜 𝒯𝑅𝒜𝒟𝐼𝒞̧𝒜̃𝒪 𝒟𝒪𝒮 𝒜𝒩𝒞𝐸𝒮𝒯𝑅𝒜𝐼𝒮




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2322
Senso d'hoje
PEDRO CORDEIRO
JORNALISTA
JORNAL "EXPRESSO"
Universidade do Porto, 
muito mais do que uma academia.
Até no combate à covid-19



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NOTÍCIAS PARA HOJE

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COMPRE JORNAIS









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PING PONG FELINO


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BOM DIA


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29/04/2020

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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XXXIII-OS RIOS E A VIDA
1.2- RIO TEJO
A VIDA EM 1985



FONTE:  Tomar na Rede

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HOJE NO 
"RECORD"
Não se joga mais nas modalidades de pavilhão em Portugal e não há campeões

Basquetebol, andebol, voleibol e hóquei em patins vão dar por encerradas as respectivas épocas no que às provas seniores diz respeito

A temporada 2019/20 das principais modalidades de pavilhão em Portugal não terá qualquer campeão. Basquetebol, andebol, voleibol e hóquei em patins vão – nas próximas horas - dar por encerradas as respectivas épocas no que às provas seniores diz respeito (as competições jovens foram rapidamente anuladas logo a pandemia do coronavírus fez com que Portugal adotasse medidas de confinamento), seguindo o caminho que, bem antes, a Federação Portuguesa de Futebol adotou para o futsal, outro desporto de pavilhão com enorme implantação no nosso país.
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Desde há muito que as federações tinham percebido que, mesmo existindo retoma, seria bastante complicado (em certos casos impossível) disputar tudo o que estava previsto. E essa constatação não se baseava apenas nas dúvidas face à questão sanitária. Em causa estava também o tempo necessário para regressar ao ativo e, claro, a impossibilidade evidente de várias equipas poderem apresentar-se em condições minimamente condignas. A saída do país da grande maioria dos atletas estrangeiros e os problemas financeiros e logísticos que subitamente se abateram sobre muitos emblemas – com autarquias e patrocinadores a adiarem ou a anular comparticipações previstas - tornaria qualquer hipótese de retoma improvável.

A medida agora conhecida vai, pois, no sentido do que defendiam a maioria dos clubes participantes nas competições em causa. Posição contrária, desde o primeiro momento, tinham os grandes. Benfica, Sporting e FC Porto (os dragões com a exceção do andebol, por considerarem que terminada a primeira fase da prova faria sentido validar a competição e atribuir o título) desejavam poder levar até ao fim os campeonatos, mesmo procurando soluções de disputa diferentes (sem todas as equipas envolvidas) mas onde a possibilidade de atribuição dos títulos fosse real.

Agora, com o cair do pano sobre a temporada 2019/20, começa a ser momento de pensar na época seguinte. Porém, mais uma vez, existem poucas certezas e inúmeras dúvidas. Ainda assim, há mais tempo para planear tudo, nomeadamente planos alternativos, pois não é de excluir, neste momento, que as provas não funcionem dentro dos parâmetros (e dos períodos) tradicionais.

* É a decisão mais lógica.

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HUNKEMÖLLER
LINGERIE FASHION 
FULL SHOW
2020



FONTE:  Hunkemöller International  

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
"A maior descoberta sobre o sistema imunitário foi que eram os micróbios, e não Deus, que causavam doenças"

O sistema imunitário é a maior arma do ser humano para lutar contra a doença, curar-se naturalmente e em alguns casos autodestruir-se. Daniel M. Davis, investigador, imunologista e professor da Universidade de Manchester, no Reino Unido, desvenda-o no livro acabado de lançar em Portugal pela Porto Editora - O Incrivel Sistema Imunitário. Nunca precisámos tanto deles como agora - do sistema imunitário e deste livro. O DN conversou com o autor.

O título original do seu livro é The Beautiful Cure [que em inglês é fantástico, mas em português não funciona e por isso a Porto Editora chamou-lhe O Incrível Sistema Imunitário]. Porquê este título para um livro sobre o sistema imunitário?
Porque o sistema imunitário é extraordinariamente belo. É provavelmente a parte do corpo humano que percebemos melhor e todos os pormenores que conhecemos sobre o seu funcionamento nos dão a ver a sua beleza profunda. Só para dar um exemplo, o sistema imunitário tem de combater micróbios que nunca existiram antes no universo e a maneira como o faz é fabulosa. Há uma série de células diferentes, genes, proteínas envolvidas neste processo para nos ajudar a eliminar os germes e há duas coisas que tiramos disto: uma é a profunda maravilha que cada um dos nossos corpos é realmente e a outra é a importância médica desse conhecimento, que permite criar novos tipos de medicamentos.
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É também na possibilidade de "manipular" o sistema imunitário no sentido de ele próprio se transformar em medicamento para combater doenças como o cancro, infeções várias ou doenças autoimunes que reside a beleza?
Sim. Há duas maneiras de pensar nisso: o sistema imunitário é o que nos cura de diferentes doenças e isso é bonito e segundo, também é verdade que podemos aumentar o poder do sistema imunitário, criando novos medicamentos que funcionam reforçando a resposta imunitária para combater alguns cancros, ou suprimindo-a, para prevenir uma resposta excessiva como a que acontece na autoimunidade. Portanto, podemos manipular o poder do nosso sistema imunitário de forma que nos ajude a combater vários tipos de doenças e foi também isso que me levou a pensar nele como a cura bonita [the beautiful cure].

Temos agora um novo vírus a desafiar-nos - a SARS-CoV-2. O que já sabemos sobre a relação que se estabelece entre este e o sistema imunitário quando entram em contacto?
É um vírus completamente novo, existe há apenas quatro meses, por isso, para ser honesto, ainda há muitas questões por compreender sobre o que acontece realmente. Sabemos que pessoas diferentes têm respostas diferentes ao vírus e há algumas indicações de que os diferentes sintomas dependem de como cada sistema imunitário responde. Sabemos que, em alguns casos, alguns dos sintomas mais severos estão correlacionados com uma resposta excessiva dos macrófagos, células imunitárias, nos pulmões, e uma das possibilidades de tratamento em estudo é a de baixar a resposta imunitária nestes casos. Mas ainda há muitas questões por responder sobre a resposta imunitária a este vírus: se as pessoas podem ser reinfetadas, por quanto tempo estão protegidas depois de recuperarem, a própria possibilidade de uma vacina depende da capacidade de provocar uma resposta imunitária através de meios artificiais. Há muitas perguntas por responder e há muitos estudos a sair todos os dias e portanto é como um filme em fast forward. Qualquer coisa que possa dizer-lhe hoje, amanhã pode ser diferente.

Uma das abordagens terapêuticas que parece estar a ter bons resultados na covid-19 é a utilização de plasma de pacientes infetados. Como funciona?
A ideia é que os anticorpos presentes no plasma infetado possam neutralizar o vírus, mas não tenho a certeza de que já esteja a ser utilizada. Penso que é uma possibilidade que está a ser estudada, mas não tenho a certeza de que já esteja provado que funciona. Há muitas ideias a serem experimentadas. Penso que estarão a ser realizados cerca de 600 ensaios clínicos em todo o mundo e quando uma coisa destas acontece, quando há um novo vírus, não há uma ideia clara de que vacina ou tratamento funciona. Temos conhecimento suficiente para tentar várias hipóteses e no fim algumas delas terão resultado, mas por enquanto é difícil de prever quais é que terão sucesso. O que estamos a fazer neste momento é uma série de apostas, algumas delas serão vencedoras e outras não.

Qual é a sua aposta? Em que linha de investigação está a trabalhar?
Eu estou a dar apoio à investigação. No nosso instituto, na universidade de Manchester, estamos a pesquisar o que acontece no sangue dos pacientes hospitalizados com infeção por covid-19. Estamos a analisar que tipo células imunitárias estão presentes no sangue, como são ativadas, o que está a acontecer e a correlacionar com os sintomas que têm e com a forma como respondem aos vários tratamentos e espero que tenhamos alguns resultados em breve. O que acontece no sangue pode indicar que tipo de tratamento é mais adequado a cada paciente. Isto está a acontecer em todo o mundo, em cada país, não apenas no nosso instituto. Há um esforço internacional que eventualmente levará a perceber com maior clareza o que acontece no sistema imunitário destes pacientes e se há indicações úteis no sangue que nos possam ajudar a perceber que tipo de tratamento pode ser melhor ou pior para cada um.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou recentemente para a possibilidade de a presença de anticorpos não significar imunidade. É um revés na esperança colocada nos testes de imunidade e na imunidade de grupo para um regresso gradual à normalidade?
Quando as pessoas estão infetadas com covid-19, é provável que criem anticorpos e produzam algum nível de imunidade que torna menos provável que venham a ser reinfetadas, mas não sabemos com certeza se é assim e, mais importante, não sabemos quanto tempo dura essa proteção. Vamos saber, com o tempo, à medida que mais pessoas sejam infetadas e mais estudos sejam feitos, mas neste momento não sabemos. A experiência e o conhecimento que temos, com as vacinas que existem, dizem-nos que algumas têm que ser tomadas todos os anos, outras basta uma toma à nascença para garantirem imunidade a vida toda, portanto sabemos que a resposta imunitária a diferentes tipos de micróbios varia muito. Sobre este vírus em particular, sabemos ainda muito pouco. E esta é uma das áreas da imunologia em que ainda há muito por saber. Ainda não é claro exatamente quanto tempo dura a parte adaptativa (a memória) do sistema imunitário e como é criada, sabemos os princípios gerais, que o sistema imunitário mantém estas células no organismo durante muito tempo para que se possam multiplicar depressa se o germe voltar, mas não sabemos exatamente o que leva a uma resposta mais forte ou mais fraca, dependendo dos diferentes vírus.

No fim do seu livro faz um apelo para uma maior cooperação no trabalho científico, nomeadamente na indústria farmacêutica, que não deveria focar-se tanto no retorno financeiro, mas sim na saúde e bem-estar coletivos. Acha que esta pandemia veio tornar essa questão ainda mais clara?
A pandemia é uma grande tragédia, mas é verdade que algumas coisas sairão desta situação que poderão ser boas para a sociedade e uma delas é essa. Parece que aos poucos o mundo está a unir-se e torna-se claro que esta é uma situação em que as estruturas económicas normais que temos não são apropriadas. Parece que temos que encontrar soluções conjuntas - mesmo que encontremos uma vacina temos que a produzir em quantidades massivas e distribui-la em todo o mundo, não se trata apenas de ganhar dinheiro para uma empresa em particular. As coisas estão a mudar e a longo prazo isso pode ter resultados positivos para a sociedade.

Se o desenvolvimento da vacina para a SARS-CoV-1 [que provocou um surto epidémico entre 2002 e 2003 em alguns países asiáticos] não tivesse sido interrompida por falta de interesse financeiro, poderíamos ter já uma vacina para a covid-19?
Não sei. É muito difícil dizer. Olhando de fora e retrospetivamente é muito fácil dizer que os fundos podiam ter sido gastos desta ou daquela forma. Há tantos tipos de investigação científica importantes e tão difícil de prever se vão ser mais ou menos relevantes. Por exemplo, há muitos tipos de descobertas científicas que não pareciam muito importantes há seis meses e agora tornaram-se fundamentais. Neste momento, uma das preocupações das pessoas é se é seguro receber uma encomenda por correio e quanto tempo pode o vírus estar ativo numa embalagem de cartão. Esse tipo de investigação não seria considerado vital há seis meses. Há novos ramos de investigação a sair desta pandemia. As coisas estão a mudar todos os dias, por isso não sei se é justo dizermos que devíamos ter investido mais há 15 anos numa vacina para a SARS-CoV-1.

Um dos capítulos do seu livro é sobre febre, stress e o poder da mente. O que é que depende de nós (pelo menos em parte) para manter o sistema imunitário a funcionar bem?
Este é um tópico complexo porque toda a gente quer saber como reforçar o seu sistema imunitário e na verdade as experiências para determinar isso são quase impossíveis de realizar porque teríamos que infetar pessoas com uma doença para ver o que acontece. No livro, dou o exemplo de pessoas que fazem tai shi e mindfulness vs pessoas que não fazem. As primeiras parecem ter sistemas imunitários mais fortes, mas não é possível ter resultados científicos comprovados porque não podemos fazer a experiência, portanto só podemos correlacionar. A questão é que há outras variáveis que influenciam os resultados, porque também podem dormir melhor e comer melhor, por exemplo. A única área em que há mais certezas é que uma longa exposição ao stress não é bom para o sistema imunitário.

E esta situação pandémica, que levou a maior parte do mundo a ficar isolada e confinada a casa, pode afetar negativamente o sistema imunitário?
É impossível saber. Há muitas variáveis. Se as pessoas não dormirem bem, se estiverem stressadas, se não estiverem a comer de forma saudável isso é negativo, mas a dificuldade com os humanos é que é há muitas variáveis que se misturam e é muito difícil isolar uma delas e dizer fazer isto é bom, fazer isto é mau. Talvez as pessoas estejam menos stressadas por estarem em casa com a família, talvez estejam mais stressadas. É muito difícil fazer generalizações.

Os nossos sistemas imunitários são todos diferentes?
Sim. O sistema imunitário de cada pessoa é único e essa particularidade vem da genética, da história de todas as infeções a que foi exposta ao longo da vida e de outros fatores e isto é muito importante porque existe a probabilidade de essas particularidades serem determinantes na forma como respondemos a este novo vírus, mas mais uma vez ainda não sabemos quais. Temos que esperar pelos resultados da investigação científica que está a ser realizada.

Os mais velhos estão mais vulneráveis ao novo coronavírus e a formas mais severas da doença. No seu livro diz que o sistema imunitário não deixa de funcionar com o envelhecimento, mas "avaria". Como assim?
Não é bem avariar, passa a funcionar de forma diferente. Mais uma vez há uma série de coisas por perceber, mas temos muitas hipóteses a serem exploradas. Uma delas é que as pessoas mais velhas têm uma série de células imunitárias capazes de combater infeções antigas, que já conhecem, em caso de voltarem a acontecer, mas menos capacidade de lutar contra novas infeções. Outra é a de que existe um maior nível de inflamação de base nas pessoas mais velhas, o que contribui para responderem pior às vacinas ou a novos tipos de infeções e as torna mais suscetíveis às doenças autoimunes, à medida que envelhecem. Não temos um conhecimento claro do que acontece a nível molecular, mas temos algumas ideias sobre porque é que os sistemas imunitários das pessoas mais velhas funcionam de forma diferente e talvez isso leve a uma resposta sobre porque é que lidam pior, em média, com a covid-19. Pode ter que ver com o facto de não conseguirem criar uma resposta imunitária contra o novo vírus ou de esta ser hiperativada, causando um nível excessivo de inflamação.

Pode-se dizer que o sistema imunitário tem um prazo de validade?
Acho que não é assim tão a preto e branco. Muda com o passar do tempo. As mudanças do corpo humano são muito dinâmicas, quando uma mulher está grávida produz uma série de hormonas que nunca tinha produzido na vida, na adolescência o corpo passa por uma série de mudanças. Portanto, não é que o sistema imunitário desligue com o envelhecimento, simplesmente vai mudando ao longo da vida, à medida que envelhece. Mas mesmo entre a noite e o dia, o sistema imunitário muda de estado e a sua resposta pode ser diferente.

Grande parte do seu livro é dedicado às grandes descobertas científicas feitas no campo da imunidade. Qual é, na sua opinião, a maior de todas?
Penso que uma das mais importantes descobertas - parece tão estúpido agora - é simplesmente a de que existem micróbios. As pessoas pensavam que as doenças eram causadas por deus, por castigos divinos, por bruxaria, por fenómenos naturais, e, na verdade, são germes minúsculos, como os vírus e as bactérias, que causam as doenças e é desta simples descoberta que aparecem as vacinas, a importância da higiene e da água potável e tantas outras descobertas da medicina.

*  Afinal o poder é do bicharoco.

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