terça-feira, 5 de setembro de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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2-ARTE ARRISCADA

AD LIBITUM


KAROLINE PURGAL


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GRANDES LIVROS/40

AUTORES DO MUNDO

2- A SELVA

Upton Sinclair

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/ 
/DA MADEIRA"


Príncipe sensibilizado com homenagem,
.não esquece vítimas do Monte

Foi com boa tarde e obrigado ditos em português que Alberto II do Mónaco começou e terminou o discurso no Funchal, palavras proferidas em francês e traduzidas para os presentes, durante a cerimónia de atribuição do nome Largo Príncipe Alberto I do Mónaco ao largo junto aos jardins do Lido. A homenagem ao trisavô do actual monarca, navegador oceanográfico e ilustre visitante do Funchal, diz a placa descerrada esta terça-feira na presença de Alberto II e da comitiva, foi assinalada com uma peça em baixo relevo da autoria da escultora Manuela Aranha. Na ocasião, o trineto disse-se sensibilizado e não esqueceu de endereçar umas palavras de pesar para as vítimas da queda da árvore no passado dia 15 de Agosto no Largo da Fonte.
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Remonta a 1879 a ligação do trisavô à Madeira, Alberto II recordou-a e destacou a “influência decisiva” que a ilha teve sobre o decurso da sua vida e recomendou um desenvolvimento equilibrado entre o turismo e a natureza.

Depois de falar sobre os grandes desafios que são a protecção do planeta através da luta contra as alterações climáticas, preservação da biodiversidade e da água, disse: “A preservação do vosso meio ambiente, que é um laboratório para estes três desafios do nosso tempo, deve, evidentemente, conjugar-se com um desenvolvimento turístico razoável, imprescindível para o desenvolvimento económico”.

Foi na ilha que Alberto I conheceu a sua mulher e foi também cá que desenvolveu parte do seu trabalho ligado ao conhecimento do mar. Durante a sua vida, seis das suas explorações científicas incluíram a Região e foi durante estas viagens e outras que desenvolveu uma relação com o território e com a população, “hoje decerto remota, mas profunda e genuína”, afirmou Alberto II.

Programa cheio
O príncipe chegou por volta das 14 horas à Madeira para uma visita de três dias, que inclui ainda hoje um jantar e amanhã uma visita ao Monte. “Não gostaria de concluir estas palavras de agradecimento sem endereçar um pensamento comovido às vítimas do acidente do passado dia 15 de Agosto”.

No roteiro está ainda uma deslocação às ilhas Desertas. O Funchal é o ponto de partida para uma expedição oceanográfica de três anos à volta do Mundo lançada pelo príncipe em parceria com o governo do seu país e com fundações, recuperando assim uma herança deixada pelo trisavô.

Com o lançamento desta expedição do navio dá continuidade à tradição das expedições científicas do Mónaco contribuindo para a pesquisa e para o esclarecimento do público no sentido de um desenvolvimento sustentável.

* Os príncipes do Mónaco estiveram sempre muito focados na preservação e pesquisa dos mares. O museu oceanográfico do Principado  merece mais do que  uma visita.

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5 - O pesadelo dos

Resíduos Nucleares

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ÚLTIMO EPISÓDIO

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HOJE NO 
"JORNAL DE NEGÓCIOS"


Empresas não podem ler emails 
dos trabalhadores sem avisar, 
diz Tribunal Europeu

Os empregadores que queiram controlar as contas de email dos trabalhadores terão de ter vários cuidados e de avisá-los com antecedência. A decisão é do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que inverteu a decisão tomada em Janeiro de 2016 sobre o caso de um trabalhador romeno que foi despedido depois de trocar mensagens com a família.

Os empregadores que queiram controlar as contas de email ou as mensagens dos trabalhadores terão de seguir uma série de procedimentos e deverão avisá-los com antecedência. É o que conclui o Tribunal Europeu do Direitos do Homem, que inverteu a decisão tomada no início do ano passado por sete dos seus juízes, de acordo com um comunicado divulgado esta terça-feira, 5 de Setembro.
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O Tribunal analisou o caso de um trabalhador romeno que foi despedido em 2007 depois de ter trocado mensagens privadas com a família através de uma plataforma criada para fins profissionais. O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) concluiu que, ao deixarem passar este caso, os tribunais romenos não protegeram o direito à vida privada.

O trabalhador em causa, Bogdan Barbulescu, foi responsável de vendas entre 2004 e 2007. A pedido do empregador, criou uma conta de Yahoo Messenger para responder às questões dos clientes.

Em Julho de 2007, a empresa avisou os trabalhadores que despediu uma pessoa por ter usado a internet, o telefone e a fotocopiadora para assuntos privados.

Dez dias depois, chamou Barbulescu e mostrou-lhe uma transcrição de 45 páginas com mensagens que tinha trocado com o seu irmão e a sua noiva, já que as comunicações tinham sido gravadas. Foi despedido e nenhum dos tribunais nacionais lhe deu razão.

Invertendo uma decisão contrária tomada por sete juízes da instituição em Janeiro de 2016, a grande câmara do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem vem agora dar-lhe razão, considerando que foi violado o direito ao respeito pela vida privada e familiar, do domicilio e da correspondência."Os tribunais nacionais [da Roménia] falharam por não terem percebido se Barbulescu foi avisado da possibilidade de as suas comunicações estarem a ser monitorizadas; nem tiveram em conta o facto de não ter sido avisado sobre a natureza e extensão dessa monitorização, ou o grau de intrusão na sua vida privada e correspondência", lê-se no comunicado de imprensa.

Além disso, os tribunais não avaliaram as razões que justificaram a introdução de medidas de monitorização; não avaliaram se haveria alternativas menos intrusivas da sua privacidade; nem se as comunicações podiam ter sido consultadas sem que ele soubesse, acrescenta o TEDH.

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Empresas podem ler as mensagens?

Num esclarecimento preparado para a imprensa, o Tribunal explica que isto não significa que os empregadores não possam, em qualquer circunstância, monitorizar as comunicações dos trabalhadores ou despedi-los por usarem a internet para fins privados. Não foi essa a questão analisada.

O que o Tribunal vem dizer é que os Estados devem assegurar que, quando um empregador toma medidas para monitorizar as comunicações do empregador, estas são acompanhadas de salvaguardas suficientes que previnam o abuso.

Em particular, as autoridades devem avaliar:

* Se o trabalhador foi avisado ou notificado da possibilidade de o empregador poder monitorizar a correspondência ou outras comunicações, de forma clara e com antecedência;

* O grau de extensão da monitorização e de intrusão na privacidade do empregado, explicando se em causa está o controlo dos envios ou o conteúdo, ou quantas pessoas a este têm acesso;

* Avaliar se seria possível estabelecer um mecanismo de controlo menos intrusivo e menos directo;

*As consequências deste controlo para o trabalhador em causa e uso dele feito pelo empregador.

As decisões do TEDH, vinculativas, são avaliadas caso a caso, mas os Estados-membros devem avaliar se a legislação se adequa, sob pena de enfrentarem decisões sobre violações semelhantes.

* A privacidade individual não pode ser "assaltada" do mesmo modo que o trabalhador deve desempenhar as suas funções sem recorrer a envio de correio electrónico ou navegar na net a título particular.

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III-EXPEDIÇÃO AVENTURA

 7- PANTANAL
2- ENCONTROS ESPECIAIS
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COM RICHARD RASMUSSEN

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HOJE NO 
"CORREIO DA MANHÃ"
Prisão preventiva para sapador detido
 por suspeita de fogo posto na Covilhã

Homem foi esta terça-feira presente a um juiz.

Ficou em prisão preventiva o sapador florestal que é o principal suspeito de ter ateado um incêndio na Covilhã que consumiu centenas de hectares de mato e floresta e ameaçou habitações. 
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O homem de 34 anos chegou na manhã desta terça-feira ao tribunal da Covilhã acompanhado por inspectores da polícia judiciária da guarda. O antigo pastor foi ouvido por um juiz que não teve dúvidas em aplicar-lhe a medida de coacção mais gravosa. Vai ficar em prisão preventiva a aguardar julgamento. O sapador florestal da freguesia de Erada na Covilhã é o principal suspeito de ter ateado um incêndio na tarde de domingo. O homem estava num posto de vigia acompanhado por outros dois sapadores com a missão de prevenir ignições naquela zona. Por breves momentos ausentou-se para, segundo ele, ir à casa de banho mas na verdade foi atear o fogo com recurso a um isqueiro.

As chamas andaram perto das aldeias e colocaram populações em risco. Os mais de 300 bombeiros no terreno não conseguiram evitar que fossem consumidos centenas de hectares de mato e floresta. Ainda durante a madrugada de domingo a polícia judiciária da Guarda deteve o incendiário que começou por negar o crime. Mais tarde acabou por confessar sem conseguir explicar o porquê de o ter feito. Desde o início do ano a PJ deteve em todo o País 85 pessoas plo crime de incêndio florestal.

* Se não houver fogos não há salário.

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CARLA ISIDORO

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É um robô chamado Beta 
e tem perfil no Facebook

Na minha opinião, o Brasil está na crista da onda do desenvolvimento, engagement e uso pessoal das ferramentas digitais. Há dias conheci a Beta no Facebook, uma robô ativista que quer mudar o mundo pela monitorização digital da política

A ideia e a sua concretização parecem-me brilhantes. Acabo de conhecer a Beta através do seu perfil no Facebook, criado há poucos dias, e troco dois dedos de interação com ela via chatbox. Às tantas não consigo conter o riso porque o projeto tem tanto de surpreendente quanto de divertido, atual e sério. Beta é uma ferramenta de mobilização online desenvolvida por um laboratório de ativismo social chamado Nossas que tem como premissa trabalhar para um mundo mais justo e democrático. O laboratório acredita que este mundo é possível se os poderes de uns não oprimirem a potência de outros. Para alcançá-lo, desenvolve tecnologias de ponta voltadas para o ativismo e arma os agentes da mudança com estas tecnologias, sendo estes agentes o cidadão comum que comunga dos mesmos ideais e quer envolver-se. Pratica estratégias às quais chama oneline, que vêm da conjugação da mobilização do online com a rua, com o offline, com foco no engagement dos indivíduos pela aplicação adequada das ferramentas digitais. Uma das ferramentas é Betânia, mais conhecida por Beta, uma robô feminista que tem um site e um perfil no Facebook. Foi programada para monitorizar medidas políticas, alertar e engajar a comunidade, e assim potenciar as lutas necessárias para que o reboot social aconteça. É inteligente, sensível, e quer um mundo justo.

Fiquei surpreendida com o vanguardismo da proposta, o humor e a seriedade usados para concretizá-la, a articulação da realidade política e social do Brasil com as ferramentas digitais colocadas ao dispor dos cidadãos. Se alguém está a praticar a ideia de cidadania contemporânea da era pós-digital, são estas pessoas. Irei acompanhar o desenvolvimento do projeto e estou curiosa por perceber como a Beta irá monitorizar as políticas que vão contra os direitos das mulheres e mobilizar a população na via digital e nas ruas até que a transformação social aconteça, já que é esta a sua proposta. Poderá ser um case-study singular de ativismo e engajamento numa época de desfragmentação e alienação das populações que o digital tanto ajuda a partir como, concomitantemente, a unificar. Vivemos tempos de contradição e paradoxo, próprios desta era, dos quais brotam projetos idealistas e holísticos em forma de robô. Os androides não são mais do que a projeção e o prolongamento da mente, anseios e ansiedades humanas num formato não humano, embora alguns tenham pele e respirem como os humanos. No fundo, somos nós em modo máquina. Divirtam-se (aqui) com ela no Facebook e leiam os seus propósitos. (Ainda) não é todos os dias que interagimos com um robô.

DIZ A AUTORA:
Comecei a trabalhar em 1995 na revista do jornal A Bola enquanto tirava a licenciatura. Tive um ótimo editor que me pôs a entrevistar figuras de destaque da cultura portuguesa e a escrever sobre assuntos diversos, e esta experiência foi de extrema importância porque me deu confiança para escrever sobre (quase) qualquer coisa. Colaborei para diferentes media sobre viagens, música, cultura contemporânea, culturas africanas, comportamento, tendências de consumo, etc. Hoje sou gestora de comunicação independente para negócios, marcas e projetos artísticos. Defendo a importância de uma boa história na comunicação de qualquer marca e de conteúdos alinhados com os valores da cultura onde ela se insere. O antropólogo Igor Kopytoff diz que os objetos têm histórias de vida apesar de serem coisas. E eu concordo com ele. Se as histórias alimentaram o nosso imaginário em criança, na vida adulta elas continuam a inspirar-nos, a tocar-nos e a dinamizar o mercado. Quem não gosta delas? Sou licenciada em Ciências da Comunicação e pós graduada em Antropologia na vertente Cultura Material e Consumo.

IN "VISÃO"
03/09/17

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1344.UNIÃO



EUROPEIA



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HOJE  NO 
"OBSERVADOR"

Cinco respostas para entender
 o conflito dos enfermeiros

Enfermeiros especialistas pedem aumentos há 8 anos e agora a discussão subiu de tom. Governo aponta ilegalidades nas formas de luta, mas enfermeiros não desistem de entregar títulos, nem da greve.

O protesto dos enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica tem vindo a subir de tom. Depois de uma greve de zelo e de uma ameaça de greve que não chegou a materializar-se, está novamente agendada uma greve de cinco dias para a próxima semana e os enfermeiros estão a entregar títulos de especialista na Ordem em forma de contestação e para não terem de desempenhar as funções para as quais estão habilitados.

O Governo já veio dizer que a entrega de títulos de especialista é ilegal e não está prevista nos regulamentos, assim como ilegal diz ser, também, a greve da próxima semana, por incumprimento dos prazos de entrega de pré-aviso.

Esta terça-feira, o ministro da Saúde avançou que um entendimento razoável parece estar a caminho — há reuniões marcadas para o dia 8 e 12 de setembro — e acusou a Ordem dos Enfermeiros de estar a “promover o abandono de serviços e de funções”, deixando claro que os hospitais não estão a ameaçar enfermeiros.

O clima está de tal forma tenso que o Presidente da República defendeu, esta terça-feira, o diálogo, anunciando que vai receber, na próxima semana, as ordens profissionais ligadas à saúde, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Para perceber melhor o que está em causa, o Observador reuniu e resumiu os principais pontos nas cinco perguntas e respostas que se seguem.

1-O que querem os enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica?
Os enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica (bem como enfermeiros de outras especialidades) exigem há oito anos uma compensação financeira pelo desempenho de funções especializadas. No fundo não é uma reivindicação nova. Foi em 2009 que a carreira de enfermagem deixou de contemplar a categoria de enfermeiro especialista, com correspondente salário.

Ao Observador, Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, explicou que, na altura, os quatro sindicatos de enfermagem estiveram de acordo em acabar com a categoria de enfermeiro especialista da estrutura da carreira “porque desde 2002 o número de lugares para especialistas diminuiu de 2.600 para 940 lugares” e “os hospitais não abriam concursos e quando abriam eram poucas”.

Concordámos que a categoria desaparecesse e isso permitia que um enfermeiro que fizesse especialidade não ficasse dependente de uma vaga a concurso. A proposta do SEP é que todos e quaisquer enfermeiros que fossem fazer especialidade automaticamente passariam a ganhar mais”, o que acabou por não acontecer. De lá para cá, nunca outro governante aceitou qualquer proposta relativa a esta matéria, garantiu.

A Ordem dos Enfermeiros continuou porém a atribuir esse título de especialista em seis áreas distintas: comunitária; médico-cirúrgica; reabilitação; saúde infantil e pediátrica; mental e psiquiátrica, além da materna e obstétrica.

E, segundo a Ordem, existem em Portugal cerca de 6.000 enfermeiros especialistas, dos quais cerca de 2.000 são especialistas em saúde materna e obstétrica, pouco mais de 1.500 nos hospitais do SNS, excluindo parcerias público-privadas. Nas contas feitas pelo movimento que lidera este protesto, 60% a 70% destes profissionais não estão a ser remunerados pelas funções executadas, como escreveu, este fim de semana, o jornal Expresso.

2-Que formação têm e que funções desempenham estes enfermeiros?
Para adquirir o título de especialista, os enfermeiros têm de fazer dois a dois anos e meio de formação (teórica e prática) extra-laboral, cujos custos rondam os 6.000 euros, sendo que só o podem fazer quando já tenham dois ou mais anos de experiência profissional.
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ANA RITA CAVACO
Do leque de funções que desempenham, quando em causa estão partos normais, fazem parte a realização dos CTG (cardiotocografia), administração de medicação via vaginal, corte do cordão e reanimação de recém-nascidos. 

Estes enfermeiros integram sempre uma equipa mista, juntamente com enfermeiros de cuidados gerais que apenas podem administrar medicação via endovenosa à grávida e prestar cuidados aos recém-nascidos, bem como apoiar em atividades cirúrgicas como realização de uma cesariana.

3-De que forma tem evoluído o protesto?
Embora a reivindicação tenha anos, foi a 3 de julho deste ano que os enfermeiros-parteiros endureceram a forma de luta, iniciando uma greve de zelo, deixando de exercer as funções especializadas para os quais estão treinados nos blocos de partos. O serviço de urgências da Maternidade Alfredo da Costa chegou mesmo a encerrar, como noticiou na altura o Expresso.

Tendo logo considerado o protesto “desorganizado” e a atitude dos enfermeiros obstetras “ética e deontologicamente condenável”, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, acabaria por pedir um parecer à Procuradoria Geral da República (PGR), cujo resultado foi conhecido a 20 de julho, e dava razão ao Governo. Segundo o parecer do conselho consultivo, aquela greve de zelo era ilegal e os profissionais que se recusassem a exercer funções especializadas podiam ser “responsabilizados disciplinarmente”.

Acrescentava ainda a PGR que a diferença de habilitações, só por si, não “obriga a diferenciação remuneratória”.

Embora discordando da conclusão do parecer, quatro dias depois os enfermeiros viriam a suspender a greve de zelo e a greve marcada para o período de 31 de julho a 4 de agosto, contra o não pagamento do trabalho especializado, devido ao compromisso do Governo de iniciar negociações.

Mas, no final de agosto, os enfermeiros-parteiros voltaram à greve de zelo perante aquilo que fontes sindicais disseram ser a falta de resposta política. E o Sindicato dos Enfermeiros e o Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem, afetos à UGT, convocaram uma greve nacional de cinco dias (11 a 15 de setembro), em defesa da introdução da categoria de especialista na carreira de enfermagem, com respetivo aumento salarial, bem como da aplicação do regime das 35 horas de trabalho para todos os enfermeiros.

4-Enfermeiros estão a entregar títulos de especialista. Governo fala em ilegalidade
As formas de protesto não se ficam por aqui. À Ordem dos Enfermeiros têm chegado, desde o início desta semana, títulos de especialista de vários enfermeiros. À Lusa, a bastonária Ana Rita Cavaco comentou que vê tal decisão com “muita preocupação”, mas que a Ordem não pode fazer outra coisa senão “dar a suspensão do título”. “O título é deles, a vontade é deles.”

O Ministério da Saúde considera a iniciativa “um conflito laboral coletivo, que põe em causa os direitos dos cidadãos e pode ter consequências graves do ponto de vista da prestação de cuidados de saúde”. Além de que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em comunicado, informa, suportada em parecer jurídico, “que não é legalmente possível a suspensão da inscrição como enfermeiro especialista na Ordem dos Enfermeiros sem que haja suspensão da inscrição como enfermeiro”.

Não é legalmente possível a suspensão da inscrição como enfermeiro especialista na Ordem dos Enfermeiros sem que haja suspensão da inscrição como enfermeiro”, lê-se no comunicado da ACSS.

Nesse mesmo comunicado, a ACSS informa que, da recusa da prestação de serviço especializado por parte desses enfermeiros, pode resultar a marcação de faltas injustificadas e processos disciplinares. Enfermeiros acusam o Ministério de estar a ameaçar os profissionais, mas o ministro explica que a circular serve para as instituições estarem informadas sobre a lei.

Em reação aos pareceres, a bastonária Ana Rita Cavaco reforçou, citada pela TSF, que o problema é político.

Acaba por ser um bocadinho ridículo que o Governo onde os conselhos de administração todos os dias cometem ilegalidades dentro dos hospitais, relativamente ao número de enfermeiros que deveriam ter e que todos os dias aplicam nos serviços horários ilegais, é o mesmo governo que está a pedir pareceres jurídicos relativamente a uma questão que é um problema político”, reagiu a bastonária dos enfermeiros.

Horas depois, também o vice-presidente da Ordem, Luís Barreira, disse à Lusa que a Ordem vai continuar a tratar os pedidos de suspensão que têm chegado à instituição, através dos conselhos diretivos das suas secções regionais, afirmando que isso está “instituído nos estatutos”.

Contrariando o Ministério da Saúde, Luís Barreira afirma: “temos um departamento jurídico e pareceres que dizem que é possível” suspender a atividade de especialista pois a inscrição como enfermeiro especialista é diferente da inscrição como enfermeiro generalista, cada um com o seu preço.

A verdade é que, lendo o regulamento da atribuição de cédula profissional, em momento algum está referida a suspensão ou cancelamento do título de especialista. Está apenas previsto o pedido de suspensão do exercício da profissão, bem como o cancelamento da inscrição para quem não quer mais ser enfermeiro.

5-Governo diz que greve da próxima semana é ilegal
E não é só a entrega de títulos que está a gerar polémica. A Secretaria de Estado do Emprego considera igualmente ilegal a greve agendada para a próxima semana, por incumprimento dos prazos de pré-aviso de greve.

Ao Observador, o Ministério do Trabalho explicou que a greve teria de ser convocada com 10 dias úteis de antecedência em relação ao início da greve “sob pena de esta não ser considerada regularmente convocada”. “Ora, o pré-aviso para uma greve a iniciar-se às 00h00 de dia 11 e fim às 24h00 de 15 de setembro, foi remetido pelos sindicatos no dia 28 de agosto [na contagem do prazo não conta o dia de receção do pré-aviso]. Assim, o e-mail com o pré aviso foi remetido com 9 dias úteis” de antecedência.

Os dois sindicatos afirmam que mantém a paralisação e adiantam que vão fazer queixa por má-fé do secretário de Estado do Emprego ao Departamento de Investigação e Ação Penal. “A greve é para se fazer, tal como está programada, a não ser que venham garantias escritas dos ministros implicados: Saúde e Finanças. Diz o povo: ‘Na 1ª quem quer cai; na 2ª só cai quem quer'”, lê-se no site do Sindicato dos Enfermeiros.

Para juntar à confusão, o Expresso noticia esta terça-feira que, no mesmo dia em que o secretário de Estado do Emprego declarou ilegal a marcação da greve, os dirigentes sindicais foram chamados pelas Finanças para clarificarem os serviços mínimos dessa mesma greve. O Observador contactou os ministérios liderados por Mário Centeno e por Vieira da Silva para obter mais esclarecimentos sobre a diferença de entendimentos, mas não obteve resposta até ao momento.

E, mesmo entre os enfermeiros, nem todos estão de acordo com esta paralisação.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) ficou de fora e Guadalupe Simões explicou ao Observador porquê: “temos uma reunião técnica com a ACSS agendada para dia 8 [sexta-feira] por causa da avaliação de desempenho dos enfermeiros com contrato individual de trabalho e da operacionalização da regularização dos vencimentos dos enfermeiros especialistas e outra reunião política no próximo dia 12 com o ministro”. Por isso, acrescentou a sindicalista, não faz sentido avançar para greve.

Guadalupe Simões lembrou, ainda, os “compromissos assumidos no dia 22 de março pelo ministro da Saúde”, de que iria ser feita a regularização dos vencimentos aos enfermeiros especialistas através da mudança de posição remuneratória, e referiu que “alguns desses já foram implementados como o pagamento de todo o trabalho extraordinário por completo e a regularização das horas extra que eram devidas aos enfermeiros, num total de 700 mil horas”.

“O que importa para nós é que, nem que se tenha de fazer mais reuniões em setembro, a medida seja introduzida no Orçamento do Estado para 2018.”

* Mesmo que o governo ganhe a batalha jurídica é sempre o perdedor, o enfermeiro é um importante agente de proximidade, os ministros estão longe, menos quando se põem em bicos de pés para aparecer nas televisões.

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146-BEBERICANDO

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COMO FAZER "HULK SHOT"


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2- ZOMBIES
UMA HISTÓRIA VIVA

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* Para quem gosta de esoterismo de terror, o vídeo aconselhável.

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HOJE NO 
"RECORD"

Denunciado esquema de corrupção 
a envolver processo de escolha 
da cidade anfitriã

Procuradores brasileiros denunciaram esta terça-feira desvios e subornos ligados à eleição do Rio de Janeiro como anfitrião dos Jogos Olímpicos de 2016, acusando o Presidente do Comité Olímpico Brasileiro (COB) de participação neste esquema.
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Numa conferência de imprensa, os promotores brasileiros disseram que Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, fez a vinculação de empresários, políticos e gerentes do Comité Olímpico Internacional (COI) no suposto esquema compra dos votos que ajudou a eleger a cidade brasileira como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

A procuradora Fabiana Schneider afirmou que Carlos Arthur Nuzman foi muito ativo na campanha em favor da eleição do Rio de Janeiro como sede dos Jogos e que era notório que "era um elemento central que ligava empresários e representantes do COI".

A procuradora pediu que os bens de Carlos Arthur Nuzman fossem apreendidos e seu passaporte retirado para impedir que ele deixasse o país.

A operação realizada hoje e chamada de "Unfair Play" é o resultado de uma investigação levada a cabo por procuradores brasileiros e franceses.

As primeiras denúncias sobre compra de votos na escolha da sede dos Jogos Olímpicos surgiram em França numa reportagem do jornal Le Monde.

Depois de o caso ter sido divulgado, procuradores franceses que já investigavam o envolvimento de Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack, presidente da Federação Internacional de Atletismo, num esquema de encobrimento de doping de atletas da Rússia acabaram por descobrir que ele e a sua família também estariam envolvidos no esquema de venda de votos em favor da candidatura da cidade do Rio de Janeiro.

Segundo os investigadores brasileiros, o voto de Lamine Diack foi comprado pelo empresário brasileiro Arthur César de Menezes Soares Filho, ligado ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, que teria depositado em favor de Papa Massata Diack um total de 1,5 milhões de dólares (1,3 milhões de euros) em contas na Rússia e no Senegal, em 29 de setembro de 2009.

A transferência aconteceu três dias antes da votação que definiu o Rio como sede dos Jogos Olímpicos.

Menezes Soares Filho é próximo do ex-governador Sérgio Cabral e em troca do pagamento teria vencido e mantido inúmeros contratos sobrefaturados com o estado do Rio de Janeiro.

Na conferência de imprensa, a procuradora Fabiana Schneider também fez questão de frisar que o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, preso e condenado por corrupção, e a sua organização criminosa "efetivamente compraram o voto" para sediar os Jogos Olímpicos.

A procuradora também disse que em 2009, quando foi anunciada a escolha, a ideia divulgada para a população era de que os Jogos Olímpicos trariam desenvolvimento para o Rio de Janeiro mas, na realidade, foram usados como "trampolim" para a realização de atos de corrupção.

* Viva o desporto "olímpico", companheiro da "olímpica" corrupção!

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Sérgio Godinho

O Homem dos Sete Instrumentos

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Portugal acima de média de suicídios
 em todo o mundo, diz OMS

País registou, em 2015, uma taxa de 13,7 mortes por cada cem mil habitantes

Portugal está acima da média global de suicídios, apresentando uma taxa de 13,7 por cem mil habitantes em 2015, face a uma taxa mundial de 10,7, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
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Perto de 800 mil pessoas suicidam-se todos os anos, o que significa uma pessoa a cada quarenta segundos, de acordo com os dados publicados hoje no site da OMS, que defendeu que a comunicação social deve noticiar estas mortes de forma responsável.

A OMS diz também que a Europa foi a região do mundo com a mais alta taxa de suicídio (14,1 por cada cem mil habitantes), à frente de África (8,8), Américas (9,6), Sudeste asiático (12,9), Mediterrâneo Oriental (3,8) ou Pacífico Ocidental (10,8).

Dentro da região Europa, Portugal está ligeiramente abaixo da média europeia mas acima da média global, tendo registado, em 2015, uma taxa de 13,7 mortes por suicídio por cada cem mil habitantes, o que significa, tendo em conta os cerca de dez milhões de habitantes, que cerca de 1.370 pessoas ter-se-ão suicidado.

De acordo com a organização, o suicídio é um fenómeno global, apontando que, em 2015, 78% dos casos ocorreu em países com baixos e médios rendimentos.

A propósito destes números e tendo em conta que no próximo domingo se assinala o Dia Internacional da Prevenção do Suicídio, a OMS aproveitou para atualizar o seu guia com recomendações para os órgãos de comunicação social.

Em conferência de imprensa, citada pela agência espanhola EFE, Alexandra Fleischmann, do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substancias, apontou que a OMS considera que os jornalistas podem "melhorar ou dificultar os esforços de prevenção", apontando que os meios de comunicação social têm um papel importante no momento de informar de forma responsável as mortes por suicídio.

Para a responsável, é importante trabalhar a prevenção com os meios de comunicação social e não só falar do que podem ou não fazer, para que os jornalistas transmitam a mensagem de que o suicídio não é um tabu e que "pode-se falar dele e procurar ajuda".

O guia da OMS recomenda que se forneçam dados corretos sobre onde se pode procurar e encontrar ajuda, dar a conhecer histórias pessoais sobre como fazer frente a situações difíceis da vida ou a pensamentos suicídas e ter uma especial precaução quando se noticia suicídios de pessoas famosas.

A OMS também recomenda que haja cuidado na hora de entrevistar familiares ou pessoas próximas de alguém que se suicidou, já que podem ser boas fontes sobre como educar outros sobre as realidades destas mortes, não esquecendo que estão numa situação de dor que se deve respeitar.

O guia pede aos meios impressos e digitais que não coloquem em destaque nas suas páginas as notícias sobre suicídios e às televisões e rádios que não abram os seus blocos informativos com este tipo de informação.

Além disso, a OMS considera que os jornalistas não devem usar uma linguagem sensacionalista ou que banalize o suicídio, nem que o mostre como uma solução para possíveis problemas.

Defende também que é melhor não descrever explicitamente o método usado para cometer o suicídio nem o local da morte, acrescentando que deveria evitar-se o uso de fotografias, vídeos ou links digitais.

Alexandra Fleischmann apontou ainda que os principais fatores de risco para o suicídio são a depressão e as desordens associadas ao consumo de álcool, as drogas, a violência, os traumas, as perdas e situações de conflito, bem como o 'bullying' escolar.

* Não é só um problema humano, reflecte o desrespeito de bastantes políticos portugueses.

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RAP CRISTÃO

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FONTE: AFPBrasil


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