01/04/2019

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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89-SUBTILEZAS

Como a publicidade e os
vendedores te manipulam




RESUMO ANIMADO


FONTE:   Minutos Psíquicos
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2-FUENTEOVEJUNA

Por ANTÓNIO GADES

TEATRO REAL DE MADRID




MÚSICA: 
Antón García Abril 
Modest Mussorgsky (“Los cuadros de la exposición”, 
Boosey and Hawkes) 
Antonio Gades 
Faustino Núnez 
Antonio Solera 

INTÉRPRETES
Laurencia: Cristina Carnero 
Frondoso: Ángel Gil 
Mayor: Alberto Ferrero 
Comendador: Joaquín Mulero 

BAILARINAS: 
Carolina Pozuelo, 
Conchi Maya, 
Luisa Serrano, 
Maite Chico, 
Maria José López,
María Nadal, 
Merche Recio, 
Vanesa Vento, 
Virginia Guinales, 
Virginia Domínguez, 
Yolanda Rodríguez 

BAILARINOS: 
Ángel Bleda, 
Antonio Mulero, 
David Martín, 
Elías Morales, 
Jairo Rodríguez, 
Miguel Lara, 
Miguel Vallés, 
Pepe Vento 

Flamenco 
CANTORA: 
Ángela Núnez “La Bronce” 
CANTORES: 
Alfredo Tejada, 
Enrique Pantoja, 
Gabriel Cortés,
Joni Cortés 

GUITARRISTAS:
Antonio Solera, 
Camarón de Pitita

Director Técnico: Dominique You 
Director Artístico: Stella Arauzo 
Coreografia e Direcção: Antonio Gades 
Argumento: José Manuel Caballero Bonald, Antonio Gades 
Baseado numa realização de Lope de Vega 


FONTE:  EuroArtsChannel

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HOJE  NO 
"DINHEIRO VIVO"
BCE considera que riscos económicos
 de saída sem acordo são “geríveis”

BCE defende que são várias as instituições europeias que "já adotaram medidas com o objetivo de minimizar o impacto de uma saída sem acordo"

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), De Guindos, considerou esta segunda-feira que os efeitos económicos de uma saída sem acordo do Reino Unido da União Europeia são “geríveis”, mas alertou que “os mercados não gostam desta possibilidade”. 
 “Um cenário de ‘no deal’ [não acordo] apresenta riscos que são geríveis, mas estas fragilidades podem ter efeitos desfavoráveis se interagirem com os riscos que dizem respeito à zona euro”, afirmou Luis De Guindos, que falava numa audição na comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas.
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Segundo o responsável, as consequências poderão, assim, “ser geridas” já que “as várias instituições europeias já adotaram medidas com o objetivo de minimizar o impacto de uma saída sem acordo, que é o pior cenário possível”, ao mesmo que tempo que “o setor privado está preparado há seis meses para esta hipótese”. 
 Porém, Luis De Guindos ressalvou: “É algo que não podemos subestimar [porque] os mercados não gostam desta possibilidade”. 
 Acresce que “um ‘hard Brexit’ ainda não foi quantificado pelos mercados e poderá ser um potenciador da desaceleração da economia europeia”, notou Luis De Guindos, relacionando este processo com “riscos” como o abrandamento do comércio mundial.
 “Podemos dizer que um Brexit sem acordo é algo que terá efeitos, não é irrelevante de todo”, adiantou. 
Luis De Guindos apontou ainda que “os resultados do Brexit contribuíram para incerteza nas políticas da UE” (União Europeia). 
A Câmara dos Comuns realiza hoje um dia de votações indicativas para estabelecer opções alternativas do Brexit, depois do acordo da primeira-ministra britânica, Theresa May, ter sido chumbado três vezes. 
O Reino Unido, que tinha previsto sair da UE em 29 de março passado, conseguiu um adiamento até 12 de abril próximo, para quando o Governo poderá pedir uma extensão maior, a fim de negociar possivelmente outro acordo, ou sair do bloco sem qualquer acordo. 
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Luis De Guindos falava naquela comissão parlamentar no âmbito da apresentação da atividade do BCE em 2018, tendo destacado que, no ano passado, foi possível alcançar “taxas de juro mais sólidas” na UE, bem como uma “estabilidade dos preços” e “condições de financiamento favoráveis” às empresas e às famílias. 
A seu ver estão, contudo, por resolver questões como a conclusão da União Bancária, setor para o qual defendeu a existência de “mais bancos a funcionar em vários países”, assinalando que, recentemente, se registaram “alguns negócios entre Espanha e Portugal” nesse âmbito. 
 “Na Europa, temos um setor bancário com muitos agentes e isto faz com que haja oferta em excesso, o que afeta a competitividade dos bancos, pelo que a consolidação do setor poderia permitir reduzir custos e aumentar a eficiência”, apontou Luis De Guindos.

* Nós sabemos que os  banqueiros gerem muito bem as crises mais as vigarices.

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MINUTOS DE
CIÊNCIA/225

Somatório de Linhas numa Matriz 



FONTE: Matemática Rio com Prof. Rafael Procopio

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HOJE NO 
"AÇORIANO ORIENTAL"
Crianças e jovens assistiram a
.mais de 84 mil casos de violência
.doméstica em oito anos

Mais de 84 mil situações de violência doméstica em Portugal foram presenciadas por crianças ou jovens nos últimos oito anos, revelou o especialista António Castanho, sublinhando que os números ainda estão longe da realidade.

“A violência doméstica interrompe, destrói e tem impacto na vida futura de milhares de crianças em Portugal”, alertou hoje o especialista que representa o Ministério da Administração Interna (MAI) em equipas sobre violência doméstica e na Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), durante a cerimónia de abertura do Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância, que decorreu em Lisboa por iniciativa da CNPDPCJ.
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Resultado de imagem para violência doméstica em portugal
Nos últimos oito anos “13.133 crianças e jovens foram vítimas de violência doméstica” e muitas mais assistiram a situações de violência na família, lembrou António Castanho.

“Entre janeiro de 2010 e 31 de janeiro de 2018, as forças de segurança registaram 84.767 situações de violência doméstica que foram presenciadas por crianças ou jovens”, revelou o psicólogo clínico e psicoterapeuta, acrescentando que estas situações representam 37,7% dos casos de violência doméstica.

Para António Castanho, os números “estão muito aquém da realidade”, uma vez que registam apenas as situações em que os agentes encontram crianças ou jovens quando chegam ao local.
Além disso, acrescentou, os dados não incluem ainda os serviços efetuados no ano passado pela GNR.

A dimensão do problema também foi salientada pela comissária da PSP Aurora Dantier, que lembrou as queixas de violência doméstica registadas só no ano passado - 26.439 – para concluir que milhares de crianças e jovens terão assistido a agressões, tendo em conta a percentagem apresentada por António Castanho (37,7%).

Quando há violência doméstica, são raras as crianças que conseguem crescer sem assistir, sublinhou a socióloga e investigadora Zélia Barroso, lembrando o estudo em que analisou os casos de violência doméstica que durante um ano chegaram aos Institutos de Medicina Legal do Porto e de Coimbra.
Foram 1.066 mulheres vítimas e “95,3% dos filhos assistiam à violência”, recordou Zélia Barroso, explicando que as crianças “ouviam ou viam o que se passava em casa”.

Além disso, “outras 69,4% crianças também sofriam maus tratos, umas diretamente e outras quando tentavam defender as mães”, contou.

Nas consultas de pedopsiquiatria de um hospital de Lisboa Zélia Barroso apercebeu-se da ligação entre os casos de relacionamentos violentos dos pais e de crianças vitimadas: “72,5% das crianças vítimas de maus tratos tinham vivenciado violência conjugal e 70% eram vítimas de negligência combinada com abuso psicológico e físico”, contou.

Foi precisamente depois de trabalhar um caso de violência doméstica que António Castanho decidiu dedicar uma atenção especial às crianças: “Em 1994 fui chamado por causa de um caso de violência doméstica e quando lá cheguei encontrei uma mãe ensanguentada e duas crianças num canto a chorar. Nunca esqueci o olhar daquelas duas crianças”, contou.

Mas, “a violência na infância é muito mais do que violência física. É violência psicológica e é não disponibilizar algo que a criança precisa: Seja educação, saúde ou atenção, que também são formas de violência”, sublinhou a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

“Não me parece que a sociedade tenha a perceção de como esta realidade é avassaladora”, acrescentou por seu turno a procuradora Julieta Monginho, do Tribunal de Família e Menores Cascais, alertando para o facto de “o sofrimento emocional provocado pelo mau trato persistir para o resto da vida”.

Além do trauma da exposição à violência doméstica, há o problema da transmissão intergeracional, que está cientificamente estudado.

A pedopsiquiatra Teresa Goldschmidt, diretora do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e da Adolescência de Pediatria do Hospital de Santa Maria, lembrou que “pais que foram filhos mal-amados trazem uma bagagem emocionalmente difícil”.

Um círculo vicioso que todos os especialistas defenderam que é preciso quebrar.

* E Portugal é um país pacífico....

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XXXII- MEGA MÁQUINAS

4-Descolagem Vertical



*Interessante série reveladora da quase perfeição mecânica, notável produção do Canal Discovery.

O título da rubrica MEGA MÁQUINAS não se conforma apenas com as enormes dimensões de algumas que temos exibido, abrange todas as que têm MEGA INFLUÊNCIA nas nossas vidas.


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

FONTE:  Universo do Documentário 2.0 

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 HOJE NO 
"DESTAK"
Orfeu Negro eleita a melhor 
editora europeia na Feira do 
Livro Infantil de Bolonha

A editora portuguesa Orfeu Negro foi eleita a melhor da Europa pela Feira do Livro Infantil de Bolonha, que começou hoje em Itália, anunciou a organização. 
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A Feira do Livro Infantil de Bolonha criou em 2013 um prémio que reconhece o trabalho das mais inovadoras editoras de livros ilustrados para crianças e jovens, em diferentes áreas geográficas, tendo a Orfeu Negro sido distinguida como a melhor da Europa.

Fundada em 2007 e dedicada sobretudo ao ensaio, privilegiando as artes contemporâneas, da dança à fotografia, a Orfeu Negro criou em 2008 a coleção Orfeu Mini só dedicada ao livro ilustrado para os mais novos, e foi por esse trabalho literário que recebeu agora o prémio.

* Eis a prova de que "Negro" pode ser multicolor.

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ANTÓNIO BARRETO

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Questões de família

Todos aceitam os laços familiares, desde que sejam os seus. Todos condenam os vínculos de parentesco, desde que sejam os dos outros. É um pouco como futebol. O principal critério da legalidade e da moralidade é a cor da camisola. Na política, é o nome do partido.

A democracia portuguesa vive mal com as famílias. Herdou as cunhas do antigamente, os empenhos, o favor, uma mãozinha, o jeito e o empurrãozinho… Com a democracia, estes hábitos foram modernizados e, por acréscimo, reorganizados, isto é, passaram a ter uma componente partidária essencial. Com a crença, por muitos cultivada, de que “quem ganha as eleições, tem direito a nomeações”! Há mesmo quem chame a isso “ética republicana”!

Na história moderna portuguesa, do fim da monarquia à democracia, passando pela Primeira República e pelo Estado Novo, vivemos agora certamente o ponto mais alto de promiscuidade familiar e partidária, de envolvimento de laços familiares na política, de entrosamento de parentesco com os órgãos de soberania e a alta administração pública.


O executivo de António Costa representa talvez o mais denso caso de cruzamentos familiares no Governo e nos órgãos de soberania. Que se saiba, o primeiro-ministro não cometeu, para realizar tal façanha, nenhuma ilegalidade. Mas tem de ouvir o que se pensa dele e desse facto. Não pode por isso considerar que lhe querem mal. Como não pode simplesmente dizer que os outros fizeram pior!

Há, aliás, precedentes extraordinários. Na China, Mao Tsetung e sua mulher. Os irmãos Castro em Cuba. Os irmãos Kennedy nos Estados Unidos. Donald Trump com mulher, filha e genro na Casa Branca. Juan Perón e suas mulheres na Argentina. Kadhafi e filhos na Líbia. Em França, François Hollande e mulheres. António Costa tem esse direito, nada impede nas leis portuguesas de nomear familiares, casais e parentes. Tem é de ouvir o que dele se diz e dele se pensa.

E não se pensa muito bem. O mal-estar é enorme. Toda a gente se sente incomodada. Mesmo os que beneficiam. Entre estes, uns tantos reagem à bruta, isto é, defendem-se, atacam os outros, agridem e ameaçam, o que apenas revela não estarem de consciência tranquila, nem terem argumentos. Outros ficam envergonhados, julgavam que não se daria conta e esperavam que não se visse ou não soubesse.

Costa e os dirigentes do PS já cometeram dois erros gravíssimos! Primeiro, disseram que “os outros também”, isto é, reconheceram que era mal feito, mas que o mal dos outros justificava o seu. Segundo, tentaram compensar as suas nomeações de parentesco com a passagem, promovida por outros governos, de ministros para as empresas privadas. Que dizer, mais uma vez, tentaram desculpar o seu mal com o mal dos outros, isto é, simplesmente, reconheceram o seu mal!

Verdade é que se confirmou que quase todos os anteriores governos e quase todos os partidos, na oportunidade, fizeram algo de parecido. Sem a mesma densidade e de grau diferente. Mas fizeram-no. Vários contributos para este debate recordaram casos idênticos em quase todos os governos. O problema é que de facto nunca se tinha assistido a esta quantidade. Nem a este grau de importância. Houve um tempo em que era hábito as mulheres dos ministros e dos deputados serem chefes de gabinete e adjuntas de outros ministros e deputados. É também um hábito de alguns eurodeputados contratarem para seus assessores, consultores e assistentes os filhos, as mulheres, os maridos e outros parentes. Agora, no coração da política, no Conselho de Ministros e nos grupos parlamentares, é prática corrente. É moda e é tendência.

Quase todos os partidos, portanto. Uns mais do que outros, pois claro, até porque há razões sociais para este fenómeno. Talvez o PS mais do que os outros, com certeza. E talvez o PCP menos do que os outros. Mas, com o PCP, as coisas são diferentes. Na verdade, este partido condena o enriquecimento individual, o que quer dizer que não tolera quem ganhe com a política. Por outro lado, não admite a ideia de que há outras formas de exercício do poder e de avanço na carreira política que não sejam as decisões do comité central e da comissão de quadros. Verdade é que, pelas más razões, o PCP escreve direito. Ainda bem.

Voltemos aos partidos burgueses e aparentados. Todos aceitam os laços familiares, desde que sejam os seus. Todos condenam os vínculos de parentesco, desde que sejam os dos outros. É um pouco como futebol. O principal critério da legalidade e da moralidade é a cor da camisola. Na política, é o nome do partido.

Não se pense que se trata sobretudo de enriquecimento e de dinheiro, de nepotismo e de corrupção. Tudo isso é verdade, em doses e proporções variáveis. Mas o verdadeiro problema é o da confiança política. Um ministro, um primeiro-ministro e um secretário de Estado têm evidentemente muito mais confiança na mulher, no marido, nos filhos, nos cunhados e nas primas do que em gente estranha. Esse é o ponto. As questões essenciais são as da confiança e da dependência. Não bastam o cartão do partido e os empregos comuns. Não é suficiente a passagem em conjunto pelos governos, pelos parlamentos, pelas empresas públicas, pelas administrações e pelas câmaras: é necessário acrescentar mais uma condição de confiança e uma garantia de dependência. As certidões de casamento e de nascimento, os projectos de vida e os testamentos ajudam muito. São problemas de confiança e de poder, não de mera máfia ou corrupção.

Entre os argumentos que mais surpreendem, alguns são particularmente viciosos: “Não somos só nós, eles também”! Ou ainda, por parte de comentadores e jornalistas complacentes, “não são só estes, há dez anos também era assim!”. A ideia de que o nepotismo e a corrupção de uns justificam e desculpam os de outros é sinistra a todos os títulos. Mas tem um efeito salvador: trata-se da maior admissão de culpa que se possa imaginar! Quando um socialista ou um bloquista vem dizer, e tantos foram, que o PSD e o CDS “também fizeram”, estão a prestar um serviço à democracia. Porque se denunciam e admitem a sua própria culpa. Assim revelam mais casos e ajudam à transparência.

Não há soluções fáceis para estes problemas. A opinião pública e a liberdade podem ajudar. A instrução e a cultura também. E as eleições, talvez. Mas as leis não servem para nada. Proibir a parentela na política e no governo? Proibir o quê? De nomear parentes? Para que funções? Até que grau? Não há proibições imagináveis. Mas mete dó. Ver a política dos rebanhos e dos bandos, das tribos e dos gangues, das castas e das claques, imiscuir-se na política democrática faz quase desesperar da condição de português do século XXI. Era bem melhor quando as questões de família eram um ingrediente da grande ópera!




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1868.UNIÃO



EUROPEIA




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HOJE  NO 
"i"
Identidade de género. 
Quando os rótulos “feminino” e
.“masculino” não chegam

Há pessoas que não se identificam com o género feminino nem masculino, mas por cá são poucas as respostas. O i falou com quem trabalha com questões de género para saber o que falha e o que é preciso fazer em direção a uma maior aceitação das diferentes identidades.

O momento de ir à casa de banho num museu, restaurante ou qualquer outro espaço é, para muitos, uma situação automática: os símbolos de mulher e homem nas portas dão a resposta relativamente a qual usar. Mas essa resposta está longe de servir a todos. “A identidade de género pode ou não estar relacionada com o nosso sexo biológico. Enquanto o género é algo social, é o assumir e desempenhar papéis sociais que são definidos e entendidos pela sociedade como pertencendo maioritariamente ao género masculino ou feminino, as nossas características sexuais ou o nosso sexo biológico é algo com que nascemos. Posso nascer homem, ter características sexuais masculinas primárias e secundárias e, no entanto, a minha identidade de género ser feminina, independentemente de o meu corpo ser biologicamente masculino”, explica ao i João Valério, da direção da ILGA – Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo.
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Há, por isso, pessoas que não se identificam nem com o género feminino nem com o género masculino e que encontram no género fluido a melhor definição da sua identidade. “Existem pessoas que não se reveem totalmente dentro dos papéis sociais que a sociedade entende como pertencendo ao género feminino e ao género masculino. Não se sentem nem de um nem de outro. Costumo dizer que nós podemos ver o género como um espetro, uma linha reta com dois polos, em que num dos lados estão aqueles comportamentos que mais se associam ao machismo extremo e, do outro lado, aquela delicadeza que a sociedade entende que é das mulheres. E se nós entendermos isto como uma linha reta, como um espetro, o género fluido é exatamente isto, variarmos neste espetro ao longo do dia, ao longo do mês, ao longo da vida”, especifica o responsável da associação.

Sara Forte, psicóloga e coordenadora do Centro Gis, uma associação que reúne várias respostas para a população LGBTI, complementa a ideia: o género fluido é, elucida, apenas uma das identidades de género, entre outras, que “fazem parte do conceito não binário – isto é, o termo ‘guarda-chuva’ para definir e agregar várias identidades de género que não sejam exclusivamente homem ou mulher/feminino ou masculino. Cada ‘vareta’ diz respeito a um subconceito, entre eles o género fluido”.

Fora do círculo das associações e do ativismo, a diversidade na identidade de género não tem vindo a ser ignorada. Questionada pelo i, a Ordem dos Psicólogos Portugueses avança através de fonte oficial que “está a finalizar as linhas orientadoras da intervenção psicológica com pessoas LGBT”, que serão publicadas em breve. E deixa a nota: “Contudo, e conforme a própria Constituição portuguesa, ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão da sua identidade de género e orientação sexual. Devido a algumas questões sociais e históricas, ainda existem situações que poderão criar problemas psicológicos a pessoas que não se identificam com nenhum dos géneros”. Lá fora, a World Professional Association for Transgender Health (WPATH), por exemplo – uma organização internacional que reúne psicólogos, médicos, advogados, assistentes sociais e outros profissionais de diversas áreas –, tem vindo a debruçar-se sobre o assunto e disponibiliza mesmo online um documento intitulado “Normas de atenção à saúde das pessoas trans e com variabilidade de género”. Também a União Europeia, através do Conselho da Europa, tem vindo a emitir várias recomendações aos Estados-membros relativas à identidade de género, como evidencia o relatório temático do comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa “Direitos Humanos e Identidade de Género”.

Que respostas existem?  
Tanto a ILGA como o Centro Gis admitem que cada vez mais pessoas não binárias ou especificamente de género fluido as procuram. João Valério salienta, no entanto, que “isso não quer dizer que cada vez existam mais pessoas nesta posição; significa, sim, que as pessoas neste momento percebem que existem estruturas que podem ter abertura para falar sobre o tópico”.

Segundo Sara Forte, “a grande diferença incide sobretudo ao nível da informação e dos serviços existentes hoje em dia, bem como leis específicas que protegem e salvaguardam estas pessoas, o que lhes permite encontrar respostas para as suas questões e, consequentemente, lhes dá a força e coragem suficientes para saírem dos seus ‘armários’ e não terem medo ou vergonha de serem e assumirem quem são”. Para a psicóloga e professora universitária Gabriela Moita, que tem vindo a estudar identidade de género mas também sexualidade, “há mais procura, o que se explica porque há mais abertura para se falar sobre as coisas”, enfatizando que sempre existiram pessoas que não se identificam com os géneros instituídos.

Ambas as associações disponibilizam apoio psicológico e a ILGA tem mesmo um grupo vocacionado para pessoas não binárias. “Existem pessoas que, pela discriminação social, sofrem uma série de questões do foro psicológico e que precisam de acompanhamento, mas há outras que não e que procuram simplesmente um grupo de apoio, uma rede de comunicação. Fazemos encontros periódicos, abertos a estas pessoas, em que discutimos vários assuntos e as pessoas têm abertura para falar, tirar dúvidas sobre como lidar com os pais, por exemplo, como contar, etc.”, explica João Valério.

Se as respostas sociais existem, o mesmo não pode dizer-se das respostas legais: para quem não se identifica nem com o género feminino nem com o género masculino não existem alternativas. Lá fora, porém, o cenário é diferente e vários países já incluíram nos seus documentos de identificação civil um terceiro género, neutro, para quem não se considera nem de género masculino nem feminino: Austrália, Bangladesh, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Índia, Malta, Nepal, Nova Zelândia, Paquistão e alguns estados norte- -americanos. Na cidade de Nova Iorque, por exemplo, a câmara municipal aprovou mesmo uma lista de 31 géneros, em 2016 (ver imagem na página seguinte), com o objetivo de combater a discriminação no local de trabalho, em casa e nos espaços públicos. Este ano passou a ser possível o registo civil com um terceiro género. Já em fevereiro, uma decisão da justiça garantiu que qualquer pessoa pode usar as casas de banho públicas em função do género com que se identifica. No Reino Unido, a questão é contraditória: legalmente, os géneros feminino e masculino são as duas únicas hipóteses na hora do registo, mas as organizações governamentais e as empresas aceitam o título Mx. em vez de Mr. ou Mrs. para pessoas não binárias ou de género fluido. Além disso, em 2016 foi publicada uma lei que obriga as prisões britânicas a reconhecerem e respeitarem os reclusos de género fluido ou não binário.

A solução de um terceiro género, contudo, parece não ser a melhor aos olhos da ILGA. “Temos algumas dúvidas relativamente a soluções que foram adotadas por outros países. Temos vindo a discutir a ausência dos marcadores de género feminino e/ou masculino e/ou o que seja no nosso documento de identificação civil, até porque acreditamos que isso não tem qualquer tipo de relevância. Defendemos neste momento a ausência de marcadores de género para quem assim o entender; não é colocar-se um terceiro género, é optar-se pela ausência de marcadores de género para quem não queira colocar nem masculino nem feminino”, explica João Valério.

Independentemente da existência dessa alternativa, as pessoas de género fluido – não binárias, em geral – enfrentam diariamente algo incontornável: o facto de vivermos numa sociedade binária. “Aqui é que reside a grande questão. Nós, desde as profissões aos anúncios, aos cortes de cabelo, vivemos impregnados na ideia de masculino ou feminino. Vivemos numa sociedade binária e que ainda não fez o caminho”, assinala João Valério.

A psicóloga Gabriela Moita vai mais longe: “O problema não são estas pessoas, o problema é a sua não aceitação pela sociedade. Porque é que as pessoas têm resistência a esta realidade?”, questiona.
A especialista nota, contudo, que “quer a comunidade em geral quer a comunidade científica e académica estão atentas e é uma questão que está a ser cada vez mais tratada”.

A binariedade, como nota João Valério, vai muito além da questão das casas de banho – algo que, nas instalações da ILGA, foi resolvido de forma simples: existe apenas uma, que é usada por todas as pessoas. A binariedade passa também, por exemplo, pela linguagem – que se caracteriza pela dicotomia entre feminino e masculino e que aplicamos em função do sexo da pessoa, se é mulher ou homem – e os seus sinais evidenciam-se muito cedo. “Há escolas em que os bibes são rosa ou azuis, são obrigatórios, não há outros e não se pergunta aos pais qual é a cor que querem [que o filho ou a filha usem]. É o infantário que decide”, lamenta o responsável da ILGA.

Aceitar a diversidade 
A ausência de respostas legais e a discriminação da diversidade são problemas com os quais as pessoas de género fluido se debatem todos os dias. Mas por onde começar para mudar mentalidades? O ponto de partida, para o responsável da ILGA, deve ser a mudança da lei da identidade de género, isto porque, acredita, “a lei encerra um sentimento pedagógico na sociedade”. João Valério exemplifica com a interrupção voluntária da gravidez, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo ou a possibilidade de as pessoas alterarem o nome e o género – a partir do momento em que foram legisladas, essas questões criaram um “sentimento pedagógico na sociedade, que as normalizou e contribuiu para a inclusão”, defende. Ma,s depois deste primeiro passo, há ainda um longo caminho a percorrer na sociedade. “Isso sim, é sempre o mais complicado e demora mais tempo porque se trata da erradicação da discriminação, envolve uma série de trabalhos contínuos, em especial, mas não só, com profissionais de saúde e de educação, para estarem preparados para as especificidades destas pessoas”, defende.

Na comunicação em sociedade, o uso de uma linguagem neutra é outro passo em direção à não discriminação destas pessoas: perguntar, por exemplo, “qual é o seu nome?” em vez de “como é que o/a senhor/a se chama?”. Não tirar conclusões tendo por base o sexo da pessoa é um passo certo em direção ao respeito e à aceitação.

Da parte das escolas, o interesse pela diversidade e por saber como abordá-la tem vindo a aumentar. “Cada vez mais as escolas procuram ter sessões para educar para a diversidade e para os direitos humanos. É uma tendência crescente e, normalmente, a procura vem no seguimento de situações identificadas na escola. Mas nem sempre, às vezes é porque é uma bandeira educar para a diversidade e os direitos humanos. No entanto, há muitas escolas que não têm ainda abertura para tal”, refere João Valério.

Relativamente ao papel dos professores, Maria João Lobo Antunes, professora assistente na Towson University, em Baltimore, fala do que acontece hoje de diferente nos EUA em relação à aceitação das pessoas não binárias e da diversidade na identidade de género. “No início do semestre recebi uma carta do Office of Student Diversity and Inclusion a informar-me que um dos meus alunos queria ser referido em relação aos pronomes de uma certa forma, e eu aceitei, claro. Os próprios alunos informam-nos dos pronomes que querem que usemos. Isso, claro, para nós, professores, requer algum treino” contou ao i a professora portuguesa que leciona quatro cadeiras em Baltimore: Criminologia, Imigração e crime, Métodos de investigação e pesquisa e Bairros e crime.

Esta, contudo, não foi a única vez em que foi confrontada com uma situação desse género. “Foi-me pedido para escrever uma carta de recomendação para um aluno e o nome no email dele tinha mudado, bem como o nome na candidatura ao estágio para a qual ele me estava a pedir a carta de recomendação. Mudou de um nome masculino para um nome bastante neutro, e eu, em vez de submeter a carta de recomendação partindo do pressuposto de que ele se identificava com um género ou com outro, simplesmente mandei-lhe um email e perguntei-lhe qual o tipo de pronome que queria que usasse na carta. Ele ficou superfeliz, agradeceu--me e disse-me que estava a submeter a candidatura usando pronomes masculinos, e então eu referi-o como masculino”, recorda Maria João Lobo Antunes. Mas a questão ultrapassa mesmo a esfera dos alunos e há até professores que colocam, por baixo das assinaturas dos emails, os pronomes pelos quais desejam ser tratados. “Eu, por acaso, ainda não tenho isso na minha assinatura da faculdade, já pensei em pôr mas não pensei ainda como”, refere ao i Maria João Lobo Antunes.

Visibilidade 
Lá fora não faltam exemplos de caras conhecidas que têm vindo a identificar-se publicamente como de género fluido. É o caso, por exemplo, do músico Sam Smith. A vencedora da Eurovisão em 2014, Conchita Wurst – que recentemente foi notícia por ter mudado de visual, pondo de parte o longo cabelo preto –, identifica-se como não binária. E há até quem fale publicamente sobre a intenção de criar os filhos sem se basear em estereótipos de género – é o caso, segundo a “Vanity Fair”, de Meghan Markle e do príncipe Harry. À publicação norte-americana, amigos do casal disseram que o quarto da criança está decorado em tons pastel e que Meghan admitiu que pretende criar a criança de forma “fluida”.

* Pelo que se percebe a maioria da humanidade pratica desumanidades contra minorias que també são humanidade, não damos para o peditório do preconceito.

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Ilha da Páscoa/1


DOCUMENTÁRIOS ptfelicitas

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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5. RADIOGRAFIA DE
UM AEROPORTO
5.2-Falhar Está Fora de Questão



FONTE: DOCUMENTÁRIOS ptfelicitas

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HOJE NO 
"A BOLA"
Miguel Oliveira maravilhado com
.primeiros pontos no Mundial

Na segunda prova na categoria rainha da velocidade sobre duas rodas, Miguel Oliveira foi 11.º classificado e somou os primeiros cinco pontos da carreira. O piloto da Red Bull KTM Tech3, que partiu do 14.º lugar da grelha, não deixou de expressar o seu contentamento.
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«Estou maravilhado com a corrida. É muito bom terminar nos pontos, que era o nosso objetivo para a Argentina, sobretudo depois de ter andado lá perto na primeira corrida», exultou o vice-campeão mundial de Moto2, 24 anos, que cortou a meta a 25,855 s de Marc Marquez, o vencedor.

«Estou muito feliz por isso. Foi um bom fim de semana, com uma boa qualificação e melhorámos o nosso tempo de ataque. Senti-me bem na moto. Agora é descansar no resto da semana e seguir para o Texas, outro traçado que preciso de descobrir com esta moto. Estou muito agra- dado com a prestação na Argentina, fui 2.º na KTM, muito perto do Pol, logo estou no caminho certo.»

* O Piloto ainda tem muito alcatrão para comer mas temos esperança que há-de ser campeão.

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Maria Emília

Fado Corrido


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HOJE  NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"
Polícia vai fiscalizar coexistência 
de motos, bicicletas e carros

Durante uma semana, até ao dia 7 de abril, a coexistência nas estradas de veículos de duas e de quatro rodas será fiscalizada pela polícia. O objetivo é garantir que bicicletas, motas e automóveis partilham a estrada em segurança.

A atenção das forças de segurança estará focada em comportamentos como o excesso de velocidade, ultrapassagens e mudanças de via feitas de forma irregular ou sem sinalizar e o desrespeito pela sinalização e pelas regras de prioridade. Também será fiscalizado o uso de dispositivos de segurança e as condições técnicas dos próprios veículos.
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EXCELENTE PONTARIA, PARABÉNS
A fiscalização enquadra-se na campanha "Duas ou quatro rodas, há espaço para todos", da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, a ANSR.

Entre janeiro e novembro de 2018, uma em cada quatro vítimas mortais circulava em duas rodas: 15 em velocípedes e 94 em motos. Somando os feridos graves e ligeiros, os dois tipos de veículos causaram 9915 vítimas, menos 334 face ao ano anterior.

* Para além desta coexistência de motos, bicicletas, carros e mais trotinetas achamos que é urgente os peões serem exterminados. Os veículos bem se esforçam por isso mas não conseguem, falham muito a pontaria.
Centenas de motos todos os dias não param nos sinais vermelhos nem nos stops, querem lá saber das passagens de peões, fazem inversões de marcha cheios de pinta e viram em cruzamentos contrariamente às placas de trânsito. 
Os carros assentam arraiais nas passagens de peões, circulam a velocidades muitas vezes o dobro do permitido na cidade, semáforo amarelo é para acelerar e estacionar em segunda fila é pão com manteiga.
Por último bicicletas e trotinetas tomaram de assalto os passeios nas barbas da autoridade, os tripulantes devem ser todos daltónicos no que respeita à cor dos semáforos e só não acertam mais nos peões porque estes fogem do impacto.
Para começar exterminem-se os peões, será tudo mais tranquilo sem estes empecilhos.

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