quinta-feira, 8 de junho de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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141-ACIDEZ

FEMININA


DESVANTAGENS de SER

YOUTUBER

Cauê Moura, Muca Muriçoca
e Pyong Lee

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A IMPRESCÍNDIVEL TATY FERREIRA
  
* Uma produção "ACIDEZ FEMININA" - BRASIL

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INSPIRAÇÃO
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* Uma realização MAKE IT SHORT

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HOJE NO
"i"
Restaurantes faturaram mais de
 três mil milhões em 2016

O segmento da comida rápida foi o que mais cresceu devido aos seus preços competitivos e às mudanças de hábitos alimentares da população.


O volume de negócios dos restaurantes ascendeu a 3730 milhões de euros, em 2016, o que correspondeu a um aumento de 2,2% face ao ano anterior. Esta é uma das conclusões do barómetro Informa D&B.
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O segmento da comida rápida foi o que mais cresceu devido aos seus preços competitivos e às mudanças de hábitos alimentares da população. Em 2016 as vendas de este tipo de estabelecimentos registaram um crescimento de 7,6%, para 780 milhões de euros.

Tendo em conta que, as previsões a curto prazo para a economia portuguesa apontam para a continuação do crescimento do consumo privado, estudo diz que o mercado da restauração deverá atingir em 2017 um valor próximo dos 3800 milhões de euros (+1,9%), sendo expectável um aumento semelhante em 2018.

Segundo o estudo, a oferta do setor apresenta um grau de fragmentação elevado, predominando os operadores independentes e de pequena dimensão. “Contudo, aprecia-se uma tendência de concentração empresarial, impulsionada pelo avanço das principais cadeias de restaurantes, tanto de comida rápida como de restauração informal, as quais têm aumentado o seu peso no mercado nos últimos anos”, salienta.

Em 2015 operavam neste setor 28 610 empresas, aproximadamente menos 3000 do que as existentes em 2008. Estas empresas foram responsáveis por cerca de 114 000 postos de trabalho em 2014, com uma média de quatro trabalhadores por empresa.

Os cinco maiores operadores do setor por volume de negócios detinham em 2016 uma quota de mercado conjunta de 11%, enquanto a dos dez maiores rondava os 15%.


* Portugal deve ser o país europeu onde se come melhor, mais variado e barato.


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LIV- O UNIVERSO

4- Fenómenos Cósmicos

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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HOJE NO 
"A BOLA"

Chineses oferecem 200 milhões 
por Ronaldo

A BOLA ja tinha adiantado que havia clubes dispostos a oferecer ao Real Madrid 180 milhões de euros pelo passe de Ronaldo e esta sexta-feira o diário AS garante que os `merengues` já receberam uma proposta de 200 milhões de euros para a venda dos direitos económicos do internacional português.
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CALMEX
O salário a oferecer pelo clube chinês a Cristiano Ronaldo é absolutamente estratosférico, ascendendo aos 120 milhões de euros para cada uma das temporadas de contrato.

Resta saber qual a recetividade do presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, a este desejo proveniente do Extremo Oriente, sabendo-se que os números colocados em cima da mesa podem ultrapassar todos os recordes de transferências. 
 
* É preciso ser-se muitíssimo bom para despertar toda esta cobiça. Há quem diga que a D. Dolores já está a aprender mandarim

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IX- Cidades

e soluções

1- Modelos de revitalização urbana
bem sucedidos - BERLIM

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FONTE: GLOBONEWS

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HOJE  NO 
"AÇORIANO ORIENTAL"

Exposição solar controlada é benéfica para saúde física e mental

A exposição solar controlada traz benefícios para a saúde ao nível das doenças dermatológicas, da depressão e da estrutura óssea, disse o investigador do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica do Porto, João Costa Amado.
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SAÚDINHA
João Costa Amado falava à Lusa a propósito da sessão "Sol (e) água na saúde e na doença", promovida pelo ICS e que visa alertar para os benefícios e perigos do sol e as vantagens que poderão surgir com a utilização da água termal em termos de medicação e qualidade de vida.

Esses "benefícios físicos e psíquicos" são acrescidos quando se trata da população "com idade mais avançada", sendo "muito importante" para os estimular a nível cerebral, indicou o docente do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Católica, Responsável pelo mestrado em Gerentologia e Cuidados Geriátrico.

Apesar das vantagens identificadas, o especialista alertou para os riscos que uma exposição ao sol desprotegida pode trazer, sendo "fundamental" a utilização de protetor solar de forma repetida, o uso de chapéu e óculos.

"Recomenda-se, principalmente para as crianças, para as pessoas com a pele clara ou que tenham problemas de saúde associados, um protetor com fator [de proteção] solar 50", sendo o 30 o mínimo aconselhado, de forma a evitar os "escaldões".
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MAIS SAUDINHA
Segundo o docente, devem ser evitadas exposições entre as 11:00 e as 17:00, período durante o qual as radiações são mais fortes, devendo as pessoas buscar sempre uma zona com sombra, que lhes permita proteger das horas de maior calor.
"Deve-se também ter atenção à exposição solar em caso de toma de determinados medicamentos (como antibióticos e remédios para tratamento da acne), que podem agravar os efeitos adversos da radiação", referiu, acrescentando que "o consumo não controlado do sol" reflete-se "num aumento da incidência de cancro".

Relativamente à água termal, outro dos assuntos abordados durante a sessão, João Costa Amado indicou que os seus efeitos benéficos proporcionam uma melhor qualidade de vida e uma redução na medicação habitualmente consumida para controlar certas doenças, como é o caso da artrite reumatoide.

O docente defende ainda a necessidade de ingestão de águas controladas, de forma a evitar doenças infecciosas e contaminações, sobretudo nas camadas mais jovens, visto que depois dessa faixa etária "vai-se criando alguma resistência a nível intestinal".

"Se não temos água canalizada, precisamos ter a certeza de que a que consumimos está em condições", passando-se o mesmo "quando vamos para países onde não temos segurança sobre as análises bacteriológicas", sendo mais adequado, nesses casos, adquirir este produto engarrafado.
Na iniciativa "Sol (e) água na saúde e na doença", a decorrer hoje a partir das 17:30, participam, para além do docente, a fisiatra Isabel Santos, do Hospital de Paris (França), e o dermatologista António Massa.

Esta é a penúltima sessão do ciclo de conferências "Quintas com Saúde", projeto que tem como objetivo, segundo o coordenador João Costa Amado, prestar um serviço à comunidade e, sobretudo, aumentar a literacia da população em relação à saúde.

* Sol com conta e medida.

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JOSÉ JORGE LETRIA

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Lisboa capital mundial 
do direito de autor

Mais de 250 dirigentes de sociedades de autores de todo o mundo fazem de Lisboa no dia 8 de Junho e em toda esta semana a capital global do direito de autor. Os participantes nesta assembleia geral da CISAC exigem aos decisores políticos que protejam os legítimos direitos de quem cria e que assegurem, por via da produção legislativa, que quem é autor não fica desprotegido, mesmo tendo havido o brexit no Reino Unido e a eleição de Donald Trump.

É certo que nenhum destes factos está isolado. Poderemos somar-lhes os ritmos e as imprevisibilidades da revolução tecnológica e a incerteza causada pelo assalto terrorista às sociedades democraticamente organizadas e aos espaços e situações que corporizam o desejo de liberdade de pessoas de todas as idades e origens e assim tudo se torna mais eloquente e claro. A cultura, expressão de liberdade, está na mira de quem destrói e mata.

Em Lisboa, nesta semana, vão estar os dirigentes máximos da CISAC, os líderes dos seus comités continentais e os dos comités que representam a música, a literatura e as artes visuais. Como o presidente da SPA preside até 2018 ao Comité Europeu de Sociedades de Autores da CISAC, o mais antigo e amplo dos quatro existentes e integra também a estrutura directiva do GESAC, com sede em Bruxelas, a sua responsabilidade vai ser dilatada.

No entanto, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, fez questão de receber os que no dia 8 estarão juntos para debater ideias, opiniões e estratégias em defesa dos autores e da cultura. Isso fica muito bem a Lisboa e a Portugal. O ministro da Cultura infelizmente não teve agenda que lhe permitisse garantir a presença do governo no acontecimento e entregar a Medalha de Honra da SPA a Jean-Michel Jarre, presidente da CISAC.

Por outro lado, a SPA aproveitará esta semana para reafirmar a importância da lusofonia, promovendo no Teatro da Trindade no dia 6 à noite um grande concerto com cantores dos países lusófonos.

Em Lisboa, a SPA lança um duplo CD com alguns dos maiores intérpretes masculinos e femininos de fado de várias décadas.

Lisboa será em toda esta semana a capital mundial do direito de autor, atraindo dirigentes, especialistas e autores de todo o mundo, sempre com a força universalista e humanista da língua portuguesa em fundo. Também é assim que se ganham batalhas, designadamente as da cultura e das artes que nos estimulam e engrandecem, lembrando que perto do final deste século mais de 400 milhões de pessoas falarão e escreverão português em todo o mundo e que haverá cada vez mais homens e mulheres a fazerem da actividade cultural o seu ofício. Esta Europa que resiste ao terrorismo e à descrença e não permite que o medo a afaste de recintos, como os de Manchester ou do Bataclã em Paris. Quem vê a cultura e a arte como festa não pode nunca abdicar de construir um mundo mais pacífico e justo. A assembleia geral da CISAC veio a Lisboa para fortalecer essa corajosa convicção.

* Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
06/06/17

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1255.UNIÃO



EUROPEIA



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HOJE  NO
"CORREIO DA MANHÃ"
Monchique ganha força
 na luta contra pedreiras

Governo garante que vai ter em conta posição da câmara contra extração de feldspatos.

A serra de Monchique tem um tipo de rocha rara e valiosa, que está a suscitar o interesse de empresas na sua exploração. Mas os autarcas locais e os ecologistas estão contra por motivos ambientais. 


Agora, o Governo veio garantir que uma decisão sobre a exploração de depósitos de minerais de feldspato terá sempre em conta a posição da autarquia. 

Em resposta a questões colocadas por deputados do PSD e do CDS, o Ministério da Economia referiu, este mês, que já foi publicado um despacho que determina que "nos procedimentos administrativos relativos à prospeção e pesquisa, exploração experimental e exploração de recursos geológicos seja sempre auscultado, previamente e por escrito, o presidente do município". 

No entanto, Rui André, presidente da câmara, disse ontem ao CM que "ainda não tinha conhecimento dessa situação", frisando que a câmara nunca foi auscultada previamente. "Nós temos participado nas consultas públicas como qualquer particular pode fazer", referiu o autarca, adiantando que ainda na terça-feira foi manifestada pela autarquia a "oposição a um pedido de exploração". 

O município considera que o surgimento destas novas pedreiras teria um impacto negativo numa zona sensível em termos ambientais e poria em risco as estratégias de desenvolvimento económico definidas para o concelho. Até agora, duas empresas já avançaram com pedidos para explorar depósitos de feldspatos - um mineral de elevado valor económico e que tem diversas utilizações na indústria -, na encosta sul da Picota.

* O interesse pelo dinheiro sobrepõe-se ao interesse pelo país, há muito que é assim!

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FALKATUS
O novo veiculo blindado das  
Forças Especiais da Rússia FSB

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Putin tem agora à sua diposição uma arma ainda mais poderosa para reprimir e assassinar o povo russo


FONTE: Net Tube


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HOJE  NO 
"OBSERVADOR"
Caixa. 
Caderneta deixa de poder 
fazer transações no final do ano

Por imperativos legais, caderneta deixa de permitir levantamentos no final de 2017. Caixa reorganiza oferta comercial com conta multiproduto que tem comissão fixa mensal.

A caderneta associada às contas bancárias da Caixa Geral de Depósitos vai deixar de permitir realizar transações, sobretudo levantamentos, até ao final de 2017. Esta mudança resulta de imperativos comunitários, explicaram responsáveis do banco num encontro com jornalistas sobre a nova política comercial da instituição.
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É uma limitação que resulta de preocupações de segurança uma vez que este meio de transação não tem chip eletrónico. A caderneta vai poder continuar a ser utilizada para consultas de saldos e de movimentos, mas será cada vez menos funcional, explicou José João Guilherme, o administrador que tem o pelouro da área comercial da Caixa. Segundo este responsável, haverá mais de cem mil clientes da Caixa que só têm caderneta, ou seja, não têm cartão de débito que permita realizar transações de pagamento, levantamentos ou depósitos. Para além de levantamentos e consultas, a caderneta permite fazer alguns pagamentos dentro do sistema própria que funciona nas agências do banco.

A Caixa deixou, aliás, de fornecer caderneta nas novas contas abertas a partir de 1 de junho, que não sejam contas base. Ainda que por imperativos legais, a perda de funcionalidades da caderneta até ao final do ano é apenas uma das alterações da política comercial da Caixa Geral de Depósitos que avançou com uma reorganização da sua oferta, com efeitos desde 1 de junho.

Nova conta multiproduto com comissões mensais fixas 
A nova conta Caixa é uma solução multiproduto que parte da recomendação do Banco de Portugal no sentido de os bancos terem contas base com serviços e custos que possam ser comparados pelos clientes. Atualmente, o banco dispõe de um elevado número de ofertas e produtos que nasceram de circunstâncias e contextos específicos, muitos dos quais já não fazem sentido. Um dos objetivos da nova política comercial é o de ordenar a oferta, mas também, sublinhou o administrador da Caixa, conseguir que pessoas que são atualmente já clientes da Caixa comecem a realizar transações no banco.

De acordo com a Caixa, o novo produto vai permitir um preço mais reduzido face ao fornecimento avulso de produtos e serviços. A nova oferta de contas terá uma comissão mensal fixa e está disponível em três modalidades, para além de conta base e serviços mínimos bancários, com custos que variam de acordo com o número de titulares e de serviços contratados com a Caixa, com especial atenção para as famílias. A conta base tem um preço mensal fixo de cinco euros que pode ser mais baixo nas outras três contas, em função dos titulares, serviços e produtos contratados.

José João Guilherme reconhece que esta nova política comercial é vantajosa para o banco, mas garante que também é vantajosa para os clientes. Quando foi questionado sobre o aumento esperado de receitas, respondeu:
Não queremos uma Caixa a continuar a dar mais sete anos de prejuízos e para isso precisamos de receitas. Estamos a modernizar a oferta da Caixa, isso tem de ser feito. Não podemos ficar agarrados a um passado, até por razões regulatórias temos de mudar. Não é para extorquir dinheiro às pessoas.”
Uma das medidas previstas no plano de reestruturação da Caixa negociado com a Comissão Europeia é o aumento das receitas com origem nas comissões bancárias, um caminho que tem sido seguido pela generalidade dos bancos, face à queda da margem financeira, por via das baixas taxas de juro atuais.

Em setembro, o preçário da Caixa vai mudar e uma das alterações previstas, e noticiada pelo Jornal de Negócios, é que a isenção do pagamento de comissão de conta só vai beneficiar quem tiver, para além do salário domiciliado, um cartão de débito e um cartão de crédito utilizados nos últimos três meses.

As mudanças na oferta comercial da Caixa contemplam uma isenção de despesas de manutenção de contas à ordem para clientes acima dos 65 anos com rendimento (sobretudo pensão) domiciliado na Caixa e que não ultrapasse um salário mínimo e meio.

* A CGD era um banco diferente em muitas situações, uma delas era  de  que o efeito de proximidade era melhor do que os outros bancos, agora a CGD vai ser "formatada" para ser mais um animal no rebanho, a ver vamos.

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Diabo na Cruz

Os Loucos Estão Certos

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
"O lobby da energia tem
 condicionado os governos"

Henrique Gomes demitiu-se em 2012 do cargo de secretário de Estado da Energia de Passos Coelho por pressão das energéticas

Nove meses depois de ter tomado posse como secretário de Estado da Energia no governo de Pedro Passos Coelho, em 2011, Henrique Gomes bate com a porta no executivo. 
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Pelo caminho fica a tentativa de impor uma contribuição extraordinária ao setor da energia, bem como a revisão dos contratos que garantem uma remuneração fixa às elétricas - o caso dos agora famosos CMEC, os Custos de Manutenção para o Equilíbrio Contratual. Nesta entrevista Henrique Gomes fala sobre a sua passagem pelo governo, como Vítor Gaspar lhe travou o passo quando argumentou que o corte nas rendas excessivas no setor da energia era uma forma de aliviar a economia e os portugueses. E como um relatório que chegou numa quinta-feira ao ministério da Economia e seguiu na manhã seguinte para o gabinete do primeiro-ministro, à hora de almoço já era do conhecimento da EDP. Apesar do desfecho diz-se "grato" pela experiência governativa. Mas pelo que não foi possível fazer "não ficaria lá mais tempo nenhum".

É sabido que defende que se devia ter ido mais longe no corte das rendas da energia. Na sua perspetiva até onde é que se pode, ou deve, ir?
Deixe-me começar por um enquadramento. Estamos neste momento já na terceira diretiva europeia para a energia, que está a tentar resolver todas as preocupações do que será todo o sistema elétrico baseado em energias renováveis. Isso acarreta alterações significativas na gestão dos próprios mercados e uma atuação de toda a produção que tem de ser concorrente no mercado, sem outros apoios. Portanto, tudo o que seja subsídios tem de ser eliminado o mais depressa possível, já devia ter sido eliminado. É assim com as renováveis. Na produção em regime ordinário os apoios deviam ter acabado com a primeira diretiva, que obrigou as hídricas e as centrais térmicas a ir ao mercado. Claro que tem que haver uma fase de transição, os espanhóis também a fizeram. Mas quando chegaram, salvo erro aos 3000 milhões de euros de subsídios à produção, fecharam a torneira, só ficaram uns apoios muito pontuais. Os espanhóis desde 2007 que não têm esses apoios.

Porque é que isso não foi feito em Portugal?
Nós atrasámo-nos um pouco, por um lado. E por outro arranjámos os CMEC [Custos de Manutenção para o Equilíbrio Contratual], que também estão a acabar, estão agora a começar a acabar. E este é o ano da revisibilidade desses contratos.

Considera que o setor elétrico em Portugal tem sido protegido, tem sido sobre remunerado com estes vários apoios?
Com certeza que é sobre remunerado. Basta ver a decomposição dos custos para a formação dos preços. Este ano esses custos representam cerca de 1900 milhões de euros. Para o próprio CMEC, este ano, estavam previstos - é uma previsão - 300 milhões. Numa coisa que deveria ser um apoio mínimo para compensar a passagem para mercado. Estes apoios deviam ter sido muito mais reduzidos e foram mal negociados.

A investigação que está em curso faz supor que podem ter sido outra coisa...[Foram já constituídos sete arguidos por suspeitas de corrupção, ativa e passiva, e participação económica em negócio, na sequência da investigação às rendas pagas pelo Estado à EDP].
Não sei qual o âmbito da investigação e não vou falar sobre ela.

Considera possível uma decisão unilateral do Estado em relação a estes contratos?
É muito difícil. E repare que, quando estive no governo, a minha primeira abordagem não foi essa. Foi criar uma contribuição ao setor elétrico, ao sistema elétrico nacional, aos produtores. O resultado dessa contribuição iria para um fundo de equilíbrio do sistema elétrico, fundo esse que seria alimentados pelos consumidores, pelo Estado e pelos coprodutores, que pagariam essa contribuição na medida das potências instaladas - todos aqueles que não tivessem ido a mercado. A contribuição era temporária e era universal. Tinha uma lógica de aplicação, é uma medida na órbita da discricionariedade do Estado e era constitucional. E tinha um enquadramento, relativamente à troika, que era favorável. Não se fez isso...

E porque é que não se fez?
Teve-se medo de perturbar a privatização [da EDP]. Não se fez uma medida estrutural, importantíssima, que resolveria o equilíbrio do sistema elétrico por, quase, um prato de lentilhas. A esse propósito , aconselho as pessoas a lerem o relatório da auditoria do Tribunal de Contas à privatização das empresas do setor energético. Estão lá as conclusões. O produto da privatização foi para abater à dívida e vê-se qual foi o resultado desse abatimento. Foi um resultado modesto.

O ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira - que era o titular da pasta quando foi secretário de Estado - disse ontem ao jornal Público que o lobby da energia teve "uma influência nefasta no país". Concorda com esta afirmação?
Concordo. O lobby da energia defende os seus direitos e os seus interesses, daí não vem mal ao mundo. Mas o lobby da energia tem condicionado os governos. E isso acho mal, é um erro.

O lobby da energia condiciona o poder político?
O erro não é que as empresas defendam os seus interesses, é que o Estado não defenda os seus. Chamo a atenção para qual é o poder económico de que estamos a falar. Estamos a falar de três empresas, um pequeno grupo - EDP, EDP Renováveis, GALP e REN, que é pequenina no meio disto tudo. Estas empresas, em conjunto, representam 42, 43% de todo o PSI20. Este valor concentrado em três empresas... está a ver o poder que pode ter.

Estes lobbys tiveram alguma coisa a ver com a sua saída do governo?
Sim, são públicas algumas histórias, que eu aliás só vim a saber mais tarde.

E não sentiu apoio político nessa sua batalha pela diminuição das rendas da energia?
Não muito. Não levo isso a mal essencialmente por dois motivos. Primeiro, a grande preocupação nessa altura era a dívida. É uma inconfidência, mas lembro-me, numa das reuniões que tive logo no início com a secretária de Estado das Finanças da altura, Maria Luís Albuquerque, para explicar aquilo que pensava... Estávamos reunidos, ela é chamada, interrompe a reunião. Reaparece meia hora depois, estava completamente lívida e o comentário que fez foi : "Desculpe, temos que interromper a reunião. O país não tem dinheiro para nada. Estamos na bancarrota".

Mas é chamada por quem? Pelo ministro? [À data, o titular das Finanças era Vítor Gaspar].
Não sei. Sei que vinha lívida, apavorada. A grande preocupação era essa, era a dívida. E foi a privatização [da EDP]. No caso da energia, a preocupação era fazer dinheiro de qualquer maneira, por pouco que fosse. Não se soube pesar nem o valor de uma reforma da energia - do lado das Finanças não havia sensibilidade para isso. E quem assessorava o primeiro-ministro e as Finanças também terá tido alguma influência.

Chegou a pedir um estudo à Universidade de Cambridge, que acabou na gaveta e nunca foi usado...
Eu pedi esse estudo na sequência do relatório da segunda revisão do memorando de entendimento. O governo compromete-se então numa medida nova, uma medida de benchmarking - medidas de benchmarking eram aquelas que, na revisão seguinte, não podiam falhar, sob pena de de falhar tudo. Havia muitas medidas, que se iam fazendo, e havia as de benchmarking, que eram para cumprir. E a medida nova era o governo comprometer-se a determinar todas as rendas excessivas - é a primeira vez que aparece o termo rendas excessivas - de todas as naturezas, na produção de energia. E a entregar esse relatório até 31 de janeiro. Estávamos em dezembro de 2011, tive que montar uma equipa, e uma das coisas que era necessário era saber quais as remunerações de referência, nos mercados e em toda a Europa. Nós não tínhamos meios para fazer isso de uma forma competente, andámos à procura, a equipa da universidade de Cambridge tem nome, é uma equipa boa. O que essa equipa fez foi um levantamento do que eram as rentabilidades de referência, ano a ano, para as diversas formas de produção [de energia]. Sobre este relatório fizeram-se então as contas. Foi o tal trabalho que depois foi desconsiderado. Foi um trabalho interessante, foi entregue ao ministro Álvaro [Santos Pereira] numa quinta-feira ao fim do dia, em papel, o sr. ministro leu durante a noite, falou connosco de manhã, fizemos os ajustes que ele achou por necessários e mandou entregar ao sr. primeiro-ministro ao fim da manhã. À hora de almoço, estava a almoçar com a minha equipa, começámos a receber chamadas da EDP a perguntar que relatório era aquele. Passados uns dias, o relatório era desvalorizado porque tinha erros e porque não era por ser em inglês que seria bom . Ok, percebe-se a desvalorização, não se percebe é porque do nosso lado, do lado do governo - onde também se repetiu esse discurso de que o relatório tinha erros - não se tivesse indicado e discutido esses erros. Eu disponibilizei-me a ajustar o relatório, deveria ser do interesse de todas as partes, era um relatório de referência para podermos negociar a seguir.

O processo de ajustamento implicou medidas muito complicadas. Esta exigência da troika sobre as rendas excessivas, em particular, não foi cumprida, pelo menos na medida em que a troika pretendia. Porquê? O que é que explica isto?
Explica-se pela grande sensibilidade relativamente à preocupação financeira, de equilíbrio e de resposta imediata, porque estávamos de facto em bancarrota. Explica-se pelos conselhos de que o sr. primeiro-ministro e a equipa das Finanças se rodearam quanto a este setor. Numa reunião, uma reunião longa, cheguei a dizer "tenho um argumento político: é das poucas medidas que o governo conseguirá apresentar, nos próximos tempos, para aliviar a nossa economia e a população". A resposta do ministro [Vítor] Gaspar foi "então se o argumento é político, a reunião acabou". Também não percebo. Nunca percebi.

Cerca de um ano depois da sua saída do governo, o ministro Álvaro Santos Pereira disse isto, em entrevista à TSF: "Quando o meu anterior secretário de estado da energia, o engenheiro Henrique Gomes, saiu, eu tive um dos principais presidentes das produtoras de energia elétrica em Portugal a telefonar para várias pessoas, a celebrar com champanhe". Vê isto como isto um elogio?
Vejo, com certeza que sim.

Que imagem guarda hoje da sua passagem - que foi fugaz, nove meses - pelo governo?
Estou muito grato por ter tido essa oportunidade, estou grato ao primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho], por quem tenho estima. Tive ao meu alcance a possibilidade de fazer coisas interessantes. Outras não foi possível, eu não ficaria lá mais tempo nenhum.

* SEM PALAVRAS

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HOJE NO 
"RECORD"

Arábia Saudita não participou
no minuto de silêncio pelas vítimas
 do atentado de Londres 
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Antes do jogo entre Austrália e Arábia Saudita, houve um minuto de silêncio pelas vítimas do atentado de Londres. A seleção visitante não só não participou no minuto de silêncio como alguns jogadores continuaram mesmo os exercícios de aquecimento durante este período.

* A Arábia Saudita apoia o  terrorismo,  porque  a selecção havia de demonstrar pesar.

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A ÍNDIA E O GRINGO EUROPEU

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FONTE: Homem da Floresta

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"
Autora de "Comer, Orar, Amar" 
casa-se com namorada com cancro

A autora de "Comer, Orar, Amar" casou-se com a namorada Rayya Elias, que sofre de um cancro em fase terminal.
 
Elizabeth Gilbert, autora do "best seller" "Comer, Orar, Amar", adaptado ao cinema com Julia Roberts no papel principal, casou-se com a namorada, Rayya Elias.
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A cerimónia decorreu terça-feira, dia 6, e a notícia foi dada através de uma fotografia no Instagram de Elizabeth em que o recém-casal surge muito sorridente. Na legenda da imagem, a escritora refletiu sobre o momento delicado por que Rayya está a atravessar: um cancro no fígado em fase terminal.

"Ao longo ano passado, a Rayya e eu temos passado dias muito difíceis juntas - mas não hoje. Hoje foi um dia precioso e perfeito. Uma simples e espontânea cerimónia de amor, rodeadas por uma mão cheia de amigos e família. Mais dias difíceis estão para chegar. Não é fácil. A doença dela é grave. Mas o nosso amor é forte. Vamos caminhar juntas o mais longe que conseguirmos. Depois disso, está tudo entregue a Deus", pode ler-se na legenda da fotografia partilhada pela escritora no Instagram.

Rayyna e Elizabeth começaram a namorar depois de a escritora ter anunciado o fim da relação de 12 anos com José Nunes em setembro do ano passado. O diagnóstico de Rayya surgiu na mesma altura.

* Amor e muita classe.

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/
/DA MADEIRA"

Ministro diz que Portugal está preparado e a apoiar os que regressam da Venezuela

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse hoje, em Paris, que há planos de contingência para a Venezuela, mas que, para já, basta “estar preparados” e apoiar os emigrantes que regressaram a Portugal.
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“Até agora não há nenhuma razão para que precisemos de fazer qualquer coisa que não seja estar preparados e apoiarmos aqueles, que já são muitos, que já regressaram a Portugal”, indicou o ministro, à margem das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas na Embaixada de Portugal, em Paris.

O chefe da diplomacia portuguesa insistiu que há “em todas as circunstâncias planos de contingência” e comparou que, “da mesma forma que um edifício tem um plano de segurança, também um país tem planos de contingência”.

“Como temos milhões de pessoas a residir fora de Portugal, também temos planos de contingência para essas pessoas”, reiterou, indicando que o Governo está a trabalhar em colaboração com o executivo regional da Madeira, de onde são oriundos muitos portugueses residentes na Venezuela.
Augusto Santos Silva acrescentou que, de acordo com as autoridades madeirenses, “à região autónoma da Madeira chegaram quase mais de 3.000 pessoas”.

Além de assistir à receção à comunidade portuguesa alusiva ao 10 de junho, Augusto Santos Silva deslocou-se a Paris, quarta-feira e hoje, para participar na reunião ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), na qual interveio em sessões sobre o alargamento da OCDE, sobre “como fazer a globalização funcionar” e sobre a cooperação da instituição com países latino-americanos e das Caraíbas.

* Não há alternativa, os cidadãos portugueses têm de ser apoiados em qualquer parte do mundo e no seu regresso ao país.

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