31/08/2019

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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XI-A HISTÓRIA 
DO SEXO
1- SEXUALIDADE E GÉNERO
1.4 A CIÊNCIA DO GÉNERO



FONTE:  Paulo Brandão

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Porta dos Fundos


TELEFONEMA


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5-SISTEMA NERVOSO
5.2-NEURANATOMIA
5.2.6-Neurónios, sinapse,
contração muscular e movimento



* Uma interessante série produzida para auxiliar alunos da área de saúde mas também muito útil para quem quer que deseje aprender sobre esta matéria. Disfrute.


FONTE: Anatomia Fácil com Rogério Gozzi

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A MANIPULAÇÃO DAS MARCAS



FONTE:  Nerdologia 

MANUEL MOLINOS

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Reféns dos políticos 

António Costa só precisa de estar sossegado para ganhar as legislativas, e não há sindicato, neste cenário político, que lhe tire das mãos as eleições já previamente ganhas. ​​​​

Após o pedido do Ministério Público (MP) para a dissolução do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, o BE alertou para uma coincidência perversa com um pré-aviso de greve e a CGTP estranhou que o Ministério do Trabalho não tenha percebido as "anormalidades" mais cedo. Já Rui Rio diz que "é muito difícil" não achar "que há uma intenção política".

Percebe-se o esforço reativo de alguma Esquerda de tentar colher dividendos com a ação do MP, de forma a garantir lugar numa nova "geringonça". Como também se entende que tenha ficado calada no apoio aos motoristas grevistas e quase silenciosa na requisição civil. A política é mesmo assim.

As teorias da conspiração é que são mais difíceis de aceitar e que o PSD, em desespero, embarque nelas. Dar a entender que o Ministério Público tenha como fim travar a greve anunciada para setembro e tirar de cena os grevistas incómodos até pode dar alguns votos. Mas a tese é oportunista.

É verdade que é muito importante esclarecer as razões pelas quais o Ministério Público só agora descobriu que o advogado Pardal Henriques participou na assembleia constituinte do sindicato não sendo trabalhador por conta de outrem, violando os estatutos.

Todos nós já tínhamos questionado como é que alguém poderia ser filiado e vice-presidente de um sindicato sem ter qualquer ligação à profissão. A pergunta colocou-se muitas vezes, mas estava tudo mais atento a fazer o número para as televisões e para os jornais.

Enquanto isso, António Costa segue em frente. Astuto e com discurso afinado. Crucificar o Ministério Público não é de todo suficiente para reconquistar a liderança perdida de um partido nem tão pouco está na primeira linha na defesa dos direitos dos trabalhadores que parecem órfãos de uma verdadeira voz que lute por eles. 

* DIRETOR-ADJUNTO

IN "JORNAL DE NOTÍCIAS"
30/08/19

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2017.UNIÃO



EUROPEIA




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A falácia do apelo à ignorância



FONTE:  RazãoConsCiência familyfriendly
 

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XLII-VIDA SELVAGEM
5- AVESTRUZ
A MAIOR AVE DA TERRA



FONTE:  Hd Documentário
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VIDEOS DE SEMPRE


Shakira

Nada


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 12-UM POEMA POR SEMANA


SÁ DE MIRANDA


 O SOL É GRANDE...




dito por


ANA CELESTE  FERREIRA

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Um mar de lava a caminhar sobre a água
Imagens  da erupção do Stromboli



FONTE: Observador

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 FAST FOOD
Está relacionado à depressão em jovens



FONTE: Band Jornalismo

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 Na pele de um garimpeiro ilegal na Amazónia



FONTE: afpbr

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NA COZINHA/67
20-RECEITA ILUSTRADA




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2082
Senso d'hoje
LUCA PARMITANO
ASTRONAUTA
CORRESPONDENTE DA EURONEWS 
REPORTAGEM DA
Estação Espacial Internacional



FONTE: euronews

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A GRACINHA
QUE NÓS SOMOS





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BOM DIA



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18-TEATRO
FORA "D'ORAS"

II-A VOLTA AO MUNDO
 EM 80 MINUTOS



"A Volta ao Mundo em 80 Minutos" um extraordinário musical de Filipe La Féria com João Baião à frente de um grande elenco.

"A Volta ao Mundo em 80 Minutos" foi um deslumbrante musical de Filipe La Féria que encantou mais de 1 Milhão espectadores ao longo de 9 meses em cena no casino Estoril, 1 mês no Teatro Politeama e na noite de passagem de ano 2017/2018 na SIC. Este musical contou com João Baião à frente de um extraordinário elenco de cantores, bailarinos e acrobatas. 

Inspirado numa das maiores obras da literatura mundial do sec XIX, de Júlio Verne, A Volta ao Mundo em 80 Minutos contou com a participação especial de João Baião à frente de um jovem, talentoso e enérgico elenco de actores-cantores, de um internacional corpo de bailarinos e dançarinos-acrobatas. 

Mais uma vez Filipe La Féria não poupou esforços e voltou surpreender-nos com um luxuoso guarda-roupa, integralmente da sua autoria, que fará cada espectador viajar por todo o mundo, sem sair do seu lugar. 

"A Volta ao Mundo em 80 Minutos" foi uma divertida e alucinante viagem planetária. China, Rússia, Índia, África, Brasil, Argentina, Cuba, Egipto, Itália, França e Espanha, são alguns dos locais por onde Sr Fogg o clássico e bem-humorado cavalheiro inglês, extraordinariamente representado por João Baião visitará, sempre acompanhado do seu assistente pessoal Passepartout o fiel e divertido francês de pronúncia acentuada. 

Neste espectáculo vale tudo. Viagens em balão de ar quente, um barco Titanic, carros antigos, comboios, banheiras com rodas, elefantes, camelos, bicicletas, aviões planadores e tudo aquilo que faça a imaginação voar. 

Filipe La Féria já confessou que "A Volta ao Mundo em 80 Minutos" foi a mais excitante e divertida Produção, explorando cada cultura e cada país através do teatro, do cinema, da música, do bailado e da acrobacia. Tudo isto envolto numa encenação e direcção artística que só La Féria sabe fazer, proporcionando a cada espectador 2 horas inesquecíveis. 

Ao fim de quase um ano em cena a SIC transmitiu este grande espetáculo na ultima noite de 2017.

              
FONTE: Teatro Português
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30/08/2019

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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XXXI~MEGA FÁBRICAS
4-FÁBRICA DE ALIMENTOS
LOUCOS POR DOCES



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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FONTE:  Miguel Ceballos 

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VI- ALIENÍGENAS
DO PASSADO

3- Os Grandes Mistérios
da Ilha de Malta


* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

  Bruno Pesquisador
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100 αησs ∂α вαυнαυs/2
Arquitetura, arte e design




FONTE:  DW Brasil

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EDUARDA CARVALHO

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A camisola da Amazónia

É cada vez mais fácil juntarmo-nos a uma causa. Basta um clique numa petição enviada por e-mail. Mas será que nos questionamos sobre as causas e marcas a que nos associamos?

A Amazónia enche os jornais e televisões de todo o mundo há várias semanas, por várias razões. Porque o pulmão do mundo está a arder e o fim parece não estar à vista, porque o presidente brasileiro tem sido como sempre foi, desde que se deu a conhecer, e o mundo e o Brasil não estão a gostar.

E também porque as questões de sustentabilidade têm sido um tema premente, não só pela urgência da questão mas também porque com os presidentes norte-americano e brasileiro, que são publicamente despreocupados e pouco sensíveis às questões ambientais, o planeta passou a ser um lugar mais preocupante numa época crucial para mudarmos rumo ao caminho certo.

Nas últimas semanas as redes sociais encheram-se de perfis que vestem a camisola da Amazónia e defendem a sua causa, mas quantos terão de facto preocupações ambientais ou opções de vida nesse sentido?

A questão que levanto não é se devemos, ou não, defender a Amazónia. Essa questão nem sequer se coloca. A questão é: será que nos questionamos sobre as camisolas que vestimos, se procuramos saber o porquê e o que podemos nós fazer pela Amazónia, pelo planeta, por nós e pelos nossos filhos, ou se apenas vamos ‘na onda’ dos posts e likes.

Hoje em dia, é cada vez mais fácil juntarmo-nos a uma causa. Basta um clique numa petição enviada por e-mail. Mas fará sentido fazê-lo para, no momento seguinte, fazermos um uso excessivo de plástico, um consumo exagerado de carne e de tantos outros produtos que o consumismo hoje nos leva a “precisar”?

A questão que aqui levanto é a de nos questionarmos sobre as causas e marcas às quais nos associamos. De nos inteirarmos das suas ações e de as defendermos, sabendo com consciência o que defendem e dizem. Veja-se o exemplo do império Zara, que lançou o fast fashion e agora quer ser inteiramente sustentável, antecipando-se às necessidades, mas mais do que tudo, às imposições dos seus consumidores.

O aproveitamento político da questão da Amazónia é notório, e faz sentido. Mas a verdade é que a Amazónia ficará depois do atual presidente do Brasil e as suas necessidades existem muito antes dele.
Os incêndios na Amazónia ocorrem anualmente e este ano tiveram maior dimensão e notoriedade, mas a desflorestação começou há décadas e prende-se sobretudo com a produção de carne e laticínios. Produção necessária porque o consumo assim exige.

E todos aqueles que enchem as suas redes sociais para defender a Amazónia hoje, devem lembrar-se dela daqui a um ano, tal como dos países africanos ou da Bolívia, ou do glaciar desaparecido na Islândia, da barreira de coral da Austrália, da ilha de plástico do Oceano Pacífico e, sobretudo, fazer escolhas e opções sustentáveis em nome de todo o planeta.

Vestir a camisola da Amazónia é fácil, mas mudar o guarda-roupa é o grande desafio que temos pela frente. Ser mais sustentável é uma escolha possível, e cada vez mais fácil. Não implica extremos, nem cores políticas, apenas escolhas conscientes que estão ao alcance de todos.

* Responsável de Comunicação e Conteúdos

IN "O JORNAL ECONÓMICO"
29/08/19

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2016.UNIÃO



EUROPEIA




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11-Falsidade.com 
11.1-JESSICA





FONTE:  tbrsete


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Apple Pay
Em Portugal é uma vergonha




FONTE:  Nuno Agonia

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GNR

Homens Temporariamente Sós


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I-GENOMA HUMANO


4-DESCODIFICANDO A VIDA



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.


** Nesta senda de "bloguices" iniciadas em Setembro/17, iremos reeditar algumas séries que de forma especial sensibilizaram os nossos visitadores alguns anos atrás, esta é uma delas.

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 Montanhas húngaras de Pilis em risco



FONTE: euronews

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DESIGUALDADE GLOBAL
ÁFRICA DO SUL


Considerado o país mais desigual do mundo, a África do Sul tem forte herança do regime segregacionista e racista do apartheid. Com desemprego em quase 30%, milhões de pessoas vivem nas chamadas "cidades de lata", e os 10% mais ricos concentram quase 70% de toda a renda no país.

FONTE:  TV FOLHA

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VICIADOS EM TELEMÓVEIS



FONTE: Rod Marchi

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SEM AGENDA

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2081
Senso d'hoje
SALOMÉ ZURABISHVILI
PRESIDENTE DA GEÓRGIA
Geórgia persegue o caminho da Europa




FONTE: euronews

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MANIA DAS LAVAGENS


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BOM DIA


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18-TEATRO
FORA "D'ORAS"

I-A VOLTA AO MUNDO
 EM 80 MINUTOS



"A Volta ao Mundo em 80 Minutos" um extraordinário musical de Filipe La Féria com João Baião à frente de um grande elenco.

"A Volta ao Mundo em 80 Minutos" foi um deslumbrante musical de Filipe La Féria que encantou mais de 1 Milhão espectadores ao longo de 9 meses em cena no casino Estoril, 1 mês no Teatro Politeama e na noite de passagem de ano 2017/2018 na SIC. Este musical contou com João Baião à frente de um extraordinário elenco de cantores, bailarinos e acrobatas. 

Inspirado numa das maiores obras da literatura mundial do sec XIX, de Júlio Verne, A Volta ao Mundo em 80 Minutos contou com a participação especial de João Baião à frente de um jovem, talentoso e enérgico elenco de actores-cantores, de um internacional corpo de bailarinos e dançarinos-acrobatas. 

Mais uma vez Filipe La Féria não poupou esforços e voltou surpreender-nos com um luxuoso guarda-roupa, integralmente da sua autoria, que fará cada espectador viajar por todo o mundo, sem sair do seu lugar. 

"A Volta ao Mundo em 80 Minutos" foi uma divertida e alucinante viagem planetária. China, Rússia, Índia, África, Brasil, Argentina, Cuba, Egipto, Itália, França e Espanha, são alguns dos locais por onde Sr Fogg o clássico e bem-humorado cavalheiro inglês, extraordinariamente representado por João Baião visitará, sempre acompanhado do seu assistente pessoal Passepartout o fiel e divertido francês de pronúncia acentuada. 

Neste espectáculo vale tudo. Viagens em balão de ar quente, um barco Titanic, carros antigos, comboios, banheiras com rodas, elefantes, camelos, bicicletas, aviões planadores e tudo aquilo que faça a imaginação voar. 

Filipe La Féria já confessou que "A Volta ao Mundo em 80 Minutos" foi a mais excitante e divertida Produção, explorando cada cultura e cada país através do teatro, do cinema, da música, do bailado e da acrobacia. Tudo isto envolto numa encenação e direcção artística que só La Féria sabe fazer, proporcionando a cada espectador 2 horas inesquecíveis. 

Ao fim de quase um ano em cena a SIC transmitiu este grande espetáculo na ultima noite de 2017.

              
FONTE: Teatro Português
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29/08/2019

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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249-ACIDEZ

FEMININA


RESPONDENDO A PERGUNTAS
SOBRE PATERNIDADE
Especial Dia dos Pais


A IMPRESCÍNDIVEL TATY FERREIRA

* Uma produção "ACIDEZ FEMININA" - BRASIL

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AMEAÇA/2



UMA CURIOSIDADE
CONCLUI PRÓXIMA QUINTA-FEIRA
* Filme realizado na década de 1940 na localidade de Calamares (Sintra) pelo médico Dr. João Maria Damasceno R. Bordallo-Pinheiro, bisneto do Rei D. Luíz (de Portugal) e da actriz Rosa Damasceno e sobrinho-neto do pintor Columbano e do caricaturista republicano Raphael Bordallo-Pinheiro. A película conta também com a participação do sogro, o Engº Mário Pedro de Alcântara Vieira de Sá, bisneto do Rei D. Pedro IV de Portugal (D. Pedro I, libertador e 1º Imperador do Brasil).



FONTE:  Tv TIC

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Astronomia
Uma visão Geral

Cometas/1



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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LXVI-Cidades e soluções

1-Blue Jeans em três tempos



FONTE: Tudo Info


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BERNARDO PIRES DE LIMA

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Viragem de página
 na diplomacia

Os constantes falhanços diplomáticos de Londres e Washington, não há muito tempo faróis de sucesso no setor, degradam a diplomacia como instrumento essencial da política internacional e são um desafio enorme para os aliados. Portugal tem aqui um misto de preocupação com oportunidade. Talvez não tenha tão cedo condimentos tão propícios a uma boa mudança.

Esta semana mostrou uma vez mais o estado lastimável em que está a diplomacia anglo-americana. Claro que não me refiro à esmagadora maioria dos seus diplomatas espalhados pelo mundo ou a braços com os complexos tempos que se vivem no Foreign Office e no State Department. Washington e Londres continuam a ter das melhores escolas diplomáticas, misturando tradição e inovação ao serviço dos interesses nacionais, quantas vezes coincidentes com os interesses de um conjunto alargado de outros Estados. Esta convergência, infelizmente, mudou radicalmente desde 2016.

Em Londres, ninguém estava verdadeiramente preparado para lidar com o Brexit e nem mesmo os mais brilhantes diplomatas têm conseguido acomodar as convulsões provocadas pelos principais atores políticos. A definição tardia de um roteiro de saída minimamente compreensível dificultou sobremaneira o papel dos seus explicadores no estrangeiro. Pude testemunhá-lo em várias ocasiões, tanto em Lisboa como noutras capitais europeias. Além disso, a omnipresença das táticas perversas dentro do governo britânico e nos dois principais partidos conduziu todo o processo a uma desvalorização constante do essencial, com possíveis danos irreparáveis ao interesse nacional mais básico: a própria unidade do Reino Unido. A aventura do Brexit parece mais um desvario de amigos à volta de uma mesa num pub regado a cerveja do que um plano estratégico desenhado por uma maioria que lhe deu a legitimidade necessária. No meio disto, ainda sem fim à vista, estão todos aqueles que, discordando, têm de fazer o melhor para assegurar que a diplomacia britânica não é mais um dano colateral do Brexit, tapando buracos, repondo credibilidade, reconstruindo relações com terceiros.

É para mim evidente que a qualidade dos seus diplomatas é muito superior à da atual classe política britânica, mas isso não significa que tudo mudará, ficando o essencial mais ou menos na mesma. Não será assim. A começar na maneira como passaremos a olhar para a força política do Reino Unido na política internacional, no meio dos choques económicos provocados por uma saída sem acordo ou pela indefinição estratégica resultante de eleições antecipadas. A ver pelo plano alternativo que Boris Johnson tem ensaiado nas últimas semanas - contactos permanentes com Trump na esperança de ali encontrar uma compensação aos bloqueios de Paris e Berlim - o final desta história pode mesmo tornar o Reino Unido (ou já nem isso) completamente no bolso negocial de um presidente americano que trata pior os aliados do que os adversários. O triste episódio da Gronelândia, que alguns quiseram atribuir a uma súbita vocação estratégica de Trump pelo Ártico, só vem demonstrar que nenhum aliado está a salvo de bullying.

Em Washington, o choque da máquina diplomática com a eleição de Trump ainda não foi reposto. Os cortes orçamentais, a negligência no preenchimento de lugares de topo e a total disfuncionalidade na hierarquia de comando, excessivamente centrada nos humores do presidente, quebraram uma longa tradição de continuidade estratégica na diplomacia americana do pós-guerra, independentemente das maiorias no Congresso ou do partido do chefe de Estado. Acresce a isto a voracidade com que embaixadores americanos, muitos deles vindos da péssima tradição das nomeações como prémio por serviços prestados em campanha, debitam pensamentos incendiários nas redes sociais, achando que o padrão presidencial lhes permite o devaneio. Afirmações de altos cargos políticos têm impactos diplomáticos e em política, até prova em contrário, a palavra conta e muito. A administração Trump podia até ser portadora de várias conquistas para os seus inabaláveis interesses, na esteira da natureza nacionalista que a guia, e toda esta postura diplomática descabelada passaria para segundo plano em função do reconhecimento dos seus méritos. Mas o que estes dois anos e meio trouxeram foi uma mão cheia de nada.

Acordos rasgados sem salvaguardas, uma reputação junto de aliados que está hoje na rua da amargura, um vazio estratégico sem paralelo, mais vulnerabilidade à insegurança interna pela condescendência com a lei das armas e o terrorismo nacionalista, e muito menor influência nas dinâmicas de poder globais. Basta ver como a gestão da tensão comercial com a China não trouxe qualquer benefício aos EUA, tendo mesmo agravado a economia nalguns Estados, ou como caminha descontrolado o nível crescente de agressividade entre a Coreia do Sul e o Japão (que acabaram com a partilha de intelligence nesta última semana), os dois maiores pilares de Washington na Ásia, sem que os EUA conseguissem qualquer intermediação. Aliás, foi humilhante assistir ao cancelamento das reuniões dos ministros dos Negócios Estrangeiros japonês e sul-coreano com Mike Pompeo, um sinal da baixa credibilidade que a América tem hoje na região. Para isso muito ajudou o monumental logro que foram os encontros com Kim Jong-un e a continuação ostensiva da nuclearização pelo regime norte-coreano, ou o recente anúncio de Trump sobre um hipotético convite do presidente indiano para mediar o conflito em Caxemira, com Modi a desmentir de imediato. As tiradas diplomáticas americanas e a influência no coração da sua prioridade geoestratégica global é hoje mais fraca, mais pobre e um autêntico embaraço aos seus mais legítimos interesses nacionais.

Em boa verdade, nada disto é muito surpreendente. Mas, não o sendo, não deixa de ter um custo, sobretudo para um Ocidente que muito tem confiado nas capacidades de Londres e Washington e para aqueles que têm assentado alianças estruturais com ambas, num fino equilíbrio com as potências europeias continentais e outras esferas de interesses espalhadas pelo mundo. É o caso de Portugal. A degradação da influência e da imagem do Reino Unido e dos EUA junto dos aliados vai implicar mais autonomia decisional. Na sua ausência, mais capacidade conjunta das democracias europeias que ainda pautam as suas relações por confiança mútua. Para atingir a primeira, vão ser precisos mais recursos endógenos, mais investimento público e cooperação com privados. Não é possível continuar a ter um Ministério dos Negócios Estrangeiros com uma dotação orçamental das mais pobres da administração pública, quando os vácuos diplomáticos internacionais abrem a porta à presença da nossa boa diplomacia e, por via disso, à defesa dos nossos interesses, quantas vezes em convergência com outros aliados. Para chegar à segunda, é preciso quebrar o corporativismo diplomático, abri-lo à sociedade e cruzá-lo com experiências externas que só o valorizam. Tradição e inovação não podem ter um diálogo surdo. Em época de desvalorização diplomática quem for pioneiro no ciclo oposto estará mais capacitado para projetar o seu país, as suas empresas e os seus melhores recursos. Todos saem a ganhar.

*Investigador universitário

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
24/09/18

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