domingo, 28 de maio de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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6- AQUÍFERAS




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I-SEGUNDOS FATAIS
2- MALVINAS
O ATAQUE INVISÍVEL

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5- AQUÍFERAS




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XVII -ERA UMA VEZ

O ESPAÇO


1- Terra



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores. .

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4- AQUÍFERAS



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Stephanie Busari

Como notícias falsas
causam danos reais


Em 14 de abril de 2014, a organização terrorista Boko Haram sequestrou mais de 200 meninas estudantes da cidade de Chibok, Nigéria. 
Ao redor do mundo, o crime foi simbolizado pelo slogan "#BringBackOurGirls", mas na Nigéria, funcionários do governo chamaram o crime de embuste, confundindo e atrasando esforços para resgatar as meninas. 
Nesta vigorosa palestra, a jornalista Stephanie Busari aponta a tragédia de Chibok para explicar o perigo mortal das notícias falsas e o que podemos fazer a fim de impedi-las.
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3- AQUÍFERAS




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MADALENA AZEREDO PERDIGÃO

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As reviravoltas do 
alojamento local

Não deixa de ser curioso que a limitação à propriedade privada proposta pelo PS não incida sobre os que têm capacidade para adquirir um prédio por inteiro, mas só aos que têm um ou outro apartamento.

Decorridos quase três anos desde a entrada em vigor do diploma que veio autonomizar a figura do alojamento local e rever o seu regime jurídico, o que promoveu o aumento da oferta deste tipo de estabelecimento e o crescimento do sector do turismo em Portugal, temos assistido a sucessivas reviravoltas à volta deste tema, não estando isento de discussões.

Primeiro, a divergência vincada dos nossos tribunais. Agora, o projeto-lei apresentado pelo grupo parlamentar do PS a propor alterações ao referido diploma.

Em jeito de resumo, as questões que se colocam são essencialmente as seguintes: podem ou não os condomínios limitar o direito de propriedade e de uso que cada um dos condóminos faz do seu apartamento? Trata-se o alojamento local de uso habitacional, comercial ou outro? Viola ou não o título constitutivo da propriedade horizontal (PH)?

Com o devido respeito, que é muito, não posso concordar com o mais recente Acórdão da Relação do Porto que, em oposição ao Supremo Tribunal de Justiça, veio considerar que a atividade de alojamento local não cai no conceito de “habitação”, dando assim acolhimento à tese do condomínio de que viola o título da PH. Por duas razões.

A primeira, porque confunde o que interessa para efeitos de tributação e o que releva para efeitos civis e administrativos. É verdade que para efeitos fiscais, há uma distinção entre o arrendamento e a prestação de serviços de alojamento e, por isso, é importante perceber a que título provêm as receitas pagas pelo utilizador do apartamento. No entanto, para aferir que tipo de uso é dado ao espaço em causa, tal distinção não tem qualquer impacto. Faz algum sentido dizer-se que por ser um turista (i.e. “pessoa que viaja por diversão ou recreio dentro ou fora do País”), deixa de ser habitação e passa a ser alojamento? 

Então se não for um turista em passeio e for uma estadia em trabalho ou uma visita a familiares ou amigos doentes? Já passa a ser habitação? Faz algum sentido que o vizinho que faça contratos de arrendamento de dois ou três dias (nos termos da lei, atualmente estes contratos nem sequer têm prazo mínimo) tenha tratamento diferente e privilegiado em relação ao vizinho que explora a sua casa como alojamento local? Não faz, a partir do momento em que a ocupação é para a mesma finalidade (dormir, descansar, comer…). Não interessa ao condomínio se o condómino está enquadrado na categoria B ou F.

A segunda razão prende-se com o facto de ter considerado que está intrincado no conceito de habitação o caráter de permanência e estabilidade, o qual não existe no alojamento local. Ora, se assim fosse, um proprietário que tenha um apartamento no Algarve em que apenas passa alguns dias do ano ou, até mesmo, que dá de arrendamento uma semana por ano no verão, estaria a violar o título da PH que destinasse a referida fração a habitação, o que não faz sentido. Mais, esse arrendamento não deixa de ser classificado para fins habitacionais só pelo facto de ter uma duração de três, sete ou quinze dias.

E o que dizer da proposta do PS? Creio ser de louvar a iniciativa de tentar estancar a discussão que gira à volta da relação entre os condomínios e as entidades exploradoras do alojamento local. No entanto, claramente que errou na solução. Ao invés de vir definir expressamente qual o uso/afetação exigível para cada uma das modalidades de estabelecimento, pondo dessa forma termo à discussão e dúvidas, junto dos condomínios, autarquias e entidades exploradoras, veio simplesmente propor a submissão da abertura de novos alojamentos locais em prédios habitacionais ao escrutínio dos vizinhos, independentemente do tipo de afetação previsto na PH para a fração em causa. Para além de levantar sérias dúvidas quanto à sua constitucionalidade – já que limita de forma genérica e desproporcional o direito fundamental à propriedade privada – e, bem assim, de criar novos conflitos ao não esclarecer, por exemplo, em que moldes deve ser tomada a deliberação, o legislador continua sem se preocupar em responder à questão essencial: qual a afetação do alojamento local?

Não deixa de ser curioso que a limitação à propriedade privada agora proposta pelos dois deputados socialistas não vai incidir sobre aqueles que têm maior capacidade financeira para adquirir um prédio por inteiro e afetá-lo ao alojamento local, mas sim aos que apenas têm um ou outro apartamento como forma de obter um rendimento adicional.

Associada Coordenadora do Departamento de Imobiliário da CCA ONTIER

IN "OBSERVADOR"
26/05/17

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1244.UNIÃO



EUROPEIA



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2- AQUÍFERAS



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VII-DESTINO EDUCAÇÃO

3- BRASIL



* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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XXV-VISITA GUIADA


Ao Cemitério dos Prazeres/1

(Estatuária)

LISBOA - PORTUGAL




* Viagem extraordinária pelos tesouros da História de Portugal superiormente apresentados por Paula Moura Pinheiro.
Mais uma notável produção da RTP
* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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1- AQUÍFERAS



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Leonard Bernstein

La Valse


Maurice Ravel

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ESTA SEMANA NO 
"EXPRESSO"
Vieira da Silva garante que não há
.trabalho não remunerado no Governo


O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social garante que não há trabalho não remunerado no Governo. As declarações de Vieira da Silva são uma reacção à notícia do Diário de Notícias que denuncia a existência de estagiários não pagos num departamento da presidência do conselho de ministros.

* E agora, quem tem razão??

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ESTA SEMANA NO 
"DINHEIRO VIVO"

Omniflow. 
A energia que sobrevive a nevões,
.furacões e desertos

Em 2017, a Omniflow foi a única portuguesa a integrar a lista das 100 startups europeias mais promissoras da plataforma Red Herring

Ainda 2017 não vai a meio e já o ano se adivinha de sucesso para a startup portuense Omniflow, que se lançou no mercado com um sistema híbrido de geração de energia solar e eólica, destinada a fins residenciais, comerciais, telecomunicações, sistemas de wi-fi e iluminação urbana. Depois de ter sido a única das quatro finalistas portuguesas a ser integrada no ranking Top 100 Europe 2017 Winners, a lista anual da plataforma de tecnologia Red Herring que distingue as 100 startups europeias mais promissoras, a Omniflow espera este ano um “crescimento significativo”, de um volume de vendas de 320 mil euros em 2016 para 1,5 milhões em 2017. 
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Com apenas 300 unidades das suas torres eólicas e solares vendidas nos últimos quatro anos, as encomendas não param agora de chegar e até ao final do ano venderão 450 novos equipamentos para geografias tão diferentes como Nova Iorque, Cascais, Dubai ou China.

Pela frente está também o desafio de preparar uma nova ronda de investimento no valor de seis milhões de euros, com investidores estrangeiros, que permitirá à startup atingir o crescimento tão desejado. “O objetivo principal é o aumento da capacidade comercial e resolver alguns assuntos cruciais, como reforçar a capacidade interna de engenheiros de software e eletrónica, valências que não possuímos a 100%”, disse ao Dinheiro Vivo Pedro Ruão, CEO da Omniflow. 

Sobre a recente distinção da Red Herring, o fundador garante que “foi o reconhecimento do nosso percurso, e principalmente da nossa visão de futuro, e é um bom indicador de que estamos no caminho certo e com este prémio temos a oportunidade de estar mais visíveis aos investidores internacionais”.
Depois de terem recebido várias distinções ao longo do seu percurso, tais como o EDP Richard Branson (2010), ANJE Jovem Empreendedor (2011), Altran Innovation Award (2013), Horizon2020 (2016) e Desafios Porto (2016), Pedro Ruão garante que é tempo agora de apostar em novas rondas de investimento e “pôr em prática o nosso plano de crescimento nos mercados estratégicos e o reforço das nossas competências internas”. 

Até agora a Omniflow já arrecadou cerca de 900 mil euros em financiamentos, primeiro por parte da Cotec Portugal e depois do Portugal Ventures, estando na calha também a segunda fase da candidatura ao programa Horizonte 2020, com um projeto que envolve nada menos de 1,2 milhões de euros. “O capital é o que nos dá as noites sem dormir”, confessa Pedro Ruão. 

Formado em Engenharia de Materiais, o fazedor trabalhava numa empresa de desenvolvimento de produtos nas áreas automóvel, náutica e robótica, quando viu o anúncio para o prémio EDP e ficou a “pensar naquilo”. Num fim de semana, a andar de bicicleta, Pedro reparou em torres eólicas convencionais e questionou-se sobre a possibilidade de existir um processo diferente para produzir energia renovável. 

E assim surgiu o primeiro conceito da Omniflow: um dispositivo para produzir e armazenar energia, utilizando uma asa omnidirecional invertida para direcionar o vento vindo de qualquer direção para uma turbina associada a painéis fotovoltaicos instalados na mesma estrutura vertical. 

“Nessa altura, o modelo de negócio era virado para a produção e autoconsumo de energia no mercado doméstico. Em 2015, decidimos evoluir o conceito porque percebemos que a nossa tecnologia podia ser utilizada no mercado mais interessante e abrangente do business to business. Os nossos clientes são agora cidades, grandes empresas, estados, países”, revela o fundador. 

Fundamental para a sobrevivência do negócio foi perceber que os sistemas urbanos – iluminação pública, sistemas de wi-fi, videovigilância, sensores de qualidade de ar, semáforos – vão passar a ser autónomas no futuro, ou seja, vão poder gerar a sua própria energia sem estarem ligados à rede pública de eletricidade. 

A grande aposta da Omniflow está agora na diversificação da oferta e no desenvolvimento de diferentes softwares que permitam adaptar a tecnologia de base a novos usos. “Nascemos virados para a energia mas agora podemos adaptar os equipamentos a diferentes funcionalidades só através do software”, explica o fundador. 

A rota de crescimento da startup incluiu a entrada de um novo sócio, António Correia, e o crescimento para uma equipa de dez pessoas nos departamentos técnico, logística e produção. Depois de uma estada no Centro de Novas Empresas de Tecnologia, em 2016 investiram em novas instalações industriais no Porto, com 1000 m2. 

Tecnologia dá cartas
Ao vivo e a cores é já possível ver as plataformas de energia da Omniflow no Dubai (onde as baterias de chumbo de cristal, com uma esperança de vida de 10 anos, sobrevivem às elevadas diferenças térmicas e aos ventos do deserto), na baixa de Manhattan (onde o equipamento situado a 8 metros do chão foi o único capaz de produzir e armazenar energia durante os intensos nevões do último inverno), em Long Island e noutros locais do estado de Nova Iorque, cujas principais infraestruturas energéticas foram destruídas na sequência do furacão Sandy. Para breve está também o fornecimento de 20 unidades para equipar uma marina também em Nova Iorque. 

Na Europa, a Omniflow trabalha com o grupo alemão Volkswagen, na iluminação de um parque de estacionamento de bicicletas na Alemanha, com a britânica Vodafone, com várias unidades já instaladas para uso de telecomunicações, e ainda com a Siemens, na área da mobilidade para o desenvolvimento conjunto de um sistema de semáforos autónomos, cujo projeto será apresentado em breve. 
Em território nacional, Cascais exibe já 19 unidades com capacidade para videovigilância e wi-fi, e o parque industrial onde se insere a Farfetch, a norte, com um espaço para 600 viaturas iluminado de forma autónoma e sem falhas desde outubro. E porque o céu é o limite, Pedro Ruão está de olho também na Índia e em projetos no âmbito das smart cities do futuro. 

*  Verdadeiros empreendedores, portugueses.

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EMPREENDEDOR




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EM MAIO NO
"NOTÍCIAS MAGAZINE"

5 boas razões para deixar
 o sexo fora de água

Verão à porta, é tentador trocar o sexo aconchegante em frente à lareira pela ideia de uma relação tórrida dentro de água. Mas nem tudo é um mar de rosas.

Facto: os rigores do inverno ficaram para trás. Facto: já se sente no ar que a combinação explosiva de pele à mostra com um calor de ananases influencia diretamente o aumento do desejo sexual.
Facto: este mesmo calor e esta mesma luxúria podem, por momentos, fazer supor que seria boa ideia levar o sexo para dentro de uma piscina, um jacuzzi, o mar, num cenário idílico de corpos molhados em fundo azul. E por isso lhe dizemos desde já que é melhor pensar duas vezes antes de mergulhar de cabeça no fetiche.

«Ainda que nos custe a convencermo-nos disso, a água é um péssimo lubrificante», adiantou ao El Mundo o ginecologista espanhol Cubillo Rodríguez. «Em vez de facilitar a penetração, só complica.»

Claro que nos sentimos mais sexy no verão, com uma disponibilidade diferente para tentar contextos ousados, confirma a psicóloga e sexóloga Ana Carvalheira. «Baixamos os níveis de controlo do nosso comportamento com estímulos novos, o que leva a que nos deixemos ir mais facilmente.» Contudo, diz, quebrar a rotina não significa correr riscos desnecessários.

Caso continue a sentir-se aventureiro depois do rol de motivos que lhe apresentamos a seguir, experimente trocar a fantasia da piscina por uma outra que envolva toalhas numa duna branca, à sombra de coqueiros (de preferência num local deserto e sem areia nos calções, ou acabará a braços com outro tipo de problemas). Se ainda assim insistir em meter água no cenário, tente o duche: tem na mesma a sua dose de romantismo, mas com menos riscos associados.

MANTENHA-SE À TONA

1. QUÍMICOS
Água do mar turva é um contentor de bactérias que se introduzem na vagina com o ato sexual, tanto quanto o são as piscinas sem as devidas quantidades de cloro (e quem somos nós para avaliar se os níveis de desinfetante estão, ou não, no ponto?). Também o cloro em excesso é propício ao aparecimento de fungos na zona genital durante o sexo, potenciados pela humidade e pelos fatos de banho sintéticos e apertados. Irritações, inflamações e vaginoses bacterianas são sempre uma potencial ameaça a evitar. 

2. INFEÇÕES
Ainda na sequência dos desinfetantes na água (ou da falta deles), uma pesquisa levada a cabo pela Universidade de Alberta, no Canadá, concluiu que uma piscina média costuma conter cerca de dez litros de urina de banhistas que não quiseram interromper a diversão para irem à casa de banho. Se as outras razões não chegam para o convencer… 

 3. LUBRIFICAÇÃO
A água elimina quase por completo a lubrificação natural do nosso organismo, pelo que aquilo que devia deslizar tende a parecer borracha, aumentando o risco de lesões. Para quê insistir quando há tanto por onde dar largas ao desejo? 

4. PRESERVATIVO
O improviso e querer curtir ao máximo o momento não servem como desculpas para não se usar preservativo – o que, convenhamos, é difícil, sobretudo se a água for fria e interferir com o desempenho masculino. Independentemente de o casal decidir ir em frente com o sexo na água ou em terra, é sempre melhor tratar desta parte cá fora. 

5. FRICÇÃO
A última chamada de atenção, mas não menos importante, prende-se com o facto de a lubrificação deficiente dentro de água acentuar a fricção durante o ato sexual, aumentando as probabilidades de o preservativo se romper, com todos os riscos daí decorrentes. No caso das piscinas coloca-se ainda a hipótese de alguém poder escorregar e magoar-se a sério, pelo que na dúvida calce uns chinelos (arrisca-se menos ao ridículo do que se lhe fugirem os pés em plena performance).

* E de escafandro com ranhuras nos sítios óbvios?

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ESTA SEMANA NA 
"SÁBADO"

O romance inédito que o filho de
.Humberto Delgado quer travar

Elsa, escrito até 1963, tem muito de autobiográfico. Um filho foi a tribunal para impedir a edição da obra, mas perdeu

"Há uma mulher na vida de Delgado" - quando um jornal brasileiro publicou uma notícia com este título, nos anos 60, não estava a referir-se à mulher do general, Iva, que ficou em Portugal; nem à sua secretária e companheira brasileira, Arajaryr Campos. Referia-se a "Elsa", a personagem principal que dá título ao romance autobiográfico que o adversário de Salazar desejava publicar. 
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Era suposto ser uma graça, dando a entender que se tratava de um caso amoroso, para depois no texto se explicar que essa mulher era a personagem do romance que o general estava a ultimar. Só que, sem saber, o jornalista não andou assim tão longe da verdade no título. "Hoje ressurgem novos sentidos por trás desse jogo jornalístico", admite à SÁBADO Frederico Delgado Rosa, autor de Humberto Delgado - Biografia do General Sem Medo e neto do biografado.

Nas páginas do romance, o general descreve a relação entre Armando, personagem que não podia ser mais parecida com o autor, e Elsa, a personagem principal, inspirada numa mulher 15 anos mais nova, por quem Humberto Delgado se apaixonou nos anos 40.

Frederico Delgado Rosa não quer para já revelar a identidade da rapariga. Mas não se chamava Elsa e também não era empregada doméstica (como a personagem) - pelo menos no tempo em que se relacionou mais directamente com o avô.

O neto do marechal (posto a que Delgado foi promovido após a morte) desvendou à SÁBADO que se tratava "de uma mulher interiormente emancipada, com um intelecto efervescente e um gosto acentuado pela literatura, pelo teatro e pelo cinema".

A família de Humberto Delgado chegou a conhecê-la, embora não soubesse da ligação entre ambos. A vida afectiva deste opositor do regime não foi propriamente linear. Na Biografia do General Sem Medo, o autor já se tinha referido à paixão do avô pela actriz Maria Spranger, que participou numa peça escrita por ele em 1940, sete anos depois de ter nascido o seu primeiro filho.

Mas Frederico Delgado Rosa recusa sequer usar termos como infidelidade. "Não considero adequado esse termo, que me parece associado a uma noção absoluta e moralista. A correspondência evidencia sentimentos, não me cabendo tecer especulações de outra ordem." As cartas trocadas entre o avô e essa mulher pertencem a um espólio particular.

Salazar e as torturas da PIDE
O regime do Estado Novo é descrito sem poupança de detalhes, a começar pelo líder, Salazar - "Não é dado outro nome ao ditador: ele surge com todas as letras, assim como a PIDE", garante Frederico Delgado Rosa. Também são referidas as torturas e mortes que ocorriam na sede da polícia política, e que o general acompanhou bem de perto enquanto esteve asilado na embaixada do Brasil, mesmo ao lado, pois ouvia os gemidos e gritos dos torturados.

As 185 páginas dactilografadas de Elsa foram entregues à família em 2005, por uma professora brasileira, Luísa Moura, depois de terem estado na posse de descendentes de Arajaryr Campos, a secretária que também foi assassinada pela PIDE em Espanha, a 13 de Fevereiro de 1965 (há 52 anos).

No ano passado, enquanto organizava uma exposição na Sociedade Portuguesa de Autores sobre a figura de Humberto Delgado (membro da SPA entre 1942 e a data da sua morte), José Jorge Letria teve acesso ao romance e alertou Manuel S. Fonseca, da editora Guerra e Paz, para a importância de editar aquele livro, disponibilizando-se mesmo a apoiar financeiramente a edição.

A editora avançou, em articulação com Iva Delgado, a filha do marechal que até aqui tinha tratado de editar as obras do pai: as Memórias de Humberto Delgado e as Crónicas Militares e Políticas da II Guerra Mundial.

Só que, pouco depois do primeiro anúncio relacionado com a edição de Elsa, em Setembro do ano passado, o filho homónimo de Humberto Delgado intentou uma providência cautelar no Tribunal da Propriedade Intelectual. Pediu para suspender de imediato a edição da obra, e anular todos os actos relacionados, enquanto não lhe fosse concedida a possibilidade de exercer os seus direitos, como herdeiro de Humberto Delgado.

Se a obra fosse mesmo editada, o filho pedia que fosse aplicada à Guerra e Paz uma sanção superior a 500 euros por dia, de acordo com a sentença, a que a SÁBADO teve acesso.

O filho invocou danos morais por "nunca ter sido consultado nem ter dado autorização para a publicação da obra" e chamou ainda a atenção para o facto de as 185 páginas dactilografadas não terem a assinatura do pai, pelo que caso se concluísse que a obra não era do pai isso representaria "uma violação à sua memória e bom-nome".

Mas o tribunal deu como provados os indícios de que "Elsa é um romance inédito da autoria do marechal Humberto Delgado". E indeferiu a providência cautelar, considerando que quaisquer proveitos recebidos por Iva Delgado devem ser partilhados entre os herdeiros (por acordo ou através de processo judicial).

Embora não esteja impedida de avançar, a editora Guerra e Paz suspendeu a publicação da obra, para tentar um acordo entre os dois filhos do marechal e ainda os descendentes da filha já falecida, Maria Humberta. Manuel S. Fonseca disse à SÁBADO que havia perspectivas de agendar uma reunião entre os vários herdeiros até ao fim desta semana, para garantir que todos se podem pronunciar sobre a publicação da obra e partilhar as receitas dos respectivos direitos de autor. O objectivo é impedir que um conflito familiar ensombre a importância do romance inédito.

Para o neto e biógrafo, isso também será sempre mais importante do que as partilhas entre os herdeiros: "Pessoalmente, entendo que Humberto Delgado pertence ao Povo Português, desde que os seus restos mortais estão no Panteão Nacional, para não dizer desde 1958." 

* Realmente Humberto Delgado pertence ao Povo Português, a sua vida devia ser contada nas escolas, incluindo as paixões.

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AUNKA BUJUTSU
A interpretação do corpo



FONTE: EURONEWS

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ESTA SEMANA NO
"A BOLA"

NBA
Governo turco acusa Enes Kanter de pertencer a grupo terrorista

O turco Enes Kanter, estrela dos Oklahoma City Thunder, está a ser perseguido pelo governo turco, que alega que o basquetebolista pertence a um grupo terrorista.
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Kanter, que na semana passada lhe viu ser retirado o passaporte turco após ser detido na Roménia, será apoiante do islâmico Fethullah Gulen, cabecilha do `Movimento Gulen`, e é acusado pelo governo liderado por Recep Erdogan de pertencer a um grupo terrorista.

Segundo a ordem do tribunal turco, o jogador utiliza a aplicação para troca de mensagens Bylock, a mesma utilizada pela organização que provocou o atentado em julho passado, no aeroporto de Istambul. 
* Não sabemos se o jogador Kanter apoia um grupo terrorista, temos a certeza de que Erdogan é um assassino.

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Carne de Vaca Estufada



De: Saborintenso
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HOJE NO 
"SOL"

“A Fábrica de Nada” vence prémio
 da crítica em Cannes

Filme de Pedro Pinho surge no rating da crítica como o segundo melhor de todas as secções do festival, apenas ultrapassado pelos novos episódios de "Twin Peaks", de David Lynch.

“A Fábrica de Nada”, de Pedro Pinho, venceu este sábado o prémio FIPRESCI, da Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica, em Cannes, onde teve a sua estreia internacional na passada quinta-feira, na secção paralela Quinzena dos Realizadores. Manoel de Oliveira tinha sido até aqui o único realizador português a receber esta distinção, em 1997, com “Viagem ao Princípio do Mundo”.
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Além deste prémio, “A Fábrica de Nada” surge no rating da crítica como o segundo melhor filme de todas as secções do festival, logo atrás dos dois episódios de “Twin Peaks” estreados em Cannes, no regresso da série de David Lynch.

É mais uma distinção para o cinema português que, pelo meio da polémica revisão ao decreto-lei que regulamenta a Lei do Cinema, adiada para o próximo ano, não tem parado de acumular prémios nos mais conceituados festivais internacionais. Polémica que a Terratreme, produtora do filme, não deixou passar em branco na nota enviada à imprensa a anunciar o prémio. “Numa fase em que tanto se discute o sistema de nomeação dos júris dos concursos de apoio ao cinema, este prémio é mais uma prova da qualidade do cinema português, livre dos interesses das operadoras e televisões”, afirma a produtora, sublinhando logo de seguida que “a Terratreme Filmes e seus realizadores estão contra o papel da SECA (Secção Especializada do Cinema e do Audiovisual) na atribuição de verbas públicas de apoio à produção, internacionalização, exibição, distribuição, escrita e festivais nas áreas do cinema e do audiovisual”.

À agência Lusa Pedro Pinho, realizador do filme a partir de uma ideia original de Jorge Silva Melo, considerou mais este reconhecimento como “absolutamente excepcional para um país tão pequeno e com tão pouca produção de filmes”.

“[É uma] notícia excelente para o cinema português e uma prova que este tipo de cinema — que neste momento está sob forte ameaça graças à Lei do Cinema, à composição da Secção Especializada do Cinema e do Audiovisual (SECA) e à questão da escolha dos júris da SECA — precisa de ser estimulado e apoiado”, afirmou ainda o realizador de “A Fábrica de Nada”, filme que a partir da peça homónima escrita por Judith Herzberg na década de 1990 reflete sobre a questão do trabalho e o lugar que ele terá no futuro na sociedade, num híbrido entre a ficção, o documentário e o musical.

A distinção no certame em que o cinema português esteve representado por mais três curtas-metragens — “Coelho Mau”, de Carlos Conceição, “Farpões, baldios", de Marta Mateus, e "Água mole", de Laura Gonçalves e Xá — veio depois de em fevereiro, em Berlim, Diogo Costa Amarante ter vencido o Urso de Ouro das curtas, com “Cidade Pequena”. Prémio que já na edição passada tinha sido atribuído a Leonor Teles, por “Balada de Um Batráquio”, ano em que, em Locarno, João Pedro Rodrigues havia de vencer o Leopardo de Prata de Melhor Realizador, com “O Ornitólogo”, e, em Veneza, Nuno Lopes venceria o prémio especial de Melhor Ator da secção Horizontes, na qual competia “São Jorge”, de Marco Martins.

O Júri FIPRESCI, presidido pela crítica Alissa Simon, da revista norte-americana “Variety”, atribui a cada edição do festival de Cannes três prémios: dois para os filmes integrados na Selecção Oficial, outro para a Competição e outro para a secção Un Certain Regard. A estes junta-se mais um prémio para um dos filmes apresentados na Semana da Crítica ou na Quinzena dos Realizadores. A 70.ª edição do Festival de Cannes termina este domingo.

* Arte portuguesa de qualidade superior, Pedro Pinho é o futuro, vai ser um grande cineasta.

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ENTORNARAM AS TINTAS















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Senso d'hoje
JOANA MORTÁGUA
DEPUTADA À A.R. 
BLOCO DE ESQUERDA 
"Uma sociedade que aposta
na educação, não pode
maltratar os seus professores"


Joana Mortágua apresenta o Projeto de Resolução n.º 870/XIII/2.ª do Bloco de Esquerda que prevê o reposicionamento na carreira dos docentes que ingressaram nos quadros - regulamentação do estatuto da carreira docente.| 2017-05-17


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ESCOLHAS DE DOMINGO

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COMPRE JORNAIS 

E REVISTAS









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PORQUE SOMOS

UMA GRAÇA



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BOM DOMINGO


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50-CINEMA
FORA "D'ORAS"

VI-SONHOS ROUBADOS



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