domingo, 7 de maio de 2017

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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XI-PEDRAS QUE FALAM
2- DINAMICA DA PRAIA
DO PORTO SANTO

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A RTP Madeira produziu um excelente documentário, numa série de 12 programas, sobra a temática dos recursos naturais com incidência nos recursos geológicos, a que denominou "Pedras que falam", de autoria do Engº Geólogo João Baptista Pereira Silva.

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XV -ERA UMA VEZ

O ESPAÇO


2- OS ANEIS DE SATURNO

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores. .

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Natasha Hurleyspan


Como os Radiotelescópios

Revelam Galáxias Desconhecidas


Nosso universo é estranho, maravilhoso e vasto, diz a astrônoma Natasha Hurley-Walker. Uma nave espacial não pode levá-lo em suas profundidades (ainda), mas um radiotelescópio pode. 
Nesta palestra hipnotizante e cheia de imagens, Hurley-Walker mostra como ela investiga os mistérios do universo usando tecnologia especial que revela espectros de luz que não podemos ver.
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BRUNO FARIA LOPES

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A Caixa é pública, 
mas não é um centro de saúde

Por entre o espectáculo político montado à volta do fecho de balcões da Caixa Geral de Depósitos parece haver uma espécie de "consenso" da esquerda à direita - um consenso, bizarro, sobre o que significa ter um banco público.

Corre assim o raciocínio: um balcão da Caixa é um "serviço público de banca" e, se não o prestar, a Caixa está a falhar a missão de banco público. Ninguém expôs esta tese melhor do que João Almeida, deputado do CDS: "Não faria sentido existir um banco público" se esta responsabilidade de serviço público não fosse cumprida.

O primeiro problema desta argumentação é que não há qualquer evidência de que esta "responsabilidade", que ninguém detalha, esteja a ser desrespeitada. A banca não é um serviço público típico. Se fechar o tribunal, a repartição de Finanças ou o centro de saúde, não há opção. Em vários concelhos, se fechar o balcão da Caixa há alternativas nos privados. Dos 308 concelhos são 47 os que têm três ou menos agências bancárias, segundo dados da Associação Portuguesa de Bancos, citados pelo Observador. Não há concelhos sem banca - e até é provável que a Caixa acabe por ficar em quase todos os concelhos.

Mas a argumentação, repetida por todos, é abstrusa por outra razão: porque faz depender a bondade de um banco público da sua "proximidade das populações". Ora, não é esta a principal razão para engolirmos a injecção líquida (já incluindo os dividendos pagos ao Estado) de quase sete mil milhões de euros na Caixa desde 2000. A razão é a nacionalidade. A Caixa deve ser pública porque essa é a única forma de permanecer em mãos nacionais - de ser uma réstia de capacidade de decisão de um país financeiramente frágil, com um sistema financeiro vendido a espanhóis, chineses, angolanos e norte-americanos. Esta autonomia interessa nos momentos difíceis: bancos cuja decisão de crédito está no estrangeiro reduzem a exposição em recessões, ampliando as dificuldades para a economia.

Se aceitarmos que esta é a validade da Caixa pública, se percebermos que com 3.900 milhões de euros de prejuízos acumulados o banco não está numa situação ideal e se admitirmos que o contexto europeu (e, já agora, a decência perante os contribuintes-accionistas) exige contrapartidas de reestruturação, constatamos a racionalidade de cortar custos e fechar balcões que não rendam. Isto é, de resto, o que a administração anterior da Caixa começou a fazer: o silêncio com que os fechos dos últimos anos foram acolhidos (só nos últimos dois a Caixa fechou 69 balcões) sugere que o actual foguetório político cheira mais a ambiente pré-autárquicas do que a qualquer concepção mal orientada sobre o que é e para que serve o banco público. 

P.S.: O Banco de Portugal e o Governo ameaçam os obrigacionistas do Novo Banco com uma nova resolução caso não aceitem a troca de obrigações que tem de gerar 500 milhões em capital para o banco. Para já parece arma negocial contra a intransigência dos investidores - é de assumir que, além do pau, os negociadores portugueses estejam a mostrar alguma cenoura aos maiores, como a Pimco, fulcrais para o sucesso da operação. Mas sobram perguntas sobre a eficácia do "pau": estaria o Banco de Portugal (e o Governo) na disposição de protagonizar a primeira resolução europeia de um banco de transição por um valor inferior a 500 milhões? Seria essa resolução limpinha do ponto de vista jurídico? Não foi ponderado o dano de tudo isto para a imagem da banca portuguesa?

*Jornalista da revista Sábado

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
04/05/17

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1223.UNIÃO



EUROPEIA


TRAUMATISMO CRANIANO

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VI-DESTINO EDUCAÇÃO

5- CANADÁ

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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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XXIII-VISITA GUIADA


Aos Jardins

do Palácio Fronteira/2

ÉVORA - PORTUGAL

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* Viagem extraordinária pelos tesouros da História de Portugal superiormente apresentados por Paula Moura Pinheiro.
Mais uma notável produção da RTP
* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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ESTA SEMANA NO 
"DINHEIRO VIVO"

Mais de metade das PME vivem
 em “extrema fragilidade”

A maioria das empresas portuguesas estão descapitalizadas e não têm autonomia financeira, revela estudo consultora do ex-ministro Augusto Mateus.

O tecido empresarial português vive em situação de “extrema fragilidade, particularmente visível nas pequenas e médias empresas [PME]”, está descapitalizado e é dos mais endividados e com menos autonomia financeira da Europa. 
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Estas são algumas das principais conclusões de um estudo sobre a “Estrutura de Financiamento das Empresas em Portugal”, da autoria da consultora do ex-ministro da Economia Augusto Mateus, e que será apresentado na próxima semana no Porto, na conferência do Millennium bcp, dia 9 de maio, na AEP.

De acordo com o documento, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, mais de metade (52%) das PME registavam, em 2014, um EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) negativo ou inferior aos juros suportados. A percentagem negativa deste importante indicador de gestão é ainda maior se se considerar as microempresas (54,5%). “Este cenário de inviabilidade latente repete-se em 32,3% das pequenas empresas e 22,6% das médias empresas”, refere o estudo. Nas grandes empresas, a percentagem é inferior, mas ainda assim atinge os 18,3%. 

Depois de fazerem uma análise comparativa com outros países europeus, os autores do documento concluíram que as empresas portuguesas são as que se encontram “mais carenciadas” de fundos próprios e possuem níveis de endividamento “mais elevados”. 

Em 2014, as empresas nacionais apresentavam uma estrutura financeira em capitais próprios inferior à média dos restantes países (34,9% vs. 41,9%). Em relação a autonomia financeira, o peso dos capitais próprios no balanço era de 29,9% – a percentagem mais baixa entre sete países europeus analisados: Itália (30,9%), França (31,6%), Alemanha (33,6%), Espanha (43,9%), Bélgica (47,3%), Polónia (50,6%) e Holanda (55,5%). Campeãs do crédito Outra das conclusões do estudo é que as empresas portuguesas “são também as campeãs no recurso ao financiamento junto de instituições de crédito”. Apesar de se ter verificado uma descida de quatro pontos percentuais em relação a 2010, a percentagem era, ainda assim, de 17,4% em Portugal, em 2014, enquanto a média dos países europeus era de 12,2%. As empresas lusas são ainda, de longe, as que mais se financiam através de títulos de dívida pública (4,4%). Em Espanha e na Alemanha, a percentagem é de, respetivamente, 0,7% e 2,4%. 

“Significa isto que, mesmo depois dos ajustamentos forçados concretizados até 2014, a estrutura de financiamento da economia real portuguesa ainda apresenta um amplo leque de desequilíbrios, exigindo uma atenção muito particular à concretização de processos sustentados de recapitalização que, a não se concretizarem, ameaçarão não só a rendibilidade empresarial como a sustentabilidade de uma parte relevante do tecido empresarial”, lê-se no documento. 

O estudo concluiu ainda que “o desempenho económico das empresas em Portugal sofreu um significativo abalo com as crises económicas dos últimos anos”. Muitas das empresas acabaram por não resistir. Atendendo à dimensão empresarial, “torna-se claro que as microempresas foram as mais fustigadas pela crise e, consequentemente, as que viram o seu desempenho económico-financeiro deteriorar-se com maior expressão”. “Esta conclusão afigura-se tão expectável quanto preocupante dado tratar-se da tipologia de empresas com mais parcos recursos e que exibem uma menor maturidade, sendo também as mais representativas do tecido empresarial”, referem os autores do estudo, salientando que “ao contrário das micro e grandes empresas, as empresas de pequena e média dimensão demonstraram uma boa capacidade de resposta à conjuntura económica provocada pela crise financeira”. 

Um desempenho “excecional” que se deveu sobretudo à “viragem definitiva para os mercados internacionais, evidenciada por um valor médio de intensidade exportadora muito superior em 2014 face ao ano de 2010”. 

* Desde sempre afirmamos que a maioria dos pequenos e médios empresários são pasto dos tubarões ligados à banca e à igreja católica.
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EM ABRIL NA 
"PC GUIA"

Microsoft lança 
um novo computador portátil

A Microsoft anunciou hoje o Microsoft Surface Laptop, um computador portátil que inclui o Windows 10 S de série.

O Surface Laptop está disponível em 4 cores: vermelho, cinza, dourado e prateado. O ecrã é de 13,3 polegadas e inclui 3,4 milhões de pixéis. Segundo a Microsoft é o ecrã sensível ao toque mais fino da actualidade. O Surface Laptop pesa 1,25 Kg.

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Os processadores são Intel Core i5 e i7 de sétima geração. A Microsoft promete que o Surface Laptop disponibiliza 14,5 horas de vida de bateria e que a quantidade de carga na bateria quando se desliga é o mesmo quando se liga. Mesmo que o dispositivo esteja desligado vários dias.

O teclado está rodeado de tecido italiano, da cor do computador, que é cortado a laser, unidade a unidade, para ficar alinhado com as teclas.

O novo computador portátil Surface Laptop vai estar disponível a partir desta semana em pré-venda em Portugal e chega às lojas a 15 de Junho. As cores são platina, grafite, bordô e azul. Em Portugal e à data de lançamento, estará disponível apenas em platina.

O preço para Portugal começa nos 1169€ (IVA incluído).

* A evolução do consumismo...

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8 COISAS QUE DEVE 
APAGAR DO FACEBOOK

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FONTE: "O JORNAL ECONÓMICO"

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ESTA SEMANA NA    
"SÁBADO"

Femen protestam contra Marine Le Pen 
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Activistas do grupo feminista manifestaram-se em Hénin-Beaumont, onde a candidata da Frente Nacional vota. Mostraram um cartaz onde se lê: "Marine no poder, Marianne [símbolo da República Francesa] em desespero" 
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* Le Pen na presidência seria o fim da U.E..

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 HOJE NO
  "A BOLA"
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Sporting
«Tudo tem de mudar na próxima época»
 - Bruno de Carvalho
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Bruno de Carvalho não teve a festa que esperava neste jogo matinal em que o Sporting recebeu o Belenenses. O presidente lamentou uma derrota «cheia de erros».
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«Esperava ter tanta gente, as pessoas estão muito crentes num projeto, não tanto nos atletas ou treinadores. Chegámos ao final do jogo e não posso dizer que eles estejam satisfeitos e que o Sporting foi a única equipa que quis vencer. Os sportinguistas têm sido fantásticos numa época péssima para os nossos objetivos e tenho pena que num dia em que disseram presente tenham visto um resultado destes, que não corresponde em nada aquilo que queremos», disse em declarações à Sporting TV.

O presidente do Sporting quer mais:
«Não posso ir ao Cazaquistão ver uma derrota daquelas na final four [futsal] e hoje ver uma derrota destas cheia de erros num dia de festa. Enquanto presidente e máximo representante, para mim chega e tudo tem de mudar na próxima época.»

* Mais uma frase pindérica reflexo duma época pindérica. Na sexta-feira passada proferiu esta baboseira; «Na próxima época vamos estar de volta com alma e cultura de leão».  


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A nova ganga "verde" marroquina

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FONTE: EURONEWS

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 HOJE NO
"SOL"

Gestor admite ter servido de peão 
entre Salgado e Sócrates

Ex-vice-presidente do BESI e da ESCOM assume que fazia contratos ‘fictícios’ para justificar pagamentos de Ricardo Salgado a José Sócrates. E desfaz a ‘tese’ apresentada por Carlos Santos Silva para explicar o seu enriquecimento.

Pedro Ferreira Neto, antigo vice-presidente do BESI e administrador da ESCOM, admitiu ter sido usado como ‘peão’ nos negócios que levaram a PT à ruína.
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No segundo interrogatório a que foi submetido pelo MP, Neto disse que Ricardo Salgado passou dinheiro ao então primeiro-ministro José Sócrates, no sentido em que este usasse a sua influência para travar a OPA da Sonae sobre a PT e apoiasse a compra da Oi.

Esta transferência de dinheiro era feita através de uma offshore – a Pinsong – onde Neto figurava como diretor mas que na realidade era controlada pela ES Enterprises, o saco azul do BES.

Neste interrogatório, Neto também desmentiu Carlos Santos Silva, dizendo que os milhões que foram transferidos para a sua conta nada têm que ver com a venda de umas salinas em Angola, como este afirmou (justificando com isso a sua grande fortuna).

* Pouco a pouco a "seriedade" desta gente começa a vir à tona.

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Bôla de Bacalhau e Azeitonas


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De: Saborintenso
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 HOJE NO 
"EXPRESSO"

Mulheres sozinhas 
já engravidam em Portugal

No Serviço Nacional de Saúde, as primeiras candidatas à Procriação Medicamente Assistida, sem companheiro, ainda esperam por consultas, mas já há solteiras grávidas no privado

“Eu falo com os babes, aviso-os de que vou tomar banho, de que vou dançar. Eles já fazem parte da minha vida”. É assim, entusiasmada e sem auto defesas para o caso de algo ainda poder correr mal, que Aida Eugénio fala dos gémeos de 14 semanas que aconchega carinhosamente na pequena barriga. Magra, alta, são os seios de grávida que mais chamam a atenção. Aos 40 anos, será provavelmente a primeira mulher sem companheiro em Portugal a gerar crianças ao abrigo da legislação que permite, desde janeiro, a mulheres sozinhas engravidarem com recurso à Procriação Medicamente Assistida.
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Os dados do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) ainda são muito preliminares mas já permitem perceber que havia mulheres à espera da publicação da legislação para iniciarem os tratamentos. O alargamento dos beneficiários arrancou, na prática, no início deste ano e, em cerca de quatro meses, 16 tratamentos foram comunicados ao organismo a quem cabe pronunciar-se sobre as questões éticas, sociais e legais da PMA.

Nem todos os procedimentos resultarão em gestações viáveis e nem todas as mulheres serão mães à primeira tentativa, mas os números provam que não quiseram perder tempo. Contactado pelo Expresso, o CNPMA alerta que os dados “têm de ser analisados com muita reserva, pois com toda a certeza não representam a totalidade dos ciclos realizados”. Ou seja, há mais mulheres sozinhas a submeter-se a tratamentos reprodutivos em Portugal. A razão para a ausência de números é que o prazo máximo para o registo dos procedimentos efetuados este ano acaba a 31 de março de 2018. Até lá, será impossível perceber qual o real aumento da procura.

Dos 16 tratamentos reprodutivos comunicados, sete foram inseminações artificiais, realizadas em mulheres solteiras, mas dos nove procedimentos mais complexos (fertilizações in vitro e injeções intracitoplasmáticas), apenas um foi feito a uma mulher divorciada, sendo as restantes oito, solteiras. Aida Eugénio está a ser acompanhada na IVI, clínica privada com sede em Espanha, onde iniciara o tratamento em 2015, quando ainda não era possível às mulheres sozinhas tentarem engravidar em Portugal. E, apenas neste centro em Lisboa, 40 mulheres sem parceiro masculino estão a ser tratadas, sendo que, mensalmente, desde a aprovação da legislação na Assembleia da República em junho do ano passado, há cerca de 30 mulheres que querem realizar as primeiras consultas.

Outro dos grandes centros privados de reprodução do país, a AVA, de origem finlandesa, disse ao Expresso ter também “dezenas de mulheres em tratamentos reprodutivos”. No SNS, o ritmo é mais lento. No Centro Hospitalar de Lisboa Central, onde está integrada a Maternidade Alfredo da Costa, 20 mulheres sem parceiro inscreveram-se para a Consulta de Apoio à Fertilidade. As primeiras consultas terão lugar este mês. No Hospital de Santa Maria, com uma lista de espera de cerca de dez meses, as candidatas ainda não foram às primeiras consultas, segundo Carlos Calhaz Jorge, diretor do Centro de Procriação Medicamente Assistida do Centro Hospitalar Lisboa Norte – Hospital de Santa Maria.

Devagar, devagarinho 
Acostumada a uma vida preenchida por uma carreira intensa na área financeira e por muita diversão, entre viagens e idas a discotecas, Aida Eugénio acordou um dia, depois da morte repentina do pai, e percebeu que queria mais. Muito mais. Divorciou-se do homem que namorara cinco anos, com quem vivera joutro ano e com quem estivera casada por meia década. Percebeu que chegara a hora de ser mãe. Sozinha. Tinha 37 anos. “Era um projeto individual”, conta.

Sem companheiro do sexo masculino, mas nunca solitária. Aida assumiu a maternidade acompanhada pela família: a mãe, as duas irmãs e a sobrinha de 16 anos. Tomada a decisão, pesquisou tudo o que encontrou na internet, começou a fazer psicoterapia para preparar a parte emocional e escolheu onde seria tratada. “Quis o melhor, poderia ter ido a Londres ou à Noruega, mas optei por Madrid”, afirma. E, em maio do ano passado submeteu-se a uma inseminação artificial.

“Não é fácil, cheguei a picar-me cinco vezes num mesmo dia, mas nunca pensei desistir”, partilha, sempre bem disposta. Passados 12 dias da inseminação, estava no trabalho, quando recebeu uma chamada de Madrid. Não atendeu, não teve coragem. “Não estava preparada para ouvir a notícia”, desabafa Eugénia, que acabou por ver num email que aquela gravidez não iria evoluir.

Falhada a primeira tentativa, Aida voltou à carga. “Qualquer pessoa que começa um processo destes pensa que terá sucesso à primeira”, desabafa. O verão de 2016 foi de forte depressão até que a coube à sobrinha dar-lhe a boa nova: “Tia, já não precisas ir a Madrid, foi aprovada a lei que permite às mulheres sozinhas engravidar em Portugal!” O processo foi transferido para Lisboa e em setembro recomeçou a tentar.

A primeira medida foi colocar as emoções em ordem, através de um intenso trabalho de psicoterapia. E, mal completara 40 anos, decidiu, com a equipa médica, que a melhor opção passaria por realizar uma “acumulação de ovócitos”, ou seja, antes de avançar com nova técnica de implantação, promover uma selecção dos melhores gâmetas por ela produzidos.

Durante o processo e reconhecendo que seria ajudada por alguém que lhe daria os espermatozóides, autorizou que os embriões que não viesse a utilizar poderiam ser doados. E como em Espanha tinha feito um teste de compatibilidade genética, para despeitar qualquer eventual doença, recorreu ao dador de Espanha e os gâmetas masculinos para os seus bebés vieram de avião. A 16 de janeiro, tudo estava pronto e Aida submeteu-se a uma fertilização in vitro. Dois embriões foram implantados no seu útero e ainda lá estão.

É difícil limitar o perfil das mulheres sozinhas que vão aos centros reprodutivos em Portugal, mas terão mais de 36 anos, carreiras profissionais consolidadas e a quem o relógio biológico desperta a urgência de uma maternidade. Catarina Godinho, ginecologista da IVI, tem acompanhado várias destas mulheres, que chegam ao centro acompanhadas pelos pais, mães, a melhor amiga ou até sozinhas e, conta, até já surgiram virgens, que nunca encontraram o parceiro ideal, mas não abrem mão do sonho da maternidade.

Assim que chegam ao centro, têm de passar por uma bateria de exames de avaliação geral, colocar sobre a mesa da equipa médica os antecedentes pessoais, desenhar o perfil hormonal e, no caso da clínica de origem espanhola, dependendo da idade da candidata, passar por um exame de permeabilidade das trompas. Os custos rondam os 1500 euros para as mulheres que recorrem às fertilizações in vitro e cinco mil euros para os procedimentos mais complexos.

Informadas, conhecem a legislação e, quando não sabem, descobreme que não poderão escolher as características do dador de esperma. A norma é respeitar os traços da mulher que se submete aos tratamentos. Aida é alta, magra e diz ter sido loira até à juventude. Assim, os seus gémeos poderão ter cabelo claro e nascer com olhos “castanho mel verdosos”.

Quando não se tem parceiro, a pressão emocional pode aumentar e as mulheres sozinhas têm de estar preparadas para lidar com as taxas de sucesso destes procedimentos. A IVI diz que nas inseminações artificiais intrauterinas a eficácia é “um pouco superior a 20%”, nas fertilizações in vitro (FIV), ronda 45%, se incluídas todas as faixas etárias, e nas FIV com doação de ovócitos, 65%.

Aida não está preparada para falar em falhanços. Focada no sucesso, trocou as discotecas por bares tranquilos e acabou, para já, com as viagens. Contou no trabalho, vai se acostumando a um corpo mais arredondado e conversando com os “babes”. E grava tudo o que lhe acontece para contar às crianças.

* Mais um murro no estômago da mediocridade machista.


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 ASSIM SÃO  
AS NUVENS


























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Senso d'hoje
ROSÁRIO
CARMONA E COSTA
PSICÓLOGA CLÍNICA
AUTORA DO "i AGORA?"
"(As novas tecnologias)
retiram tempo de relação"

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FONTE: CANAL "Q" - Programa "INFERNO", entrevista conduzida por AURÉLIO GOMES

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ESCOLHAS DE DOMINGO

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COMPRE JORNAIS 

E REVISTAS










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PORQUE SOMOS

UMA GRAÇA



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BOM DOMINGO


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48-CINEMA
FORA "D'ORAS"

VIII-400 CONTRA 1

Uma história do crime organizado

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