29/04/2020

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

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XXXIII-OS RIOS E A VIDA
1.2- RIO TEJO
A VIDA EM 1985



FONTE:  Tomar na Rede

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HOJE NO 
"RECORD"
Não se joga mais nas modalidades de pavilhão em Portugal e não há campeões

Basquetebol, andebol, voleibol e hóquei em patins vão dar por encerradas as respectivas épocas no que às provas seniores diz respeito

A temporada 2019/20 das principais modalidades de pavilhão em Portugal não terá qualquer campeão. Basquetebol, andebol, voleibol e hóquei em patins vão – nas próximas horas - dar por encerradas as respectivas épocas no que às provas seniores diz respeito (as competições jovens foram rapidamente anuladas logo a pandemia do coronavírus fez com que Portugal adotasse medidas de confinamento), seguindo o caminho que, bem antes, a Federação Portuguesa de Futebol adotou para o futsal, outro desporto de pavilhão com enorme implantação no nosso país.
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Desde há muito que as federações tinham percebido que, mesmo existindo retoma, seria bastante complicado (em certos casos impossível) disputar tudo o que estava previsto. E essa constatação não se baseava apenas nas dúvidas face à questão sanitária. Em causa estava também o tempo necessário para regressar ao ativo e, claro, a impossibilidade evidente de várias equipas poderem apresentar-se em condições minimamente condignas. A saída do país da grande maioria dos atletas estrangeiros e os problemas financeiros e logísticos que subitamente se abateram sobre muitos emblemas – com autarquias e patrocinadores a adiarem ou a anular comparticipações previstas - tornaria qualquer hipótese de retoma improvável.

A medida agora conhecida vai, pois, no sentido do que defendiam a maioria dos clubes participantes nas competições em causa. Posição contrária, desde o primeiro momento, tinham os grandes. Benfica, Sporting e FC Porto (os dragões com a exceção do andebol, por considerarem que terminada a primeira fase da prova faria sentido validar a competição e atribuir o título) desejavam poder levar até ao fim os campeonatos, mesmo procurando soluções de disputa diferentes (sem todas as equipas envolvidas) mas onde a possibilidade de atribuição dos títulos fosse real.

Agora, com o cair do pano sobre a temporada 2019/20, começa a ser momento de pensar na época seguinte. Porém, mais uma vez, existem poucas certezas e inúmeras dúvidas. Ainda assim, há mais tempo para planear tudo, nomeadamente planos alternativos, pois não é de excluir, neste momento, que as provas não funcionem dentro dos parâmetros (e dos períodos) tradicionais.

* É a decisão mais lógica.

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HUNKEMÖLLER
LINGERIE FASHION 
FULL SHOW
2020



FONTE:  Hunkemöller International  

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
"A maior descoberta sobre o sistema imunitário foi que eram os micróbios, e não Deus, que causavam doenças"

O sistema imunitário é a maior arma do ser humano para lutar contra a doença, curar-se naturalmente e em alguns casos autodestruir-se. Daniel M. Davis, investigador, imunologista e professor da Universidade de Manchester, no Reino Unido, desvenda-o no livro acabado de lançar em Portugal pela Porto Editora - O Incrivel Sistema Imunitário. Nunca precisámos tanto deles como agora - do sistema imunitário e deste livro. O DN conversou com o autor.

O título original do seu livro é The Beautiful Cure [que em inglês é fantástico, mas em português não funciona e por isso a Porto Editora chamou-lhe O Incrível Sistema Imunitário]. Porquê este título para um livro sobre o sistema imunitário?
Porque o sistema imunitário é extraordinariamente belo. É provavelmente a parte do corpo humano que percebemos melhor e todos os pormenores que conhecemos sobre o seu funcionamento nos dão a ver a sua beleza profunda. Só para dar um exemplo, o sistema imunitário tem de combater micróbios que nunca existiram antes no universo e a maneira como o faz é fabulosa. Há uma série de células diferentes, genes, proteínas envolvidas neste processo para nos ajudar a eliminar os germes e há duas coisas que tiramos disto: uma é a profunda maravilha que cada um dos nossos corpos é realmente e a outra é a importância médica desse conhecimento, que permite criar novos tipos de medicamentos.
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É também na possibilidade de "manipular" o sistema imunitário no sentido de ele próprio se transformar em medicamento para combater doenças como o cancro, infeções várias ou doenças autoimunes que reside a beleza?
Sim. Há duas maneiras de pensar nisso: o sistema imunitário é o que nos cura de diferentes doenças e isso é bonito e segundo, também é verdade que podemos aumentar o poder do sistema imunitário, criando novos medicamentos que funcionam reforçando a resposta imunitária para combater alguns cancros, ou suprimindo-a, para prevenir uma resposta excessiva como a que acontece na autoimunidade. Portanto, podemos manipular o poder do nosso sistema imunitário de forma que nos ajude a combater vários tipos de doenças e foi também isso que me levou a pensar nele como a cura bonita [the beautiful cure].

Temos agora um novo vírus a desafiar-nos - a SARS-CoV-2. O que já sabemos sobre a relação que se estabelece entre este e o sistema imunitário quando entram em contacto?
É um vírus completamente novo, existe há apenas quatro meses, por isso, para ser honesto, ainda há muitas questões por compreender sobre o que acontece realmente. Sabemos que pessoas diferentes têm respostas diferentes ao vírus e há algumas indicações de que os diferentes sintomas dependem de como cada sistema imunitário responde. Sabemos que, em alguns casos, alguns dos sintomas mais severos estão correlacionados com uma resposta excessiva dos macrófagos, células imunitárias, nos pulmões, e uma das possibilidades de tratamento em estudo é a de baixar a resposta imunitária nestes casos. Mas ainda há muitas questões por responder sobre a resposta imunitária a este vírus: se as pessoas podem ser reinfetadas, por quanto tempo estão protegidas depois de recuperarem, a própria possibilidade de uma vacina depende da capacidade de provocar uma resposta imunitária através de meios artificiais. Há muitas perguntas por responder e há muitos estudos a sair todos os dias e portanto é como um filme em fast forward. Qualquer coisa que possa dizer-lhe hoje, amanhã pode ser diferente.

Uma das abordagens terapêuticas que parece estar a ter bons resultados na covid-19 é a utilização de plasma de pacientes infetados. Como funciona?
A ideia é que os anticorpos presentes no plasma infetado possam neutralizar o vírus, mas não tenho a certeza de que já esteja a ser utilizada. Penso que é uma possibilidade que está a ser estudada, mas não tenho a certeza de que já esteja provado que funciona. Há muitas ideias a serem experimentadas. Penso que estarão a ser realizados cerca de 600 ensaios clínicos em todo o mundo e quando uma coisa destas acontece, quando há um novo vírus, não há uma ideia clara de que vacina ou tratamento funciona. Temos conhecimento suficiente para tentar várias hipóteses e no fim algumas delas terão resultado, mas por enquanto é difícil de prever quais é que terão sucesso. O que estamos a fazer neste momento é uma série de apostas, algumas delas serão vencedoras e outras não.

Qual é a sua aposta? Em que linha de investigação está a trabalhar?
Eu estou a dar apoio à investigação. No nosso instituto, na universidade de Manchester, estamos a pesquisar o que acontece no sangue dos pacientes hospitalizados com infeção por covid-19. Estamos a analisar que tipo células imunitárias estão presentes no sangue, como são ativadas, o que está a acontecer e a correlacionar com os sintomas que têm e com a forma como respondem aos vários tratamentos e espero que tenhamos alguns resultados em breve. O que acontece no sangue pode indicar que tipo de tratamento é mais adequado a cada paciente. Isto está a acontecer em todo o mundo, em cada país, não apenas no nosso instituto. Há um esforço internacional que eventualmente levará a perceber com maior clareza o que acontece no sistema imunitário destes pacientes e se há indicações úteis no sangue que nos possam ajudar a perceber que tipo de tratamento pode ser melhor ou pior para cada um.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou recentemente para a possibilidade de a presença de anticorpos não significar imunidade. É um revés na esperança colocada nos testes de imunidade e na imunidade de grupo para um regresso gradual à normalidade?
Quando as pessoas estão infetadas com covid-19, é provável que criem anticorpos e produzam algum nível de imunidade que torna menos provável que venham a ser reinfetadas, mas não sabemos com certeza se é assim e, mais importante, não sabemos quanto tempo dura essa proteção. Vamos saber, com o tempo, à medida que mais pessoas sejam infetadas e mais estudos sejam feitos, mas neste momento não sabemos. A experiência e o conhecimento que temos, com as vacinas que existem, dizem-nos que algumas têm que ser tomadas todos os anos, outras basta uma toma à nascença para garantirem imunidade a vida toda, portanto sabemos que a resposta imunitária a diferentes tipos de micróbios varia muito. Sobre este vírus em particular, sabemos ainda muito pouco. E esta é uma das áreas da imunologia em que ainda há muito por saber. Ainda não é claro exatamente quanto tempo dura a parte adaptativa (a memória) do sistema imunitário e como é criada, sabemos os princípios gerais, que o sistema imunitário mantém estas células no organismo durante muito tempo para que se possam multiplicar depressa se o germe voltar, mas não sabemos exatamente o que leva a uma resposta mais forte ou mais fraca, dependendo dos diferentes vírus.

No fim do seu livro faz um apelo para uma maior cooperação no trabalho científico, nomeadamente na indústria farmacêutica, que não deveria focar-se tanto no retorno financeiro, mas sim na saúde e bem-estar coletivos. Acha que esta pandemia veio tornar essa questão ainda mais clara?
A pandemia é uma grande tragédia, mas é verdade que algumas coisas sairão desta situação que poderão ser boas para a sociedade e uma delas é essa. Parece que aos poucos o mundo está a unir-se e torna-se claro que esta é uma situação em que as estruturas económicas normais que temos não são apropriadas. Parece que temos que encontrar soluções conjuntas - mesmo que encontremos uma vacina temos que a produzir em quantidades massivas e distribui-la em todo o mundo, não se trata apenas de ganhar dinheiro para uma empresa em particular. As coisas estão a mudar e a longo prazo isso pode ter resultados positivos para a sociedade.

Se o desenvolvimento da vacina para a SARS-CoV-1 [que provocou um surto epidémico entre 2002 e 2003 em alguns países asiáticos] não tivesse sido interrompida por falta de interesse financeiro, poderíamos ter já uma vacina para a covid-19?
Não sei. É muito difícil dizer. Olhando de fora e retrospetivamente é muito fácil dizer que os fundos podiam ter sido gastos desta ou daquela forma. Há tantos tipos de investigação científica importantes e tão difícil de prever se vão ser mais ou menos relevantes. Por exemplo, há muitos tipos de descobertas científicas que não pareciam muito importantes há seis meses e agora tornaram-se fundamentais. Neste momento, uma das preocupações das pessoas é se é seguro receber uma encomenda por correio e quanto tempo pode o vírus estar ativo numa embalagem de cartão. Esse tipo de investigação não seria considerado vital há seis meses. Há novos ramos de investigação a sair desta pandemia. As coisas estão a mudar todos os dias, por isso não sei se é justo dizermos que devíamos ter investido mais há 15 anos numa vacina para a SARS-CoV-1.

Um dos capítulos do seu livro é sobre febre, stress e o poder da mente. O que é que depende de nós (pelo menos em parte) para manter o sistema imunitário a funcionar bem?
Este é um tópico complexo porque toda a gente quer saber como reforçar o seu sistema imunitário e na verdade as experiências para determinar isso são quase impossíveis de realizar porque teríamos que infetar pessoas com uma doença para ver o que acontece. No livro, dou o exemplo de pessoas que fazem tai shi e mindfulness vs pessoas que não fazem. As primeiras parecem ter sistemas imunitários mais fortes, mas não é possível ter resultados científicos comprovados porque não podemos fazer a experiência, portanto só podemos correlacionar. A questão é que há outras variáveis que influenciam os resultados, porque também podem dormir melhor e comer melhor, por exemplo. A única área em que há mais certezas é que uma longa exposição ao stress não é bom para o sistema imunitário.

E esta situação pandémica, que levou a maior parte do mundo a ficar isolada e confinada a casa, pode afetar negativamente o sistema imunitário?
É impossível saber. Há muitas variáveis. Se as pessoas não dormirem bem, se estiverem stressadas, se não estiverem a comer de forma saudável isso é negativo, mas a dificuldade com os humanos é que é há muitas variáveis que se misturam e é muito difícil isolar uma delas e dizer fazer isto é bom, fazer isto é mau. Talvez as pessoas estejam menos stressadas por estarem em casa com a família, talvez estejam mais stressadas. É muito difícil fazer generalizações.

Os nossos sistemas imunitários são todos diferentes?
Sim. O sistema imunitário de cada pessoa é único e essa particularidade vem da genética, da história de todas as infeções a que foi exposta ao longo da vida e de outros fatores e isto é muito importante porque existe a probabilidade de essas particularidades serem determinantes na forma como respondemos a este novo vírus, mas mais uma vez ainda não sabemos quais. Temos que esperar pelos resultados da investigação científica que está a ser realizada.

Os mais velhos estão mais vulneráveis ao novo coronavírus e a formas mais severas da doença. No seu livro diz que o sistema imunitário não deixa de funcionar com o envelhecimento, mas "avaria". Como assim?
Não é bem avariar, passa a funcionar de forma diferente. Mais uma vez há uma série de coisas por perceber, mas temos muitas hipóteses a serem exploradas. Uma delas é que as pessoas mais velhas têm uma série de células imunitárias capazes de combater infeções antigas, que já conhecem, em caso de voltarem a acontecer, mas menos capacidade de lutar contra novas infeções. Outra é a de que existe um maior nível de inflamação de base nas pessoas mais velhas, o que contribui para responderem pior às vacinas ou a novos tipos de infeções e as torna mais suscetíveis às doenças autoimunes, à medida que envelhecem. Não temos um conhecimento claro do que acontece a nível molecular, mas temos algumas ideias sobre porque é que os sistemas imunitários das pessoas mais velhas funcionam de forma diferente e talvez isso leve a uma resposta sobre porque é que lidam pior, em média, com a covid-19. Pode ter que ver com o facto de não conseguirem criar uma resposta imunitária contra o novo vírus ou de esta ser hiperativada, causando um nível excessivo de inflamação.

Pode-se dizer que o sistema imunitário tem um prazo de validade?
Acho que não é assim tão a preto e branco. Muda com o passar do tempo. As mudanças do corpo humano são muito dinâmicas, quando uma mulher está grávida produz uma série de hormonas que nunca tinha produzido na vida, na adolescência o corpo passa por uma série de mudanças. Portanto, não é que o sistema imunitário desligue com o envelhecimento, simplesmente vai mudando ao longo da vida, à medida que envelhece. Mas mesmo entre a noite e o dia, o sistema imunitário muda de estado e a sua resposta pode ser diferente.

Grande parte do seu livro é dedicado às grandes descobertas científicas feitas no campo da imunidade. Qual é, na sua opinião, a maior de todas?
Penso que uma das mais importantes descobertas - parece tão estúpido agora - é simplesmente a de que existem micróbios. As pessoas pensavam que as doenças eram causadas por deus, por castigos divinos, por bruxaria, por fenómenos naturais, e, na verdade, são germes minúsculos, como os vírus e as bactérias, que causam as doenças e é desta simples descoberta que aparecem as vacinas, a importância da higiene e da água potável e tantas outras descobertas da medicina.

*  Afinal o poder é do bicharoco.

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3.CONSERVAS



FONTE: RTP2-programa Sociedade Civil

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HOJE NO
 "DIÁRIO DE NOTÍCIAS/ 
/DA MADEIRA"
Funchal aderiu ao movimento
 voluntário ‘Caixa Solidária’

O Funchal já aderiu ao movimento voluntário ‘Caixa Solidária’. Tal como o Diário do Coronavóris já havia noticiado ontem, este projecto tem como objectivo providenciar bens de primeira necessidade e outros a famílias que estejam a passar por dificuldades devido à crise provocada pela covid-19.
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O lema ‘Deixe o que puder, leve o que precisar’ demonstra o método de funcionamento da ‘Caixa Solidária’. Ou seja, quem precisar apenas tem de se deslocar até a uma caixa e retirar apenas os produtos que precisa, deixando a caixa no mesmo local. Por outro lado, quem quiser contribuir, pode doar artigos, deixando-os na caixa.

Actualmente existem no Funchal duas ‘Caixas Solidárias’, uma junto ao edifício dos Bombeiros Sapadores do Funchal (ao lado do Edifício 2000), e outra na zona do Fórum Madeira, na Rua do Vale da Ajuda (em frente à loja ‘Kid to Kid’).

Os interessados em fazer parte deste movimento, pode fazê-lo através do grupo de Facebook @caixa.solidaria e da página ‘Caixa Solidária Madeira’ daquela rede social.

* @caixa.solidaria, uma extraordinária e solidária ideia!

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TIAGO FREIRE

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O que mudou num mês?
 Não há dinheiro.

Então se definimos uma estratégia para conter o surto, e essa estratégia está a funcionar, por que razão vamos alterá-la? Simplesmente, porque não há dinheiro.

Subitamente, abrimos as janelas à primavera, depois de um curto mas intenso confinamento invernoso. Há pouco mais de um mês, a palavra de ordem era “Para casa, e em força!”. Explicavam-nos que isso era essencial para cortar a velocidade de contágio da pandemia em Portugal, para não sobrecarregar o Serviço Nacional de Saúde para além da sua capacidade. Diziam-nos que o tempo era de cuidar da Saúde, o nosso bem tão mais precioso que a tudo tinha de se sobrepor. A Economia seria arrasada, sim, mas lidaríamos com isso mais tarde. Era o tempo de combater a morte à nossa porta, nas ruas.

Diziam-nos isso e nós acreditámos, e ainda bem. Cada um de nós um pequeno herói, de calças de pijama e estoicamente no sofá, aplaudindo à janela os verdadeiros heróis. E bem. Com isso, estávamos a salvar a vida a milhares de portugueses, o pouco que podíamos fazer com esta impotência surda que nos assaltou. Os números parecem validar esta estratégia, pelo menos a mim, que serei a única pessoa em Portugal que não é um especialista em Saúde Pública, pelo que vou lendo e ouvindo por este País atafulhado insuportavelmente de comentários. Marcelo fala de um “milagre português”, atribuindo ao termo paternidade estrangeira mas perfilhando-o entusiasticamente. Fomos para casa, como bons cidadãos. Com isso, mantivemos os números controlados e permitimos que o SNS pudesse continuar a desempenhar a sua função de acudir aos aflitos e salvar vidas, muitas vidas. E agora, sem que algum destes pressupostos se tivesse alterado, dizem-nos que é para voltar às ruas.

O que me está aqui a escapar?

No espaço de poucos dias, de Costa a Marcelo, passando por Siza Vieira e outros responsáveis, o clima mudou radicalmente. O Presidente tem dito insistentemente que a nossa liberdade, em Maio, se ganha em Abril. O ponto é que vimos ganhando (alegadamente) uma batalha mas o desfecho da guerra está longe, muito longe. A pandemia não será derrotada em Abril, nem em Maio, nem em Agosto. A pandemia é e será enfrentada todos os dias, em que cada um deles é a sua própria batalha. Se vencemos batalhas porque seguimos determinada estratégia (segundo o que nos disseram desde a primeira hora), vamos fazer diferente agora porquê?

Há uma vacina e está disponível imediatamente para todos? Não. Há um medicamento eficaz e em stock nos hospitais para acudir com eficácia aos necessitados? Não, também não. Então se definimos uma estratégia para conter o surto, e essa estratégia está a funcionar, por que razão vamos alterá-la? Simplesmente, porque não há dinheiro.

Eu não sou contra a abertura progressiva, que é o que está a ser proposto pelas autoridades. Até porque nós não temos quaisquer perspetivas realistas de que venha uma droga eficaz e abundante a curto prazo. Assim sendo, na verdade, é relativamente indiferente, em termos de Saúde Pública, abrirmos as portas das casas em Maio, em Junho ou em Julho. Seja quando for que o façamos, continuará a não haver vacina, nem medicamento, nem escudo milagroso que nos proteja. E se, para a Saúde, é relativamente indiferente a data, para a Economia ela é decisiva. E é a Economia, a dureza do mole bolso vazio, que está a comandar, agora, as decisões.

Não sei se o governo subestimou os custos desta travagem, para as empresas e para os cofres do Estado (por exemplo com a magnitude do recurso ao layoff simplificado). Provavelmente esperaria uma ação solidária europeia, com meios que ajudassem neste momento absolutamente extraordinário, algo que o bom senso poderia razoavelmente prever. O problema é que o bom senso não é há muito critério para a atuação da União Europeia. Ao fim do dia, e por mais floreados que o esforçado Mário Centeno faça, da Europa veio uma mão-cheia de nada, e mesmo assim arrancada a ferros.

Contas feitas, não há dinheiro, não há uma forma minimamente sustentável de aguentar meses a fio esta noite económica, sem comprometer o futuro do País. E isto vale para o Estado e para um número assustador de empresas, seus trabalhadores e suas famílias.

É isto, e não qualquer outra coisa, que justifica esta mudança de postura das nossas autoridades políticas (porque as de Saúde, compreensivelmente, estão notoriamente menos entusiasmadas).

Dizem-nos que temos de “aprender a viver com o vírus”, que continuará a passear-se no meio de nós até aprendermos uma forma de dar cabo dele. Mas, na verdade, se a estratégia é esta, isso não é nada que não nos pudessem ter dito há um mês. Ainda assim, este tempo de clausura não foi totalmente inútil. Permitiu um reforço, ainda que não esmagador, da capacidade instalada do nosso SNS e deu aos especialistas no terreno um maior conhecimento e, sobretudo, uma organização “de guerra” que não era possível montar bem de um dia para o outro. No essencial, o ganho foi este.

Neste tempo em que parte do País esteve fechado, não aprendemos a matar o bicho. Ganhámos foi a noção de que isso não está para breve e que a fatura económica, financeira e social não é comportável se isto durar muito tempo. Mesmo que isso mate mais gente, e irá inevitavelmente matar.

Ninguém quis, por motivos compreensíveis, fazer a tal escolha entre a Saúde e a Economia. E, na verdade, não temos escolha. Vamos ter de andar na fina linha do risco, voltar gradualmente à vida com a morte sempre à espreita.

Que o saibamos todos fazer com responsabilidade.

* Director
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IN "EXAME"
17/04/20

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2258.UNIÃO



EUROPEIA

DEPOIS DA ALTA

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HOJE NO 
"JORNAL DE NEGÓCIOS"
Pedro Nuno Santos: 
"A música agora é outra na TAP"

O ministro das Infraestruturas garante que qualquer intervenção na TAP implicará que o Estado "acompanhe todas as decisões que são tomadas com impacto na vida da empresa". Disse ainda que "a TAP sem intervenção pública não tem qualquer possibilidade de sobreviver”.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou esta quarta-feira no Parlamento que desde o primeiro momento em que Estado intervenha na TAP terá consequências. 
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"Qualquer intervenção do Estado na TAP implicará que o Estado acompanhe todas as decisões que são tomadas com impacto na vida da empresa", afirmou o responsável na Comissão de Economia Inovação, Obras Públicas e Habitação. "A música agora é outra na TAP", disse, deixando claro que o Estado pretende vir a ter um papel na comissão executiva, que atualmente integra apenas elementos ligados ao acionista privado Atlantic Gateway.

"É bom que estejamos conscientes que a missão é salvar a TAP e não nenhum acionista em particular", disse Pedro Nuno santos.

"Estamos interessados que parceiros nos acompanhem na intervenção na empresa. Se não acompanharem, o Estado não deixará cair a empresa. Mas isso terá consequências na relação societária", frisou, acrescentando que "terá consequências no momento zero em que decidirmos intervir".

O ministro garantiu que "em nenhum momento se equacionou a possibilidade de deixar cair a TAP, que ela se extinga ou corra risco de desaparacer".

Segundo disse, "o Estado está a acompanhar a situação tremendamente difícil da TAP e a estudar diferentes alternativas de intervenção" e a "discutir o seu futuro de acordo com interesse nacional, e não de qualquer interesse particular".

Sobre as propostas apresentadas pela comissão executiva da companhia, Pedro Nuno Santos disse que as diferentes alternativas estão a ser estudadas,sendo certo que será uma "intervenção de elevadíssima dimensão".

"A TAP sem intervenção pública não tem qualquer possibilidade de sobreviver", disse.

* Para largar um pouco de veneno diremos que a intervenção do futuro secretário-geral do PS, quando António Costa se cansar, está  com a razão, os accionistas privados são de nível mediano.

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87-DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Pop Star




FONTE:  crê.ser.humano


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43-HORIZONTES DA MEMÓRIA
43.2-Riba de Vizela



* O professor José Hermano Saraiva era uma personalidade exímia em encantar-nos, aqui fica a "memória" da nossa saudade.


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HOJE NO 
"CORREIO DA MANHÃ"
Entidades desportivas, museus
 e organismos do Estado na mira de hacker de 19 anos detido

"Zambrius" é quinta-feira presente ao juiz Carlos Alexandre.

Entidades desportivas, associação de árbitros, museus, institutos e organismos do Estado e empresas privadas, incluindo a Altice, foram alguns dos alvos da pirataria informática do jovem de 19 anos detido pela PJ.
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Contactado pela agência Lusa, Carlos Cabreiro, diretor da Unidade de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), adiantou que a investigação daquela unidade da PJ permitiu identificar e deter o jovem de 19 anos e um outro arguido de 23 anos, sendo que o primeiro tinha antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime.

O responsável da PJ referiu que o jovem de 19 anos - que será interrogado na quinta-feira por um juiz de instrução criminal (JUC) para aplicação das medidas de coação - foi identificado há anos por pertencer ao grupo de hackers `Anonymous´, mas não foi preso porque à data tinha 16 anos, ficando assim sujeito a medida de proteção de menores.

Foram realizadas quatro buscas domiciliárias na operação da PJ que ocorreram na zona da Grande Lisboa, incluindo na Ericeira (Mafra, Sintra), tal como noticiou ao início desta tarde o Correio da Manhã.

* A  senhora Procuradora-geral adjunta MARIA JOSÉ MORGADO avisa há anos que os meios do Estado para combater o cibercrime eram sempre poucos, nós desconfiamos que a maioria dos portugueses acham ser este crime menos real  do que aparenta, não lhe dão a importância que merece, vamo-nos lixar de certeza.

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CANÇÕES E VOZES
ETERNAS

Pedro Barroso

Cantarei


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 HOJE NO
"OBSERVADOR"
Justiça brasileira autoriza investigação a ministro por racismo contra chineses

O Supremo Tribunal Federal decidiu abrir um inquérito contra o ministro da Educação do Brasil, Abraham Weintraub, por suposta prática de racismo contra chineses no Twitter.

O juiz Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu esta quarta-feira instaurar um inquérito contra o ministro da Educação do Brasil, Abraham Weintraub, por suposta prática de racismo contra chineses numa publicação no Twitter.
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A decisão responde a um pedido do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, que solicitou a abertura do inquérito e defendeu que a conduta do governante se enquadra, em tese, em crime racial, “por praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, cuja pena vai de um a três anos de prisão e multa.

Celso de Mello determinou que Weintraub deverá participar num interrogatório judicial sobre o caso e não poderá negociar o dia e a hora do seu depoimento já que deve falar na condição de investigado.

O juiz do STF estipulou o prazo de 90 dias para a Polícia Federal realizar as diligências indicadas neste caso, e retirou o caráter sigiloso do inquérito alegando que “os estatutos do Poder, numa República fundada em bases democráticas, não podem privilegiar o mistério”.

“A prática estatal, inclusive quando efetivada pelo Poder Judiciário, há de expressar-se em regime de plena visibilidade”, acrescentou.
Numa mensagem escrita e partilhada por Weintraub em abril passado, na rede social Twitter, o ministro usou a personagem Cebolinha, da banda desenhada “Turma da Mónica”, para sugerir que a pandemia provocada pelo novo coronavírus faz parte de um “plano infalível” da China para dominar o mundo.
Geopoliticamente, quem poderá sair foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”, escreveu Weintraub, em 4 de abril, na sua conta no Twitter.
Cebolinha, uma das personagens infantis mais populares do Brasil, tem problemas de dicção e troca a letra “r” pela letra “l” ao falar, uma substituição que também é associada aos chineses.
O ministro acabou por apagar a mensagem.

Contudo, as autoridades chinesas exigiram uma retratação do Brasil após o comentário do ministro, que o país asiático descreveu como “fortemente racista” e que disse causar “influências negativas” nas relações entre os dois países.

Num comunicado oficial, também publicado no Twitter, a embaixada da China sustentou que o governante brasileiro, “ignorando a posição defendida pelo lado chinês em vários esforços, fez declarações difamatórias contra o país nas redes sociais e estigmatizou Pequim ao associá-lo à origem da Covid-19”.

“Deliberadamente elaboradas, essas declarações são totalmente absurdas e desprezíveis, têm um selo fortemente racista e objetivos indizíveis e causaram influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais”, acrescentou a nota da embaixada chinesa.

* O Covid 19 fazia um grande favor ao povo brasileiro de infectasse todo o governo Federal.

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5-CASAMENTOS PRECOCES
5.1-GUINÉ E TOGO
Fugindo aos maridos



FONTE:  euronews
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Suinicultores europeus temem 
chegada da febre suína africana



FONTE:  euronews 

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ALZHEIMER
A ESPERANÇA ESTÁ VIVA



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𝘊𝘰𝘮𝘰 𝘍𝘶𝘯𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢 𝘰 𝘔𝘌𝘙𝘊𝘈𝘋𝘖 𝘍𝘐𝘕𝘈𝘕𝘊𝘌𝘐𝘙𝘖?



FONTE:Clube do Valor

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ÉPOCA BALNEAR


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2321
Senso d'hoje
JOSÉ
PACHECO PEREIRA
HISTORIADOR
ANALISTA POLÍTICO
COVID-19
«Há a ideia de que os velhos
estão cá a mais»



«Telemóvel para controlar
Covid-19 é inaceitável»



* Comentários proferidos no programa de debate "CIRCULATURA DO QUADRADO" a 15/04 e 22/04 na TVI24


FONTE:   SachenSachenSachen

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NOTÍCIAS PARA HOJE

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COMPRE JORNAIS








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𝓟𝓢𝓢𝓢𝓣!
𝓢𝓔𝓝𝓗𝓞𝓡𝓐𝓢 𝓔 𝓢𝓔𝓝𝓗𝓞𝓡𝓔𝓢
𝓥𝓘𝓢𝓘𝓣𝓐𝓓𝓞𝓡𝓔𝓢

Com tristeza informamos que o nosso pensionista FILANTROPO ONÓRIO decidiu reformar-se por não aguentar esta cenaça do do COVID19 e decidiu ir à procura dum lugar onde não haja Justiça, Comunicação Social, Saúde e qualquer religião, tarefa ingrata pensamos nós os resilientes.
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Agora com alegria dizemos-vos que recrutámos não um mas três novos pensionistas a Dona "ACONCHEGADA VIRIL" e os senhores "SATURNINOPICANTE e NEURO COMPULSIVO" que há muito se tinham colocado em fila de espera. Confiamos nos seus futuros contributos e que sejam um amparo para os mais velhinhos desta casa.

A REDACÇÃO

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PING PONG FELINO


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BOM DIA


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95-CINEMA
FORA "D'ORAS"

XXIII- 𝒜 ℬ𝑒𝓁𝒶 ℐ𝓂𝓅𝑒𝓇𝓉𝒾𝓃𝑒𝓃𝓉𝑒
(ℒ𝒶 𝒷𝑒𝓁𝓁𝑒 𝒩𝑜𝒾𝓈𝑒𝓊𝓈𝑒)



𝒮𝐼𝒩𝒪𝒫𝒮𝐸: 
É um filme franco-suíço-italiano de 1991 do género drama, dirigido por Jacques Rivette baseado na narrativa curta de Honoré de Balzac (Le Chef-d'œuvre inconnu) e em três contos de Henry James: The Liar, The Figure in the carpet and The Aspern Papers.

Na região rural da Provença francesa, o célebre pintor de meia-idade Édouard Frenhofer, junto a sua esposa e musa Elizabeth (Liz) procura levar uma vida bucólica. Em determinado momento, já em fim de carreira, Frenhofer recebe a visita do jovem aspirante Nicolas e de sua amante Marianne, que desejam conferenciar com o artista sobre pintura. Frenhofer se sente inspirado em Marianne para concluir uma tela inacabada, que almejava ser sua obra-prima absoluta, como uma redenção artística e espiritual: "La belle noiseuse", usando a mesma Marianne como modelo.

O filme explora minuciosamente o renascimento artístico, o sentimento de decadência frente a nova geração e a terna obsessão de Frenhofer por sua jovem modelo, bem como as intrigas e quezílias que inevitavelmente surgirão entre os dois durante a efetivação do milagre artístico, jamais evidenciado em sua totalidade.

𝓔𝓛𝓔𝓝𝓒𝓞: 
Michel Piccoli - Édouard Frenhofer
Jane Birkin - Liz
Emmanuelle Béart - Marianne
Marianne Denicourt - Julienne
David Bursztein - Nicolas
Gilles Arbona - Porbus
Marie Belluc - Magali
Marie-Claude Roger - Françoise
Leïla Remili - empregada
Daphne Goodfellow - turista
Susan Robertson - turista
Bernard Dufour - a mão do pintor

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