terça-feira, 4 de julho de 2017

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Equipa da série "O Ministério do Tempo" com ordenados em atraso

O Cena-Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, do Audiovisual e dos Músicos divulgou esta terça-feira, em comunicado, que cerca de 60 trabalhadores da série televisiva "O Ministério do Tempo" têm os ordenados em atraso.

"Das informações que dispomos, estimamos em cerca de 60, os trabalhadores que neste momento têm vencimentos em atraso e de que fazem parte atores do elenco fixo e adicional e elementos da equipa técnica", afirma o CENA, adiantando que "conseguiu também apurar que os valores em dívida respeitantes ao mês de maio chegam às centenas de milhares de euros".
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As gravações da 2.ª temporada da série, produzida pela Just Up, estão, neste momento, paradas, assegura o Cena, adiantando que os trabalhadores decidiram interromper a produção, faltando ainda gravar seis episódios.

O sindicato afirma que entrou "desde logo" em contacto com a Just Up - em quem coloca a total responsabilidade pelos atrasos - para encontrar uma solução breve, mas a produtora não respondeu.
Sindicatos e trabalhadores lamentam que esta seja uma situação comum no mundo do audiovisual e pedem apoio à RTP, canal onde a série é emitida.

O ator António Capelo, um dos protagonistas da série, tornou pública uma carta, assinada por colegas em que refere vários percalços pelos quais "O Ministério do Tempo" passou. "Mais uma vez, os ordenados não são pagos no final do mês (maio). Voltámos a parar e, ao fim de um mês, a situação não está sequer em vias de resolução", lê-se na carta.

"Gostaríamos de deixar um forte alerta a todos os companheiros de profissão sobre o risco que corremos ao aceitar convites para trabalhar com algumas produtoras (...) e deixar um apelo à direção da RTP para que não nos deixe à mercê daqueles que, a coberto de uma maior oferta no mercado audiovisual, se apresentam a concurso sem as condições mínimas para exercerem dignamente esta atividade", escrevem os atores.

O CENA salienta que "a situação destes profissionais é ainda mais delicada tendo em conta os vínculos precários com que estavam a exercer as suas profissões". São trabalhadores "por conta de outrem, só um contrato de trabalho lhes garante os seus direitos, e facilita, neste caso, a recuperação das remunerações em falta".

* Assim se explora ou rouba a arte em Portugal, tão facilmente como as granadas de Tancos.

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