segunda-feira, 22 de maio de 2017

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HOJE  NO 
"CORREIO DA MANHÃ"

Mário Machado vai trabalhar em escritório de advogados em liberdade condicional 

Antigo dirigente da Frente Nacional concluiu o curso de direito durante a década em que esteve preso.

O antigo dirigente da Frente Nacional Mário Machado saiu em liberdade condicional na última quinta-feira, após uma década preso, período em que concluiu o curso de Direito da Universidade Autónoma, disse à agência Lusa o seu advogado. José Manuel Castro adiantou que Mário Machado, "não obstante não ter abdicado das suas ideias, não tenciona desenvolver qualquer atividade política". 
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O advogado esclareceu também que Mário Machado "não está proibido de dar entrevistas", mas que "por opção própria" e com a concordância do advogado vai adotar uma postura "low profile" e recusar qualquer entrevista, pelo menos nos próximos tempos. Mário Machado, que concluiu o curso de Direito na cadeia, vai trabalhar num escritório de advogados de Lisboa, não ainda como causídico porque falta realizar o estágio da Ordem. 


Durante a liberdade condicional, o antigo líder do movimento Portugal Hammerskins (PHS), de 40 anos e pai de três filhos, será acompanhado pelos serviços Instituto de Reinserção Social. José Manuel Castro salientou que Mário Machado esteve preso durante 10 anos e foi o recluso pós-25 de Abril que mais tempo esteve numa prisão de alta segurança (três anos), com "fundamentos mais que duvidosos". O advogado disse esperar que a liberdade condicional permita a Mário Machado "recuperar a sua vida". 

O líder nacionalista esteve perto de sair em liberdade condicional em junho do ano passado, após cumprir 5/6 de uma pena unitária de 10 anos por condenações relacionadas com discriminação racial, coação agravada, posse ilegal de arma e ofensa à integridade física qualificada, mais a condenação a dois anos e nove meses de prisão num outro processo por tentativa de extorsão.

 Nesse último julgamento, o advogado rejeitou, em declarações aos jornalistas, que Mário Machado seja racista, nazi e ultranacionalista, observando que o seu constituinte se assume como "nacionalista" e com um projeto político. 

* Precisávamos saber para que escritório vai trabalhar. A Ordem dos Advogados vai dar formação a um "não racista", "não nazi",  a um  "nacionalista extorsionário"?

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