sexta-feira, 16 de junho de 2017

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/ 
/DA MADEIRA"
Um terço do solo português comprometido

Em véspera do Dia Mundial da Combate à Desertificação e à Seca, a Quercus alerta que 32,6 % está degradado

Um terço do território nacional está degradado, alerta a Quercus. Amanhã é o Dia Mundial da Combate à Desertificação e à Seca (World Day to Combat Desertification), uma data criada pelas Nações Unidas para chamar a tenção para esta problemática e para a importância de uma terra saudável e produtiva. Este ano, destaca a Associação, a data é assinalada com a campanha #2017WDCD, onde destaca a importância deste recurso na produção de alimentos e na criação de emprego local, bem como na sua capacidade de aumentar a sustentabilidade e estabilidade, entre outras questões.
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“Em Portugal, e segundo o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, 32,6 % do território nacional encontra-se em situação degradada, e 60,3% estão em condições razoáveis a boas”, refere a Quercus. “A aridez dos solos atinge a totalidade do interior Algarvio e do Alentejo, está a progredir para as zonas do noroeste, tradicionalmente uma das mais pluviosas da Europa, e a aumentar nas zonas do litoral sul e montanhas do Centro”.

Se os é verdade que os países mais afectados e vulneráveis à desertificação são, na sua maior parte, os mais pobres e menos desenvolvidos do Mundo, não é menos verdade que o problema é mais abrangente e também bate á porta dos chamados países desenvolvidos. “Na Europa, em virtude das profundas alterações ocorridas durante as últimas décadas nas áreas rurais, os modelos tradicionais de gestão agro-silvo-pastoril sofreram profundas transformações e o valor económico e social da terra sofreu profundas transformações, que em muitos casos se traduziram na degradação dos solos e no consequente abandono da terra”.

Nas causas apontadas para a degradação da terra em Portugal estão a utilização do solo com culturas agrícolas intensivas de regadio, com contaminação do solo por pesticidas e fertilizantes, erosão do solo, e alterações da paisagem; a (re)arborização dos espaços florestais com espécies exóticas e consequente perda de biodiversidade e esgotamento dos solos e dos aquíferos; os incêndios recorrentes; e os problemas socioeconómicos, que afastam as pessoas do interior.

A associação ambientalista pede medidas e legislação no sentido de proteger os últimos exemplares e bosquetes de Carvalhos autóctones; de obrigar a uma floresta multifuncional e à compartimentação da floresta, de forma a quebrar a continuidade dos povoamentos mono específicos, sejam de eucalipto ou de pinheiro bravo; de fazer cumprir a lei na prevenção dos incêndios florestais; de regulamentar culturas agrícolas intensivas de regadio em zonas de montados de sobro e azinho, cujo declínio urge inverter; e de remediar zonas de solos ameaçados ou já contaminados.

*  No  interior do Algarve e do Alentejo e também na Beira Interior vamos passar a ser beduínos.

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