28/12/2015

PEDRO D'ANUNCIAÇÃO

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O descaramento do
 Tomé do Banif

Jorge Tomé, o presidente executivo do Banif, é o cúmulo do descaramento, ao protestar contra a resolução do seu Banco. A não ser que o faça na qualidade de contribuinte, como todos nós, e assim deveria ter começado por protestar contra a sua ação banqueira. Mas enfim, num país em que os jornais prezam muito ouvi-lo, a ele e ao presidente do Banco, Luís Amado, sobre este tema e outros mais complexos, é talvez natural este descaramento.

De resto, até talvez entendo que os contribuintes deveriam protestar mais. Contra o Governo anterior, primeiro, logo a seguir contra o Banco de Portugal, depois contra Bruxelas, mas também um pouco contra esta equipa de Costa-Centeno.

Uma coisa me parece cada vez mais fantástica: como é que Bruxelas achava que a integração do Banif na CGD constituía concorrência desleal, mas acha que já não constitui o Santander ser beneficiado quase de borla com um Banco em que escolhe os ativos (sobretudo a quota de mercado), deixando os tóxicos.

E o descaramento desta Comissão Europeia (que não hesita em afetar a Saúde dos cidadãos para os obrigar a pagarem devaneios dos banqueiros) parece-me tão horrível, como o PSD, depois da sua enorme responsabilidade no caso, e depois de o seu líder admitir que a solução encontrada era a sua preferida (embora tivesse engonhado 3 anos a piorar a situação, sem se atrever a resolvê-la),ainda sugerir a possibilidade de não votar a favor (bem sei que acabou por se abster – abster!, veja-se o oportunismo irresponsável de quem esteve anos no Governo –, mas houve a tal sugestão) do Orçamento Retificativo que cobre o problema.

IN "SOL"
25/12/15

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