sábado, 10 de junho de 2017

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ESTA SEMANA NA 
"VISÃO"

Marcelo quer Portugal "independente"
 e "livre da sujeição"

Para o chefe de Estado, neste Dia de Portugal importa afirmar que se pretende no futuro um país "independente e livre".

"Independente do atraso, da ignorância, da pobreza, da injustiça, da dívida da sujeição. Livre da prepotência, da demagogia, do pensamento único, da xenofobia e do racismo", disse.

Mas este é também dia de Camões, sendo assim "dia da nossa língua, da nossa educação, da nossa ciência, inovação, conhecimento, como que a dizer-nos que só seremos portadores de independência, da liberdade e de universalismo se juntarmos à cultura ancestral a antecipação do futuro", acrescentou.
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Num discurso de cerca de cinco minutos, Marcelo Rebelo de Sousa dedicou também uma palavra especial às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Comunidades "desse outro Portugal que nos faz universais", disse, defendendo que devem estar "mais presentes": "nas nossas leis, nas nossas decisões coletivas, na nossa economia, mas sobretudo na nossa alma".

O chefe de Estado disse que Portugal acompanha "muito de perto" as comunidades "com uma palavra de incondicional solidariedade, em especial para as que mais sofrem ou desesperam", bem como se abre "àquelas e aqueles" que chegam ao país "de tantas paragens sonhando ficar" e ter uma vida melhor do que aquela que "lhes é negada nas suas terras natais".

O Presidente da República defendeu ainda a necessidade de combater a pobreza, superar a injustiça, promover o conhecimento e abraçar a pátria.

O chefe de Estado destacou que "são muitos os caminhos que concluem esse desígnio", considerando que é mais "aquilo que nos aproxima do que o que nos afasta".

Marcelo Rebelo de Sousa destacou os portugueses dentro e fora do país, considerando que é "missão de todos respeitar" quem deu e dá liberdade.

Comemorações seguem para o Brasil

Presidente da República e primeiro-ministro chegam hoje ao Brasil para a segunda parte das comemorações do Dia de Portugal, que se iniciaram na sexta-feira no Porto e que se estendem a São Paulo e Rio de Janeiro.

Este será o segundo ano em que o programa de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é repartido entre o território nacional e um país estrangeiro.

No ano passado, as celebrações do 10 de Junho realizaram-se pela primeira vez em França, junto das comunidades emigrantes na região de Paris, e contaram com a participação do então Presidente francês, François Hollande.

Este ano, o modelo será repetido, com celebrações primeiro no Porto e depois, entre hoje à noite e domingo, junto das comunidades emigrantes e lusodescendentes de São Paulo e do Rio de Janeiro, coincidindo com um momento de turbulência política naquele país, com alegações que envolvem o atual Presidente, Michel Temer, num escândalo de corrupção.

Tanto a Presidência da República, como o Governo, tem procurado salientar que este ano, no Brasil, o programa estará centrado nas comunidades e na cultura portuguesa, estando assim em segundo plano as relações bilaterais do ponto de vista político-institucional.

Fonte do executivo português disse à agência Lusa que a mais alta autoridade brasileira cuja presença se encontra até agora prevista no programa de comemorações do 10 de Junho no Brasil é o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Geraldo Alckmin estará no domingo, de manhã, na assinatura de dois acordos com o Estado Português: o primeiro para o fornecimento de conteúdos para o Museu da Língua Portuguesa; o segundo para a construção da Escola Portuguesa de São Paulo.

No único ponto do programa desta noite, uma receção à comunidade portuguesa de São Paulo, seguida de um espetáculo pela fadista Gisela João, estará presente o prefeito da maior cidade brasileira, João Dória, tal como Geraldo Alckmin proveniente do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira).

Já no que respeita à representação institucional pela parte portuguesa, António Costa estará no Brasil acompanhado pelos ministros da Defesa (Azeredo Lopes), da Educação (Tiago Brandão Rodrigues) e pelo secretário de Estado das Comunidades (José Luís Carneiro).

Com o chefe de Estado viajará também uma delegação institucional em representação da Assembleia da República, dela fazendo parte os deputados Carlos Páscoa (PSD), João Paulo Correia (PS), Jorge Campos (Bloco de Esquerda), Telmo Correia (CDS-PP) e António Filipe (PCP).

No final das comemorações, no domingo, ao fim da tarde, no Rio de Janeiro, o Presidente da República regressa a Portugal, enquanto o primeiro-ministro inicia visitas oficiais à Argentina e Chile, permanecendo dois dias em cada um destes países.

* Nós também queremos Portugal Independente e livre da sujeição da Concordata.





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