sábado, 10 de junho de 2017

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  HOJE NO 
"CORREIO DA MANHÃ"
Caso dos Comandos
 abre guerra na justiça 
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Processo disciplinar a magistrada originou conflito entre diretora do DIAP, que decidiu sair, e PG

Escolha pessoal da Procuradora-geral da República para liderar o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, cargo que ocupa desde janeiro de 2016, a procuradora Lucília Gago decidiu agora bater com a porta, apurou o CM, incompatibilizada com a própria PGR, Joana Marques Vidal. 
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CÂNDIDA VILAR
Apesar de fonte oficial da Procuradoria garantir ao CM que "a demissão não se confirma", é certo que, apesar de ainda não ter sido oficialmente anunciada, a saída é irreversível e está a causar mau ambiente no Ministério Público da capital. 

Em causa estarão, sobretudo, divergências sobre a investigação às duas mortes de jovens militares no curso de Comandos, em setembro do ano passado – e com a instauração, na PGR, de um processo disciplinar à magistrada que lidera esse processo por causa do despacho que deu, aquando da detenção de vários militares. O processo disciplinar a Cândida Vilar caiu mal no DIAP – tendo em conta que toda a cúpula do MP (inclusive a própria PGR) teve acesso prévio ao referido despacho e ninguém se opôs ao mesmo. 

Entretanto, para dirigir agora o DIAP de Lisboa, a escolha de Joana Marques Vidal já terá recaído sobre Fernanda Pêgo, a procuradora que coordena naquele departamento a 9ª secção, de combate à criminalidade económica e financeira. Mas é, no entanto, um nome pouco consensual, conhecida por alguma conflitualidade interna, no DIAP, e junto das Polícias com quem o MP trabalha. A sua nomeação, apesar do convite da procuradora-geral, vai depender sempre de aprovação no conselho superior do MP. 

* Esta é a pior notícia da semana, talvez do mês, os portugueses precisam da Procuradoria-geral da Repùblica  como instituição coesa, a procuradora Cândida Vilar merece-nos o maior respeito, as suas informações sobre a instituição militar só pecam por defeito.

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