quarta-feira, 7 de junho de 2017

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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/
/DA MADEIRA"

Secretária de Estado nota que há 
pouca gente no voluntariado ambiental

A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, reconheceu, ao início desta tarde, no Funchal, que há um défice de projectos de voluntariado e de envolvimento dos cidadãos nas acções de promoção do Ambiente em Portugal, como a limpeza das florestas. O problema foi assumido no encerramento da II Conferência Desafios para a Cidade na Gestão dos Resíduos, que decorreu ontem na Câmara do Funchal.
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“O nosso voluntariado em Portugal está muito virado para a área social. Quando falamos de voluntariado, o dar o nosso tempo e a nossa disponibilidade, não tem que ser só na área social. Aí há também um caminho a fazer e o voluntariado ambiental tem, de facto, um potencial imenso”, referiu a representante do Governo da República, que gostaria de ver os cidadãos mais envolvidos em actividades como a limpeza das praias e matas ou no cuidar dos animais que se encontram nos canis públicos. Para que os cidadãos participem mais no voluntariado ambiental, segundo Catarina Marcelino, as entidades públicas devem investir na sensibilização. Tal missão deverá ser assumida pelos governos, mas sobretudo pelos municípios, que “têm um papel claramente importante de chegar às pessoas e de as motivar para a limpeza da terra”.

Apesar de tudo, a responsável nota progressos na consciencialização dos cidadãos, que estão mais atentos às práticas de promoção do meio ambiente, como a separação de lixos para reciclagem, o ter cuidado em não poluir as praias e o mar ou a poupança de água e a preservação dos solos.

A secretária de Estado está no Funchal para apresentar a iniciativa Roteiro Cidadania em Portugal, que pretende “pôr as pessoas a falar sobre cidadania” e sobre temas como o envelhecimento activo, a igualdade de género, a discriminação ou o ambiente. Esta tarde foi conhecer as associações Olho-te (Nazaré) e UMAR (Edifício 2000). Amanhã de manhã, pelas 10h00, visita a carrinha do Roteiro Cidadania em Portugal, ‘estacionada’ na Praça do Município. Às 12h00, na marina do Funchal, acompanha uma acção de limpeza da praia e do fundo do mar.

A participar na mesma conferência na Câmara do Funchal, o especialista da associação Zero Rui Berkemeier afirmou que a reactivação da unidade de tratamento de resíduos orgânicos (sobretudo restos de comida, que são 40% dos resíduos urbanos) é “crítica” para que os municípios possam recolher este tipo de lixo nos restaurantes, hotéis e casas das pessoas. Se a recolha selectiva abranger os resíduos orgânicos, está aberto caminho para a gestão sustentável dos resíduos. Neste momento, a Região tem uma taxa de reciclagem de resíduos urbanos de 10% e as metas europeias impõem uma taxa de 60% no ano 2030. A Madeira já teve uma central de compostagem de resíduos orgânicos na Meia Serra, mas foi desactivada há alguns anos porque, segundo Berkemeier, as autoridades optaram por encaminhar aquele lixo para a unidade de incineração, que tem capacidade excedentária para a quantidade de resíduos urbanos produzidos na Região. O especialista da Zero destacou os resultados favoráveis do sistema porta-a-porta de recolha selectiva de resíduos que algumas autarquias da Madeira realizam. Este sistema de recolha no domicílio permite taxas de reciclagem que são “o dobro ou mais” do que a recolha por ecopontos. Por isso, recomendou que todos os municípios da Região Autónoma da Madeira sigam essa estratégia.

* Estar-se  motivado para as questões ambientais exige educação básica em casa e exemplo político na rua, é frequente ver um político fumador deitar a beata para o chão, simplexmente.

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