sábado, 3 de junho de 2017

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ESTA SEMANA NO 
"O JORNAL ECONÓMICO"

Barcelona, Utrecht e Helsínquia 
testam rendimento básico universal

O objetivo final da versão-teste do programa europeu é desenvolver "serviços de assistência social comunitária mais eficientes e a uma escala mais global".

Barcelona, Utrecht e Helsínquia testam rendimento básico universal O objetivo final da versão-teste do programa europeu é desenvolver "serviços de assistência social comunitária mais eficientes e a uma escala mais global". 
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O distrito de Besós em Barcelona, ​​e as cidades de Utrecht nos Países Baixos e Helsínquia na Finlândia foram escolhidas pela União Europeia para testar a proposta de criar um rendimento básico universal. A versão-teste do programa europeu vai atuar em áreas particularmente afetadas pela pobreza, procurando incrementar o emprego e reduzir as dificuldades sociais em famílias com menores condições financeiras.

Segundo avança o jornal britânico ‘The Independent’, as instituições europeias querem estudar a melhor forma de implementar um modelo de rendimento básico “mais eficaz e mais inclusivo” que permita mudar “radicalmente a luta contra a pobreza urbana”. A ideia é que, no futuro, cada cidadão receba um rendimento fixo por mês, que será atribuído de forma igual a todos os cidadãos, numa tentativa de garantir uma “existência digna”.
Durante a fase de estudo, as famílias selecionadas aleatoriamente para receberem os apoios públicos vão ser divididas em quatro grupos distintos e vão passar a receber subsídios em diferentes formas, a fim de se perceber qual a melhor forma de implementar a medida. As verbas estatais podem oscilar entre os 400 e os 525 euros mensais, sendo que para este projeto a União Europeia tem destinados 13 milhões de euros.

A médio ou longo prazo, a previsão é que as pessoas envolvidas no programa encontrem um emprego estável e ingressem em projetos de inclusão social, complementando assim a melhoria da qualidade de vida fomentada e a descolagem do limiar da pobreza. Um dos pontos-chave do estudo é também desmistificar o preconceito de que os benefícios financeiros são um desincentivo à procura de trabalho.

A análise deve entrar em vigor em setembro e terá um duração prevista de dois anos. Raffaele Barbato, gestor de financiamento de projetos de fundos europeus, explica que os resultados da análise comparativa das três cidades tem como objetivo final desenvolver “serviços de assistência social comunitária mais eficientes e a uma escala mais global”.

* Um estudo importante que poderá "geringar" estratégia contra a pobreza.

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