quinta-feira, 11 de maio de 2017

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HOJE NO  
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS   
DA MADEIRA"

Mais de 115 jornalistas foram 
agredidos em seis semanas de
 protestos na Venezuela

Mais de 115 jornalistas e trabalhadores da imprensa foram agredidos nas últimas seis semanas na Venezuela, no âmbito dos protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro.
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Os dados foram confirmados aos jornalistas por Marco Ruíz, secretário-geral do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP), no dia em que centenas de jovens estudantes homenagearam Miguel Castillo Bracho, 27 anos, um jornalista que faleceu quarta-feira, depois de ser atingido por uma pequena esfera metálica que se alojou no ventrículo esquerdo do coração.

Segundo Marco Ruíz existe uma “intenção manifesta” de evitar que os jornalistas registem a notícia dos incidentes entre manifestantes e as forças policiais e, quando as forças de segurança os abordam, “destroem-lhes” as máquinas, “roubam” ou ordenam apagar o material informativo.

“Quando as manifestações são reprimidas, os oficiais também disparam tiros de borracha numa linha onde estão unicamente os trabalhadores dos meios (imprensa)”, frisou.

Por outro lado, explicou que o sindicato denunciou, no Ministério Público, a “atuação articulada de grupos paramilitares” que agridem os jornalistas.

Como exemplo referiu que colegas da Vivo Play foram “sequestrados por paramilitares, que depois de obrigá-los a ajoelhar-se na via pública, os entregaram a funcionários da Direção de Contra-Inteligência Militar”.

“Há pelo menos um nível de articulação entre estes grupos paramilitares e o Estado, através dos organismos de segurança, o que é gravíssimo”, frisou.

Por outro lado, apelou aos deputados da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática para que exijam aos manifestantes que respeitem os jornalistas, porque tem havido casos de profissionais de canais de televisão que têm sido expulsados quando cobrem as manifestações.

* Esta é a democracia de "nicolas podre"

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