quinta-feira, 11 de maio de 2017

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HOJE NO 
"JORNAL DE NOTÍCIAS"
Mata mãe que a forçou a passar 
por deficiente desde criança

Uma norte-americana de 23 anos, forçada pela mãe a passar por deficiente, orquestrou o assassinato da própria antes de anunciar a morte no Facebook. O caso chocante data de 2015 e deu origem a um documentário, que vai para o ar na próxima segunda-feira.

Gypsy Rose Blanchard foi dada como culpada pela morte da mãe, Dee Dee Blanchard, de 48 anos, encontrada esfaqueada em casa, no Missouri, em junho de 2015. Segundo o juiz que a julgou, o crime foi perpetrado pelo namorado, a seu pedido.
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Ao abrigo de um acordo judicial, Gypsy aceitou cumprir 10 anos de prisão por homicídio de segundo grau, depois de o advogado ter feito provar que a sua mãe a forçou, desde a infância, a agir como deficiente, apesar de não o ser.

Rod Blanchard, pai de Gypsy, com quem nunca viveu, e ex-marido de Dee Dee, de quem se separou antes do nascimento da filha, disse ao "The New York Post" que ficou em choque quando viu a filha - que toda a vida se tinha deslocado numa cadeira de rodas - a entrar na sala de audiências do Tribunal do Wisconsin pelos próprios pés.

Gypsy terá sido mantida em casa, a vida toda, como doente que não era. Para os familiares, amigos e vizinhos, tinha leucemia, distrofia muscular e uma série de outros problemas de saúde que Dee Dee relatava.

A doença, na verdade, poderá ter estado sempre na mãe: Síndrome de Münchhausen por poder. Trata-se de um transtorno segundo o qual o doente faz acreditar que alguém ao seu cuidado tem uma doença física ou mental, agindo como se isso fosse realmente verdade.

Gypsy chegou a ter algumas complicações de saúde, segundo relatórios médicos, provocados por medicação administrada pela mãe.

Os contornos bizarros do caso de matricídio chocou a comunidade e vai agora para as televisões, a 15 de maio. O documentário "Mommy Dead and Dearest" (canal HBO), realizado por Erin Lee Carr, conta as décadas de abuso e explora o transtorno do qual Dee Dee sofreria, contando também com uma entrevista exclusiva a Gypsy.

Segundo declarações de Carr, o realizador, ao "The New York Post", no documentário, os vizinhos da vítima relatam a relação "inabalável" de filha e mãe, que dedicava todo o seu tempo às supostas doenças de Gypsy.

"Eram inseparáveis. Faziam tudo juntas", disse Kristy Blanchard, atual mulher de Rod e madrasta de Gypsy ao jornal. "A Dee Dee chegou a dizer-me que, se alguma coisa acontecesse consigo ou com a filha, queria que morressem as duas ao mesmo tempo, já que uma não conseguia viver sem a outra", contou.

Essa relação aparentemente inseparável tornou ainda mais chocante a publicação que Gypsy fez no Facebook, a 14 de junho do mesmo ano, e que levou à sua detenção: "That bitch is dead" (Aquela cabra está morta).

* Uma história tenebrosa, se aquela cabra fosse nossa mãe não sabemos o que faríamos.

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