quarta-feira, 3 de maio de 2017

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Ministro diz que general do Exército
 "não é inimputável"

Críticas à decisão de deixar Kosovo levam ministro a dizer que "general no ativo mais rede social não costuma dar bom resultado"

O ministro da Defesa afirmou esta quarta-feira que o comandante operacional do Exército "não é inimputável".
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Azeredo Lopes falava aos jornalistas sobre as críticas feitas domingo pelo tenente-general Faria Menezes, número três da hierarquia do Exército, à decisão do poder político de terminar a missão militar no Kosovo.

"Estamos a falar de alguém que, a meu ver menos bem, decidiu exprimir a sua opinião, aliás entretanto aparentemente corrigida na mesma rede social", observou o governante, à margem da visita aos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo.

"Está demonstrado que um general no ativo mais rede social não costuma dar bom resultado", referiu o ministro da Defesa acrescentando: "Tenho de dizer isto porque, se recusasse comentar, estaria evidentemente a tratar quem exprimiu a sua opinião como se fosse alguém inimputável e ele não é inimputável."

Domingo, através da rede social Facebook, Faria Menezes disse que o fim da missão militar no Kosovo era "uma decisão política, com pouca ou nenhuma discussão mediática ou em sede parlamentar".

Horas depois, noutro texto, o mesmo tenente-general assumiu que aquela era uma ""decisão legítima do Estado" e afirmou-se "totalmente empenhado" em cumpri-la.

* O ministro Azeredo Lopes tem-se saído muito bem quando galões e estrelas se esquecem que estão subordinadas ao poder civil, que os ramos das Forças Armadas têm veículos próprios de comunicação pública e um ministro civil que as tutela. No topo da hierarquia e num regime democrático a obediência tem de ser absoluta, se não gostam escolham outro ofício.

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