17/11/2011



HOJE NO
"DESTAK"


Ministro admite agravamento da criminalidade violenta e organizada

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, admitiu quarta-feira à noite um agravamento da criminalidade grave, violenta e organizada este ano, uma tendência que se regista desde o ano passado.
No final da discussão do Orçamento do Estado 2012 para a Administração Interna, no Parlamento, Miguel Macedo disse aos jornalistas que está previsto um reforço de verbas para as forças de segurança enfrentarem o aumento da criminalidade.
“O Orçamento do Estado para 2012 é o orçamento da reposição da verdade. É muito gravoso para as forças de segurança um clima de instabilidade orçamental”, afirmou o governante.
No debate, o ministro anunciou ainda a abertura de um concurso no próximo ano para 1.100 elementos das forças de segurança, designadamente 800 para a GNR e 300 para a PSP.

Miguel Macedo referiu igualmente que está previsto que até ao final do ano se reformem 500 elementos das forças de segurança.
Mas se o orçamento das forças de segurança vai aumentar (7,7 por cento o da PSP e quatro por cento o da GNR), a verba prevista no orçamento de 2012 para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras vai baixar 3,4 por cento (%), uma redução que o ministro justificou com a diminuição do número de dirigentes.
Com estas alterações, a PSP vai receber no próximo ano 695 milhões de euros e a GNR 840,1 milhões.
Numa audição que durou mais de três horas, o ministro da Administração Interna reconheceu que há muitas esquadras da PSP e postos da GNR “sem o mínimo de condições de trabalho” para os elementos das forças de segurança.
Sobre a extinção da Empresa de Meios Aéreos, o ministro disse que estão a ser equacionadas três hipóteses e que “a cooperação com a força aérea está em cima da mesa”.
Miguel Macedo anunciou também que no próximo ano vão ser gastos quatro milhões de euros na instalação de radares de controlo de velocidade e que a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária vai receber 39,5 milhões de euros.

Já a Autoridade Nacional de Protecção Civil vai receber menos 2,6 por cento no próximo ano, num total de 127 milhões de euros.
O orçamento global do Ministério da Administração Interna para 2012 é de dois mil milhões de euros.


* Se há esquadras sem o mínimo de condições de trabalho, se os agentes estão insatisfeitos, mal pagos e vulneráveis, combate-se o crime como??


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