sábado, 24 de junho de 2017

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ESTA SEMANA NO 
"O JORNAL ECONÓMICO"

Estamos a pagar demais 
pela avaliação de imóveis? 
Banca cobra mais do dobro, diz Deco

Associação de Defesa dos Consumidores exige o fim do "monopólio dos bancos" sobre as avaliações para hipotecas bancárias.

A banca está a capitalizar cerca de metade do que os clientes pagam quando solicitam um empréstimo para compra de um imóvel e que obriga a uma avaliação, argumenta a DECO.

Os clientes pagam em média 232 euros por uma avaliação da casa, que é pedida pelo banco, quando custa ao banco menos de metade – cerca de 112 euros – segundo um estudo da Proteste Investe realizado em maio.

Segundo a DECO, quando contratadas diretamente pelos consumidores as avaliadoras cobram em média 163 euros, o que significaria uma poupança média de 69 euros para os clientes.
“A DECO exige que o consumidor possa escolher o avaliador e usar uma única avaliação em várias instituições, à semelhança do que se passa na vizinha Espanha”, escreve a associação de defesa dos consumidores no seu website. 

Alerta ainda que caso o crédito seja recusado e o cliente solicite o serviço a outra entidade bancária, a avaliação já efetuada não pode ser utilizada. 
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“Se o consumidor recorrer a outro banco, tem de pagar uma nova avaliação. A que tinha feito anteriormente não serve, apesar de estar prevista na lei a chamada portabilidade da avaliação, mas, na prática, esse relatório não será aceite por uma segunda instituição bancária”, defende. 

Em 2015, as avaliações para hipotecas renderam aos bancos receitas de 1 milhão de euros, segundo contas da associação de consumidores, que assumiu a realização de pelo menos uma hipoteca em todos os 5122 contratos mútuos com hipoteca realizados nesse ano. 

* A banca até de portas fechadas concretiza "assaltos" aos clientes sem precisar de máscara ou arma de fogo, tudo legal.

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