sábado, 6 de maio de 2017

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ESTA SEMANA  NA  
"GERINGONÇA"

Maria Luís e Marcelo em guerra aberta

A polémica estalou no seguimento da entrevista da ex-ministra das Finanças ao programa A Vida do Dinheiro, da TSF. Confrontada com as declarações recentes do Presidente da República, de que os resultados orçamentais do Governo são “sustentáveis”, Maria Luís Albuquerque desqualificou as posições de Marcelo Rebelo de Sousa afirmando que o Presidente “não é uma entidade independente nem técnica”. A ex-ministra acrescentou que, sobre os resultados orçamentais do Governo, prefere ouvir outras entidades “independentes”.
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Já durante a tarde chegou a (inevitável) resposta do Presidente da República, onde foi notório que as palavras de Maria Luís Albuquerque não caíram bem junto de Marcelo Rebelo de Sousa. “Sempre que alguém usou o Presidente como arma de arremesso, não ficou bem”, avisou Marcelo, deixando outros alertas ao PSD, aos quais nem Passos Coelho escapou.

Em declarações aos jornalistas, em Valpaços, Marcelo salientou que a função do Presidente da República é “pensar nos portugueses”. “Eu tenho dito sempre quando há comentários de candidatos autárquicos, no caso é uma candidata autárquica, o que digo sempre: o Presidente da República está acima dessas guerras, foi eleito para representar todos os portugueses e quer é pensar no que é melhor para os portugueses”, salientou, reduzindo a ex-ministra e vice-presidente do PSD a uma mera “candidata autárquica”.

Questionado sobre a saída para breve de Portugal do Procedimento por Défices Excessivos (PDE), Marcelo continuou a brindar os jornalistas com mais indiretas: “Se vier a sair é uma grande alegria. 

Sou daqueles que ficam felizes com aquilo que é bom para o país. Acho que todos os portugueses devem ficar felizes se o país sair do PDE – não era líquido há um ano. Gente muito qualificada e muito inteligente disse que era matematicamente impossível. E foi possível chegar a este défice”, referiu, numa clara alusão às posições tomadas pela anterior ministra das Finanças de Passos Coelho.

“Se há saída [do PDE], o Presidente é o primeiro a ficar feliz. É uma satisfação patriótica. E acho que os portugueses devem ficar felizes, pois é puxar o país para cima”, concluiu Marcelo, em claro contraste com o estilo negativo do (ainda) líder do PSD.

* Não concordamos com o título da notícia, a comezinha Albuquerque não tem chance perante o PR de  qualquer  "abébia" quanto a estalar de polémica. Foi ministra num governo pindérico, pindérico foi o  seu exercício, terá o seu nome registado na lista de ministros das Finanças porque a história não permite apagar o nome das pessoas que são para esquecer.

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