terça-feira, 2 de maio de 2017

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HOJE NO 
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Merkel diz a Putin que sanções 
vão continuar até acordos 
de Minsk serem cumpridos

A chanceler alemã Angela Merkel disse hoje desejar o fim das sanções europeias contra a Rússia, mas insistiu no cumprimento dos acordos de Minsk para a resolução do conflito separatista. 
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"Gostaria que tivéssemos a possibilidade de levantar as sanções quando forem cumpridos os acordos", assinalou Merkel em conferência de imprensa conjunta com o Presidente russo Vladimir Putin, após uma reunião dos dois responsáveis em Sochi, (sudeste da Rússia), nas costas do Mar Negro.

Merkel, após referir-se a "conversações construtivas", lamentou a inexistência de "progressos" na resolução do conflito no leste da Ucrânia onde, referiu, "se acentuam as tendências separatistas" dos pró-russos. Merkel disse ainda que pediu a Putin para ajudar na protecção dos direitos dos homossexuais na Chechénia, na sequência de relatos sobre perseguições nesta república autónoma do Cáucaso.

Na resposta, e numa referência à situação na Ucrânia, o chefe do Kremlin reiterou a posição de Moscovo de que o conflito no leste da Ucrânia "é em primeiro lugar resultado do golpe de Estado em Kiev" em Fevereiro de 2014, e acusou as autoridades ucranianas de provocarem "a cisão dos territórios" do leste do país "como todo o género de bloqueios" económicos, financeiros e de outro género dirigidos às zonas controladas pelos separatistas pró-russos.

Perante a preocupação manifestada por Merkel pela "expropriação das empresas" nos territórios pró-russos, Putin respondeu que "nada foi expropriado às empresas e seus funcionários ucranianos, mas os trabalhadores "na impossibilidade de receber matérias-primas e descarregar a mercadoria na Ucrânia, assumiram a sua administração temporária para permanecerem com meios de subsistência".

Os dois dirigentes abordaram um vasto conjunto de temas de actualidade, incluindo a Síria e direitos humanos.

Putin, aliado do regime do Presidente sírio Bashar al-Assad, insistiu que o ataque com armas químicas na localidade síria de Khan Sheikhun -- que provocou 92 mortos e com Damasco a ser acusado de responsabilidade pelo ataque pelas potências ocidentais --, exige "uma investigação escrupulosa e imparcial".

O Presidente russo também se pronunciou sobre as alegadas ingerências de Moscovo nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, em outros processos eleitorais na Europa.

"Nunca nos metemos na vida política de outros países. E gostaria que ninguém se metesse na nossa. Lamentavelmente, observamos exactamente o contrário desde há muitos anos, como as tentativas de influenciar os processos políticos internos da Rússia, seja através de ONG ou de forma directa", denunciou Putin.

* Merkel, a única e verdadeira presidente da União Europeia, tudo o resto são acólitos.

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