segunda-feira, 10 de abril de 2017

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HOJE  NO 
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Dijsselbloem: "Portugal não queria realmente a minha demissão"

Presidente do Eurogrupo diz que o silêncio de Mourinho Félix na última reunião foi demonstrativo da vontade portuguesa
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O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, revelou acreditar que Portugal não queria realmente a sua demissão, na sequência dos comentários que proferiu sobre os países do sul da Europa gostarem de "gastar dinheiro em copos e mulheres".
No entender do ministro holandês, o facto de Mourinho Félix, secretário de Estado Adjunto e das Finanças, ter "ficado calado" na última reunião conjunta é uma prova inequívoca de que Portugal não estava assim tão interessado na sua saída do organismo.
"Estava à espera que o colega português pedisse a minha demissão”, confessou Dijsselbloem em entrevista ao diário holandês "De Volkskrant", no qual garantiu também sentir "tristeza" pela repercussão que os infames comentários acabaram por atingir. "Entristece-me muito que tenhamos dedicado tanto tempo e energia a uma entrevista enquanto a Grécia cai numa nova crise", afirmou, considerando que foi tratado como se tivesse cometido um "crime de guerra".

Dijsselbloem, de resto, voltou a negar-se a pedir desculpa pelas declarações, garantindo ter sido mal interpretado. "Não podia retratar-me de uma coisa que não tinha dito, de uma coisa à qual não me referi", salientou.

Questionado sobre se espera cumprir o seu mandato até janeiro de 2018 à frente do grupo que reúne os ministros das Finanças dos países do euro, o social-democrata holandês lembrou que a curto prazo irá haver um novo Governo no seu país, pelo que o Eurogrupo terá de "procurar rapidamente um novo presidente", embora deixando no ar a possibilidade de concluir o mandato caso não seja encontrada uma solução em tempo útil.

* TÍTULO EM 07/04/17 NO "OBSERVADOR"




Governo exige pedido de desculpas e .Dijsselbloem
. reage: estou “chocado”


O secretário de Estado das Finanças exigiu um pedido de desculpas público ao presidente do Eurogrupo sobre as declarações sobre os países do Sul da Europa. Dijsselbloem não gostou e reagiu.

** Em que é que ficamos, não é preciso o holandês demitir-se, basta que exale o último suspiro.

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