quarta-feira, 19 de abril de 2017

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4,5 milhões de japoneses entre 
os 35 e 54 anos ainda vivem com os pais

O termo "solteiros parasitas" foi cunhado em 1997 por Masahiro Yamada, um sociologista da Universidade de Chuo.

O fenómeno começou a ser notado no Japão há cerca de 20 anos. 
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Hoje, cerca de 4,5 milhões de japoneses com idades entre os 35 e os 54 anos não trabalham e ainda vivem com os pais, de acordo com uma pesquisa do Instituto de Estatística realizada em 2016. Tudo começou no país há duas décadas no país, quando se instituiu a tendência dos filhos solteiros se manterem a viver em casa dos pais, sem seguirem qualquer carreira profissional.
Agora, noticia a Reuters, o Japão exibe toda uma geração de “solteiros parasitas” (como ficaram conhecidos, pelas suas opções de vida) que enfrentam um futuro precário e incerto, sobretudo depois da morte dos pais que os sustentaram durante anos, sem acesso a rendimentos nem poupanças.

Muitos já na meia-idade, sem experiência profissional e sem rendimentos próprios, ameaçam agora tornar-se num encargo extra para o Estado japonês e o sistema de segurança social do país, já de si sobrecarregado pela população cada vez mais envelhecida e pela força laboral em diminuição.

 De acordo com os números revelados em 2015, no seio da geração de japoneses com mais de 50 anos um em cada quatro homens e uma em cada sete mulheres não casaram. O termo “solteiros parasitas” foi cunhado em 1997 por Masahiro Yamada, um sociologista da Universidade de Chuo.

Além dos problemas já enunciados, este fenómeno contribui para uma redução acentuada da taxa de natalidade e da população no Japão, afetando também o consumo, muito impulsionado pela criação de novas famílias.

* É muito parasita solteiro.

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