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HOJE NO
"O JORNAL ECONÓMICO"
Acesso ao fundo de resgate da zona
euro sem condições, mas apenas
para despesas de saúde
Eurogrupo chegou esta quinta-feira a acordo sobre o pacote de apoio económico e social aos países europeus para enfrentarem a crise provocada pela Covid-19. Impasse sobre as condições de acesso ao financiamento do Mecanismo Europeu de Estabilidade foi desbloqueado, permitindo aos países ter acesso a fundos que podem ir até 2% do PIB de cada Estado-Membro.
As condicionalidades de acesso ao financiamento através do Mecanismo
Europeu de Estabilidade (MEE) era o principal ponto de discórdia entre
os ministros das Finanças europeus, com o entrave a ser desbloqueado
esta quinta-feira, permitindo ao Eurogrupo chegar a um acordo político.
Depois de várias reuniões e contactos bilaterais, o presidente do grupo,
Mário Centeno, anunciou um pacote de medidas de apoio económico e
social, que vale cerca de 500 mil milhões de euros.
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Entre as medidas está o financiamento através de uma linha de crédito do
fundo de resgate da zona euro, livre de condições, desde que o
financiamento seja alocado a despesas de saúde, mantendo-se as condições
para o apoio económico. Os ministros acordaram um ajustamento das
condições do MEE “à luz deste desafio específico”, que permite que este
fique “disponível para todos os Estados-Membros da zona euro durante
estes tempos de crise”.
“O único requisito para ter acesso à linha de crédito será que os
Estados-Membros da zona euro que solicitem este apoio se comprometam a
utilizar esta linha de crédito para suportar o financiamento nacional
direta ou indiretamente de cuidados de saúde, tratamentos e prevenção de
custos relacionados com a crise da Covid-19”, explica o comunicado,
divulgado após a vídeo-conferência.
O montante disponível será de
2% do PIB de cada país no final de 2019 – o que no caso português
equivale a cerca de 4,2 mil milhões de euros – e deverá ficar disponível
“dentro de duas semanas”, ficando “disponível até que a crise da
Covid-19 termine”.
O
Eurogrupo liderado por Mário Centeno acordou ainda que os
Estados-membros devem continuar “empenhados em reforçar os fundamentos
económicos e financeiros”, seguindo as regras do Pacto de Estabilidade e
Crescimento e do Semestre Europeu. Fica, assim, excluída a
possibilidade de aceder ao financiamento do MEE para apoio económico,
sem condições – como a não assinatura de um memorando de entendimento -,
que era defendido por Itália e rejeitado pela Holanda.
Acordaram
ainda a criação de um “fundo de recuperação”, com o objetivo de
“preparar e apoiar a recuperação”. “Este fundo será temporário,
direcionado e proporcional aos custos extraordinários da atual crise”,
indicam, assinalando que estará dependente dos líderes europeus a
decisão sobre o modelo de financiamento.
Os ministros das Finanças
alinharam ainda posições sobre “a necessidade de estabelecer, durante o
período de emergência, um instrumento temporário baseado em empréstimos
para assistência financeira, nos termos do artigo 122 do Tratado sobre
Funcionamento da União Europeia”, pelo que garantam que irão empenhar
todos os esforços para o tornar operacional “o mais rapidamente
possível”.
Congratularam-se com a programa SURE da Comissão
Europeia, de cerca de 100 mil milhões de euros, com base no orçamento da
União Europeia, assinalando que “este instrumento poderá apoiar
principalmente os esforços para proteger trabalhadores e empregos,
respeitando as competências nacionais no campo dos sistemas de segurança
social e algumas medidas relacionadas à saúde”. Também o fundo de
garantia pan-europeu de 25 mil milhões de euros, através do Banco
Europeu de Investimento reuniu consenso, permitindo o apoio de 200 mil
milhões de euros de financiamento para pequenas e médias empresas.
Mário
Centeno revelou que “hoje acordamos em criar um apoio para a crise
pandémica no montante de 2% do PIB de cada um dos países, isto é cerca
de 240 mil milhões de euros. É uma salvaguarda importante de todos os
países da zona euro”.
* O sr. ministro das Finanças português comporta-se como a modista de alta-costura na confecção de um "tailleur" por medida para a senhora Merkel e como o proprietário de um pronto-a-vestir manhoso que impinge aos países do sul da Europa.
Com este acordo seremos fornicados tanto ou mais como Sócrates nos fornicou.
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