quarta-feira, 21 de junho de 2017

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"
Investigada fuga de informação
 no exame nacional de Português

O Instituto de Avaliação Educativa abriu um inquérito a uma alegada fuga de informação no exame nacional de Português realizado na segunda-feira.

O conteúdo da prova terá andado a circular nas redes sociais, depois de uma gravação áudio ter circulado no WhatsApp.
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"Ó malta, falei com uma amiga minha cuja explicadora é presidente do sindicato de professores, uma comuna, e diz que ela precisa mesmo, mesmo, mesmo e só de estudar Alberto Caeiro e contos e poesia do século XX. Ela sabe todos os anos o que sai e este ano inclusive. E pediu para ela treinar também uma composição sobre a importância da memória...", ouve-se no áudio feito por uma aluna e divulgado pelo jornal Expresso.

Um professor da Escola Secundária Luísa de Gusmão, em Lisboa, disse ao semanário que "não passa pela cabeça de ninguém que seja possível, por coincidência, acertar nas três coisas. É óbvio que houve uma fuga".

O exame de Português do 12.º ano foi feito na segunda-feira por 79.025 alunos, a prova com mais inscrições nos exames de Secundário.

Recorde-se que os exames são obrigatórios e têm um peso de 30% para a média da disciplina em questão. Se o aluno tiver uma nota inferior a 10 valores, isso não significa logo uma reprovação, a menos que a média total seja inferior a esse valor.

Na denúncia que enviou ao Ministério da Educação e ao Júri Nacional de Exames, o professor refere que esta alegada fuga de informação "compromete seriamente a justiça do exame de Português" e defende que este "deveria pura e simplesmente ser repetido".

"Independentemente de vir ou não a ser anulada, o que me parece óbvio é que tem de haver um controlo muito maior sobre as provas porque o que aconteceu descredibiliza totalmente os exames nacionais", disse o professor ao jornal.

* Oxalá a PJ descubra os autores desta traficância.

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