26/01/2012



HOJE NO
"DIÁRIO  ECONÓMICO"

Fraude na Saúde custa 200 milhões 
de euros por ano ao Estado

Governo garante “prioridade máxima” no combate à fraude no SNS.

A fraude no Serviço Nacional de Saúde custa aos cofres do Estado cerca de 200 milhões de euros por ano. Um valor que coloca o combate a este tipo de crime nas prioridades do Governo. "É a prioridade máxima em termos de crime económico, idêntica à de crimes com presos preventivos", disse ontem Paulo Macedo, no final da conferência "Combate à Fraude contra o SNS".

Os responsáveis pelas pastas da Saúde e da Justiça recusaram-se a avançar com números concretos, limitando-se a citar os dados da Organização Mundial da Saúde, que estima que cerca de 6% dos gastos em saúde sejam potencial fraude, um número que sobe para 10% no caso das compras, onde a grande fatia são os medicamentos.

Aplicando este valor ao Serviço Nacional de Saúde - "Só em medicamentos vendidos em Portugal estamos a falar em quatro mil milhões de euros, mais de metade são encargos do Estado", referiu ontem Paulo Macedo - é possível concluir que a fraude em medicamentos em Portugal poderá chegar aos 200 milhões de euros.

Recorde-se que o último relatório anual da Inspecção-Geral das Finanças já referia que do total das despesas do Estado com a comparticipação de medicamentos em 2010, 40% era potencial fraude.


* Já aqui tinhamos escrito que a "SAÚDE É UM GRANDE NEGÓCIO".Este "NEGÓCIO" não está nas mãos dos fucionários públicos que trabalham na área e que também por causa destas fraudes estão a ser penalizados nos salários e nos direitos laborais.
O "NEGÓCIO" é "orientado" por empresários que permanentemente afirmam a necessidade de o trabalhador ser penalizado mas nunca os ouvimos defender o combate às negociatas.

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