domingo, 18 de junho de 2017

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HOJE NO 
"A BOLA"

Pedidos de revisão da nota dos árbitros «são normais»

O defeso de 2017 ameaça ficar conhecido como o verão quente dos e-mails. A edição de ontem do semanário Expresso deu conta de uma troca de mensagens entre Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves, pedindo o presidente encarnado para que fossem tomadas medidas para que se baixasse a nota do árbitro Rui Costa, devido à prestação num jogo entre FC Porto e Benfica em maio de 2014: «Paulo, devíamos participar deste artista, pois brincou com o Benfica. Temos de dar-lhe cabo da nota», escreveu Luís Filipe Vieira. Feita a participação a nota baixou efetivamente de 3,5 para 2 (de 0 a 5). O jogo em questão foi o último da época 2013/14, tendo as águias jogado no Estádio do Dragão já campeãs. 
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OS CLUBES GOSTAM
 Fonte da SAD encarnada considera não ter existido qualquer anormalidade nesta situação. «Pedidos dessa natureza, para serem reavaliadas as notas dos árbitros quando são conhecidos erros concretos por parte da equipa de arbitragem eram comuns e legais, é para isso que existe a CAR, Comissão de Análise e Recurso», sublinhou a A BOLA fonte da SAD.

O jornal teve acesso a dois casos de processos de recurso às notas atribuídas pelos observadores da Liga. Num dos casos envolvendo, inclusive, Pedro Proença (atual presidente da Liga) na sequência da deslocação das águias à Choupana, para jogar com o Nacional a 10 de fevereiro de 2013 (empate por 2-2, num desafio em que Proença expulsou Cardozo e Matic, e ainda Marçal, do Nacional).

Ou seja, assumem os responsáveis encarnados que «recursos deste género são normais», argumentando ainda que «até foi o FC Porto o clube que mais recursos apresentou», levando à revisão da nota e frequentemente à queda da mesma.

Em reação à notícia do Expresso, Francisco Marques, diretor de comunicação do FC Porto, utilizou o Twitter para mostrar estupefação. «‘Temos de dar-lhe cabo da nota’, é a via legal à lá Benfica. 3,5 para 2,0 quantas vezes aconteceu? Tudo bons rapazes», escreveu naquela rede social, a mesma onde João Gabriel, diretor de comunicação das águias à data dos acontecimentos, também utilizou para clarificar: «CAR-Comissão de Análise e Recursos. O Benfica deu ‘cabo da nota’ de vários árbitros quando se sentiu prejudicado e sempre pela via legal», escreveu.

* O defeso do futebol português precisa de sangue, muito.

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