08/06/2015

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HOJE NO
 "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Lince ibérico percorreu 500 quilómetros em meio ano para regressar a Portugal

Os linces irmãos Kahn e Kentaro foram ambos soltos no centro de Espanha, e enquanto Kentaro foi para norte, Kahn regressou a Portugal, onde nasceram, atravessando a nado o Tejo e o Guadiana.

O lince ibérico Kahn nasceu em cativeiro, em Silves, e quando foi libertado nos Montes de Toledo, no centro de Espanha, não quis ficar por lá. Solto em novembro de 2014, Kahn acabou por viajar mais de 500 quilómetros para voltar a Portugal, onde nasceu, após atravessar o Tejo e o Guadiana.
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Kahn viajou na direção contrária do seu irmão, Kentaro, que foi libertado com ele mas optou por viajar para norte. Juntos, os dois linces já percorreram mais de mil quilómetros em apenas meio ano, revelando, como destaca o projeto Iberlince, responsável por monitorizar as deslocações dos linces, a grande capacidade de mobilidade destes animais. Kahn e Kentaro chegaram a percorrer mais de 25 quilómetros num só dia.

A viagem de Kahn trouxe-o a Portugal no final do mês de maio. Quando foi libertado começou logo a deslocar-se para Oeste, tendo atravessado as zonas altas da serra onde foi solto, para depois atravessar o rio Tejo, o que não fez de uma só vez, passando alguns dias numa ilha. Também atravessou o Guadiana a nado para chegar a Portugal.

É possível saber por onde se deslocam os linces graças aos localizadores que o projeto Iberlince, que procura garantir a continuidade da espécie muito ameaçada, colocou nos animais. A ninhada de Kahn e Kentaro foi criada em cativeiro no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico.
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OS PERCURSOS DOS MANOS
Em comunicado, o projeto Iberlince destaca que as deslocações dos dois irmãos mostram não só a capacidade dos animais desta espécie de se deslocarem longas distâncias, mas também a sua grande capacidade de sobrevivência em diferentes ambientes. Os dois linces sobreviveram mesmo em locais onde a sua presa principal, o coelho bravo, existe em pouca quantidade, pelo que se devem ter alimentado de outras presas.

* Uma aventura fabulosa com base no instinto  de sobrevivência.


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