15/01/2012

1 - VULTOS DA CULTURA DO SEC XVI »»» aquiles estáço

Aquiles Estaço nasceu na Vidigueira a 15 de Julho de 1524, filho de Paulo Nunes Estaço de uma família importante Évora. Estudou em Coimbra onde fez grandes progressos e resolveu procurar mais conhecimentos fora do país, tendo ido frequentar a Universidade de Lovaine. Aí publicou a sua primeira obra conhecida, em que começou a utilizar o seu nome latinizado e acrescentado de uma forma indicadora da sua nacionalidade: Achilles Statius Lusitanus.

O pouco conhecimento que dele se tem deve-se sobretudo ao facto de a sua obra ser quase toda escrita em latim e acrescido do facto de ter ficado em grande parte inédita. A obra não pode ser, infelizmente, apreciada pelo grande público e o seu estudo está reservado a um pequeno número de erúditos.

No entanto, o seu valor continua a ser afirmado e ele ocupa um lugar de destaque na História das Humanidades, sobretudo como comentador de autores clássicos, como por exemplo Cícero, Suetónio, Catulo, Tibulo e Horácio.

O seu legado consiste em 25 obras impressas e 38 manuscritos (de que há conhecimento). Até as obras impressas são de díficil acesso, encontrando-se o seu núcleo mais importante, juntamente com os manuscritos, na Biblioteca Vallicelliana, de Roma. Podem ser encontradas também algumas na Biblioteca Nacional Central, de Florença.

Além do latim conhecia profundamente o grego e o hebraico. Dados os seus conhecimentos humanisticos, Roma atraia-o, assim, foi lá que passou os seus últimos anos de vida.

A primeira actividade que aí exerceu foi a de purificação dos textos eclesiásticos que haviam sido alterados para depois serem publicados, obra que lhe foi atribuida pelo Cardeal Carlo Barromeo e que tinha sido encomendada pelo Papa Pio IV. Desempenhou vários outros cargos de importancia.

Consumiu grande parte do seu tempo extraindo das bibliotecas as obras de santos padres gregos, traduzindo-as para latim, como foram as orações de S. João Crisóstomo e alguns tratados de S. Cirilo, Santo Anastásio, S. Gregório Nisseno, Anfilóquio, e os hinos de Calimacho, demonstrando o profundo conhecimento que tinha da lingua grega.

Faleceu em Roma no dia 17 de Setembro de 1581. Foi sepultado, conforme sua vontade, vestido com o hábito de S. Domingos na igreja da Congregação do Oratório de Roma, à qual legou também a sua biblioteca. Este legado veio a constituir "o primeiro núcleo da actual Biblioteca Vallicelliana, de Roma".

IN SITE DO MUNICÍPIO DA VIDIGUEIRA

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