12/12/2011


21–  OS MESTRES DO DINHEIRO




Os episódios anteriores têm vindo a ser editados 
às segundas-feiras a esta mesma hora
FIM DA SÉRIE


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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"


Utilizadores do serviço móvel 
continuam a crescer no terceiro trimestre

No fim do terceiro trimestre de 2011 o número de estações móveis activas associadas a planos tarifários pós-pagos, pré-pagos e planos combinados/híbridos ascendia a cerca de 16,63 milhões, o que corresponde a um aumento de 1,9% face ao trimestre anterior.

De acordo com o comunicado da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), foram utilizadas no último mês do trimestre cerca de 13,34 milhões das estações móveis do total de 16,63 milhões, o que significa uma utilização de 80,2%.

Relativamente ao trimestre anterior, corresponde a um aumento de 1,5%. Excluindo as placas/modem utilizadas para acesso à Internet em banda larga móvel, o número de estações móveis/equipamentos de utilizador activos e com utilização efectiva ascendeu a 12,2 milhões, um aumento de 239 mil face ao segundo trimestre.

“No período em análise, os planos pré-pagos representavam 71,7% das estações móveis. Com excepção dos planos combinados/híbridos com utilização efectiva, todos os restantes planos registaram aumentos face ao trimestre anterior, em particular os pré-pagos”, revela o comunicado da Anacom.

Quanto à penetração do serviço móvel, esta elevou-se em Setembro a 156,3 por 100 habitantes. Se se considerassem apenas as estações móveis com utilização efectiva, a penetração em Portugal teria sido de 125,4.

Com base nos resultados do Barómetro de Telecomunicações – Redes Móveis da Marktest para o trimestre móvel de Setembro 2011, 92% dos residentes em Portugal eram clientes do serviço móvel.

A diferença entre os valores deve-se à existência de utilizadores com mais do que um cartão de acesso ao serviço, existência de cartões SIM para utilização exclusiva de serviços de dados e acesso à Internet e outros afectos a máquinas, equipamentos, viaturas e empresas.

Quanto ao perfil do consumidor do serviço telefónico móvel relativamente ao seu plano tarifário retiraram-se várias conclusões.

Concluiu-se que os consumidores com tarifários pré-pagos com carregamentos obrigatórios são, em média, mais jovens que os restantes, que os clientes com maiores níveis de escolaridade têm maior propensão a disporem de tarifários pós-pagos, e que são sobretudo os clientes dos tarifários pré-pagos sem carregamentos que apresentam menores níveis de escolaridade.

Concluiu-se também que é na faixa dos reformados que o peso de tarifários pré-pagos é mais significativo. Relativamente ao consumo destacaram-se três aspectos significativos.

“O gasto mensal com o telemóvel tende a ser significativamente menor nos clientes com tarifários pré-pagos, os clientes com tarifários pré-pagos, sobretudo com carregamentos obrigatórios, tendem a enviar, em média, mais SMS do que os clientes com tarifários pós-pagos, e o uso de Internet no telemóvel tende a ser mais significativo junto dos clientes com tarifários pós-pagos por comparação aos pré-pagos sem carregamentos obrigatórios", desenvolve o comunicado da Anacom.

Quanto à banda larga, no final de Setembro cerca de 10,8 milhões de utilizadores estavam habilitados a usar este serviço. O número de utilizadores activos e que efectivamente utilizaram serviços característicos de 3ª geração foram cerca de 4 milhões, número 2,4% superior ao trimestre anterior.

Quanto à duração das chamadas realizadas nas redes móveis no terceiro trimestre, o número ascendeu a 5,4 mil milhões de minutos de conversação, valor semelhante ao registado no trimestre anterior. Em termos homólogos, o número de minutos de conversação cresceu 1,6%.

“O número de minutos terminados nas redes móveis foi de 5,4 mil milhões, valor semelhante ao registado no trimestre anterior. O tráfego fixo-móvel voltou a registar um aumento (+12,1%), contrariando a tendência de decréscimo dos trimestres anteriores”, refere o comunicado.

No mesmo período foram realizadas cerca de 2,25 mil milhões de chamadas, menos 1,3% face ao período homólogo.

“O número de chamadas recebidas na rede móvel foi cerca de 2,2 mil milhões, menos 0,8% face ao trimestre anterior, e um decréscimo homólogo de 1,6%”, declara a Anacom.

Relativamente ao número de mensagens escritas enviadas, o mesmo atingiu 6,7 mil milhões, mais 1,5% que no trimestre anterior. Deste total, 0,4%, 28 milhões, são mensagens de valor acrescentado.

“Os utilizadores do serviço móvel enviaram 37, 4 milhões de MMS, mais 5,5% do que no período anterior e mais 8,4% que no período homólogo”, concluiu o relatório da Anacom.


* Muitos destes utilizadores são beneficiários do RSI ou outro subsídio qualquer, fazem greves porque não têm dinheiro, roçam o rabo pelas pastelarias onde tomam o pequeno almoço, compram inutilidades nas "lojas dos trezentos",  mas têm Sport TV em casa e outras "panasquices" dispensáveis.
Há ou não há dinheiro em Portugal?
Isto não é um comentário reacçionário, é a verdade!
Sabemos quem realmente passa mal!


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PATRIMÓNIO IMATERIAL 
DA HUMANIDADE

FERNANDO FARINHA

O SOLDADO DAS TRINCHEIRAS





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HOJE NO
"DESTAK"


Auditoria detecta mais 
de 17 mil irregularidades

A auditoria do Ministério da Justiça ao sistema de apoio judiciário detetou mais de 17.000 irregularidades, que representam um valor pedido em excesso pelos advogados que ultrapassa o meio milhão de euros.


O relatório, elaborado pela Direcção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ), a que a Lusa teve acesso, analisou 40.462 pedidos de compensação (apoio judiciário) pendentes do primeiro trimestre deste ano, que representam 10,5 milhões de euros em honorários.

Com esta auditoria o Ministério pretendia apurar a ocorrência ou não de irregularidades relativas ao pagamento de atos a advogados através do Sistema de Informação da Ordem dos Advogados (SINOA).

Segundo os dados apurados, foram encontrados 17.425 pedidos com irregularidades.

Mais de metade (57%) dos pedidos analisados “estavam conformes”, o que representa um valor de 7.069.657 euros.

Os dados da auditoria apontam 1.035 advogados relativamente aos quais todos “os pedidos de pagamentos se apresentavam desconformes”.

Foram igualmente identificados processos judiciais com valores de pedidos irregulares superiores a 4.500 euros (por processo). Os dados indicam também que existem pedidos irregulares apresentados pelo mesmo mandatário ou defensor oficioso que totalizam 7.500 euros.

O apoio judiciário é um serviço, pago pelo Estado, prestado por advogados a pessoas sem meios financeiros para contratar um defensor particular.

No total, em agosto de 2011 estavam pendentes para pagamento quase 50.000 pedidos de compensação relativos ao primeiro trimestre do ano.

Em resultado do que foi apurado na auditoria, foram igualmente alvo de análise estatística posterior os pedidos de 2010 e 2011. Neste trabalho, foram identificados alguns processos judiciais com valores de pedidos de compensação entre os 12.000 e os 200.000 euros (por processo).

Houve ainda 32 advogados que em 2010 ganharam, a título de compensação por prestação de apoio judiciário, valores entre os 30.000 e os 75.000 euros.

Foram igualmente detetadas irregularidades nos valores de despesas apresentadas e “erros evidentes” de inserção de dados no sistema SINOA.

No documento é reconhecido que o modelo em que assenta o sistema de pagamento do apoio judiciário cria “um risco muito elevado” de a informação que gera a obrigação do pagamento não ter correspondência com a realidade processual, uma vez que em nenhum momento está prevista a intervenção do tribunal para verificar a conformidade dos dados introduzidos.

De acordo com o modelo atual, em vigor desde setembro de 2008, o pagamento das compensações devidas é assegurado pelo Instituto de Gestão Financeira e de Infra-estruturas da Justiça (IGFIJ, IP) segundo os dados que os próprios advogados introduzem na aplicação SINOA.


* O sr Bastonário da Ordem deve ter alguma coisa a dizer...é que aos advogados não basta serem sérios, têm de parecer!


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1. África Sentida












 
 Quando terminará o saque aos povos de África, quando haverá vergonha para não humilhar?

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HOJE NO
 
"i"

Concertação. Hoje nasce uma nova confederação patronal para os serviços
Distribuição, comércio electrónico e comunicações associam-se para ter uma voz que vale 20% do PIB

O último redesenho à Lei da Concertação Social ocorreu há cerca de dez anos, quando se fixaram em quatro as confederações oficiais, com o turismo a garantir a sua independência. Agora, e volvida uma década, é hora de uma nova readaptação, já que os Serviços querem ter voz própria.

O peso que actividades como as telecomunicações, distribuição ou os centros comerciais ganharam enquanto geradores de receita para o Estado e emprego em Portugal, mas também porque surgiram novos sectores com força, como o comércio electrónico, são algumas das razões para a criação da Confederação dos Serviços de Portugal (CSP), entidade que será hoje oficialmente apresentada em Lisboa e que vai ser presidida por Luís Reis, número 2 da Sonae e hoje presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

Esta confederação irá agregar não só os já referidos sectores, como deverá ter a adesão de outras actividades relacionadas. Por ora, as principais associações como a APED, a Associação dos Operadores de Telecomunicações (Apritel), a Associação do Comércio Electrónico de Portugal ou a associação que representa os Centros Comerciais, já aderiram à CSP.
A nova Confederação representa já desde o primeiro dia actividades responsáveis por perto de 20% do Produto Interno Bruto – perto de 35 mil milhões de euros – e mais de 180 mil empregos, segundo Luís Reis, devendo tornar-se na estrutura patronal com mais peso económico. As restantes confederações patronais são a da Agricultura, da Indústria, do Turismo e do Comércio.

FORMALIDADES O processo até a CSP ser integrada na Comissão Permanente da Concertação Social não é fácil nem rápido. Primeiro terá de ser apresentada uma candidatura de adesão ao Conselho Económico e Social, que responde a critérios como dimensão e peso associativo. Daqui até à entrada na concertação são necessárias alterações legislativas e acordos partidários, o que pode arrastar o processo por dois ou mais anos, facto reconhecido pelo próprio presidente da nova estrutura. Contudo, defende Luís Reis, dado o peso das actividades que vão aderir à CSP, esta confederação espera não ser necessário aguardar pela sua oficialização para ter voz. A dimensão deve permitir pelo menos a participação nos principais diálogos.

Ainda assim, uma eventual união da Confederação dos Serviços com a do Comércio, com uma divisão de lugares em função dos pesos relativos de cada associação, poderá ser outro caminho de entrada da CSP na concertação.


* Os patrões organizam-se perante sindicatos monolíticos.

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HOJE NO

"PÚBLICO"


Dados do Banco de Portugal
Crédito malparado volta a bater recorde histórico

As famílias estão com cada vez mais dificuldades em pagar os seus empréstimos. Em Outubro, o crédito malparado de particulares voltou a bater recorde. Nas empresas está ao nível mais alto desde 1998.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, hoje divulgados, o peso do crédito malparado sobre o total de empréstimos concedidos voltou a bater recorde. Em Outubro, 3,34% do total de financiamento concedido às famílias (entre créditos ao consumo e empréstimos à habitação ou para outros fins) era considerado de cobrança duvidosa. Ou seja, de um total de 140,4 mil milhões de euros, 4695 milhões de euros são malparado.

No crédito à habitação, o peso do crédito de cobrança duvidosa é já de 1,85%, o valor mais alto desde que o Banco de Portugal tem registo dos dados, ou seja, desde 1997.

No crédito ao consumo, o crédito malparado voltou também a bater recorde, representando já 9,76% do total de crédito concedido.

Nas empresas, o crédito de cobrança duvidosa também tem vindo a aumentar e, em Outubro, representa já 6,15% do total de empréstimos concedidos pelos bancos, o valor mais alto desde Maio de 1998. Dos 116,1 mil milhões de euros em financiamento acumulado às empresas, 7142 milhões são dados como incobráveis.

Financiamento à economia caiu 383 milhões

O volume de empréstimos acumulado, tanto às famílias como às empresas, diminuiu em Outubro. No total, há menos 383 milhões de euros em financiamento ao dispor da economia, sendo que a maior diminuição sente-se no meio empresarial.

Os dados do Banco de Portugal mostram que o valor acumulado de empréstimos às famílias diminuiu em 96 milhões em Outubro, para 140,4 mil milhões. A quebra deve-se à diminuição do crédito à habitação (menos 257 milhões de euros), enquanto o crédito ao consumo aumentou (mais 149 milhões).

É nas empresas que mais sente a diminuição do financiamento. Em Outubro, os empréstimos dos bancos a sociedades não financeiras ascendiam a 116,2 mil milhões de euros, menos 287 milhões do que no mês anterior.


* Malparados estamos todos isto é, quase todos...

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