20/02/2020

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HOJE  NO 
"AÇORIANO ORIENTAL"
Parlamento aprova na generalidade despenalização da eutanásia

A Assembleia da República aprovou esta quinta-feira na generalidade os cinco projetos para despenalização da morte medicamente assistida.

O projeto do PS foi o mais votado, com 127 votos, 10 abstenções e 86 votos contra, sendo o do BE o segundo mais votado, com 124 deputados a favor, 14 abstenções e 85 contra.

O diploma do PAN foi aprovado com 121 votos, 16 abstenções e 86 votos contra.
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O projeto do PEV recolheu 114 votos, 23 abstenções e 86 votos contra, enquanto o diploma da Iniciativa Liberal recolheu 114 votos favoráveis, 23 abstenções e 85 contra.

A vantagem dos votos "sim" sobre o "não" foi maior no projeto do PS (41), seguido do do BE (39), do PAN (35), Iniciativa Liberal (29) e PEV (28).

A votação nominal dos deputados, chamados um a um, começou às 18:09, e demorou cerca de 30 minutos, a exemplo do que aconteceu na votação de 2018.

Ao contrário do que aconteceu em maio de 2018, em que as bancadas da direita, PSD e CDS, aplaudiram quando foi anunciado o "chumbo" dos projetos de lei para a despenalização da morte medicamente assistida hoje o resultado foi recebido em silêncio, sem quaisquer manifestações.

Eram 18:38 quando o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, anunciou o resultado das votações: "Todos os cinco projetos foram aprovados e passam para a comissão respetiva".
Nesta votação, estiveram presentes 222 dos 230 deputados.

Após o anúncio do resultado, deputados do PS e do PSD, que votaram desalinhados da maioria das suas bancadas, anunciaram a apresentação de declarações de voto.

Com a aprovação dos projetos na generalidade, os cinco projetos descem à comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias para o debate na especialidade e os partidos com propostas pretendem fazer um texto comum.

O PS foi o único a antecipar, antes ainda do debate, que pretendia que a votação final global acontecesse até ao final da sessão legislativa, em julho.

* Estamos longe e perto
- Longe da desumanidade do corporativismo religioso que faz do conceito vida o receptáculo para os crimes que diariamente comete.
- Longe da ética que permite a existência de escravos nepaleses e outros nas estufas de esclavagistas sitas em vários pontos do país.
- Longe dos que defendem a vida sob as mais variadas perspectivas, proíbindo a liberdade da "boa morte" a quem está irremediavelmente perdido e desesperado.
- Perto da esperança dum país mais justo com a aprovação desta lei.

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