sábado, 22 de julho de 2017

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"
‘Patrão’ saca 170 mil euros 
na net a funcionários

Burlão de 30 anos entra no sistema de empresas e finge ser presidente das mesmas, exigindo dinheiro aos funcionários.

Com o apoio de uma rede internacional bem organizada, o estrangeiro de 30 anos, residente em Portugal, conseguiu aceder a dados de colaboradores de diversas empresas europeias. Selecionou várias vítimas e, fazendo-se passar por CEO (Presidente Executivo) de algumas empresas, conseguiu burlar funcionários dessas mesmas firmas, pedindo-lhes dinheiro para movimentos empresariais. 
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Arrecadou cerca de 170 mil euros com este esquema, até ser preso pela Polícia Judiciária (PJ). A Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e ao Crime Tecnológico (UNC3T) da PJ investigou o imigrante nigeriano durante cerca de um ano e recolheu prova que o liga, e à rede para a qual trabalha, à ‘CEO Fraud’. Trata-se de um esquema criminoso que, apesar de recente, já está difundido por todo o mundo. As vítimas das burlas recebem, normalmente através de email, pedidos de transferências bancárias de alegados CEO (daí o nome da fraude). 

Quando os pagamentos são efetuados, via online, entra em cena um outro crime: o de branqueamento de capitais. O dinheiro desviado, normalmente depositado em contas de empresas, é novamente desviado, pelos burlões para contas próprias, e depois levantado em dependências bancárias. O nigeriano agora intercetado pela UNC3T agiu desta forma, consecutivamente, durante pelo menos um ano. Foi possível apurar que o mesmo manipulou documentação bancária e empresarial, conseguindo assim acesso aos servidores informáticos de correio eletrónico das empresas lesadas. 

A investigação da PJ, desencadeada por alertas que chegaram a Portugal vindos das empresas lesadas, permitiu apreender todo o equipamento informático usado para consumar as burlas. Preso na quinta-feira, o burlão estava, ontem à tarde, a ser presente ao juiz. 

* Felizmente que há uma instituição chamada Polícia Judiciária.

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