domingo, 25 de junho de 2017

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ESTA SEMANA NA 
"SÁBADO"

Donald Trump corta fundos
 a grupo anti neonazi

O Presidente norte-americano cortou o financiamento público de uma das poucas organizações dedicadas a combater grupos que defendem a supremacia branca

A Life After Hate (vida depois do ódio), uma organização norte-americana sem fins lucrativos, foi criada em 2011 por ex-skinheads, ex- neo-nazis e ex-membros de outros grupos de extrema-direita que defendem a supremacia branca, como o Ku Klux Klan.
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Através das histórias pessoais dos fundadores, procuram alertar os jovens atraídos pela violência racista e dão apoio a quem deseja sair destas organizações extremistas.

É, segundo a Newsweek, uma das poucas instituições que combatem a extrema-direita racista e foi por essa razão que, nos últimos dias do seu mandato, o Presidente Barack Obama lhes concedeu um financiamento público de cerca de 357 mil euros.

Mas, na passada sexta-feira, o apoio federal foi retirado, segundo anunciou o Departamento de Segurança Nacional.

"Estamos desapontados que o Departamento de Segurança Nacional tenha quebrado a sua promessa para connosco ao alterar as regras do fundo depois de o já termos ganho. Mas é mais alarmante que esta administração se recuse a reconhecer que os extremistas nacionalistas brancos são uma grande ameaça terrorista nacional", disse um dos fundadores, Christian Picciolini à Associated Press.

73% dos ataques terroristas nos EUA são da extrema-direita
A Administração de Donald Trump concedeu financiamento público a várias organizações que combatem o extremismo islâmico, mas não deu nem um dólar a instituição que façam o mesmo mas com grupos de extrema-direita.
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O nome do programa de financiamento poderá mesmo mudar de nome do actual Combate ao Extremismo Violento para Combate ao Extremismo Islâmico.

Recorde-se que Donald Trump recebeu apoio durante a campanha presidencial de organizações da extrema-direita nacionalista. Um dos seus principais conselheiros não-oficiais, Steve Bannon, foi fundador do canal de notícias de extrema-direita, Breitbart.

E, no início deste mês, um homem militante do extremismo branco matou duas pessoas num comboio em Portland que tentavam defender uma adolescente muçulmana dos seus insultos. Mais: segundo o Government Accountability Office, um departamento do Congresso norte-americano que avalia a política do governo, 73 por cento dos ataques terroristas mortais nos Estados Unidos, desde o 11 de Setembro, foram cometidos peça extrema-direita. 

* Se não fosse escandaloso Trump assumir-se-ia nazi.

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