terça-feira, 9 de maio de 2017

FERNANDO RANHA

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Futuro

Temos este ano talvez as mais importantes eleições autárquicas, dos 40 anos da Autonomia.

E nelas podemos e devemos, devido à proximidade entre eleitos e eleitores, começar a luta para travar combate do afastamento dos cidadãos da vida política.

Para além dos partidos políticos (pilares da democracia) será bom que apareçam movimentos genuínos de cidadãos.

Será importante que os autarcas estabeleçam entre si uma base de entendimento para problemas comuns, cujas soluções seriam mais eficazes e com economia de custos em benefício de todos, penso na promoção turístico-cultural em especial.

Este entendimento deve ser alargado ao Governo Regional.

Numa análise política muito sucinta, temos pontos de muito interesse.
Em São Miguel, vai lutar-se pela liderança da AMISM, penso que se o PSD a conseguir, representará uma quase vitória nas eleições autárquicas.

Na Terceira, em Angra, será a continuidade natural. Na Praia da Vitória, salvo alguma surpresa de um “movimento independente”, o projeto de Roberto Monteiro será continuado.

Na Horta, joga-se a liderança do triângulo, que está cada vez mais centrada no Pico, devido à aposta muito consistente, em áreas muito importantes, como sejam a restauração, o alojamento e a diversão, tudo com um enquadramento cultural muito interessante, que esta ilha tem vindo a desenvolver.

No restante, salvo alguma dúvida nas Flores e no Pico, tudo será igual.

Mas é em Ponta Delgada que mais se joga o futuro político dos Açores.
José Manuel Bolieiro tem preparado paulatinamente as suas candidaturas à CMPD e ao PSD, para ser em 2020, o principal adversário de Vasco Cordeiro.
A escolha de uma vice-presidente forte, é sinal visível dessa estratégia.
É ele, neste momento, que marca a agenda no PSD.
O PS, ao escolher Victor Fraga, faz uma aposta com a clara intenção de ganhar a CMPD e afastar Bolieiro de 2020.

Se Victor Fraga ganhar a CMPD, provavelmente, o senhor que se segue no PSD, será Alexandre Gaudêncio, que terá no seu concelho uma instituição poderosa, que talvez lhe sirva de rampa de lançamento para tentar concretizar a sua ambição.

Termino com uma pergunta:
Porque será que nunca um presidente de câmara, chegou a presidente do Governo Regional?
Na resposta a esta pergunta, perceberemos melhor os próximos tempos políticos.

IN "AÇORIANO ORIENTAL"
05/05/17

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