31/03/2015

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HOJE NO
 "OBSERVADOR"
Precisa de um trabalho? 
Procura-se “avaliador de bordeis” 
em Berlim

Boa aparência, fluência em alemão e em francês, mas também ser comunicativo e saudável. São estes os requisitos para um cargo cujas funções incluem relações sexuais. É "o TripAdvisor dos bordeis".

Os bordeis da Alemanha “precisam” de uma pessoa credível para avaliar a qualidade dos estabelecimentos no país. É assim que começa o artigo publicado no Elite Daily e que dá conta daquilo que pode ser considerado, no mínimo, um trabalho original. Uma rede social alemã destinada a prostitutas, clientes e donos de bordeis em todo o mundo está à procura de um “avaliador de bordeis” para averiguar a qualidade do serviço, a limpeza e a prática de sexo seguro nas casas de prostituição em Berlim.
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A Kaufmich.com, que traduzido para português quer dizer “Compra-me”, traçou um perfil muito completo do candidato (ou candidata) ideal. Este deverá ser licenciado, preferencialmente com formação na área ou na indústria hoteleira e ter experiência de vários anos em bordeis na condição de visitante. Aparência cuidada, certificado de saúde, ser comunicativo e gostar de trabalhar com pessoas são também características que trazem valor acrescentado ao currículo. Ser fluente em alemão e numa língua adicional — a preferência recai sobre o francês — é também um requisito, sendo que a prática de sexo seguro é um procedimento obrigatório associado à vaga.

As relações sexuais são, no entanto, apenas uma parte do trabalho, já que o foco é avaliar a qualidade e os standards dos estabelecimentos. Além disso, o candidato terá de dar uma pontuação às prostitutas, uma avaliação que será posteriormente tornada pública na respetiva rede social (a qual faz parte de um grupo internacional com mais de 120 funcionários espalhados pela Alemanha, China e Espanha).

Um responsável pela plataforma online, citado pela CNBC, explicou que ter um bordel na Alemanha é completamente legal, mas que, até agora, não existe um sistema de qualidade em vigor. “Nós queremos ser o Tripadvisor dos bordeis”, assegurou Ben que, por não querer ser identificado, recusou-se a dar o respetivo apelido. “Os clientes do Kaufmich poderão verificar a qualidade dos bordeis antes de os frequentarem — tal como se verifica o hotel online antes de se fazer a reserva”, acrescentou.
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AVALIAÇÃO GLÚTEA
Até agora contam-se cerca de 150 candidatos à vaga, a maior parte deles proveniente da Alemanha. Mas há também currículos a chegar da Bélgica, Holanda e Reino Unido. E se no início o trabalho apenas contempla a cidade de Berlim, a intenção futura é chegar aos bordeis de todo o país.

Acrescente-se que a prostituição e os bordeis são legais na Alemanha, com os profissionais do sexo a pagar impostos e a ter direito a seguro de saúde, entre outros benefícios sociais.

* Certíssimo este empreendedorismo, é preciso segurar o cliente através de profissionais da melhor craveira.

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Um anel leitor


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HOJE NO
 "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Marinha sem orçamento e pessoal para operar Siroco e manter cinco fragatas

O chefe do Estado-Maior da Marinha mostrou esta terça-feira que a compra do navio polivalente logístico francês Siroco será impossível sem abdicar de algumas das atuais unidades navais.

A Marinha "já se debate com um orçamento que está abaixo das necessidades para operação e manutenção e simultaneamente enfrenta um processo muito exigente de redução de pessoal a todos os níveis", afirmou o almirante Macieira Fragoso, num almoço organizado pela revista Segurança e Defesa.

Sabendo-se que o Siroco "terá de ser entregue até ao fim de setembro" deste ano "por imposição" do governo francês, que decidiu alienar o navio por razões financeiras, o chefe militar da Marinha adiantou que o orçamento de 2015 não prevê quaisquer verbas "para as despesas relativas à sua integração na esquadra".
 
O SIROCO DAS ALVÍSSARAS

A comissão parlamentar de Defesa a aprovar esta tarde a audição do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Pina Monteiro, e do almirante Macieira Fragoso sobre essa aquisição, com o PSD a argumentar que os dois responsáveis militares estão em melhor posição para explicarem as vantagens operacionais e estratégicas da compra do Siroco.

Essas vantagens terão à partida de ser equacionadas - pelo face às razões operacionais e estratégicas de Portugal ter cinco fragatas, quando a guarnição do Siroco exige - mais - 100 a 230 militares em permanência consoante o tipo de missões.

O PS aprovou as audições propostas pela maioria, embora o deputado Marcos Perestrello tenha dito sentir-se "estupefacto" com a iniciativa quando o governo "está a negociar [a compra de] um navio à margem da lei" e pretende que os chefes militares "venham dar esclarecimentos sobre a utilidade do navio".

O chefe militar da Marinha, numa intervenção em que disse ter conseguido aumentar a atividade operacional dos navios combatentes no segundo semestre de 2014 apesar das dificuldades orçamentais, criticou ainda o baixo investimento militar feito pelo poder político em Portugal e na Europa, que "tarda em perceber que o mundo se tornou perigoso".

"As Forças Armadas têm que ser" aprontadas para "fazer face a cenários" que incluem a imigração ilegal, o terrorismo e a pirataria - ameaças à segurança que são combatidas pelas forças e serviços de segurança, com o eventual apoio dos militares em caso de necessidade, como se tem visto em França, Espanha, Bélgica ou EUA.

Macieira Fragoso referiu ainda que a Marinha, "apesar das dificuldades", consegue manter um dispositivo naval "para garantir a patrulha e fiscalização" das águas sob soberania e jurisdição portuguesas - sendo que a fiscalização é uma competência das autoridades civis, utilizando os meios das Forças Armadas quando necessário.

A terminar, o chefe do Estado-Maior da Marinha deixou um alerta: "Importa que as opiniões públicas sejam devidamente esclarecidas para que o investimento na defesa possa ser aumentado."

* Porque será que todos se esqueceram de falar do valor das "alvíssaras" e de quem  as arrecadou?


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5 lições e 
1 Moral da História


 LIÇÃO 1: 
Este é um exemplo de como uma frase dita correctamente e na altura certa pode fazer toda a gente mudar a sua visão do mundo.
Há uns anos alguns ladrões entraram num banco numa pequena cidade. Um deles gritou: "Não se mexam! O dinheiro pertence ao banco mas as vidas são vossas". Imediatamente todas as pessoas deitaram-se no chão em silêncio e sem pânico.


 LIÇÃO 2: 
Este é um exemplo de como comportar-se de uma maneira profissional concentrar-se apenas no objectivo.
Uma das mulheres estava deitada no chão de uma maneira provocante. Um dos assaltantes aproximou-se dela e disse: "Minha senhora, isto é um roubo e não uma violação. Por favor, procure agir em conformidade. "



 LIÇÃO 3: 
Este é um exemplo de como a experiência de vida é mais importante do que uma educação superior.
 No decorrer do assalto, o ladrão mais jovem (que tinha um curso superior) disse para o assaltante mais velho (que tinha apenas o ensino secundário completo): "Olha lá, se calhar devíamos contar quanto é que vai render o assalto, não achas?". O homem mais velho respondeu: "Não sejas estúpido! É uma data de dinheiro e por isso vamos esperar o Telejornal para descobrir exactamente quanto dinheiro conseguimos roubar".


 LIÇÃO 4: 
Este é um exemplo de como se deve tirar proveito de uma oportunidade que surja.
 Após o assalto, o gerente do banco disse ao seu caixa: "Vamos chamar a polícia e dizer-lhes o montante que foi roubado". "Espere", disse o caixa "antes de fazermos isso vamos juntar os 800 mil € que nós tirámos há alguns meses e dissemos que também esse valor foi roubado no assalto de hoje”.



 LIÇÃO 5: 
Este é um exemplo de como o conhecimento pode ser mais útil do que o poder.
 No dia seguinte foi relatado nas notícias que o banco tinha sido roubado em 3 Milhões €. Os ladrões contaram o dinheiro mas encontraram apenas 1 M €. Um deles começou a resmungar: "Nós arriscamos as nossas vidas por 1 M € enquanto a administração do banco rouba 2 M € sem pestanejar e sem correr riscos? Talvez o melhor seja aprender a trabalhar dentro do sistema bancário em vez de ser um simples ladrão".

Moral da história:
Dá uma arma a alguém e ele pode roubar um banco. Dá um banco a alguém e ele pode roubar toda a gente. 

Temos exemplos portugueses, BES, BPN e BPP, para já!!!

* Obrigado JOPE 

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HOJE NO  
"RECORD"
Dentro do género

A questão da transexualidade no mundo do desporto ainda se fala de forma tímida mas Bruce Jenner colocou o tema na agenda

Aos 26 anos, Bruce Jenner chegava aos Jogos Olímpicos de Montreal’1976 como recordista mundial do decatlo, mas como um desconhecido. Bateu consecutivamente marcas pessoais e, no final, medalha de ouro e novo recorde do Mundo. No imaginário ficou a volta de consagração de Jenner, cheio de forças, enquanto os adversários tombavam exaustos. Não é de admirar: era o atleta mais completo do Planeta.

Aquela haveria de ser a última prova de Bruce Jenner. "Deixei as varas no estádio. Estava farto", revelou. Numa altura em que o desporto olímpico era amador, Jenner optou por capitalizar a fama. 
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Bruce Jenner

Fez publicidade, filmes, foi piloto de automóveis. Transformou-se numa figura mediática, ainda que o "boom" só surgisse em 2007, quando se tornou num dos integrantes do reality show "Keeping up with the Kardashians". O programa, focado essencialmente na família da terceira mulher de Bruce, Kris Kardashian, é um sucesso de audiências desde então.

Jenner passou a viver na sombra da agora ex-mulher, mas voltou a ser protagonista no início deste ano, quando a família reconheceu que o campeão olímpico havia iniciado um processo de transição de género. Aos 65 anos, aquele que um dia foi o homem mais completo do Mundo, vai tornar-se numa mulher. Jenner já havia feito operações plásticas, mas o processo de transição só começou a ser mais visível no último ano: surgiu com o cabelo longo, com maquilhagem e brincos. Em dezembro confirmou que iria retirar a maçã-de-adão. De acordo com a imprensa norte-americana, Jenner assumirá a mudança de identidade no verão.

Uma realidade

O caso de Bruce Jenner é só um entre vários no desporto. Contudo, o seu peso mediático ajudou a colocar o tema na agenda. Num mundo de regras bem definidas como é o do desporto, a questão da transexualidade, não sendo tabu, fala-se de forma tímida. O medo da discriminação é uma realidade, mas não é o único desafio para um atleta transexual. Talvez por isso grande parte opte por assumir a nova identidade só depois de abandonar a carreira. O cirurgião JoãoDécio Ferreira, até 2011 o único que realizava operações de mudança de sexo no Serviço Nacional de Saúde (SNS), em Santa Maria, Lisboa, explica a transexualidade de forma simples: "Um transexual é alguém que nasceu com corpo masculino e cérebro feminino, ou vice-versa". E para fazer com que o corpo corresponda ao cérebro são necessários anos de consultas de acompanhamento, terapia hormonal – que dura toda a vida – e cirurgias complementares. Todo o processo pode custar entre 25 e 27 mil euros.

"Num processo de reatribuição sexual, para a fase pré-operatória estima-se um período de cerca de três anos", sublinha a equipa da Unidade de Reconstrução Génito-Urinária e Sexual (URGUS) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, neste momento o único hospital público que faz este tipo de cirurgias, após a saída de João Décio Ferreira do SNS.

Para lá da não-aceitação entre os pares, a questão do doping é outro dos entraves para os desportistas, nomeadamente na transição de mulher para homem. "Os atletas transexuais são um desafio único para as autoridades desportivas, que têm de decidir sobre a sua elegibilidade", explica a Record António Júlio Nunes, jurista da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP). A testosterona, utilizada na terapêutica hormonal na passagem de mulher para homem, "aumenta a força e massa muscular, tamanho ósseo, conteúdo mineral e hemoglobina" e é uma substância proibida, ao contrário do estrogénio, utilizado na transição de homem para mulher. Apenas os atletas que tomam testosterona necessitam de requerer uma AUT (Autorização para a Utilização Terapêutica), o que não quer dizer que possam ter níveis superiores da hormona no corpo. "Têm de ter uma exposição androgénica fisiológica comparável, mas não superior, a um homem eugonadal", explica António Júlio Nunes.

COI exige dois anos após operação

Em 2003, o Comité Olímpico Internacional (COI) aprovou o regulamento que permite a transexuais participar em competições olímpicas. No entanto, para evitar qualquer vantagem competitiva, o COI exige que "a elegibilidade não tenha início antes de decorridos dois anos sobre a gonadectomia [cirurgia de retirada dos ovários ou testículos]", frisa António Júlio Nunes, da ADoP. Depois da cirurgia são exigidas outras condições: as alterações anatómicas têm de estar concluídas (inclusive os genitais), o reconhecimento legal do sexo deve estar confirmado pelas autoridades, além da prova de que a terapêutica hormonal está a ser administrada de forma verificável e por um período de tempo suficiente para minimizar qualquer vantagem.

Luta pelo direito de competir entre iguais

A vida de Mianne Bagger tem sido feita de vitórias. Não apenas contra o preconceito, mas pelo direito de competir entre as mulheres. 
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Mianne Bagger

A golfista australiana, nascida na Dinamarca em 1965, iniciou a terapia hormonal aos 27 anos e três anos mais tarde submeteu-se a cirurgias para a mudança de sexo. Depois continuou a praticar a modalidade que abraçara aos 12 anos, mas agora como mulher. Chegou a integrar o top 10 das amadoras na Austrália – sempre com muitas golfistas a considerarem-se em desvantagem –, até que decidiu tornar-se profissional.Só que não tardou a perceber que a maioria dos circuitos no Mundo não autorizavam a presença. A pressão mediática acabou por ajudar a que disputasse um torneio profissional na Austrália, em 2004, mas as portas foram-lhe barradas, tanto no seu país como nos EUA, onde a líder do LPGA Tour fez questão de dizer que apenas mulheres "por nascimento" podiam integrar o circuito. Na Europa, o Ladies European Tour acabou por autorizar a sua participação, ainda em 2004, mas a LPGA só "quebrou" em 2010. 
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Michelle Dumaresq

Não só pela pressão mediática em torno de Bagger mas também pelo processo judicial de Lana Lawless, igualmente impedida de integrar aquele circuito. Uma batalha que a ciclista (BTT) Michelle Dumaresq também travou no Canadá. A federação chegou a considerar que ela devia abandonar a modalidade, mas depois de acesa discussão com a UCI, acabou por permitir que competisse. Isto debaixo dos protestos das outras ciclistas...

Atletismo

Foi 6.ª nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, 7.ª no Mundial de Edmonton, em 2001, e medalha de bronze nos Campeonatos da Europa de 1998 e 2002. Tinha como melhor marca pessoal 4,70 m, que ainda hoje é o quarto melhor registo da Alemanha.

"Há muitos anos que me sinto num corpo estranho, e quem me conhece vê-o da mesma forma que eu. Sou um homem num corpo de mulher". Foi com esta declaração que a 21 de novembro de 2007, então com 27 anos, Yvonne Buschbaum – que se debatia já há algum tempo com algumas lesões – anunciou que ia retirar-se das competições para iniciar a terapia hormonal (incluindo a proibida testosterona), para depois se submeter à cirurgia com vista à mudança de sexo. "Estou consciente de que a questão da transexualidade é um tema difícil, mas não quero ficar num jogo de escondidas com a verdade. Peço a compreensão do público, peço que respeitem a minha decisão e não tirem conclusões erradas", disse, ainda. Tim Lobinger, atleta alemão do salto com vara, reagiu de forma curiosa quando soube da intenção de Yvonne. "É preciso ter ‘tomates’ para tomar uma decisão destas". Em janeiro de 2008 anunciou que passaria a chamar-se Balian Buschbaum e nunca pensou em voltar a competir. Mas não deixou o desporto. Balian tornou-se "personal trainer" e chegou a posar como modelo em algumas revistas.

ATLETISMO

Yvonne Buschbaum - Salto com vara

Foi 6.ª nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, 7.ª no Mundial de Edmonton, em 2001, e medalha de bronze nos Campeonatos da Europa de 1998 e 2002. Tinha como melhor marca pessoal 4,70 m, que ainda hoje é o quarto melhor registo da Alemanha.
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Yvonne Buschbaum
"Há muitos anos que me sinto num corpo estranho, e quem me conhece vê-o da mesma forma que eu. Sou um homem num corpo de mulher". Foi com esta declaração que a 21 de novembro de 2007, então com 27 anos, Yvonne Buschbaum – que se debatia já há algum tempo com algumas lesões – anunciou que ia retirar-se das competições para iniciar a terapia hormonal (incluindo a proibida testosterona), para depois se submeter à cirurgia com vista à mudança de sexo. "Estou consciente de que a questão da transexualidade é um tema difícil, mas não quero ficar num jogo de escondidas com a verdade. Peço a compreensão do público, peço que respeitem a minha decisão e não tirem conclusões erradas", disse, ainda. Tim Lobinger, atleta alemão do salto com vara, reagiu de forma curiosa quando soube da intenção de Yvonne. "É preciso ter ‘tomates’ para tomar uma decisão destas". Em janeiro de 2008 anunciou que passaria a chamar-se Balian Buschbaum e nunca pensou em voltar a competir. Mas não deixou o desporto. Balian tornou-se "personal trainer" e chegou a posar como modelo em algumas revistas.

Heidi Krieger - Lançamento do peso

A medalha de ouro que ganhou no Europeu de Estugarda, em 1986, faz parte do troféu anualmente atribuído na Alemanha a personalidades que se evidenciam na luta contra o doping. É um dos rostos mais visíveis das vítimas da política de dopagem massiva da antiga RDA.
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Heidi Krieger
Heidi foi uma das milhares de atletas sistematicamente dopadas por treinadores e médicos na antiga RDA, país que queria dominar o desporto olímpico pela via farmacológica. Com apenas 16 anos eram-lhe dados compridos que julgava serem vitaminas e suplementos naturais, mas que na realidade não passavam de esteroides anabolizantes, incluindo testosterona. As consequências destas substâncias em plena puberdade foram devastadoras. As jovens começaram a ter pelos no peito, voz mais grave, feições masculinas, ciclos menstruais irregulares e o sistema reprodutivo seriamente afetado. Viram o corpo mudar para sempre. Em 1997, Heidi decidiu assumir-se como homem e iniciou o processo de transição, passando a chamar-se Andreas. Mas numa entrevista à BBC reconheceu não saber até que ponto a sua transexualidade não estará ligada às substâncias que involuntariamente ingeriu. "Costumo dizer que eles mataram a Heidi. É difícil dizer se sem o doping hoje seria Heidi ou não, mas ao menos poderia ter sido eu a fazer essa escolha... Retiraram-me a minha identidade". Em 2000, já na pele de Andreas Krieger, foi testemunha no julgamento de Manfred Ewald, líder do programa de desporto e presidente do comité olímpico da Alemanha de Leste, e Manfred Hoeppner, diretor médico. Foram ambos condenados. Andreas é casado com Ute Krause, uma nadadora que também foi vítima do doping.

«São das pessoas mais discriminadas»

Ser transexual não é propriamente uma escolha, mas a partir do momento em que as pessoas o assumem, passam por momentos complicados, conforme nos conta Marta Ramos, coordenadora de projetos da ILGA, associação que luta pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgénero. "As pessoas transexuais são das mais discriminadas", sublinha. "E quando decidem submeter-se a cirurgias, não o fazem porque lhes apetece. Isto tem impacto na vida imediata, no grupo de amigos, na família, nos estudos, etc., e estão cientes disso. A discriminação sente-se a todos os níveis – no acesso a bens e serviços, andar na escola, usar uma casa de banho ou ter ou não emprego."

A questão da identificação foi um grande problema, até há quatro anos. "Em Portugal a lei que entrou em vigor em 2011 permite mudar no registo civil o nome e o sexo sem ser necessário haver intervenções cirúrgicas. Antes, para uma pessoa ver a sua identidade reconhecida, tinha de processar o Estado. Esta lei foi uma grande conquista", congratula-se Marta Ramos.

OUTROS CASOS

COI precipitou escolha de Erika Schnigger

A esquiadora Erika Schnigger foi campeã mundial em 1966 e hoje dirige uma escola de esqui na Áustria, onde os alunos a tratam por Erik. 
 
Erika Schnigger

Em 1968 o Comité Olímpico Internacional ordenou que se submetesse a um exame, porque tinha dúvidas quanto ao seu género, e descobriu-se que Erika era um homem, mas que tinha nascido com órgãos sexuais internos. Submeteu-se a terapia hormonal, a cirurgias, e hoje é um homem. Casado e com filhos.

Futebolista criado como uma mulher

O central da seleção de futebol da Samoa Americana nasceu homem, aparece nas fichas de jogo como Johnny Saelua, mas entre a equipa é Jaiyah Saelua, mulher e plenamente aceite. 

Jaiyah Saelua
É uma "fa’afafine", uma minoria sexual do país considerada um terceiro género. Veste-se e age como uma mulher (foi criado como tal) e não realizou cirurgia de mudança de sexo. Participou nas eliminatórias para o Mundial de 2014.

Rei da montanha que agora é Philippa York

O escocês Robert Millar dominou a montanha na Volta a França de 1984 e foi 4.º na geral, atrás de Fignon, Hinault e Lemond. Correu ainda na Vuelta e no Giro, permanecendo ligado ao ciclismo depois de abandonar a carreira, como preparador físico. Mas em 2003 desapareceu. 
 
Philippa York

Quatro anos mais tarde o jornal "Daily Mail" encontrou-o transformado numa mulher. Agora chama-se Philippa York e nunca falou publicamente sobre a sua transexualidade.

O marine que disputou o US Open feminino

Apaixonado pelo ténis, Richard Raskin era médico oftalmologista na Marinha norte-americana mas, depois de casar e ter um filho, em 1975 decidiu submeter-se a um tratamento para mudar de sexo. Renée Richards passou a ser tenista profissional e chegou a ser finalista do US Open em pares mistos (1977), com Ilie Nastase. Foi treinadora de Navratilova.

* Um estudo bem elaborado para tirar as devidas ilações.

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LAVE SEMPRE OS LEGUMES!

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HOJE NO
 "JORNAL DE NOTÍCIAS"

Mais de 11 mil pessoas têm acesso
 aos nossos dados fiscais

Dados fiscais de qualquer cidadão podem ser vistos por mais 11 600 pessoas, dentro e fora da Administração Tributária.

Deliberação da Comissão Nacional de Proteção de Dados confirma que a lista VIP continha quatro nomes (Cavaco Silva, Passos Coelho, Paulo Portas e Paulo Núncio) e revela que 11 600 pessoas, de dentro e fora da Administração Tributária, têm acesso aos dados fiscais de qualquer cidadão.

O relatório prolonga-se por 42 páginas e põe em questão a constitucionalidade do tratamento dado pelo Fisco aos dados dos contribuintes.

* 11.600 pessoas cuscuvilheiras sobre os nossos dados, se calhar é pouco.


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