Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
06/05/2011
SÓ PARA ADULTOS
CARTA DA BRUNINHA
Observações da Bruninha (8 anos), depois de ter recebido da sua mãe a espinhosa missão de vigiar escondida sua irmã Suzana (17 anos), que teve permissão de sua severa mãe de poder namorar no sofá da sala. Ela faz seu ingênuo e detalhado relatório de tudo que viu, ouviu e sentiu.
Para Mamãe:
Mãe, a Suzana e o namorado dela apagaram a maior parte das luzes da casa e se sentaram no sofá. Ele chegou perto dela e começou a abraça-la. A Suzana deve ter começado a ficar doente, porque o rosto dela começou a ficar vermelho. O namorado dela deve ter percebido que ela começava a passar mal, porque ele colocou a mão dentro da blusa dela, acho que pra sentir seu coração, só que ele demorou muito pra encontrá-lo!!!! Aí, foi ele quem começou a ficar doente, porque os dois começaram a ficar ofegantes, com falta de ar. Acho que a mão dele estava fria, porque ele a colocou dentro da saia da Suzana, que deitou no sofá dizendo que estava muito quente.
Depois de algum tempo consegui ver o que estava deixando os dois doentes: uma grande Lumbriga enorme tinha saltado de dentro do bolso da calça dele. Foi então que a Suzana agarrou a enguia com as duas mãos, acho que para evitar que ela fugisse.
De repente a Suzana deve ter ficado maluca, porque ela tentou comer a enguia. Colocou ela inteirinha na boca e ficou tentando engolir. Acho que enguia é uma coisa muito dura e ruim de comer, principalmente viva, porque depois de um tempão a enguia vomitou e saiu da boca da Suzana ainda inteirinha!!!
O namorado da Suzana então, enfiou a enguia em um saco plástico, tentando sufocá-la, daí a Suzana tentou ajudá-lo e deitou, prendendo a enguia entre as pernas, enquanto o namorado deitava em cima dela, eles ficavam tentando esmagar a enguia entre eles. Mãe, eu confesso que fiquei assustada porque a Suzana gritava tanto e se contorcia toda... Depois de muito tempo os dois soltaram um suspiro de alívio. Acho que conseguiram matar a enguia, porque eu a vi pendurada embaixo da barriga do namorado da Suzana.
A Suzana e o namorado sentaram no sofá e começaram a beijar e, quero que um raio caia na minha cabeça, se a enguia morta não ressuscitou e eles começaram a batalha novamente. Acho que o namorado dela estava cansado, pois foi a Suzana que tentou esmagar a enguia desta vez, sentando em cima dela. Imagino que a Suzana é muito fraquinha, porque depois de algum tempo o namorado pediu para ela deitar de bruços e voltou a tentar esmagar a enguia, mas dessa vez com muita força. Fiquei preocupada, porque a Suzana gritava muito, porém, a vontade de matar a enguia era tão grande que a Suzana gritava: 'Vai, vai, não para, não para'.
Depois de uns 40 minutos enfim o alívio: a enguia morreu!!! O namorado da Suzana disse que tava todo esfolado e jogou a pele da enguia pela janela.
Mãe, eu estava pensando, acho que as enguias são como os gatos, têm sete vidas ou mais...
Ass: Bruninha
PRO(K)DER
Uma peça literária de fino humor dum amigo meu
Acho que tem “tudo”: compleição robusta, perna grossa, saia curta, zip à frente para facilitar, a meio caminho entre a provocação e o convite, sapatos de 5º andar para produzir efeitos basculantes durante a locomoção, unha vermelhona para dar nas vistas, dupla volta do colar de pérolas (até à altura da pérola das pérolas), cabelos louros pintados de fresco, ar compenetrado de quem sabe o que está a fazer. Reparei que traz aliança – precioso adereço de respeitabilidade nestes dias de luxúria furiosa e insensata – e que segura um molho de papéis – outro insuspeito indicador de maturidade intelectual. Está esta “fera” a perder-se sem proveito no Ministério da Agricultura, sintomaticamente ao serviço da sigla PRODER, e o PS continua a incensar o Sócrates para mal dos nossos pecados…
Que tal propor a Dra. Gabriela para negociar o auxílio do FEEF?
Na foto: Gabriela Ventura - dirigente do Ministério da Agricultura, gestora do PRODER, numa sessão pública de esclarecimento
enviado por D.A.M.
ALMORRÓIDA CIVILIZADA
Merkel processada por se ter alegrado
com morte de bin Laden
Um juiz alemão processou a chanceler Angela Merkel, por esta se ter alegrado publicamente com a morte do líder da al-Qaeda, Osama bin Laden.
A queixa-crime contra a dirigente democrata-cristã foi apresentada ao abrigo de um artigo do código penal germânico, que coloca a aprovação de delitos sob a alçada da lei, confirmou o ministério público de Hamburgo, Wilhelm Moeller.
Merkel declarou na segunda feira, logo após a Casa Branca ter anunciado o êxito da operação contra Bin Laden, que se congratulava com a morte do chefe da al-Qaeda, o qual assumiu a autoria moral dos atentados de 11 de Setembro de 2011, nos EUA, em que morreram mais de três mil pessoas.
"Alegro-me por terem conseguido matar Bin Laden", disse Merkel na chancelaria federal.
A afirmação já tinha sido criticada por várias personalidades da vida pública alemã, incluindo membros da União Democrata Cristã (CDU), o partido da chefe do governo.
Na opinião do magistrado que apresentou a queixa, Heinz Uthmann, tal afirmação, "proferida pela filha de um pastor protestante, está para além de todos os valores, como a dignidade humana, a misericórdia e os valores do estado de Direito", afirma-se na fundamentação da queixa, entregue na quinta feira no ministério público de Hamburgo.
O jurista, 54 anos, exerce as funções de juiz no Tribunal de Trabalho de Hamburgo há 21 anos, e disse a um jornal de Berlim que é "um cidadão cumpridor das leis e que jurou fazer cumprir a justiça e o Direito", acrescentando que as afirmações de Merkel "revelam um comportamento indigno".
A chanceler tinha entretanto suavizado a sua declaração, através do porta-voz do executivo, admitindo que compreende que haja críticas às palavras que proferiu.
IN "JORNAL DE NOTÍCIAS"
06/05/11
JOÃO QUERIDO MANHA
Bom padrinho
O universo portista tem estado esta semana a digerir a última diretriz do Grande Líder, hierarquizando com a autoridade que se lhe reconhece o valor das equipas que deram ao emblema a maior glória internacional. Ficámos a saber que o Porto de 1987 passa por ter a suavidade e elegância de um “Vintage” para servir à mesa de Reis, numa alusão a Artur Jorge, dito “Le Roi”, e que o Porto de 2004 não passaria de um “Reserva”, bom para acompanhar sobremesas, especial, mas não tão especial como José Mourinho gosta de ser reconhecido.
Não deve haver muita gente que concorde com esta hierarquia de ânimo leve, sobretudo porque ela pretende abrir caminho ao reconhecimento do Porto de 2011 igualmente acima de uma equipa que ganhou duas competições europeias consecutivas e respondia em campo com a harmonia e infalibilidade de uma máquina. Logo aqui, na afinação coletiva e na exploração do talento em prol da equipa, o trabalho de Villas-Boas tem mais afinidades com Mourinho do que com Artur Jorge, baseia-se muito mais no equilíbrio total, na solidariedade de grupo e no primado da tática, do que na liberdade criativa e na vertigem do risco que distinguiam Futre ou Madjer.
A saída apressada de Mourinho do Porto ter-lhe-á custado uma fatia do reconhecimento oficial e ele nunca aproveitou os anos de sucesso europeu para distinguir dos outros o emblema que o revelou. Mourinho desenvolveu uma marca tão forte que chega a rivalizar com os próprios clubes que serve, e da sua ingratidão à proclamação de figura non grata dista apenas o tempo de lhe arranjar uma alternativa afetiva.
Essa premência justifica os erros que Porto, Chelsea e Inter cometeram no ano pós-Mourinho, antes de compreenderem que só o tempo e um novo choque de paixão podem adormecer as suas recordações. Nem os anos de Jesualdo Ferreira criaram tal impacte, apesar da coleção de títulos, por causa do apagão social provocado pelos processos judiciais e pelo baixo teor carismático do treinador.
Mas o advento de André Villas-Boas com todos os títulos e recordes que soma e a perspetiva de uma carreira de grande sucesso suscitam o estratégico pedido de boleia do presidente ao treinador fenómeno. Num ápice, subiu de incógnita a certeza, de lufada de ar fresco a furacão, de miúdo a mestre: o jovem aprendiz que ousou comparar cátedras com Jorge Jesus passa da dimensão paroquial ao fabuloso mundo dos predestinados. Quem o descobriu, apadrinhou e empossou teve uma visão genial e merece o reconhecimento.
A euforia de Pinto da Costa em relação a este novo afilhado radica na progressiva tranquilização do discurso de Villas-Boas, primeiro treinador do FC Porto a vincar uma ligação afetiva e um aparente desprendimento em relação à carreira internacional, que tão facilmente roubou Artur Jorge e José Mourinho. A mirífica ideia de ultrapassar o Benfica, em títulos e em afetos, ganha um novo impulso com a adoção de um treinador que se confessa adepto, em primeiro lugar, e que concretiza conquistas pelo domínio transversal de todas as áreas da competição, incluindo o esvaziamento do prestígio dos adversários que podem fazer sombra. Talvez seja excessivo, mas o que faz a grandeza das instituições é a ambição dos objetivos.
IN "RECORD"
04/05/11
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