Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
18/04/2011
APARA LÁPIS
APARA LÁPIS
Em tempo de despedida e para mostrar reconhecimento pelo precioso exemplo dos contrinuintes cumpridores, o sr. ministro das Finanças vai enviar a todos eles este magnífica escultura e em simultâneo apara lápis, para que os portugueses não esqueçam o passado recente e tenham confiança no futuro próximo.
PRESTANDO SERVIÇO
Explicação antes de assistir ao video
A Mobistar é uma companhia telefónica na Bélgica cujo serviço de call center é deplorável, deixando os clientes por/até 30 minutos em espera para fazer reclamações ou cancelar assinaturas.
Para dar o troco na mesma moeda, quatro jovens colocaram-se dentro dum contentor colocado na porta do estacionamento da Mobistar (bloqueando a entrada), no ultimo dia 22 de Dezembro de 2010.
O contentor estava identificado com o nome da "empresa de aluguer" do dito e seu número de telefone...
Dentro do contentor, o "call-center" da companhia de aluguer. Os rapazes enlouquecem o segurança da Mobistar. E sómente apos diversas ligações e mais de 3 horas, o contentor é removido com uma longa fila de automóveis na rua para entrar no estacionamento.
O video foi colocado no Youtube, onde faz grande sucesso!
enviado por J. COUTO
DANIEL AMARAL
A hora da verdade
Aqueles que hoje criticam o Governo por ter aumentado em 1,3 pontos o défice orçamental de 2010, elevando-o para 8,6% do PIB, são no mínimo deselegantes
As regras foram alteradas a meio do jogo, e o Governo limitou-se a seguir as orientações de Bruxelas na análise de dois temas que se encontravam pendentes: os impactos do BPN e do BPP e a inclusão de três empresas de transportes. Sem isso o défice teria caído 0,5 pontos para os 6,8%.
Mas nada disto justifica o comportamento suicida que o primeiro-ministro veio a assumir. Ele conhecerá as motivações. Mas, vista do lado de cá, a leitura é hoje consensual: Sócrates sabia que a vinda do FMI era inevitável, mas também malquista; e ensaiou transferir para outros o ónus da sua intervenção. Um Dom Quixote lutando contra moinhos de vento. Caiu sem glória, às mãos dos banqueiros, depois de levar o sistema bancário à asfixia.
O volte-face deixou todos boquiabertos. Mas depois percebeu-se: foi o BCE que, farto das birras de Sócrates, deu instruções aos bancos para não comprarem mais dívida. E o edifício ruiu como um baralho de cartas. Perdida entre os escombros ficou a imagem de uma tragédia: mais de €160 mil milhões de dívida, que ninguém sabe como pagar. Perdoem-me o desabafo: esta foi uma das opções mais estúpidas que alguma vez se tomaram em Portugal.
Como esta dívida é ingerível, vamos ter de reestruturá-la. E as hipóteses disponíveis são três: aumento dos prazos, diminuição dos juros ou, no limite, a adopção do famoso ‘hair-cut', que se traduz na renúncia à amortização de uma parte. Mas atenção! Muitos destes milhões estão sediados na banca portuguesa, e uma decisão deste tipo pode levá-la ela própria ao colapso. Seria bom que estivéssemos atentos ao que se está a passar na Irlanda.
Esta é a hora da verdade. Ao que parece, vão emprestar-nos cerca de metade da nossa dívida actual, a troco de um plano de austeridade que ultrapassa em muito o PEC IV que foi chumbado no Parlamento. É uma espécie de xarope que vamos ter de engolir. A obsessão pelo défice público já não chega; vamos juntar-lhe a obsessão pelo défice externo. Alvos no horizonte: alienação de património, flexibilização dos despedimentos, aumento de impostos, cortes nos salários e nas pensões.
Chegou a hora do FMI.
As regras foram alteradas a meio do jogo, e o Governo limitou-se a seguir as orientações de Bruxelas na análise de dois temas que se encontravam pendentes: os impactos do BPN e do BPP e a inclusão de três empresas de transportes. Sem isso o défice teria caído 0,5 pontos para os 6,8%.
Mas nada disto justifica o comportamento suicida que o primeiro-ministro veio a assumir. Ele conhecerá as motivações. Mas, vista do lado de cá, a leitura é hoje consensual: Sócrates sabia que a vinda do FMI era inevitável, mas também malquista; e ensaiou transferir para outros o ónus da sua intervenção. Um Dom Quixote lutando contra moinhos de vento. Caiu sem glória, às mãos dos banqueiros, depois de levar o sistema bancário à asfixia.
O volte-face deixou todos boquiabertos. Mas depois percebeu-se: foi o BCE que, farto das birras de Sócrates, deu instruções aos bancos para não comprarem mais dívida. E o edifício ruiu como um baralho de cartas. Perdida entre os escombros ficou a imagem de uma tragédia: mais de €160 mil milhões de dívida, que ninguém sabe como pagar. Perdoem-me o desabafo: esta foi uma das opções mais estúpidas que alguma vez se tomaram em Portugal.
Como esta dívida é ingerível, vamos ter de reestruturá-la. E as hipóteses disponíveis são três: aumento dos prazos, diminuição dos juros ou, no limite, a adopção do famoso ‘hair-cut', que se traduz na renúncia à amortização de uma parte. Mas atenção! Muitos destes milhões estão sediados na banca portuguesa, e uma decisão deste tipo pode levá-la ela própria ao colapso. Seria bom que estivéssemos atentos ao que se está a passar na Irlanda.
Esta é a hora da verdade. Ao que parece, vão emprestar-nos cerca de metade da nossa dívida actual, a troco de um plano de austeridade que ultrapassa em muito o PEC IV que foi chumbado no Parlamento. É uma espécie de xarope que vamos ter de engolir. A obsessão pelo défice público já não chega; vamos juntar-lhe a obsessão pelo défice externo. Alvos no horizonte: alienação de património, flexibilização dos despedimentos, aumento de impostos, cortes nos salários e nas pensões.
Chegou a hora do FMI.
IN "DIÁRIO ECONÒMICO"
15/04/11
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