10/12/2019

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HOJE NO
  "OBSERVADOR"
Livre. 
Comissão de Ética não pune Joacine, mas critica-a (e reafirma confiança na direção)

Assembleia do Livre "reafirma a confiança política no Grupo de Contacto" e quer que deputada "privilegie a apresentação de propostas do partido em detrimento da pessoalização da mensagem política".

A Comissão de Ética e Arbitragem (CEA) do Livre conclui não terem existido “divergências políticas substanciais” com a deputada Joacine Katar Moreira, apenas “um desentendimento procedimental”, e que por isso “não há lugar a repercussão disciplinar”. Nas suas considerações finais, a CEA reforça a posição de que “a articulação política com os eleitos pelo partido, nomeadamente entre o Grupo de Contacto, a Deputada do Livre e o seu grupo parlamentar, tem de ser melhorada, mas que a matriz ideológica do Livre não foi afetada”.
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Depois de ouvida em Assembleia no domingo, as explicações da deputada Joacine Katar Moreira foram insuficientes para os 41 membros do órgão máximo do partido entre congressos. No comunicado esta terça-feira divulgado, depois de suspensos os trabalhos no domingo e retomados na segunda-feira, a mesa da Assembleia reitera que as explicações dadas por Joacine sobre os factos que envolvem as falhas de comunicação com o Grupo de Contacto do partido não foram “cabalmente explicadas”, nomeadamente no que diz respeito ao voto de condenação pela Palestina, à troca de comunicados e à “cessação de relacionamentos pessoais com os restantes membros do Grupo de Contacto”.

A Assembleia “reafirma a confiança política no Grupo de Contacto” e pede à direção do partido que “faça a partir daqui o acompanhamento de toda a matéria relativa a esta resolução”.
A Assembleia do partido frisa que “não se revê” nas declarações da deputada sobre a “suposta falta de apoio do Grupo de Contacto e da direção da campanha”, declarações essas feitas em parte ao Observador na noite do sexto aniversário do partido.

Um dos pontos que mereceu também análise na Assembleia do partido foi a relação da deputada e assessores com a comunicação social, depois do episódio da escolta da deputada no Parlamento e das declarações do assessor Rafael Esteves Martins.  No documento de cinco páginas, a Assembleia nota que “o gabinete parlamentar não adotou uma postura de reserva nos dias seguintes à 39.ª Assembleia para salvaguarda dos envolvidos e do partido e, subsequentemente quando o quis, não conseguiu gerir da melhor forma a sua relação com a comunicação social“.

Já as explicações do Grupo de Contacto, dadas depois da pausa para almoço e já sem a presença da deputada nos trabalhos da Assembleia, foram consideradas “satisfatórias” no que diz respeito à relação entre a direção do partido e a deputa, embora lamente “não ter sido informada pelo Grupo de Contacto dos problemas que foram surgindo durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas de 2019 e acumulando-se já em período de trabalhos parlamentares“. O comunicado emitido pelo Grupo de Contacto a criticar a abstenção de Joacine sobre Gaza foi considerado pela Assembleia “precipitado”, embora o órgão do partido reconheça que este “reforça o trabalho realizado e o esforço de lealdade sincera concretizado pelo Grupo de Contacto em prol dos membros, apoiantes e eleitores na explicitação da posição comummente aceite do legado histórico político do partido sobre a questão palestiniana”.

A resolução da Assembleia assinala ainda a “importância da eleição” de Joacine como símbolo “de uma luta anti-racista e feminista, pela cidadania e pela inclusão” notando que o partido prestará “todo o suporte para que o mandato parlamentar de Joacine Katar Moreira seja exercido com uma qualidade tão grande quanto os membros e apoiantes do Livre desejam e os concidadãos merecem”.

A comunicação dos eleitos do Livre “deve privilegiar a apresentação e debate das propostas políticas do partido, em detrimento da pessoalização da mensagem política”

Esta é a sexta das nove deliberações da Assembleia do partido, que deixa a querer que as falhas e necessidade de “voltar à trilha” se estendem para além das relações entre o Grupo de Contacto e a deputada. Além de “reafirmar a confiança política” na direção, mas não na deputada única do partido, a Assembleia “reafirma” que o trabalho parlamentar deve ser levado a cabo “com independência, no respeito pelos valores e princípios do Livre e por todo o património ideológico e programático”.

Sobre as declarações ao Observador e ao Notícias ao Minuto, a Assembleia afirma que “foram gravosas para a honra e dignidade do partido, dos seus membros, apoiantes e simpatizantes, assim como dos seus órgãos” acrescentando que “lamenta que tenham sido produzidas e que não tenha existido um pedido de desculpas pelas mesmas, esperando que esta situação não se venha a repetir”.

A quebra da postura de reserva, que tinha sido acordada na última Assembleia do Livre e que foi quebrada pelo gabinete parlamentar do partido é também criticada nas deliberações do órgão colegial. Como indicações para o futuro, a Assembleia responsabiliza o Grupo de Contacto pelo “acompanhamento e execução” da resolução, indicando que as reuniões semanais de articulação com o gabinete parlamentar devem ser retomadas e que o “relacionamento cordato com os órgãos de comunicação social” é privilegiado pelo partido e deve ser mantido.

Recorde-se que depois do episódio no Parlamento, o sindicado dos jornalistas tomou uma posição onde afirmava que “a decisão da deputada atenta contra a liberdade de imprensa e revela uma prática anti-democrática tomada dentro da própria Casa da Democracia”, não tendo havido qualquer resposta do Livre sobre o sucedido.

Contactada pelo Observador, a assessoria da deputada Joacine Katar Moreira informou que a parlamentar não fará “qualquer comentário” à resolução da Assembleia. O Grupo de Contacto respondeu ao Observador que “está a analisar o documento”, remetendo questões para mais tarde.

 * A deputada Joacine deixou de ser símbolo de luta anti-fascista ou anti-xenófoba, passou a ser o símbolo do deslumbramento pacóvio, ganancioso e com retórica bolchevique. O Livre foi algemado pela deputada e até parece que gosta da situação em que se encontra, o último que apague a luz.



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LA SALLETE MARQUES

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A pit stop de 
Greta Thunberg em Portugal

A jovem ativista não teve espaço na agenda para se encontrar com a instituição parlamentar. Tal como os seus jovens seguidores recusaram em junho o convite para apresentarem propostas aos partidos.

Em tempos de mediatização global da causa climática, do meu ponto de vista, importa que a sociedade se foque um pouco mais, para que, juntos, consigamos mais soluções e menos ruído. É isso que se espera da Cimeira do Clima que decorre em Madrid e que conta com a participação de 50 líderes mundiais. Participam também muitas outras entidades e personalidades, incluindo a conhecida Greta Thunberg, que esta semana fez uma espécie de “pit stop” em Portugal. E não foi mais do que uma “pit stop”: claque a apoiar a receção, transmissão na comunicação social, acompanhamento do “regresso à prova”, tudo marcado com cartazes e palavras de incentivo.

Greta Thunberg desempenha um papel de relevância global e tanto ela como a máquina que a acompanha estão muito conscientes desse papel: é uma voz de consciência coletiva que vai alertando toda a sociedade para a questão das alterações climáticas e para a necessidade de reverter o processo com o objetivo de salvar o planeta. Tenho para mim que o planeta não corre perigo, há-de por cá andar mais uns milhares de milhões de anos. Quem corre perigo é a própria Humanidade, e muitas outras espécies, pelo que talvez não fosse pior recentrar a comunicação.

Greta Thunberg é a mentora de um movimento global que integra milhões de jovens, promotor de ciclos de greves climáticas que levam estes jovens para a rua, em protesto contra as alterações climáticas e em defesa de atitudes que as revertam. E este movimento é apenas isto, quando o necessário vai muito além disto. São necessárias medidas políticas de fundo, investimento em inovação e tecnologia e um forte compromisso transversal a todas as comunidades: científica, empresarial e política.

O erro de Greta Thunberg e dos jovens que a acompanham é precisamente não integrarem este compromisso! A jovem ativista sueca não encontrou espaço na sua agenda para se encontrar com a instituição parlamentar de Portugal, onde estão representadas as mais importantes forças políticas do país, onde se tomam decisões que podem mudar o curso dos acontecimentos. Também os seus jovens seguidores estão disponíveis para trocar a escola pela rua em manifestações ruidosas, mas recusaram em junho o convite para apresentarem as suas reivindicações e propostas aos partidos políticos em tempo de elaboração dos programas políticos. Alegaram que não queriam fazer política. Esta atitude deixa-me perplexa e não a considero mais do que conversa de miúdos que se recusam a participar de forma construtiva sem saberem bem o que estão a responder. Tudo na vida é política, passa pela política, ou tem que ver com política! Se acham que participar numa greve e numa manifestação não é fazer política, regressem às escolas, de onde possivelmente não deveriam ter saído.

Algumas entidades, incluindo políticos, correram a receber a jovem ativista, apenas para contribuírem para a gigantesca operação mediática montada ao estilo “red carpet”, como se se tratasse de uma estrela pop. É bom ficar na fotografia que aparece na capa do jornal, ao lado da miúda sensação! Mas é mau, muito mau, não ter propostas para aproveitar melhor as energias renováveis, reduzir as emissões de gases que provocam efeito de estufa, reciclar materiais e salvar rios.

Esta rebeldia juvenil aponta na direção certa, mas vai pelo caminho errado: marginalizar os partidos políticos, os seus representantes e os decisores apenas cria um substrato de radicalismo sobre o qual assenta uma causa fundamental, sem que sobre ela existam propostas que sustentem alterações de fundo ao comportamento coletivo. O que se pede é participação ativa na solução!

IN "OBSERVADOR"
07/12/19

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2118.UNIÃO



EUROPEIA



 Josep Borrell
Vice presidente da
Comissão Europeia

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HOJE NO 
"RECORD"
Isinbayeva classifica como 
"assassina" exclusão da Rússia 
das grandes competições

Antiga atleta considerou incompreensível que se tente defender os direitos dos desportistas "limpos" 
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A antiga atleta russa Yelena Isinbayeva, bicampeã olímpica do salto com vara, classificou hoje como "assassinas" as sanções impostas pela Agência Mundial Antidopagem (AMA), que afastam a Rússia das grandes competições internacionais nos próximos quatro anos.

"São sanções extremamente cruéis, injustas, atrozes e assassinas", escreveu Isinbayeva na sua conta no Instagram.

A antiga atleta, de 37 anos, considerou incompreensível que se tente defender os direitos dos desportistas "limpos", obrigando-os a competir sob bandeira neutra.

Na segunda-feira, a AMA excluiu a Rússia das principais competições desportivas mundiais, por um período de quatro anos, impedindo assim a participação do país em Jogos Olímpicos e Paralímpicos, outras competições multidesportivas mundiais, e campeonatos mundiais de modalidade organizados por organismos signatários do Código Mundial Antidopagem.

* Estranho que Yelena Isinbayeva não tenha feito qualquer crítica ao modo como as autoridades desportivas russas tenham permitido e estimulado aquela vergonha. Terá culpas no cartório?

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257-BEBERICANDO


COMO FAZER
XIBIU

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I-OBSERVATÓRIO DE QUASE TUDO
5 - QI, O GRANDE LOGRO




FONTE:   DocumentariosCiencia

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Sanna Marin já é a primeira-ministra
 mais jovem do mundo

O parlamento da Finlândia aprovou esta terça-feira a nomeação de Sanna Marin para o cargo de primeira-ministra, tornando esta política social-democrata de 34 anos a mais jovem chefe de Governo do mundo.

A nomeação de Sanna Marin, que vai liderar uma coligação governamental de centro-esquerda composta por cinco partidos, foi aprovada no Eduskunta (designação original do parlamento finlandês) com 99 votos favoráveis e 70 contra.
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A coligação governamental detém uma maioria confortável de 117 deputados no Parlamento, composto por 200 assentos.

"A Finlândia pode melhorar é nisso que estamos a trabalhar. Queremos construir uma sociedade em que todas as crianças se podem tornar em alguma coisa e em que todas as pessoas possam viver e crescer com dignidade", escreveu no Twitter.

A nova equipa governamental vai integrar as mesmas forças políticas do anterior executivo: o Partido Social-Democrata (SDP, de Sanna Marin), o liberal Partido de Centro, os Verdes, a Aliança de Esquerdas e o minoritário Partido Popular Sueco (SFP).
 
Quatro forças políticas da coligação são lideradas por mulheres, três delas com pouco mais de 30 anos.

A nova primeira-ministra finlandesa foi investida oficialmente esta terça-feira à tarde, juntamente com os 18 ministros que integram o novo executivo, pelo presidente da Finlândia, Sauli Niinistö.

A tomada de posse de Sanna Marin e da equipa governativa esta terça-feira vai permitir que a nova primeira-ministra represente a Finlândia na reunião do Conselho Europeu, que terá lugar na quinta e sexta-feira em Bruxelas. A Finlândia ocupa a presidência rotativa da União Europeia (UE) até ao final do ano.

A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deu os parabéns à nova governante finlandesa. "É com grande prazer que congratulo a nova primeira-ministra finlandesa Sanna Marin. A Finlândia realmente levou as questões de género para o próximo nível: todos os partidos da coligação são liderados por mulheres", escreveu no Twitter.

Aos 34 anos, Sanna Marin torna-se esta segunda-feira na mais jovem governante em exercício do mundo, destronando o austríaco Sebastian Kurz, de 33 anos, que, depois de ter assumido o cargo de chanceler da Áustria em 2017 com 31 anos, está atualmente a negociar a formação de um governo, após a vitória nas eleições legislativas de setembro passado.

* Desejamos que tenha muito sucesso e que seja um caso notável de paridade de género.

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