09/12/2017

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Igreja em Portugal perdeu 
mais de 600 padres em 15 anos

Entre 2009 e 2014, abandonaram o sacerdócio 32. Alguns fazem parte da associação Fraternitas, que se dedica a apoiar os ex-padres e as famílias a reintegrar-se na sociedade

Entre 2000 e 2015, o número de sacerdotes diocesanos em Portugal baixou de 3159 para 2524, ou seja 635 deixaram a Igreja. Os números constam do mais recente anuário católico de Portugal, que aponta também para outra descida no clero religioso: os padres passaram de 1078 para 907, numa estatística a cargo da Conferência Episcopal Portuguesa e divulgada pela Agência Ecclesia. Segundo a mesma fonte, entre 2009 e 2014, as ordenações sacerdotais foram 213, face a 425 óbitos e 32 defeções [saídas].
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Não se sabe se todos os que deixaram o ministério o fizeram para constituir família, mas a verdade é que o tema voltou à ordem do dia a propósito do padre madeirense Giselo Andrade, que assumiu, no início de novembro, a paternidade de uma criança nascida em agosto passado. O sacerdote quis continuar ao serviço da Igreja, o que nem sempre acontece nestes casos. Crê-se por isso que entre os 32 que deixaram a vida religiosa entre 2009 e 2014, a maior parte o tenha feito para casar e assumir uma família.

Quando deixa o sacerdócio, a maioria bate à porta da Fraternitas Movimento, uma associação de presbíteros que deixaram o exercício do ministério, casados ou não, extensível às esposas e viúvas. É uma espécie de âncora a que se agarram os homens que deixam de ser padres. "A primeira dificuldade prende-se com uma decisão que não foi muito fácil, isto é, assumir deixar o ministério sacerdotal. Implicou muito sofrimento e reflexão, muita solidão, muita angústia", afirmou ao DN Alberto Osório, vogal da direção da Fraternitas. Casado, com um filho, vive em São João da Madeira e está aposentado do ensino oficial. É o responsável pela edição do Espiral (o boletim da Fraternitas Movimento), participa numa associação de pais e colabora com a Universidade Sénior da cidade, onde dá aulas sobre "o Mundo da Bíblia".

Tal como a maioria dos que integram a associação, o ex-padre passou por uma espécie de reintegração na sociedade, quando deixou o ministério. "De há uns vinte anos para trás, havia a questão social (não era generalizada a aceitação dessa situação - deixar o exercício do ministério) e, pior ainda, a imposição hierárquica de sair da paróquia onde se exercera o ministério, ou da de nascimento, o que se traduzia num exílio forçado, para terras e países, por vezes, bem longínquos!", recorda Alberto Osório, admitindo no entanto que ainda permanece "algum afastamento de serviços eclesiais, levando o padre casado a uma situação 'abaixo de leigo'".

Apoiar os ex-padres
Criada em 1997, a Fraternitas Movimento viu os seus estatutos aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa na Assembleia Plenária de 2 a 5 de maio de 2000. Entretanto, os estatutos originais foram revistos e aprovados pelo Movimento na 39.ª Assembleia Geral da Fraternitas Movimento, em 30 de abril e 1 de maio de 2016. A missão, porém, mantém-se inalterada desde a criação: "Apoiar nos vários domínios (pessoal, social, laboral, económico, eclesial) os seus membros, bem como os que deixam o exercício do ministério".

A associação pretende igualmente "fomentar laços de amizade e solidariedade intergrupal. E estudar, em Igreja, formas de colaboração eclesial para os seus membros no sentido de um serviço às comunidades cristãs", acrescenta o vogal da direção. O movimento desenvolve igualmente atividades de formação e atualização teológica, nomeadamente cursos, palestras, encontros de formação, retiros, possibilitando a outros cristãos a sua participação nesses eventos.

O professor Alberto recorda que a fundação da Fraternitas Movimento ficou a dever-se à ação do cónego Filipe de Figueiredo (falecido em 2003) ao promover, em Fátima, os primeiros retiros para "padres casados" a partir de agosto de 1996. Vinte anos passados, Alberto Osório acredita que alguma coisa mudou: "Nota-se alguma mudança de mentalidade, em especial da hierarquia, já que, ao nível do povo cristão de base, a aceitação de presbíteros que deixaram o ministério e constituíram família é um facto quase unanimemente aceite: não é motivo de escândalo que um presbítero deixe o exercício do ministério e inicie uma família".

Mas persiste o problema de base - "uma visão da Igreja, não piramidal, mas de forma circular: comunidades de base que suscitam, entre os seus membros, os seus necessários servidores (ministros). E a Igreja tornar-se-ia, assim, numa comunhão de comunidades. O batismo, sacramento radical e essencial, torna cada batizado nas funções de Jesus - sacerdote, profeta, rei. E, neste sentido, os passos dados são extremamente reduzidos", sublinha este responsável da Fraternitas, para quem a visão de uma Igreja hierarquizada (papa, bispos, presbíteros e, na base, os leigos) "ainda está muito enraizada, em especial nos lugares de mando, que não querem ver fugir-lhes das mãos as diretrizes e os proveitos da orientação dos fiéis". 

A Fraternitas Movimento (sediada em Gaia) tem 115 associados inscritos. Porém, ativos são apenas 65 membros.

* Não é por esta redução  nas hostes que a igreja católica deixa de exercer o seu principal objectivo, aldrabar, aldrabar, aldrabar!

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O ANTI-NATAL



FONTE: AFP Brasil

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"
Músico Salvador Sobral operado com sucesso e a recuperar bem - médicos

O músico Salvador Sobral, que venceu o último festival Eurovisão da canção, foi na sexta-feira submetido a um transplante cardíaco, que "correu bem sob todos os aspetos", e a recuperação "tem evoluído bem". 


Os pormenores da operação, no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, Oeiras, foram hoje dados pela equipa que o operou, que disse que a recuperação será demorada, o que é normal neste tipo de transplantes, mas que o músico "vai ter uma vida completamente normal" se tudo correr bem. 

"O transplante do Salvador, do ponto de vista técnico, é igual aos outros", disse Miguel Abecassis, do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica, adiantando que Salvador Sobral está "muito bem-disposto" e que quando acordou agradeceu à equipa que o operou. 

* UF!!! QUE BOM!


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Na linha da frente do conflito 
ucraniano, o maior inimigo é o frio



FONTE: EURONEWS

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HOJE NO 
"O JORNAL  ECONÓMICO"
Cerca 60% dos portugueses têm obesidade ou risco
 de desenvolver a condição, diz estudo

As conclusões do estudo, que estimou pela primeira vez a prevalência da obesidade em todos os segmentos etários da população portuguesa.

Cerca de 60% dos portugueses têm obesidade ou risco de desenvolver essa condição, segundo os resultados de um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) a que a Lusa teve hoje acesso.
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As conclusões do estudo, que estimou pela primeira vez a prevalência da obesidade em todos os segmentos etários da população portuguesa, revelam que 22% dos portugueses têm obesidade e 34% pré-obesidade (estado em que um indivíduo já se encontra em risco de desenvolver obesidade).
“Somando os dois valores, constata-se que seis em cada dez portugueses (60% da população) são pré-obesos ou obesos”, indicou Andreia Oliveira, investigadora da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP e primeira autora do estudo.

Neste estudo, coordenado pela investigadora Carla Lopes, foram avaliadas as prevalências de obesidade generalizada (através do cálculo do índice de massa corporal) e central (perímetro da cintura), com recurso aos dados do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (IAN-AF) 2015-2016, divulgados em março deste ano.

Analisando os dados por sexo, faixa etária e nível de escolaridade, concluiu-se que a obesidade é significativamente superior nas mulheres, nos mais idosos e nos indivíduos menos escolarizados, o que os torna grupos de risco.

Relativamente à obesidade abdominal, definida como a razão entre o perímetro da cintura e o perímetro da anca e calculada apenas para a população adulta, verificou-se que os homens são os mais afetados, particularmente os mais idosos.

“Com este estudo, conseguimos ver o aumento gradual da obesidade ao longo da idade e percebemos que nas crianças e adolescentes já há uma percentagem bastante considerável de pré-obesidade (17% e 24%, respetivamente)”, valores sobem nos adultos e aumentam muito nos idosos, explicou Andreia Oliveira.

Segundo a investigadora, as prevalências de obesidade estão a aumentar consideravelmente em todo o mundo, podendo a situação daqui a uns anos tornar-se “mesmo caótica”.

“Se hoje em dia os níveis de pré-obesidade e de obesidade são já tão elevados em idades precoces, no futuro veremos que a percentagem de obesos poderá ser ainda maior, dado que sabemos que há uma elevada probabilidade de uma criança obesa vir a ser um adulto obeso”, considerou.

Para Andreia Oliveira esta situação é duplamente problemática, porque a obesidade é um fator de risco para o aparecimento de várias outras doenças, como o cancro, as doenças cardiovasculares e também patologias do foro psicológico.

“Em termos de saúde pública, é um problema grave com grande prevalência no nosso país”, frisou.
O estudo permitiu igualmente verificar que, aos 15 anos, há um ponto de inflexão nas prevalências de obesidade, ou seja, estas vêm a diminuir em anos anteriores, e nesta idade começam a aumentar.

“A faixa dos adolescentes é na verdade aquela que parece apresentar piores indicadores, destacando-se o baixo consumo de fruta e hortícolas, a elevada ingestão de refrigerantes e a inatividade física, com base nos resultados do mesmo inquérito”, notou.

Andreia Oliveira referiu ainda que, ao nível de intervenções específicas, existem programas e estratégias que estão a ser estudados e implementados e que o caminho deverá passar pela aposta em “programas mais estruturais e pelo reforço da legislação”.

A mudança das disponibilidades alimentares, a taxação de bebidas açucaradas e a criação de infraestruturas para a prática de atividade física são exemplo disso.

Este trabalho, designado “Prevalence of general and abdominal obesity in Portugal: comprehensive results from the National Food, Nutrition and Physical Activity Survey 2015-2016”, foi distinguido no dia 26 de novembro, durante a cerimónia de encerramento do 21.º Congresso Português de Obesidade, na categoria “Obesidade e Comorbilidades”.

Além de Andreia Oliveira e Carla Lopes fazem parte do estudo os investigadores Joana Araújo, Milton Severo, Daniela Correia, Elisabete Ramos e Duarte Torres.

* Sob o ponto de vista económico quantos mais obesos existirem, mais pobre fica o pais.

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TRÁFEGO - OS EMPATAS




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ESTA SEMANA NA 
"VISÃO"
O que é o Eurogrupo

Para que serve o organismo informal a que Mário Centeno vai presidir

Origem 
É um órgão informal, criado em 2005. O seu poder emana da moeda única. É chamado a discutir políticas monetárias, orçamentais e estruturais dos 19 países da Zona Euro, assim como a assegurar a coordenação das políticas económicas. Tem sido acusado de tomar decisões “à porta fechada”, sem aprofundar o debate.
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Reuniões
Habitualmente, os ministros das Finanças dos países do euro reúnem-se uma vez por mês, na presença do vice-presidente da Comissão Europeia com o pelouro do euro, Valdis Dombrovskis, do comissário dos Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, do presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, e do diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade, Klaus Regling

Sede
Os encontros decorrem no edifício do Conselho Europeu, no centro de Bruxelas. Não existe uma sede própria, mas o seu presidente tem um gabinete e uma pequena equipa de pessoas que o apoiam no cargo

Sucessão
Mário Centeno é o terceiro presidente do Eurogrupo e o primeiro oriundo de um país alvo de resgate. O primeiro foi o luxemburguês Jean-Claude Juncker, e o segundo o holandês Jeroem Dijsselbloem

* Ficamos esclarecidos que é mais um "tachito" para os seus membros, mas continuamos sem saber para que serve.

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