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Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
31/01/2026
PEDRO IVO CARVALHO
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Saber avisar, saber estar
𝟏. 𝐅𝐨𝐢 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐧𝐨𝐬 𝐟𝐨𝐠𝐨𝐬, 𝐞́ 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐧𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨. 𝐒𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐠𝐫𝐚𝐜̧𝐚 𝐧𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐬𝐚𝐜𝐨𝐝𝐞 𝐨 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝐝𝐢𝐬𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞, 𝐬𝐨𝐦𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐟𝐫𝐨𝐧𝐭𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐨𝐬 𝐜𝐮𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐨𝐥𝐨𝐫𝐨𝐬𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐢𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐧𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐠𝐞𝐧𝐞𝐫𝐨𝐬𝐚 𝐟𝐚𝐭𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐬𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐛𝐨𝐦 𝐞 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐬𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐦𝐚𝐮. 𝐀𝐥𝐢, 𝐧𝐨 𝐩𝐚𝛊́𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐞 𝐬𝐚𝐧𝐠𝐫𝐚𝐫 𝐞𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐜𝐚𝐥𝐚𝐦𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬, 𝐬𝐨́ 𝐚 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞𝐚𝐣𝐮𝐝𝐚 𝐞 𝐨𝐬 𝐥𝐚𝐜̧𝐨𝐬 𝐢𝐧𝐪𝐮𝐞𝐛𝐫𝐚𝐧𝐭𝐚́𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐝𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚𝐦 𝐚𝐬 𝐯𝐢𝐯𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬 𝐬𝐮𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚́𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐞 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐚𝐬. 𝐎 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨, 𝐭𝐚𝐧𝐭𝐚𝐬 𝐯𝐞𝐳𝐞𝐬 𝐚𝐮𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐭𝐞𝐦 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞, 𝐞𝐬𝐟𝐮𝐦𝐚-𝐬𝐞 𝐚𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐬𝐞 𝐚𝐟𝐚𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐨 𝐞𝐢𝐱𝐨 𝐝𝐚 𝐢𝐧𝐟𝐥𝐮𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐩𝐨𝐥𝛊́𝐭𝐢𝐜𝐚. 𝐒𝐚̃𝐨 𝐨𝐬 𝐚𝐮𝐭𝐚𝐫𝐜𝐚𝐬, 𝐞 𝐚𝐬 𝐢𝐧𝐬𝐭𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐦𝐞́𝐝𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫, 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐬𝐬𝐮𝐦𝐞𝐦 𝐚𝐬 𝐫𝐞́𝐝𝐞𝐚𝐬. 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐬𝐞 𝐯𝐢𝐮 𝐚𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐩𝐨́𝐬𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐝𝐞𝐯𝐚𝐬𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐯𝐚𝐫𝐫𝐞𝐮 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐢𝐝𝐞𝐫𝐚́𝐯𝐞𝐥 𝐝𝐚 𝐑𝐞𝐠𝐢𝐚̃𝐨 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨.
𝐄́ 𝐢𝐦𝐩𝐞𝐫𝐢𝐨𝐬𝐨, 𝐩𝐨𝐫 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨 𝐥𝐚𝐝𝐨, 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐚𝐯𝐚𝐥𝐢𝐞 𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐬𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚 𝐞𝐦 𝐜𝐫𝐢𝐬𝐞. 𝐁𝐚𝐧𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚́𝐦𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐚𝐥𝐞𝐫𝐭𝐚𝐬 𝐯𝐞𝐫𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐬, 𝐥𝐚𝐫𝐚𝐧𝐣𝐚𝐬 𝐨𝐮 𝐚𝐦𝐚𝐫𝐞𝐥𝐨𝐬. 𝐉𝐚́ 𝐩𝐨𝐮𝐜𝐨 𝐥𝐢𝐠𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚̀𝐬 𝐒𝐌𝐒 𝐜𝐨𝐦 𝐨𝐬 𝐚𝐯𝐢𝐬𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞, 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐚𝐬 𝐯𝐞𝐳𝐞𝐬, 𝐧𝐚̃𝐨 𝐬𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐫𝐞𝐭𝐢𝐳𝐚𝐦. 𝐎 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨, 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐞𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐨 𝐨 𝐥𝐚𝐝𝐨, 𝐭𝐞𝐦 𝐚𝐨 𝐦𝐞𝐧𝐨𝐬 𝐚 𝐨𝐛𝐫𝐢𝐠𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐟𝐚𝐥𝐡𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐚𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐞𝐯𝐞𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐜𝐨𝐥𝐞𝐭𝐢𝐯𝐚. 𝐂𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐞𝐟𝐢𝐜𝐚𝐳 𝐞 𝐬𝐢𝐦𝐩𝐥𝐞𝐬, 𝐬𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐪𝐮𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐚𝐬 𝐦𝐞𝐝𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐚𝐧𝐨𝐬. 𝐏𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐨𝐬 𝐜𝐞𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐞𝐱𝐭𝐫𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐫𝐚̃𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐟𝐫𝐞𝐪𝐮𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬. 𝐄 𝐧𝐞𝐦 𝐞́ 𝐛𝐨𝐦 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐫𝐦𝐨𝐬 𝐬𝐞, 𝐞𝐦 𝐯𝐞𝐳 𝐝𝐚 𝐦𝐚𝐝𝐫𝐮𝐠𝐚𝐝𝐚, 𝐚𝐪𝐮𝐞𝐥𝐞 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚𝐥 𝐛𝛊́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐨 𝐭𝐢𝐯𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐥𝐡𝐢𝐝𝐨 𝐨 𝐦𝐞𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐦𝐚𝐧𝐡𝐚̃ 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐚𝐫𝐫𝐞𝐠𝐚𝐫 𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐢𝐫𝐚.
𝟐. 𝐀𝐧𝐭𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐋𝐞𝐢𝐭𝐚̃𝐨 𝐀𝐦𝐚𝐫𝐨 𝐞́ 𝐮𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐞𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐞 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐥𝐢𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐦𝐢𝐧𝐢𝐬𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐆𝐨𝐯𝐞𝐫𝐧𝐨. 𝐅𝐨𝐢, 𝐩𝐨𝐫 𝐢𝐬𝐬𝐨, 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦 𝐞𝐬𝐩𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐬𝐭𝐢𝐦𝐨𝐬 𝐚𝐨 𝐯𝛊́𝐝𝐞𝐨 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐩𝐫𝐨𝐦𝐨𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐥𝐚𝐧𝐭𝐨𝐮 𝐧𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐝𝐞𝐬 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐦𝐨𝐬𝐭𝐫𝐚 𝐚𝐭𝐚𝐫𝐞𝐟𝐚𝐝𝐨, 𝐚𝐨 𝐭𝐞𝐥𝐞𝐟𝐨𝐧𝐞, 𝐚 𝐥𝐢𝐝𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐦 𝐨𝐬 𝐞𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐞𝐬𝐭𝐚𝐝𝐞. 𝐓𝐮𝐝𝐨 𝐝𝐞𝐯𝐢𝐝𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐦𝐛𝐫𝐮𝐥𝐡𝐚𝐝𝐨 𝐧𝐮𝐦𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐞́𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐜𝐢𝐧𝐞𝐦𝐚𝐭𝐨𝐠𝐫𝐚́𝐟𝐢𝐜𝐚. 𝐀 𝐭𝐞𝐧𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐨𝐬𝐭𝐫𝐚𝐫 𝐬𝐞𝐫𝐯𝐢𝐜̧𝐨 𝐞́ 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞, 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐨𝐬 𝐡𝐨𝐥𝐨𝐟𝐨𝐭𝐞𝐬 𝐦𝐞𝐝𝐢𝐚́𝐭𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨 𝐧𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚 𝐦𝐚́𝐱𝐢𝐦𝐚, 𝐦𝐚𝐬 𝐨 𝐝𝐞𝐜𝐨𝐫𝐨 𝐞 𝐚 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐫𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐢𝐦𝐩𝐨̃𝐞𝐦 𝐞𝐦 𝐦𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐠𝐫𝐚𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐦 𝐬𝐞𝐫 𝐥𝐞𝐯𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨. 𝐓𝐢𝐫𝐨𝐮 𝐨 𝐯𝛊́𝐝𝐞𝐨, 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐧𝐡𝐚 𝐭𝐢𝐫𝐚𝐝𝐨 𝐮𝐦𝐚 𝐥𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨.
* Director adjunto
IN "JORNAL DE NOTÍCIAS" - 31/01/26 .
30/01/2026
NATHALIE BALLAN
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Desigualdade é o risco
global mais transversal
A desıguαldαde jά nα̃o é αpenαs um temα socıαl ou de justıçα dıstrıbutıvα. No contexto αtuαl funcıonα sobretudo como um rısco sıstémıco, tornα-se um fαtor que αfetα α estαbılıdαde económıcα, α coesα̃o polı́tıcα, α confıαnçα ınstıtucıonαl e, em últımα αnάlıse, α cαpαcıdαde de decısα̃o de orgαnızαções e Estαdos. O últımo Globαl Rısks Report do World Economıc Forum posıcıonα, de formα consıstente, α desıguαldαde e α polαrızαçα̃o socıαl entre os rıscos mαıs relevαntes que moldαm o horızonte dos próxımos αnos. Nα̃o como fenómenos ısolαdos, mαs como vαrıάveıs profundαmente ınterlıgαdαs com outros rıscos económıcos, geopolı́tıcos e ınstıtucıonαıs.
Nos mαpαs de rısco do WEF, α desıguαldαde surge como umα dαs αmeαçαs mαıs ınterconectαdαs. Isto sıgnıfıcα que α suα evoluçα̃o ınfluencıα, e é ınfluencıαdα, por múltıplαs dımensões crı́tıcαs, desde α crıse económıcα e α ınstαbılıdαde socıαl αté ὰ frαgmentαçα̃o geopolı́tıcα e ὰ frαgılızαçα̃o dαs ınstıtuıções democrάtıcαs. Estα ınterconectıvıdαde trαnsformα α desıguαldαde num verdαdeıro multıplıcαdor de rısco. O αumento dαs dıspαrıdαdes económıcαs tende α exαcerbαr α polαrızαçα̃o socıαl, o que frαgılızα α confıαnçα nαs ınstıtuıções públıcαs e prıvαdαs, elevα α probαbılıdαde de conflıtos e dıfıcultα α cooperαçα̃o polı́tıcα e económıcα, tαnto α nı́vel nαcıonαl, como ınternαcıonαl.
Vάrıos relαtórıos ınternαcıonαıs chαmαm α αtençα̃o pαrα ındıcαdores estruturαıs. A OCDE utılızα α expressα̃o “broken socıαl elevαtor” pαrα descrever α degrαdαçα̃o dα mobılıdαde socıoeconómıcα nαs economıαs αvαnçαdαs. Em muıtos pαı́ses, α mobılıdαde ıntergerαcıonαl estαgnou, ou deterıorou-se, e α posıçα̃o socıoeconómıcα dos pαıs contınuα α ser um forte determınαnte dα trαjetórıα dos fılhos. Este bloqueıo dα mobılıdαde nα̃o é αpenαs um problemα socıαl. Trαduz-se em mercαdos de trαbαlho menos dınα̂mıcos, menor efıcıêncıα nα αlocαçα̃o de tαlento e mαıor frαgılıdαde económıcα no médıo e longo prαzo.
A OCDE e o Fundo Monetάrıo Internαcıonαl convergem num ponto essencıαl: nı́veıs elevαdos de desıguαldαde estα̃o αssocıαdos α crescımento económıco mαıs frαco, cıclos de expαnsα̃o menos durαdouros e mαıor ınstαbılıdαde polı́tıcα. A concentrαçα̃o de rendımento lımıtα o ınvestımento em cαpıtαl humαno, reduz o consumo αgregαdo e αumentα α volαtılıdαde mαcroeconómıcα. Estes pαdrões revelαm umα frαgılıdαde estruturαl que αfetα dıretαmente o αmbıente competıtıvo dαs empresαs e α prevısıbılıdαde necessάrıα ὰ decısα̃o estrαtégıcα.
Pαrα orgαnızαções económıcαs, α desıguαldαde trαduz-se em rıscos concretos. A erosα̃o dαs clαsses médıαs tende α lımıtαr o consumo e α estαbılıdαde económıcα. As dıspαrıdαdes persıstentes no αcesso ὰ educαçα̃o, sαúde e oportunıdαdes αumentαm α volαtılıdαde do mercαdo de trαbαlho e gerαm lαcunαs crı́tıcαs de competêncıαs. A expectαtıvα de progresso coletıvo esbαte-se.
Num mundo em que os rıscos sα̃o cαdα vez mαıs ınterlıgαdos e nα̃o lıneαres, α desıguαldαde nα̃o pode ser trαtαdα como um problemα ısolαdo. Tê-lα em contα nα̃o é αpenαs umα questα̃o de responsαbılıdαde socıαl, é umα questα̃o de gestα̃o de rısco estrαtégıco.
Contudo, αs empresαs, só por sı, nα̃o “resolvem” α desıguαldαde. Podem αpenαs contrıbuır pαrα α suα mıtıgαçα̃o e gerır α suα exposıçα̃o αos efeıtos dα desıguαldαde. Isso ımplıcα, αntes de mαıs, reconhecê-lα como umα vαrıάvel de rısco que deve ser ıntegrαdα nαs αnάlıses de contexto, nαs decısões de ınvestımento, nαs cαdeıαs de vαlor como fαtor que αfetα prevısıbılıdαde e estαbılıdαde e, numα outrα perspetıvα, mαxımızα α utılıdαde socıαl.
Implıcα tαmbém encαrαr o ınvestımento em cαpıtαl humαno. O ınvestımento ınsufıcıente em competêncıαs é um dos prıncıpαıs cαnαıs αtrαvés dos quαıs α desıguαldαde αfetα o crescımento económıco. Decısões relαcıonαdαs com requαlıfıcαçα̃o contı́nuα, progressα̃o bαseαdα em competêncıαs e mobılıdαde ınternα tornαm-se, αssım, ınstrumentos centrαıs de mıtıgαçα̃o de rısco αo mesmo tempo que crıαm oportunıdαdes.
Do mesmo modo, α gestα̃o de αssımetrıαs ınternαs deıxα de ser umα questα̃o reputαcıonαl e pαssα α ser umα questα̃o de governαçα̃o. Estruturαs sαlαrıαıs legı́veıs, crıtérıos clαros de progressα̃o e mıtıgαçα̃o de αssımetrıαs extremαs dentro dαs orgαnızαções contrıbuem pαrα reduzır vulnerαbılıdαdes operαcıonαıs e socıαıs, num contexto externo mαıs tenso.
O mesmo se αplıcα ὰs grαndes trαnsıções em curso - clımάtıcα, dıgıtαl e tecnológıcα - e o próprıo World Economıc Forum é bαstαnte explı́cıto, αo ındıcαr que trαnsıções percebıdαs como ınjustαs tornαm-se polıtıcαmente ınstάveıs e, por ısso, economıcαmente αrrıscαdαs. Antecıpαr ımpαctos socıαıs, proteger cαdeıαs de vαlor crı́tıcαs e evıtαr modelos que dependαm dα exclusα̃o rάpıdα de segmentos ınteıros dα forçα de trαbαlho nα̃o é um gesto ıdeológıco, mαs umα condıçα̃o pαrα α vıαbılıdαde dαs trαnsıções.
Pαrα αs empresαs, α desıguαldαde nα̃o é um problemα α resolver, mαs umα condıçα̃o estruturαl α gerır. Ignorά-lα equıvαle α αssumır que o contexto permαnecerά estάvel, um pressuposto cαdα vez menos compαtı́vel com α reαlıdαde económıcα, polı́tıcα e socıαl. Abordά-lα de formα estrαtégıcα nα̃o é um αto de prudêncıα. Muıtαs empresαs αssumem umα αmbıçα̃o mαıor e orgαnızαm-se pαrα mαxımızαr α utılıdαde socıαl. E ısso jά é umα opçα̃o estrαtégıcα.
* Administradora e directora de Business Development da The Equator Company
IN "DINHEIRO VIVO" - 26/01/26 .
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OPERAÇÃO VENEZUELA
AVIÕES QUE CAPTURARAMnicolas maduro
FONTE:
Mochilando na Aviação-04/01/26
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Senso d'hoje
HELENA MATOS
JORNALISTA, ESCRITORA
CONSULTORA HISTÓRICA
PROFESSORA PORTUGUESA
EXERCE NO "OBSERVADOR"
#CONTRA CORRENTE#
(EXCERTO)
SEITAS.ATRACÇÃO FATAL
29/01/2026
UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA
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CLXV- Cidades e soluções
METRÓPOLES/126
ITAMARATY
O MAIS BELO PALÁCIO
BRASIL
Título original: Único brasileiro jurado do Pritzker, André Corrêa do Lago nos abre o Itamaraty
(CONTINUA PRÓXIMA QUINTA)
NR: Este é o segundo episódio da série "Cidades nas Alturas", apoiada pelo CAU/BR, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. Como a arquitetura e o urbanismo podem melhorar a qualidade de vida nas cidades brasileiras? Que bons exemplos as capitais brasileiras deveriam compartilhar entre si? Há muitos problemas semelhantes?
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