08/06/2013

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HOJE NO
" DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Reaproveitamento de dispositivos 
de uso único louvado

Médicos e administradores hospitalares saúdam o reaproveitamento de dispositivos cirúrgicos de uso único, que dizem ter elevada segurança para doentes e profissionais de saúde e classificam como uma prática corrente em países desenvolvidos.
António Ferreira, administrador do Hospital de São João, no Porto, considera que o reprocessamento destes dispositivos garante até "menos acidentes e mais segurança" do que os próprios dispositivos originais. 
 "Só por ignorância ou má-fé se pode contestar este processo", afirmou António Ferreira à agência Lusa, num comentário à posição da Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações em Portugal, que contestou este reaproveitamento dos dispositivos, considerando-o um "atentado à saúde pública".
Também Vítor Herdeiro, presidente da Unidade de Saúde Local de Matosinhos, disse à Lusa que o reprocessamento dos dispositivos médicos cirúrgicos é "altamente seguro" e "equivalente a usar um dispositivo novo".
Segundo os dois responsáveis, depois de uma utilização, estes dispositivos são enviados para reprocessamento numa fábrica, que tem de estar certificada.
O método usado garante que são retirados todos os contaminantes dos dispositivos (como máquinas de sutura ou tesouras de corte), que são totalmente limpos, esterilizados, selados e passíveis de rastreabilidade.
De acordo com António Ferreira, esta prática é já seguida no Hospital de São João, que envia os dispositivos para reprocessamento para uma fábrica alemã, tendo o acordo e apoio de médicos e enfermeiros.
A 30 de maio, o Ministério da Saúde publicou em Diário da República um despacho sobre os dispositivos médicos de uso único reprocessados, com o objetivo de "estabelecer as condições de adequada segurança que permitam alcançar poupanças indispensáveis para continuar a disponibilizar terapias e tecnologias inovadoras".
"Não posso saudar mais este despacho, que enquadra uma atividade própria de um país industrializado e desenvolvido e impede esterilizações feitas em vãos de escada", afirmou o administrador do São João, aludindo ainda às poupanças que este mecanismo permite ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Também Vítor Herdeiro, da Unidade de Saúde de Matosinhos, lembrou que o reprocessamento permite ao SNS poupar 50% em cada reutilização.
Para o cardiologista João Queirós e Mello, o reprocessamento dos dispositivos é um "processo sólido, sério e muito testado no mundo, sendo praticado há cerca de 30 anos nos Estados Unidos e há 16 no Norte e Centro da Europa.
 "Saúdo que no meu país seja possível reprocessar os dispositivos médicos que o possam ser. É o estado da arte de um país desenvolvido e rico", comentou à Lusa o presidente do conselho consultivo do Centro Hospitalar do Médio Tejo.
O médico explicou que, atualmente, o reprocessamento pode ser feito em cerca de um terço dos dispositivos médicos existentes e que, nos Estados Unidos, 60% dos seus cinco mil hospitais já recorrem a este método.
O reprocessamento dos dispositivos surgiu no mundo quando a comunidade hospitalar começou a considerar abusivo que fosse a indústria fabricante a única a poder definir quais os dispositivos que seriam de uso único, considerando que essa classificação se tornou abusiva.

* Será que os profissionais da Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações em Portugal são todos burros ou há interesses ocultos, expliquem-nos???

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1 comentário:

Desmiolado Sousa disse...

Para quem quiser estar mais informado consulte o seguinte documento da Comissão Europeia - www.europarl.europa.eu/registre/docs_autres_institutions/commission_europeenne/com/ 2012/0542/COM_COM(2012)0542_EN.pdf (quem não o quiser ler todo, verifiquem o último parágrafo da pagina 6 e o primeiro da página 7).
Estamos a misturar no mesmo "saco" DM totalmente diferentes, afirmando-se coisas que parecem iguais, mas são como a águe o vinho.