19/09/2011



HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Quase 93 mil trabalhadores do setor 
da construção estão no desemprego
Drama sem fim à vista
No último ano, 1446 empresas do setor da 
construção 'deixaram a sua atividade a nível nacional', Setor vive momentos de aflição.

Quase 93 mil trabalhadores do setor da construção estavam desempregados no final do segundo trimestre deste ano, o que corresponde a cerca de 14 por cento do número total de portugueses sem emprego. Segundo números do Instituto Nacional de Estatística, no segundo trimestre deste ano, a estimativa do número de desempregados à procura de novo emprego cujo sector da última atividade era a construção ascendia a 92,9 mil. Este valor representa uma subida em relação aos primeiros três meses deste ano, quando o número de desempregados do setor da construção totalizava 91,3 mil. No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 12,1 por cento, o que significa que 675 mil portugueses estavam sem emprego, 13,7 por cento do quais oriundos do setor da construção.
A Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) tem alertado para o facto de o setor ter em risco 140 mil postos de trabalho, devido à crise que o setor atravessa e à suspensão das obras públicas. Neste sentido, a confederação presidida por Reis Campos tem reivindicado a aposta na reabilitação urbana e a readaptação das verbas do QREN numa tentativa de dinamizar o setor e estancar o desemprego.
Como consequência da crise do setor da construção, o número de empresas a fechar portas também tem aumentado. Segundo o delegado regional do Algarve da Associação de Empresas de Construção Civil e Obras Públicas (AECOPS), Manuel Gonçalves, em setembro, relativamente ao mesmo período de 2010, foram registadas '1446 empresas que deixaram a sua atividade a nível nacional', Porém, deste valor 'cerca de 87 por cento, ou seja, 1360 empresas em números redondos, são da área geográfica da AECOPS, de Leiria/Castelo Branco até ao sul, o que significa que a região sul tem sido a mais afetada pela crise no setor da construção'.


* Chama-se a isto o "declínio do delírio do betão" e a conivência é grande entre poder político e grandes empreiteiros.

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